Lendas de Oxum

A LENDA DE OXUM

Diz o mito que Oxum era a mais bela e amada filha de Oxalá.

Dona de beleza e meiguice sem iguais, a todos seduzia pela graça e inteligência.

Oxum era também extremamente curiosa e apaixonada.

E quando certa vez se apaixonou por um dos orixás, quis aprender com Orunmilá, o melhor amigo de seu pai, a ver o futuro.

cargo de oluô (dono do segredo) não podia ser ocupado por uma mulher, Orunmilá, já velho, recusou-se a ensinar o que sabia a Oxum.

Oxum então seduziu Exu, que não pôde resistir ao encanto de sua beleza e pediu-lhe roubasse o jogo de ikin (cascas de coco de dendezeiro) de Orunmilá. Para assegurar seu empreendimento Oxum partiu para a floresta em busca das Iyami Oshorongá, as perigosas feiticeiras africanas, a fim pedir também a elas que a ensinassem a ver o futuro. Como as Iyami desejavam provocar Exu há tempos, não ensinaram Oxum a ver o futuro, pois sabiam que Exu já havia roubado os segredos de Orunmilá, mas a fazer inúmeros feitiços em troca de que a cada um deles elas recebessem sua parte.

Tendo Exu conseguido roubar os segredos de Orunmilá, o Deus da adivinhação se viu obrigado a partilhar com Oxum os segredos do oráculo e lhe entregou os 16 búzios com que até hoje as mulheres jogam. Oxum representa, assim a sabedoria e o poder feminino.

Em agradecimento a Exu, Oxum deu a Exu a honra de ser o primeiro orixá a ser louvado no jogo de búzios, e entrega a eles suas palavras para que as traga aos sacerdotes. Assim, Oxum é também a força da vidência feminina.

Mais tarde, Oxum encontrou Oxóssi na mata e apaixonou-se por ele. A água dos rios e floresta tiveram então um filho, chamado Logun-Edé, a criança mais linda, inteligente e rica que já existiu.

Apesar do seu amor por Oxóssi, numa das longas ausências destes Oxum foi seduzida pela beleza, os presentes (Oxum adora presentes) e o poder de Xangô, irmão de Oxóssi, rompendo sua união com o Deus da floresta e da caça. Como Xangô não aceitasse Logun-Edé em seu palácio, Oxum abandonou seu filho, usando como pretexto a curiosidade do menino, que um dia foi vê-la banhar-se no rio. Oxum pretendia abandoná-lo sozinho na floresta, mas o menino se esconde sob a saia de Iansã a Deusa dos raios que estava por perto. Oxum deu então seu filho a Iansã e partiu com Xangô tornando-se, a partir de então, sua esposa predileta e companheira cotidiana.

O CHAMADO DE OXUM

OXUM, aparece sedutoramente em sua vida e adula você para lembrá-la de reverenciar a sua sensualidade. A totalidade é alimentada quando você concentra sua atenção e seu tempo no corpo, respeitando e dando espaço aos sentidos e à sensualidade.

Oxum está aqui para dizer que é hora de assumir sua sensualidade sem culpa.

Sua influência nos inspirará quando estivermos em busca de uma atitude mais independente em relação ao amor, além de aumentar a nossa auto-estima.

Os rituais de banho são os que mais nos favorecem quando desejamos refletir profundamente sobre um assunto sentimental.

Realize seus rituais de banho sempre na Lua Nova ou Cheia.

BANHO DE OXUM

Ache um tempinho para cuidar de si mesma e relaxar com o banho de Oxum. Coloque um fundo musical baixinho. Acenda uma vela amarela no banheiro, de modo a tornar o ambiente suave e agradável. Antes de entrar no banho acrescente algumas das ervas de Oxum e algum óleo na água para ficar envolta em sua fragrância.

Entregue-se à sensação prazerosa do calor da água, sentindo eliminar toda a tensão de todos os pontos de seu corpo, substituindo-a pela descontração e receptividade. Boie na água, aquecendo-se no calor, no aroma e na música. Feche os olhos e respire fundo.

