Mediunidade

Mediunidade


” A Mediunidade na Umbanda”

“O dom mediunico é o despertar dos dons naturais latentes no próprio ser e inerentes à compromissos feitos na espiritualidade antes do encarne que na sua complexidade vai de causas até os efeitos.”

A mediunidade se apresenta em aspectos muito complexos no qual não nos ateremos.Somente tentaremos descrever os aspectos mais comuns,começando por estes dois tipos:

Mediunidade Natural;
Mediunidade Probatória;

Na Mediunidade Natural o espírito já adquiriu suas faculdades maiores.É senhor de uma sensibilidade apurada porque já está num estado de evolução maior,que lhe permite atuar em planos superiores.

Na Mediunidade Probatória,foi dado ao médium uma condição psico-etérico-astral que lhe permite servir de instrumento para o Astral Superior e suas manifestações.Este tipo de mediunidade existe devido às dívidas cármicas adquiridas no passado e, trabalhando na Seara Mediunica faz com que o ser possa quitar seus débitos.

Ainda podemos subdividir estas divisões em:

Mediunidade Consciente;
Mediunidade Semi Consciente;
Mediunidade Inconsciente;

Mediunidade Consciente –> A entidade que quer se comunicar,aproxima-se do médium e telepaticamente transmite o conteúdo que quer anunciar.Não tendo contato perispiritual,o médium recebe telepaticamente e com sua palavras e o próprio modo de ser, transmite as idéias com maior ou menor clareza e fidelidade,dependendo do estado psíquico do médium,que após tê-la retransmitido,não poderá mais influir na retransmissão,pois o espírito não poderá agir senão sobre o pensamento do médium.
Este fenômeno não deve ser confundido com o processo intuitivo pois se manifesta como inspiração momentânea.Este tipo de mediunidade é muito usada por poetas,escritores,pregadores,músicos,etc…
A mediunidade consciente muita das vezes é confundida como mistificação,porque usa uma comunicação de que o médium emprega palavras próprias ou termos que constantemente usa de forma sistemática,o que é natural e não se pode estranhar,pois,cada um possui um modo particular de se expressar(determinadas palavras,determinados gestos e sinais) assim como as entidades que têm um modo próprio de iniciar e finalizar seus trabalhos,o que é interessante frisar pois servem para identificá-los.
Uma outra situação comum é a dos observadores,estudiosos e até mesmo dos frequentadores dos “terreiros” que fazem confusão entre a falta de cultura e linguajar do médium com a entidade que está se comunicando.Vemos comumente nos centros uma grande maioria de médiuns incultos(sem instrução escolar) e como falar corretamente se quem fala é o médium e não a entidade?à entidade só compete as idéias e não as palavras(neste caso de mediunidade).
Outro caso é quando um médium recebe um pensamento elevado,transcendente e com seu vocabulário acanhado não consegue transmitir por não compreendê-lo bem.Desta forma,há um fracasso interior por não conseguir entender e nem expressar a mensagem.

A mediunidade consciente é a que permite uma maior interferência do psiquismo do médium denominado por alguns de “animismo”(interferência do inconsciente) e a que tem sido instrumento de crítica injusta como mistificação.

Mediunidade Semi-Inconsciente (Incorporação Parcial)Neste tipo de mediunidade,há entre o médium e a entidade que quer se comunicar um indispensável tom vibratório(afinidade fluídica) e o contato se dá entre a entidade e o corpo astral do médium,que por intermédio deste age sobre o corpo físico,ficando alguns órgãos sobre o controle da entidade.Isso acontece sem que haja o afastamento do espírito do médium,ou sem que ele perca a consciência do que se passa em torno.O médium se encontra numa espécie de semi-transe,sujeito porém à influência da entidade e com dificuldade de interferir sobre ela,salvo se o médium com seu livre-arbítrio quiser intervir.Neste estado a entidade comunicante,ainda que não tendo domínio completo sobre o médium,pode transmitir mais livre e sem qualquer embaraço os seus pensamentos que ficam,é lógico,dependendo da maior ou menor capacidade de transmissão do médium(educação mediunica) e de sua própria intelectualidade.
Neste tipo de manifestação,ainda são possíveis se bem que em pequena proporção,as interferências psíquicas no que diz respeito à repetição de palavras e gestos,mas quanto o tipo de apresentação já passa ser,de um determinado modo,da entidade comunicante que já vem mesmo servir de indentidade.
Há sessoões em que se repetem inúmeras vezes os mesmos gestos,as mesmas palavras,as mesmas frases em todas as comunicações e no entanto nada há tanto na parte do médium como na parte da entidade,algo que possa ser taxado de mistificação.

