Sete valores que Ogum nos ensina

Sete valores que Ogum nos ensina:

1) A coragem. Coragem para lidar com todas as atribuições que a vida nos apresenta. Coragem para romper com todos os nossos medo. Coragem para correr atrás daquilo que toca o nosso coração, buscar, verdadeiramente os nossos sonhos. Coragem para permitir que a espiritualidade nos transforme no nosso Eu superior. Coragem para dizer não aquilo que nos faz mal e nos oprime. Coragem para se entregar ao Pai Maior. 2) A força. Força que habita o nosso ser e vibra em nossa essência. Força que capacita a modificar, com nossas próprias mãos, tudo aquilo que nos desagrada. Força para assumir aquilo que é correto e justo, apesar de todas as consequências. Força para vencer o desânimo, o cansaço e toda angústia. Força que nos impulsiona a proteger aquele que amamos. 3) A perseverança. Ogum nos mostra que aqueles que não desistem encontram o bom êxito em seus caminhos. Ensina-nos que os desafios sempre aparecem, mas nem por isto devemos nos desviar dos nossos objetivos. Que o esforço e a vontade bem direcionada é recompensada. Que aquele que planta sementes positivas inevitavelmente coletará bons frutos. Que quando tudo parecer bloquear nossa caminhada, devemos criar uma saída onde parece haver somente limites. 4) A determinação. De peito aberto e disposição no coração, direcionarmos nossas energias para construirmos a vida que desejamos. A não desistirmos na primeira dificuldade, mas darmos o melhor de nós a cada momento. Que Deus nos capacitou com as ferramentas necessárias para transformar nossa realidade. Que antes da vitória é preciso lutarmos por aquilo que aspiramos. Ogum nos ensina a enfrentarmos, diariamente, tudo aquilo que atrasa nosso crescimento material, moral e espiritual. 5) A boa vontade. Ogum é pioneiro, ele veste sua armadura, empenha sua espada, monta em seu cavalo e vai para a linha de frente. Não espera pedir, não aguarda o mal acontecer. Ele nos ensina a ir e fazer. A sermos o primeiro a se voluntariar a realizar o que é bom e correto. Cumprir nossa missão e nos deveres. Sua vibração traz o ânimo para a ação. Silenciar as desculpas e justificativas, apenas executar aquilo que nos propomos a vivenciar. 6) O autodomínio. Este Orixá mostra-nos o caminho para tornarmos trabalhadores do Cristo. Com disciplina, fé e vontade firme, permite-nos vencermos nossas imperfeições e, dessa maneira, alinharmos nossa alma à Espiritualidade Superior. Todo orgulho, ego, arrogância perversidade deve ser enfrentado. Porém, não o mal que observamos nos outros, isto é muito fácil, mas aquele que habita o nosso ser. Nossas emoções, hábitos e pensamentos devem ser trabalhados não para nos derrubarem, mas sim para tornarem-se nossos aliados, conduzindo-nos a caminhos virtuosos. 7) A vitória. A maior batalha é com nós mesmo e o verdadeiro guerreiro, da qual Pai Ogum é o modelo, é aquele venceu esta contenda. Mais do que nos auxiliarmos na realização de nossos fúteis desejos materiais, Ogum abre os caminhos para a luz, a evolução espiritual, o encontro Deus. Habitamos temporariamente nossos corpos físicos para que passamos pelas experiências necessárias ao nosso desenvolvimento. Reconhecer este processo, e permitir que o amadurecimento interno aconteça, é, mais do que qualquer outro fato, ser vitorioso na vida. Salve Ogum! Salve a Umbanda! “Ogum tem sete espadas para te defender Ogum é seu Pai Ogum é seu guia” No momento em que você entra no terreiro, a espiritualidade já está trabalhando por você. Um primeiro filtro de energia já é realizado: nem toda energia tem permissão para entrar. No plano astral, entre os diferentes seres que podem estar te acompanhando, acontece uma espécie de triagem. Alguns ficam do lado de fora, outros são encaminhados para tratamentos e, por fim, outra parcela te acompanhar para o atendimento com o guia. Enquanto aguarda o início dos rituais, evite conversas desnecessárias e pensamentos negativos. Prefira o silêncio e a oração. Os guias já se fazem presentes. Muitas vezes, basta uma intuição para encontrar a solução de seus problemas. Porém, se estiver com a mente ocupada com futilidade e negatividade, dificilmente captará as inspirações da espiritualidade. O descarrego e o passe já estão sendo ministrados, no próprio banco de espera. Esteja receptivo às vibrações elevadas. Lembre-se de que a espiritualidade é invisível aos olhos da carne, mas sentida no coração. E