Oração-preces e saudação a xangô

Oração de Xangô mais conhecida:

“Poderoso Orixá de Umbanda, Pai, companheiro e guia, Senhor do equilíbrio e da justiça, auxiliar da Lei do Carma, Só Vós tendes o direito de acompanhar, pela eternidade, todas as causas, todas as defesas, acusações e eleições promanadas das ações desordenadas dos atos puros e benfazejos que praticamos.

Senhor de todos os maciços e cordilheiras, símbolo e sede da Vossa atuação planetária no físico, no astral e no mental. Soberano Senhor do equilíbrio e da equidade, velai pela inteireza do nosso caráter.

Ajudai-nos com Vossa prudência. Defendei-nos das nossas perversões, ingratidões, antipatias, falsidades, incontenção da palavra e julgamento indevido, dos atos dos nossos irmãos em humanidade.

Só Vós sois o grande Julgador.
Kaô cabecilê Xangô!”

Oração de Xangô para atrair um amor, ou trazer amado de volta

“Eu (diga seu nome), invoco Xangô e seus auxiliares, invoco a corrente de Xangô, invoco os espíritos da justiça para que demonstrem vosso poder: que o coração de (diga o nome do seu amado) transborde de Amor, Desejo e confiança por mim, e que faça ele me enxergar como sua companheira. Que (diga o nome do seu amado), aceite o Amor e Desejo que tem por mim (diga seu nome) em seu coração.

Que ainda hoje (diga o nome do seu amado) me procure para dizer que não consegue viver longe de mim. Que diga que Me Ama e me Deseja e que quer ficar comigo, me fazer feliz, que quer que eu seja sua Namorada, Esposa, Amante, Sua única Mulher!

Que (diga o nome do seu amado) deseje me fazer muito feliz, que realmente decidiu não lutar contra o Amor e o Desejo e que nos une. Que (diga o nome do seu amado) queira ficar sempre ao meu lado. Que sinta saudades, que sinta minha falta, que sinta ciúmes de mim (diga seu nome), que sempre me procure, que só tenha prazer comigo.

Que (diga o nome do seu amado) tenha medo de me perder, queira sempre me dar prazer, que nunca procure outra pessoa, que não tenha olhos para nenhuma outra pessoa que não seja EU (diga seu nome).

Que (diga o nome do seu amado) sinta agora uma profunda e incontrolável vontade de me ver, que venha ao meu encontro e declare todo o seu amor por mim (diga seu nome). Que, desta vez, (diga o nome do seu amado) peça para ficar sempre comigo. Que nunca mais diga Não, e nem me maltrate. Que a partir de hoje sejamos felizes como Namorados e, se for para o bem de nossa felicidade, futuramente juntos, unidos e, se for o caso, casados.

Que Xangô e seus auxiliares afastem todo o mal, inveja, mau olhado, mulheres que podem dar em cima dele, homens e amigos que queiram nos fazer mal, que interfiram, ou queiram derrubar, acabar com o nosso Namoro, ou plantar a semente da discórdia em nossos corações. Que (diga o nome do seu amado), neste momento, vai começar a pensar em mim e, sendo impossível controlar, vai vir até mim (diga seu nome).

Enfim, que (diga o nome do seu amado) declare todo o seu Amor e a vontade de ficar feliz comigo (diga seu nome) e nunca mais tenha vontade de ficar longe de mim. Justiça seja feita, Xangô!

Assim seja. E assim será, com sua permissão e ajuda.
Amém!”

Oração para Xangô abrir caminhos

“Ao meu pai Xangô, eu peço na menção de Oxalá que atenda às minhas palavra, que ouça meu coração por amor a Orumilá.

Ao meu pai Xangô, eu peço a sua misericórdia e proteção para minha vida.

Ao meu pai Xangô, eu peço que seja digno de carregar em minha vida a sua proteção, a sua benevolência e sua força.

Ao meu pai Xangô, eu peço que abra os meus caminhos e que eu consiga enxergar em minha alma, as imperfeições que não me deixam enxergar a luz divina do Criador.