Sinta o prazer! Sinta-se à vontade, sinta-se grata pelos dons do corpo e dos sentidos. Fique neste estado de relaxamento o tempo que quiser. Quando terminar o banho, passe um óleo natural no corpo. Sopre a vela agradecendo a Oxum.

Troque a roupa de cama e vista uma camisola amarela para continuar recebendo a energia da Deusa Oxum durante toda a noite.

“Eu vi Mamãe Oxum na cachoeira sentada na beira de um rio colhendo lírios, lírio ê colhendo lírios, lírio á colhendo lírios pra enfeitar nosso congá.”

ORA IEIÊ Ô!!!

OXUN

Orixá do Amor, Mágia e da Beleza

DIA DA SEMANA

sábado

CORES
amarelo

SÍMBOLOS
leque ( abebé ) com estrela, espelho

ELEMENTO
água

PLANTAS
oriri, malmequer, cebola, brilhantina, jasmim

ANIMAIS
arara

METAL
latão

COMIDA
omolocum, xinxim, ovos, abará, ipetê, canjica; banana

BEBIDA
vinho licoroso

SINCRETISMO
Nossa Sehora da Conceição ( 8.12 )

DOMÍNIO
água doce

O QUE FAZ

dá riqueza, amor e fertilidade; protege o parto e o bebê.

QUEM É

a coquete mãe da riqueza, da magia e do amor

CARACTERÍSTICAS
bonita, elegante, charmosa, doce; feiticeira, chantagista, falsa, possessiva

QUIZÍLIA
abacaxi, barata

SAUDAÇÃO
Aieiê ô!

ONDE RECEBE OFERENDAS

em rios ou nascentes

RISCOS DE SAÚDE

hipertensão, tensão nervosa, dificuldade circulatória

PRESENTES PREDILETOS

flores brancas e amarelas, perfumes, adereços, espelhos, suas comidas e bebidas.

LENDAS:

(1) Certa vez, numa festa de Oxalá, as sacerdotisas dos vários orixás, com inveja da de Oxum, puseram-lhe um feitiço: quando todos se levantaram para saudar Oxalá, ela ficou presa na cadeira e suas roupas ficaram sujas de sangue. Todos riram e Oxalá ficou zangado. A sacerdotisa, envergonhada, tentou se esconder, mas nenhum orixá lhe abriu a porta. Só Oxum a recebeu e transformou as gotas de sangue em penas de papagaio. Sabendo dessa magia, os outros orixás vieram prestar homenagem a Oxum e Oxalá lhe deu a proteção das filhas de santo, que durante a iniciação passaram a usar uma pena vermelha na testa.

(2) Houve um tempo em que os orixás masculinos se reuniam para discutir sobre a vida dos mortais e não deixavam as deusas participarem das decisões. Aborrecida com isso, Oxum fez com que as mulheres ficassem estéreis e então tudo deu errado na terra. Os orixás foram consultar Olorum e ele explicou que sem a presença de Oxum com seu poder sobre a maternidade, nada poderia dar certo. Os orixás, então, convidaram Oxum para participar das reuniões: as mulheres voltaram a ser fecundas e todos os projetos dos orixás tiveram bom resultado.

(3) Quando Xangô se apaixonou por Oxum, ela o recusou; entào ele tentou violentá-la. Foi impedido por Exu, que os separou, dizendo que eles só poderiam se unir se ela o aceitasse livremente. Zangado, Xangô trancou Oxum numa torre muito alta, dizendo que só a soltaria quando ela o aceitasse. Oxum chorou muito; então Exu passou e perguntou o que acontecera. Sabendo da história, foi correndo levar seu pedido de socorro a Olorum. Este soprou em Oxum um pó que a transformou em pombo; assim, ela pôde voar e sair da torre pela janela.

