Oração de Ogum Xoroquê:

Oração de Ogum Xoroquê:

Pai, que minhas palavras e pensamentos cheguem até Vós em forma de prece, e que sejam ouvidas.

Que esta prece corra todo o universo e que chegue até aos necessitados em forma de conforto para as suas dores.

Que corra os quatro canto da Terra e chegue aos ouvidos dos meus inimigos em forma de brado ou advertência de um filho de Ogum Xoroquê que sou e nada temo, pois eu sei que a covardia não muda o destino.
Ogum,

padroeiro dos agricultores e lavradores, fazei com que minhas ações sejam férteis como o trigo que cresce e alimenta a humanidade, para que todos saibam que sou teu filho(a).
Ogum, Senhor da estradas, fazei de mim um verdadeiro andarilho, e que eu seja sempre um fiel escudeiro do teu exército, e que nas minhas caminhadas só hajam vitórias.

E, mesmo quando aparentemente derrotado(a), eu seja vitorioso(a), pois nós os Vossos filhos não conhecemos a derrota, porque sendo o Senhor o Deus da guerra, nós, Vossos filhos só conhecemos a luta, como esta que travo agora, embora sabendo que é só o começo, mas tendo o Senhor como meu Pai, minha vitória será mais do que certa.
Ogum, meu grande Pai e protetor, fazei com que meu dia de amanhã seja tão bom como o de hoje.

Que minhas estradas sejam sempre abertas. Que no meu jardim só hajam flores e que meus pensamentos sejam sempre bons, e que aqueles que me procuram sempre consigam o remédio para seus males.
Ogum, vencedor de demandas, que todos que cruzarem minha estrada, que o façam com o propósito de engrandecer mais ainda a ordem dos cavaleiros de Ogum.
Pai, dai luz aos meus inimigos, pois se eles me perseguem, é porque vivem nas trevas e, na realidade perseguem a luz que Vós me destes.
Senhor, me livre das pragas, das doenças, das pestes, dos olhos grandes, da inveja e da vaidade que só levam à destruição.

E que todos que ouvirem, lerem, e também que tiverem esta prece, estejam livres das maldades do mundo e da vida.
Ogum, que eu sempre possa dizer aqueles que me pedem sua bênção: Meu Pai te abençoe!

Lendas de Ogum Xoroquê

Uma vez, ao voltar de uma caçada com muita sede, ele não encontrou vinho de palma e zangou-se de tal maneira que, irado, subiu ao alto de um monte e gritou tão ferozmente que cobriu-se de sangue e fogo, vestindo-se apenas somente com o mariwo. Esse Ogum furioso, chamado agora de Xoroquê, foi para longe em direção aos outros reinos. Sempre furioso, foi para as terras dos Ibos, para o Daomé e até para o lado dos Ashantis. Guerreando, lutando, invadindo e conquistando. Com esse comportamento tão raivoso, muitos chegaram a pensar tratar-se de Exu, que teria ficado zangado por não ter recebido suas oferendas. Outros pensaram que ele tivesse se transformado num Exu e, desde então, muitos no candomblé passaram a tratá-lo como sendo metade Exu e metade Ogum.

Antes que ele chegasse a Ire, um Oluwo que vivia lá recomendou aos habitantes que oferecessem a Xoroquê um Aja (cachorro), Exu (inhame) e muito vinho de palma. Foi recomendado também que, com o corpo prostrado ao chão, em sinal de respeito, recitassem o seus orikis e que os tocadores tocassem em seu louvor. Sendo assim, todos fizeram o que lhes havia sido recomendado. Entretanto, o Rei resolveu não seguir tais conselhos, sendo alvo da fúria de Xoroquê, que logo matou o Rei quando chegou ao reino. Antes que ele matasse toda a população, os habitantes fizeram o recomendado e acalmaram Xoroquê que, acalmado, proclamou -se Rei de Ire.

Desde então, toda vez que Xoroquê se zanga, ele sai para o mundo com o intuito de guerrear e descontar sua ira. Quando retorna a Ire, ele volta a sua característica de Ogum guerreiro e vitorioso Rei de Ire.

      ogum xoroque

Quem é Ogum Xoroquê

Segundo a tradição afro-brasileira, Ogum foi o segundo filho de Yemanjá e Oxalá, devido a isso, ligou-se por uma grande amizade ao irmão mais velho, Exú, que lhe era mais próximo do que os demais irmãos. Aventureiros, os dois andavam sempre juntos. Seus interesses e habilidades eram muito semelhantes: donos das estradas do mundo, enquanto Exú dominava as encruzilhadas, Ogum mandava nas retas dos caminhos. O desbravamento de novos espaços, a abertura de passagens e a luta contra os inimigos constituíam sua vida. Talvez essa grande união e afinidade explique a existência de uma entidade que reúne as características dos dois Orixás: Exú-Ogum, segundo Nina Rodrigues (citado por Câmara Cascudo e por Roger Bastide), seria o nome dado pelos iorubas ao Orixá do ferro (Ogum) sob sua forma de Deus da guerra, ou ao Exú de ferro, uma das duas modalidades gerais de Exú (a outra é Exú da terra), que simboliza os ossos (os minérios), o esqueleto do corpo da terra.

Essa fusão parece não existir somente no Brasil: Câmara Cascudo também cita o pesquisador Fernando Ortiz, que descreve a existência de uma combinação semelhante, encontrada eventualmente na Santeira de Cuba.

De acordo com Fernandes Portugal, Ogum Xoroquê é um Ogum com fundamento em Exú. Já Xogum, segundo o mesmo autor, é um tipo de Ogum que se torna Exu durante seis meses. O fato de ter fundamento em Exú, significa que esse Ogum tem um componente mágico, podendo realizar feitiços.

De acordo com Olga Cacciatore, Ogum Xoroquê também chamado de Xogum (Exú de Oum), é um Ogum feroz e briguento, tão bravio que termina por torna-se um Exú. É por isso que ele tem tanta presteza em procurar resolver as demandas de seus filhos de fé, assumindo suas brigas e quizilas.

O próprio nome da entidade reflete essa característica: em ioruba, xoro + ké significa gritar ferozmente ou cortar cruelmente. Ainda segundo Cacciatore, XoXeroquê é o nome dado a essa entidade, quando ela se manifesta sob a forma de Exú.

Como todos os exús da Umbanda, ele é mais um servo do Orixá que um Orixá propriamente dito; desta forma, esta entidade seria um Exú subordinado a Ogum Xeroquê (como indica o nome XoXeroquê , que significa em ioruba guarda de Xoroquê).

No Candomblé da Nação de Angola, esta entidade é um Boiadeiro. Chama-se Caboclo Xoroquê – metade caboclo, metade Exú – característica que o torna mais arrojado que os demais Caboclos no momento de resolver os casos que lhe são entregues.

Os Zeladores de Santo quando tem um filho deste Orixá sabe que este filho será aquele que sempre ele pode contar e sempre sabe que de vez em quando some do “barracão”, mas sempre volta. Os Zeladores já estão tão acostumados com as atitudes destes filhos que os outros Yaôs do “barracão” acham que estes filhos são os protegidos. Mas não. É que Ogum Xoroquê esta sempre a flor da pele e os filhos agem de forma muito parecida do Orixá. Um dos motivos dos filhos deste orixá serem considerados irresponsáveis, pois ninguém nunca sabe o que ele vai fazer, são muito imprevisíveis, nem eles sabem qual vai ser a atitude diante de uma situação. Por isso as pessoas têm que ter muita paciência com os filhos de Ogum Xoroquê.

autor desconhecido

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