Que meu corpo e meu espírito, sejam curados pelos seus ensinamentos Divinos. Ao meu pai Xangô, pela minha verdadeira fé e devoção.

Eu peço que ouça minhas palavras e que eu, seja digno de seu perdão.”


Oração a Xangô pedindo justiça e proteção

“Ó Xangô, Meu Pai Xangô, Olhai por todos os que imploram pela vossa proteção, Dai-nos a vossa bênção meu Pai, protegei-nos de todos os nossos inimigos, Sejam eles inimigos materiais ou espirituais e protegei-nos também dos nosso falsos amigos.

Confiamos-nos a Vós, meu Pai Xangô, Mandai-nos do alto da vossa pedreira uma faísca do vosso raio luminoso e que com ela venham os vossos ensinamentos, para podermos assim tratar com toda a serenidade e toda a justiça os nossos semelhantes.

Meu Pai Xangô, Vós que sois advogado e representante da justiça divina, Eu vos peço que me defendeis das injustiças dos homens desta Terra e que protegeis toda a humanidade contra todas as desgraças e infelicidades. Defendei e protegei todos os nossos irmãos inocentes daqueles que procuram fazer-lhes mal ou enganá-los com as suas mentiras.

Meu Pai Xangô, ensinai a esses nossos irmãos o caminho do bem, da Fé e da caridade, para que pratiquem boas ações, como nos ensinou o nosso Pai Oxalá,
e para que aprendam a dar de graça o que de graça receberam.

Abençoai-me, Xangô, e protegei-me de todos os perigos do cotidiano e ajudai-me a praticar o bem sem olhar a quem, ensinai-me a ser melhor, a ser bom e justo.

Ensinai-me meu Pai, a amar e a respeitar os meus semelhantes, tanto quanto vos amo e Respeito. Peço-vos ainda meu Pai Xangô, protegei os meus amigos e os meus entes queridos de todo o Mal

Que assim seja!! Caô Cabecilê, meu Pai!!”

Curta Prece a Xangô – para rezar em momentos rápidos

“Bondoso São Jerônimo, o vosso nome Xangô, nos terreiros de Umbanda, desperta as mais puras vibrações. Protegei-nos, Xangô, contra os fluidos grosseiros dos espíritos malfazejos, amparai-nos nos momentos de aflição, afastai de nossa pessoa todos os males que forem provocados pelos trabalhos de magia negra. Rogamo-vos, também, São Jerônimo, usar de nossa influência caridosa junto às mentes daqueles que por ambição, ignorância ou maldade, praticam o mal contra os seus irmãos empregando as forças elementais e astrais inferiores. Iluminai a mente desses irmãos, Afastando-os do erro e conduzindo-os à prática do bem.

Assim Seja!
Kaô Cabecilê”

Saudação a Pai Xangô

Xangô – Senhor da justiça.

Saudação: Kao Kabiesilê! – (Permita-me vê-lo, Majestade!).
Cores: Vermelho e branco, Marrom e branco
Cor da Vela: Marrom
Dia da semana: Quarta-feira

