Casamento na Umbanda

CASAMENTO NA UMBANDA

Na umbanda se realiza a exemplo de outras religiões o batismo, o matrimônio e os rituais fúnebres.

SOBRE A FELICIDADE NO CASAMENTO

Escrevi e tenho dito nos casamentos aquilo que chamo de os Dez mandamentos de um casamento feliz.

Não é receita, é um projeto de construção da felicidade no casamento. Amar pode e deve dar certo.

Sejam sábios: Nunca se irritem um com o outro ao mesmo tempo.

Sejam inteligentes: Lembrem-se que quando um não quer, dois não brigam.

Sejam gentis: Jamais gritem um com o outro a não ser que a casa esteja em chamas.

Sejam amigos: Se um tiver que ganhar a discussão deixe que seja o outro.

Sejam honestos: Se cometerem um erro reconheçam e peçam perdão.

Sejam companheiros: Se tiverem que criticar que seja para somar nunca para dividir.

Sejam positivos: Não remoam erros passados. Águas passadas não movem moinhos.

Sejam criativos: Inovem sempre, namorem sempre, fujam da mesmice sempre.

Sejam amorosos: Pelo menos uma vez ao dia digam ao outro uma palavra de carinho.

Sejam bons amantes: Nunca durmam com mágoas. Por que perder uma noite de amor?

      familia

 

Casamento é complicado mesmo,são pessoas diferentes,

que foram criadas por pessoas diferentes,

que tinham vidas diferentes,que resolvem unir as vidas…
É comum brigas,desentendimentos,na medida do possivel,
mas precisamos também crescer e fazer valer a pena!
Com o tempo a relação se estabiliza.
Agente aprende a ceder para o bem do outro
a mudar para não machucar
a amar mais,a brigar menos

É um processo lento,mas que compensa.

Pai Francisco das Matas e Vovó Catarina do Congo…

O casal mais formoso do sertão nordestino.

Pai Francico nasceu numa fazenda do Maranhão; era casado com Vó Catarina, uma negra bonita que veio do Congo, na África.

Eles tiveram nove filhos, três foram mortos pela escravidão, dois mortos no parto e os outros vendidos pelo mundo. Era ainda o século XIX e a escravidão judiava negros e índios.

Só os brancos tinham vez. Pai Francisco, como era conhecido, gostava de fazer suas rezas, seus benzimentos e suas orações.

Assim, auxiliava a todos que precisavam de ajuda na senzala.

Trabalhava na lavoura de cana-de-açúcar e iguarias para tempero.

Vó Catarina ajudava nos afazeres da fazenda e cuidava dos sinhozinhos.

Apesar da tristeza da perda dos filhos, os dois eram felizes juntos.

Vó Catarina era assim chamada, porque ajudou a trazer ao mundo muitas crianças.

Ela e Pai Francisco sempre socorriam os escravos das chibatadas e dos maus tratos.

Davam guarida, apoio e alimento. Vó Catarina adoeceu muito depois que a escravidão levou seu último filho.

Por mais que se esforçasse, a dor foi tomando conta e ela morreu de tristeza.

Pai Francisco já não era tão jovem e, quando saiu a Lei Áurea, ele ficou sozinho e sem lugar para morar.

Então começou a peregrinar pelo sertão nordestino.

Carregava consigo uma matula de carne seca com farofa, uma moringa com água e um cobertor.

Cobria sua cabeça com um pano e fumava seu pito enquanto caminhava. Costumava cantarolar canções da senzala pelo caminho.

Ele viveu mais vinte anos andando pelos caminhos do sertão.

E com o tempo ficou conhecido como o “Velho do Caminho”. As pessoas lhe davam pouso, água e comida e em troca ele curava os enfermos do local.

Quando faleceu, estava descansando embaixo de uma árvore e ouviu Vó Catarina o chamando – seu tempo na Terra havia acabado.