Mediunidade Inconsciente (Incorporação Total) Vejamos este último aspecto que se caracteriza no fato do espírito do médium afastar-se do corpo físico temporáriamente,ficando ao lado ajudando,ou muitas vezes nesses momentos cumprindo tarefas no plano astral,enquanto que no mesmo instante a entidade encontra o corpo físico inteiramente ao seu dispor e controle.Esta forma é que dá maiores garantias de segurança e autenticidade na comunicação pois a entidade é livre para transmitir suas idéias e pensamentos,sem a necessidade de usar a parte intelectual do médium,que normalmente a faria alterada ou deturpada quando recebida telepáticamente.
Neste aspecto da mediunidade inconsciente,o médium se acha muito mais à vontade para se for preciso enfrentar o poder das críticas ou dos estudiosos e também dos consulentes porque em nada interferindo e de nada sabendo no momento da incorporação,a manifestação é total do espírito comunicante,podendo mesmo fazer a extensão da faculdade com maior ou menor perfeição,como por exemplo:a entidade fazer a mesma tonalidade de voz,revelar fatos de suas encarnações passadas,assim como mudar os aspectos físicos do médium (efeito raro).O afastamento do espírito do médium é feito pela entidade comunicante com métodos e processos magnéticos feitos na astralidade.Para isso também concorrem a homogeinidade dos fluídos tornando-os mais suaves ou abruptos,dependendo de quanto mais equilibrado for a vibração de ambos.Em grande parte dos afastamentos do corpo físicos,geralmente o médium quando exteriorizado,continua consciente de que se passa nesse plano,porém quando a entidade comunicante o deixa(desencorpora) de nada se lembra no regresso do corpo físico.
às vezes acontece que os fluídos do médium estão muito abaixo do que os apurados fluídos da entidade,fazendo com que a entidade baixe o seu tom vibracional no momento da incorporação. Para condensá-los com os do médium,e em casos de fluídos pesados e inferiores,haverá quase que sempre sobressaltos de maior ou menor intensidade ou até mesmo sobressaltos violentos no momento da incorporação que repercutirá após o transe mediunico nos órgãos físicos bem como no psiquismo do médium.

Neste caso de incorporação total,quando o médium tem o seu cabedal um bom e educado conhecimento mediúnico(ético e moral) e suas faculdades são bem desenvolvidas,o médium durante a incorporação,tanto pode permanecer ao lado (como falamos acima) como pode se quiser empregar este tempo(incorporado) em algum trabalho útil.Porém há casos em que a educação mediúnica do médium é viciosa,não há tranquilidade nem segurança e havendo isso,o médium não terá a liberdade descrita acima,não acontecerá o afastamento do espírito do médium que quase sempre intervém nas comunicações,criando muita das vezes embaraços para a entidade,que para acalmá-lo,é necessário utilizar de seu magnetismo para adormecê-lo com passes e suavemente afastá-lo para outro local,afim de que a tarefa preposta pela entidade seja levada até o final.Achamos que seja preciso dizer que a ansiedade e o estado inquieto em que permanece o médium durante a incorporação,às vezes não lhe trará um despertar tranquilo,harmonioso e suave.Para tanto é preciso que tudo esteje em ordem no médium,assim como no ambiente.Este deverá estar cheio de amor,harmonia e deverá inspirar confiança porque assim o médium sentirá despreocupado para a incorporação,podendo auxiliar mantendo uma atitude mental de ficar ao lado(sem atrapalhar) auxiliando a entidade à desempenhar sua missão entregando-lhe o corpo físico com boa vontade e espírito de colaboração.

Incluem-se nesta modalidade de incorporação as intervenções mediúnicas para operações em que o Astral Superior permite que as entidades curadoras baixem e usem as mãos do médium para curar a parte física como espiritual.

Para encerrar não poderíamos deixar de escrever,embora que rapidamente,sobre:

Transe Sonambúlico;
Transe Sonambúlico Hipnótico;
Transe Letárgico;

Transe Sonambúlico –>é quando o espírito fala e tem facilidade de mover-se podendo apanhar objetos,sentar e ir para qualquer lugar.

Transe Sonambúlico Hipnótico –>Se difere do processo acima porque nem sempre o espírito do médium pode abandonar o corpo físico,que fica inteiramente à vontade do Magnetizador (Hipnotizador)ao passo que no transe de incorporação,sempre há exteriorização mediúnica justamente para que a entidade comunicante ocupe o corpo do médium.Neste processo o espírito do próprio médium é quem fala ao passo que no processo de incorporação,quem fala é o espírito comunicante.

Transe Letárgico –>quando o espírito fala mas o corpo do médium fica imóvel e em total rigidez.

Bem,consideradas e definitivamente vistas estas 3 formas de mediunidade faremos um pequeno resumo:

Mediunidade Consciente –>não há incorporação,só aproximação mental.
Mediunidade Semiconsciente –>incorporação parcial.
Mediunidade Inconsciente –>incorporação total.

“A repressão do animismo dificultará grandemente as tarefas mediúnicas,e por isso não deve ser feita.O medianismo não dispensa a colaboração do médium,o qual não deve ser um simples autômato,um robot”

Ramatís

   Por favor aguarde os Videos carregarem

Os Dois vídeos abaixo se refere aos medíuns Kardecistas.

 


  • Av. Dona Sofhia Rasgulaeff 177.
    Jardim Alvorada/ Maringá /Paraná
    Telefone: (44) 3034-5827 (44) 99956-8463
    Consultas Somente com Hora Marcada.
    Atendimento: de Segunda a sexta-feira
    Das 09:00 as 19:00 horas.
    Não damos consultas:
    via WhatsApp ou via E-mail e mensagens de celular.

Esta entrada foi publicada em Umbanda. Adicione o link permanente aos seus favoritos.