XANGÔ:
Talvez estejamos diante do Orixá mais cultuado e respeitado no
Brasil. Isso porque foi ele o primeiro Deus Iorubano, por assim dizer,
que pisou em terras brasileiras.
Xangô é um Orixá bastante popular no Brasil e às vezes confundido
como um Orixá com especial ascendência sobre os demais, em termos
hierárquicos. Essa confusão acontece por dois motivos: em primeiro
lugar, Xangô é miticamente um rei, alguém que cuida da administração,
do poder e, principalmente, da justiça – representa a autoridade
constituída no panteão africano. Ao mesmo tempo, há no norte do Brasil
diversos cultos que atendem pelo nome de Xangô. No Nordeste, mais
especificamente em Pernambuco e Alagoas, a prática do candomblé
recebeu o nome genérico de Xangô, talvez porque naquelas regiões
existissem muitos filhos de Xangô entre os negros que vieram trazidos
de África. Na mesma linha de uso impróprio, pode-se encontrar a
expressão Xangô de Caboclo, que se refere obviamente ao que chamamos
de Candomblé de Caboclo.
Xangô é pesado, íntegro, indivisível, irremovível; com tudo isso,
é evidente que um certo autoritarismo faça parte da sua figura e das
lendas sobre suas determinações e desígnios, coisa que não é
questionada pela maior parte de seus filhos, quando inquiridos.
Suas decisões são sempre consideradas sábias, ponderadas,
hábeis e corretas. Ele é o Orixá que decide sobre o bem e o mal. Ele é
o Orixá do raio e do trovão.
Na África, se uma casa é atingida por um raio, o seu proprietário
paga altas multas aos sacerdotes de Xangô, pois se considera que ele
incorreu na cólera do Deus. Logo depois os sacerdotes vão revirar os
escombros e cavar o solo em busca das pedras-de-raio formadas pelo
relâmpago. Pois seu axé está concentrado genericamente nas pedras,
mas, principalmente naquelas resultantes da destruição provocada pelos
raios, sendo o Meteorito é seu axé máximo.
Xangô tem a fama de agir sempre com neutralidade (a não ser em
contendas pessoais suas, presentes nas lendas referentes a seus
envolvimentos amorosos e congêneres). Seu raio e eventual castigo são
o resultado de um quase processo judicial, onde todos os prós e os
contras foram pensados e pesados exaustivamente. Seu Axé, portanto
está concentrado nas formações de rochas cristalinas, nos terrenos
rochosos à flor da terra, nas pedreiras, nos maciços. Suas pedras são
inteiras, duras de se quebrar, fixas e inabaláveis, como o próprio
Orixá.
Xangô não contesta o status de Oxalá de patriarca da Umbanda, mas
existe algo de comum entre ele e Zeus, o deus principal da rica
mitologia grega. O símbolo do Axé de Xangô é uma espécie de machado
estilizado com duas lâminas, o Oxé, que indica o poder de Xangô, corta
em duas direções opostas. O administrador da justiça nunca poderia
olhar apenas para um lado, defender os interesses de um mesmo ponto de
vista sempre. Numa disputa, seu poder pode voltar-se contra qualquer
um dos contendores, sendo essa a marca de independência e de
totalidade de abrangência da justiça por ele aplicada. Segundo Pierre
Verger, esse símbolo se aproxima demais do símbolo de Zeus encontrado
em Creta. Assim como Zeus, é uma divindade ligada à força e à justiça,
detendo poderes sobre os raios e trovões, demonstrando nas lendas a
seu respeito, uma intensa atividade amorosa.
Outra informação de Pierre Verger especifica que esse Oxé parece
ser a estilização de um personagem carregando o fogo sobre a cabeça;
este fogo é, ao mesmo tempo, o duplo machado, e lembra, de certa forma
a cerimônia chamada ajerê, na qual os iniciados de Xangô devem
carregar na cabeça uma jarra cheia de furos, dentro da qual queima um
fogo vivo, demonstrando através dessa prova, que o transe não é
simulado.
Xangô portanto, já é adulto o suficiente para não se empolgar
pelas paixões e pelos destemperos, mas vital e capaz o suficiente para
não servir apenas como consultor.
Outro dado saliente sobre a figura do senhor da justiça é seu mau
relacionamento com a morte. Se Nanã é como Orixá a figura que melhor
se entende e predomina sobre os espíritos de seres humanos mortos,
Eguns, Xangô é que mais os detesta ou os teme. Há quem diga que,
quando a morte se aproxima de um filho de Xangô, o Orixá o abandona,
retirando-se de sua cabeça e de sua essência, entregando a cabeça de
seus filhos a Obaluaiê e Omulu sete meses antes da morte destes, tal o
grau de aversão que tem por doenças e coisas mortas.
Deste tipo de afirmação discordam diversos babalorixás ligados ao
seu culto, mas praticamente todos aceitam como preceito que um filho
que seja um iniciado com o Orixá na cabeça, não deve entrar em
cemitérios nem acompanhar a enterros.
Tudo que se refere a estudos, as demandas judiciais, ao direito,
contratos, documentos trancados, pertencem a Xangô.
Xangô teria como seu ponto fraco, a sensualidade devastadora e o
prazer, sendo apontado como uma figura vaidosa e de intensa atividade
sexual em muitas lendas e cantigas, tendo três esposas: Obá, a mais
velha e menos amada; Oxum, que era casada com Oxossi e por quem Xangô
se apaixona e faz com que ela abandone Oxossi; e Iansã, que vivia com
Ogum e que Xangô raptou.
No aspecto histórico Xangô teria sido o terceiro Aláàfin Oyó,
filho de Oranian e Torosi, e teria reinado sobre a cidade de Oyó
(Nigéria), posto que conseguiu após destronar o próprio meio-irmão
Dada-Ajaká com um golpe militar. Por isso, sempre existe uma aura de
seriedade e de autoridade quando alguém se refere a Xangô.