Pai João do Congo

“Saiba, ó filho meu… Que existiu uma época muito distante, em que o calendário não registrou nos anais da história da terra, um povo entre as diversas raças humanas que passaram, como estrelas espalhadas no firmamento, sábio e culto, filosófico e sonhador…

Sonhavam em retornar ao seu lar sidério, situado entre as estrelas da constelação do Cocheiro… e por isso, os mais dotados espiritualmente, insistiam em olhar o céu e suspiravam de saudade…” A lua com seu raio argênteo, espraiava-se sobre as encostas setentrionais daquela região onde hoje se encontra Madagascar, há muitos e milhares de anos…

O homem sagrado bordejava a orla do mar, e em seu caminhar contemplava a imensidão dos astros notívagos e suspirava com seu olhar marejado, as constelações como se quisesse ler no misterioso livro do céu o futuro de seu povo…

Alto e esguio, de compleição delicada, olhos brilhantes e profundos, Nalmyskar, o sacerdote do templo de Obhaluayê perscrutava as conjunções do céu para compreender os vaticínios que chegaram através de seus sonhos, com relação aos acontecimentos prestes á desabar sobre seu país…

Com seu cajado na mão direita, permanecia de pé ao som do mar e á luz dos espaços infinitos, e assim permaneceu por longas horas, em contemplação silenciosa…

Revia o sonho e cada parte triste…o povo inteiro seria colocado á prova por desprezar a grande lei de zambi!

E agora os Araxás através de seus sonhos anunciavam a grande tragédia que se abateria sobre todos como remissão dos pecados…

A sabedoria milenar há muito fora deturpada por sacerdotes corrompidos, que se deixaram levar pelos ouropéis e vaidades humanas, patrocinando verdadeiras orgias, descambando para a magia negra…

Triste sina de um povo que já foi a aurora de uma civilização grandiosa! Muitos serão banidos, degredados, irão para longe de seus lares, como escravos de uma raça que não tardaria em surgir no horizonte, em busca de conquista e ouro.

Famílias inteiras separadas, genocídio, depravação e miséria seria o castigo deste povo orgulhoso e vingativo que ousou contrariar as leis sagradas dos Araxás…

a sagrada lei de zambi! Os grandes e brilhantes olhos do sacerdote derramavam copiosas lágrimas, vertidas de seu coração sincero, pois guardava as leis sagradas e vivia de acordo com os mais altos ensinamentos de sua escola de iniciação. Sabia que voltaria para seu lar sidério, para a sua amada estrela situada na constelação do Cocheiro, mas e o seu povo? Voltaria á vê-los? Aqueles que ficavam, que atraíram para si os olhos enérgicos dos Araxás? Enquanto assim permanecia, não percebeu sublime Entidade postada á seu lado, que lhe observava com profundo amor e carinho. Uma brisa fresca roçou seu rosto magro e escuro como ébano, e uma voz se fez ouvir, como que vinda da distância que ele mesmo contemplava da sua saudosa estrela… “…Nalmyskar! o grande Zambi te abençoa através dos sagrados Araxás!

Trago-te a promessa de que, tão logo seu povo sinta o braço pesado e longo do carma, você retornará para cumprir missão junto aos teus mais caros afetos! Numa terra que ainda está por ser descoberta, muito além mar, tu irás voltar para o seio do povo que tanto amas, e assim auxiliá-lo na difícil missão de retornarem aos braços de Zambi, através da dor e do sofrimento

. Os Grande Senhores da Aumbhandhã, os Mestres da Luz Primaz ouviram tuas preces, abençoado sacerdote, pois que tu guardaste a lei de Zambi em seu coração! Retornarás como Guia de uma futura religião que está para nascer nas terras do Cruzeiro do Sul,e inspirarás com teu exemplo de humildade os teus filhos deserdados… Serás conhecido como Pai João do Congo por muitas gerações que te sucederão ao longo da jornada que ora se inicia em tua experiência íntima, e terás a alegria de ver voltar ao aprisco do amor de Zambi muitos de teus filhos desgarrados, que com teu amor, com tua dedicação e humildade irás inspirar aos dias melhores no futuro…

Por agora descansa, prepara teu espírito para as horas amargas que se abaterão, logo que a lua mude seu ciclo, para alertar mais uma vez teu povo das severas lições que lhe aguardam! Paz e Luz,

Nalmyskar, abençoado dos Araxás!” Com os olhos marejados, e profundamente emocionado, o velho sacerdote retornou a passos lentos em direção de sua aldeia, enquanto a lua, em seu zênite parecia compartilhar com a tristeza do velho ancião…

Mensagem psicografada por:

João B.G.Fernandes

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