(4) Conta-nos uma lenda, que Oxum queria muito aprender os segredos e mistérios da arte da adivinhação, para tanto, foi procurar Exú, para aprender os princípios de tal dom. Exú, muito matreiro, falou à Oxum que lhe ensinaria os segredos da adivinhação, mas para tanto, ficaria Oxum sobre os domínios de Exú durante sete anos, passando, lavando e arrumando a casa do mesmo, entroca ele a ensinaria. E, assim foi feito, durante sete anos Oxum foi aprendendo a arte da adivinhação que Exú lhe ensinará e consequentemente, cumprindo seu acordo de ajudar nos afazeres domesticos na casa de Exú. Findando os sete anos, Oxum e Exú, tinham se apegado bastante pela convivência em comum, e Oxum resolveu ficar em companhia desse Orixá.

(5) Em um belo dia, Xangô que passava pelas propriedades de Exú, avistou aquela linda donzela que penteava seus lindos cabelos a margem de um rio e de pronto agrado, foi declarar sua grande admiração para com Oxum. Foi-se a tal ponto que Xango, viu-se completamente apaixonado por aquela linda mulher, e perguntou se não gostaria de morar em sua companhia em seu lindo castelo na cidade de Oyó? Oxum regeitou o convite, pois lhe fazia muito bem a companhia de Exú. Xangô então irrado e contradito, sequestrou Oxum e levou-a em sua companhia, aprisionando-a na masmorra de seu castelo. Exú, logo de imediato sentiu a falta de sua companheira e saiu a procurar, por todas as regiões, pelos quatro cantos do mundo sua doce pupíla de anos de convivência. Chegando nas terras de Xangô, Exú foi surpreendido por um canto triste e melancólico que desvinha da direção do palácio do Rei de Oyó, da mais alta torre. Lá estava Oxum, triste e a chorar por sua prisão e permanencia na cidade do Rei. Exú, esperto e matreiro, procurou a ajuda de Òrùnmílá, que de pronto agrado lhe sedeu uma poção de transformação para Oxum desvencilhar-se dos dominíos de Xangô. Exú, atravez da magia pode fazer chegar as mãos de sua companheira a tal poção.  Oxum tomou de um só gole a poção mágica e transformou-se em uma linda pombo dourada, que voôu e pode então retornar em companhia de Exú para sua morada.

(6) Certa vez, numa festa de Oxalá, as sacerdotisas dos vários orixás, com inveja da de Oxum, puseram-lhe um feitiço: quando todos se levantaram para saudar Oxalá, ela ficou presa na cadeira e suas roupas ficaram sujas de sangue. Todos riram e Oxalá ficou zangado. A sacerdotisa, envergonhada, tentou se esconder, mas nenhum orixá lhe abriu a porta. Só Oxum a recebeu e transformou as gotas de sangue em penas de papagaio. Sabendo dessa magia, os outros orixás vieram prestar homenagem a Oxum e Oxalá lhe deu a proteção das filhas de santo, que durante a iniciação passaram a usar uma pena vermelha na testa.

(7) Houve um tempo em que os orixás masculinos se reuniam para discutir sobre a vida dos mortais e não deixavam as deusas participarem das decisões. Aborrecida com isso, Oxum fez com que as mulheres ficassem estéreis e então tudo deu errado na terra. Os orixás foram consultar Olorum e ele explicou que sem a presença de Oxum com seu poder sobre a maternidade, nada poderia dar certo. Os orixás, então, convidaram Oxum para participar das reuniões: as mulheres voltaram a ser fecundas e todos os projetos dos orixás tiveram bom resultado.

(8) Quando Xangô se apaixonou por Oxum, ela o recusou; então ele tentou violentá-la. Foi impedido por Exu, que os separou, dizendo que eles só poderiam se unir se ela o aceitasse livremente. Zangado, Xangô trancou Oxum numa torre muito alta, dizendo que só a soltaria quando ela o aceitasse. Oxum chorou muito; então Exu passou e perguntou o que acontecera. Sabendo da história, foi correndo levar seu pedido de socorro a Olorum. Este soprou em Oxum um pó que a transformou em pombo; assim, ela pôde voar e sair da torre pela janela

      É D'Oxum - Dudu Nobre

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