Conta a lenda que ao ser vencido por seus inimigos, refugiou-se
na floresta, sempre acompanhado da fiel Iansã, enforcou-se e ela
também. Seu corpo desapareceu debaixo da terra num profundo buraco, do
qual saiu uma corrente de ferro – a cadeia das gerações humanas. E ele
se transformou num Orixá. No seu aspecto divino, é filho de Oxalá,
tendo Yemanjá como mãe.
Xangô também gera o poder da política. É monarca por natureza e
chamado pelo termo obá, que significa Rei. No dia-a-dia encontramos
Xangô nos fóruns, delegacias, ministérios políticos, lideranças
sindicais, associações, movimentos políticos, nas campanhas e partidos
políticos, enfim, em tudo que gera habilidade no trato das relações
humanas ou nos governos, de um modo geral.
Xangô é a ideologia, a decisão, à vontade, a iniciativa. É a
rigidez, organização, o trabalho, a discussão pela melhora, o
progresso social e cultural, a voz do povo, o levante, à vontade de
vencer. Também o sentido de realeza, a atitude imperial, monárquica. É
o espírito nobre das pessoas, o chamado “sangue azul”, o poder de
liderança. Para Xangô, a justiça está acima de tudo e, sem ela,
nenhuma conquista vale a pena; o respeito pelo Rei é mais importante
que o medo.
Xangô é um Orixá de fogo, filho de Oxalá com Yemanjá. Diz a lenda
que ele foi rei de Oyó. Rei poderoso e orgulhoso e teve que enfrentar
rivalidades e até brigar com seus irmãos para manter-se no poder.

CARACTERÍSTICAS

Cor:
Marrom

Fio de Contas:
Marrom leitosa.

Ervas:
Erva de São João, Erva de Santa Maria, Beti Cheiroso, Nega Mina, Elevante, Cordão de Frade, Jarrinha, Erva de Bicho, Erva Tostão, Caruru, Para raio, Umbaúba. (Em
algumas casas: Xequelê).

Símbolo:
Machado.

Pontos da Natureza:
Pedreira.

Flores:
Cravos Vermelhos e brancos.

Essências:
Cravo (flor).

Pedras:
Meteorito, pirita, jaspe.

Metal:
estanho.

Saúde:
fígado e vesícula.

Planeta:
Júpiter.

Dia da Semana:
Quarta-Feira.

Elemento:
Fogo.

Chacra:
cardíaco.

Saudação:
Kaô Cabecile (Opanixé ô Kaô).

Bebida:
Cerveja Preta.

Animais:
Tartaruga, Carneiro, leão.

Comidas:
Agebô, Amalá.

Número:
12.

Data Comemorativa:
29 de junho ou 30 de Setembro, (depende da região).

Sincretismo:
São Pedro, São Gerônimo.

Incompatibilidades:
Caranguejo, Doenças.

Qualidades:
Dadá, Afonjá, Lubé, Agodô, Koso, Jakuta, Aganju, Baru, Oloroke, Airá
Intile, Airá Igbonam, Airá Mofe, Afonjá, Agogo, Alafim.