o terreiro é um espaço sagrado. Não é local para fofocas, intrigas, discussões, julgamentos e nem qualquer outro assunto de baixa moralidade. Quando, enfim, iniciar-se os trabalhos, abra o coração. Vibre junto com os pontos cantos e o axé dos guias e Orixás. Cante, bata palma, dê a sua contribuição à energia da casa. É verdadeiro o ditado “quem canta os males espantas". A música possui um alto poder de agir nas profundezas de nosso ser. É momento de prestigiar, agradecer, honrar a espiritualidade que nos ampara. Quando os pontos louvarem, por exemplo, a força de Ogum, permita que esta energia, através do toque dos tambores, do ritmo das palmas, e do axé das palavras, vibre em sua essência, trazendo todos as suas bênçãos. Ali mesmo as demandas podem ser quebradas, a força de vontade crescer e os caminhos se abrirem. O mesmo vale para todos os Orixás. Entenda que nenhum elemento do ritual está ali à toa, tudo possui o seu propósito e seu fundamento. O bom atabaqueiro não é aquele que canta mais alto, nem o que bate mais forte nos tambores. Mas sim aquele que sabe, com harmonia, fazer o terreiro vibrar a força dos guias e Orixás. E o bom consulente e médium é aquele que sabe receber as bênçãos de toda esta espiritualidade. Então vem a defumação. Através da queima de algumas ervas e resinas específicas, escolhidas pelo sacerdote da casa, as diferentes energias da natureza são liberadas do ambiente do terreiro. A defumação limpa, harmoniza e energiza nosso campo astral. Saiba que a força das folhas está na energia liberada, e não na fumaça que sai do turíbulo. Digo isto pois vejo alguns que não se sentem satisfeito se a defumação não estiver em excesso e não tomarem um “banho” com a fumaça. É no plano astral que as bênçãos acontecem. Você não precisa fazer movimento nenhum, a não ser que este seja um fundamento da sua casa, basta apenas estar receptivo às boas energias. Como sempre dissemos, não se apegue àquilo que vê e toca, mas ao que sente. E depois disso, temos, enfim, a grande oportunidade de conversarmos com as entidades. Que nunca esqueçamos quão maravilhosa é esta oportunidade de nos encontrarmos com os guias da Umbanda. Eles que já experimentaram as mais diversas peripécias da vida e atingiram níveis de sabedoria e iluminação ainda tão distantes de nós e dispõem-se, regularmente, a vir em Terra para nos instruir, proteger, fortalecer. E apesar de todos os conselhos e paciência deles, quantas vezes os filhos de Umbanda insistem em errar, a vibrar no negativo, a se voltar contra seus irmãos. E depois estes “filhos" dizem-se esquecidos pela espiritualidade, sem fé, quando eles mesmos não fizeram as suas partes. Não desperdicem a oportunidade que possuem, pois é pela misericórdia de Deus que a Umbanda pode existir e fazer seus milagres na Terra. Quem pode dizer-se verdadeiramente merecedor de suas graças? Mas os guias compreendem a extensão da missão que carregam e é por amor a todos nós que fazem-se presentes no terreiro. Pelo estágio de evolução que já alcançaram, hoje eles poderiam habitar outros planos tão mais felizes que a Terra, mas optaram por fazer essa missão grandiosa em nosso planeta. E apesar de toda luz e conhecimento que querem nos passar, são tantos os que apenas buscam dinheiro, relacionamento, casa, emprego, e outras coisas apenas materiais, isto quando não pedem, inutilmente, o mal do próximo. É triste isto. Sábio é aquele que sabe agradecer em vez de pedir. E maduro o que escuta em vez de lamentar e reclamar. Há muita sabedoria nas palavras dos guias. Há muita elevação nas energias que deles recebemos. Mais uma vez repetimos: não se apegue ao que vê. Nem sempre é preciso acender uma vela, ou realizar uma oferenda, um acender um charuto, ou usar pólvora, ou qualquer outro elemento material. Muitas vezes, é suficiente um simples passe. Em outros momentos, uma simples conversa, ou uma simples oração. É muito importante compreender que existem algumas dificuldades que somente podem ser superadas com a nossa transformação interior. E enquanto você não mudar, não vencer este defeito, o problema não se resolve, não importa quantos trabalhos você realizar. São as sombras que habitam nosso coração e bloqueiam nosso caminho. E para lidar com isso, não há atalhos. Deve-se encarar a si mesmo, aprofundar-se no autoconhecimento, e elevar o espírito. Saravá a todos! Viva a Umbanda!

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