ATRIBUIÇÕES

Xangô é o Orixá da Justiça e seu campo preferencial de atuação é
a razão, despertando nos seres o senso de equilíbrio e eqüidade, já
que só conscientizando e despertando para os reais valores da vida a
evolução se processa num fluir contínuo

As CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE XANGÔ

Para a descrição dos arquétipos psicológico e físico das
pessoas que correspondem a Xangô, deve-se ter em mente uma palavra
básica: Pedra. É da rocha que eles mais se aproximam no mundo natural
e todas as suas características são balizadas pela habilidade em verem
os dois lados de uma questão, com isenção e firmeza granítica que
apresentam em todos os sentidos.
Atribui-se ao tipo Xangô um físico forte, mas com certa
quantidade de gordura e uma discreta tendência para a obesidade, que
se ode manifestar menos ou mais claramente de acordo com os Ajuntós
(segundo e terceiro Orixá de uma pessoa). Por outro lado, essa
tendência é acompanhada quase que certamente por uma estrutura óssea
bem-desenvolvida e firme como uma rocha.
Tenderá a ser um tipo atarracado, com tronco forte e largo,
ombros bem desenvolvidos e claramente marcados em oposição à pequena
estatura;
A mulher que é filha de Xangô, pode ter forte tendência à falta
de elegância. Não que não saiba reconhecer roupas bonitas – tem,
graças à vaidade intrínseca do tipo, especial fascínio por
indumentárias requintadas e caras, sabendo muito bem distinguir o que
é melhor em cada caso. Mas sua melhor qualidade consiste em saber
escolher as roupas numa vitrina e não em usá-las. Não se deve
estranhar seu jeito meio masculino de andar e de se portar e tal fato
não deve nunca ser entendido como indicador de preferências sexuais,
mas, numa filha de Xangô é um processo de comportamento a ser
cuidadosamente estabelecido, já que seu corpo pode aproximar-se mais
dos arquétipos culturais masculinos do que femininos; ombros largos,
ossatura desenvolvida, porte decidido e passos pesados, sempre
lembrando sua consistência de pedra.

Em termos sexuais, Xangô é um tipo completamente mulherengo. Seus
filhos, portanto, costumam trazer essa marca, sejam homens, sejam
mulheres (que estão entre as mais ardentes do mundo). Os filhos de
Xangô são tidos como grandes conquistadores, são fortemente atraídos
pelo sexo oposto e a conquista sexual assume papel importante em sua
vida.
São honestos e sinceros em seus relacionamentos mais duradouros,
porque para eles sexo é algo vital, insubstituível, mas o objeto
sexual em si não é merecedor de tanta atenção depois de satisfeito
desejo.
Psicologicamente, os filhos de Xangô apresentam uma alta dose de
energia e uma enorme auto-estima, uma clara consciência de que são
importantes, dignos de respeito e atenção, principalmente, que sua
opinião será decisiva sobre quase todos os tópicos – consciência essa
um pouco egocêntrica e nada relacionada com seu real papel social. Os
filhos de Xangô são sempre ouvidos; em certas ocasiões por gente mais
importante que eles e até mesmo quando não são considerados
especialistas num assunto ou de fato capacitados para emitir opinião.
Porém, o senhor de engenho que habita dentro deles faz com que
não aceitem o questionamento de suas atitudes pelos outros,
especialmente se já tiverem considerado o assunto em discussão
encerrado por uma determinação sua. Gostam portanto, de dar a última
palavra em tudo, se bem que saibam ouvir. Quando contrariados porém,
se tornam rapidamente violentos e incontroláveis. Nesse momento,
resolvem tudo de maneira demolidora e rápida mas, feita a lei,
retornam a seu comportamento mais usual.
Em síntese, o arquétipo associado a Xangô está próximo do déspota
esclarecido, aquele que tem o poder, exerce-o inflexivelmente, não
admite dúvidas em relação a seu direito de detê-lo, mas julga a todos
segundo um conceito estrito e sólido de valores claros e pouco
discutíveis. É variável no humor, mas incapaz de conscientemente
cometer uma injustiça, fazer escolha movido por paixões, interesses ou
amizades.
Os filhos de Xangô são extremamente enérgicos, autoritários,
gostam de exercer influência nas pessoas e dominar a todos, são
líderes por natureza, justos honestos e equilibrados, porém quando
contrariados, ficam possuídos de ira violenta e incontrolável.

 

      Meu Pai Xango olha seus filhos - Xango

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