Características dos filhos de Oxalá

Características dos filhos de Oxalá

Os filhos de Oxalá são pessoas literalmente tranquilas, literalmente equilibradas.

O psicológico dos filhos de Oxalá é que são pessoas calmas e reinantes, mas devemos observar que pelo menos no Brasil, Oxalá está subdividido em Oxaguian, que é o Oxalá novo e Oxalufan que é o Oxalá velho e as características de um e de outro são geralmente bem diferentes.

Entretanto, ambos são respeitados e cultuados como Oxalá, e consequentemente tem algo em comum em seus temperamentos, a formação da personalidade dos filhos de Oxaguian e de Oxalufan, na verdade começa na infância e da mesma maneira e diversificando, se fixando com o passar do tempo.

Algumas formas de comportamento dos filhos destes dois tipos de Oxalá são muitíssimas parecidas, mas se analisarmos, mas ao fundo, verificamos que é até mesmo antagônico exemplo disso, é que em algumas demarcações são fundamentadas com Ogum, Oxóssi, Logum Edé, Oxum, fazendo destes que são regidos, pessoas mais ativas, animadas, extrovertidas e outras são fundamentadas normalmente com Orixás mais idosos como Omulu, Nanã, Iemanjá, fazendo dos regidos por esse orixá, pessoas mais calmas, introvertidas, pensativas e até mesmo mais lentas.

Oxalufan no sentido geral são pessoas mais compenetradas, introspectivas, de forte poder de liderança e capacidade de decidir, de resolver, de aconselhar.

São muito parecidos com os filhos de Xangô, com certeza trazem consigo o equilíbrio da justiça, do exato, do correto. São pessoas severas, pois gostam de um trabalho limpo e bem feito, normalmente são pessoas muito sérias e de riso difícil, pois entendem a vida como uma missão que deve ser bem cumprida.

Como amantes são ternos e inconstantes, porém são os melhores líderes de família, os melhores chefes de família que existem, pela forma de conduzir-se e com certeza o equilíbrio emocional é o ponto referencial dos filhos de Oxalá.

Negativamente são indivíduos de grande impaciência, lentos, vagarosos, meticulosos, reacionários, metódicos e exclusivistas.

Os regidos por Oxalá são pessoas que reclamam muito, pois acreditam cegamente que são os donos da verdade e da pura sabedoria.

São também um pouco egocêntricos e normalmente donos de um grande ciúme, mesmo daquilo que não lhes pertence.

Negativamente apesar de ser considerado um Orixá velho, os filhos de Oxalá são pessoas muito ativas e participantes, pessoas que se apegam facilmente a tudo e a todos e espera num sonho dourado resolver os problemas do mundo.

São interessadas, amigas, sonhadoras e até mesmo arrojadas, calmas e serenas, escrupulosas e muito honestas. Como amantes são ardentes apesar de não serem muito felizes no campo sentimental, fazem o possível para se acender sexualmente, o que dificilmente acontece, pois devido a forte carga de energia positiva de pacificação, de pureza, acabam muitas vezes fugindo dos hábitos normais do sexo.

Como profissionais são destacados pelo enorme senso de responsabilidade e a liderança que carregam dentro do culto sempre se destacam pela seriedade, pela dedicação. Negativamente são volúveis, fúteis e de sensibilidade exagerada.

Os filhos de Oxalá não se contentam nunca com aquilo que tem e com certeza estão sempre entrando em choque com as pessoas, vivem reclamando da vida, gostam de um disse me disse e tem um forte poder de feitiço. Normalmente quando amigos tiram-se tudo dele, entretanto, se inimigos, tomem cuidado, pois são impiedosos e implacáveis nos desejos, na vingança, amadurecem pouco a pouco uma vingança e quando menos se espera a casa cai. Mas o lado positivo dos filhos de Oxalá é que no geral seus filhos são pessoas muitas bem quistas dentro das casas de axé, dentro da cultura africanista.

São pessoas sempre bem vindas, pois estão sempre prontas a participar de fundamentação, de orôs, por estarem sempre mesmo que não queiram, em estado de pureza, em estado de coração aberto.

Pessoas que são incapazes às vezes de criticar, de colocar defeito naquilo que eles participam.

Quando eles não podem ajudar também não atrapalham, por isso essas pessoas são muito bem vindas às casas de axé, são muito bem vindas para cargos de santo, muito bem vindas para ajudar qualquer casa de axé.

Os filhos de Oxalá são pessoas que se destacam por serem calmos, pacientes e uns tanto diplomáticos.

Sabem como lidar com todo tipo de gente e com jeitinho consegue tirar sempre o melhor das pessoas.

Não suportam injustiças e, para ver uma pessoa recebendo o que lhe é direito, luta como se o problema fosse seu. Não costumam ter inimigos e nem serem invejadas, porque são pessoas humildes que fazem questão de viver de maneira simples, independemente de suas condições financeiras.

É difícil vê-los nervosos, mas quando perdem a cabeça, o mundo se abala.

Não olham para onde atiram os dardos envenenados, querem a verdade e a solução.

Desculpas e tentativas de conciliação não tem espaço.

No amor são tímidos e sofrem por isso.

Até encontrar alguém que esteja disposto a mergulhar nos mistérios de seu coração, sofrem com a solidão. Não namoram muito e, quando se apaixonam, agem como se fosse para sempre.

Ainda cedo, acabam encontrando seu amor verdadeiro e costumam viver com ele até o fim da sua vida.

Como poucos, sabem usar os seus poderes de sedução e seu romantismo para manter acesa a chama da paixão. Todas as vezes que surgem problemas, usam o diálogo como uma forma de reconciliação.

Jamais usam palavras ásperas ou vulgares por mais nervosas que estejam e sabem que sua sinceridade é o seu ponto forte.

Quando tem filhos, se transformam numa pessoa melhor ainda.

Costumam ser bem sucedidos em trabalhos que visam o bem de muitas pessoas.

Não conseguem apenas ganhar dinheiro.

Quando isso acontece em idade madura, costumam largar tudo por uma causa social.

Influenciados por Oxalá, geralmente, torna-se grandes educadores, capaz de levar um grupo a transformar a vida para melhor.

Podem acabar em cargos do governo como diplomata, por saber lidar com o diferente. Como também possuem grande talento artístico, podem se destacar e se realizar como escritores.

A inteligência é sempre muito requisitada, o que a força estar sempre fazendo novos cursos e assumindo cargos cada vez maiores onde trabalha.

Precisa analisar sempre se é o que deseja, porque corre o risco de se estressar, cair doente e descobrir que tudo o que viveu não valeu a pena.

Com calma, saberá como vencer na vida sem maiores problemas e chegar muito além do que imaginou.

A saúde não é das melhores, principalmente porque, muitas vezes, não consegue compreender as injustiças sociais e que nada pode fazer.

Isso acaba fazendo com que sofram de gastrite e até desenvolva uma úlcera.

Tem tendências à circulação deficiente e problemas nos rins e problemas de visão também são comuns.

É preciso buscar maneiras de relaxar não apenas o corpo.

Os filhos de Oxalá tem uma grande tendência para a teimosia, mas que jamais resulta em violência – que Oxalá detesta, e quando estão na fase serena, relacionam-se em seu meio com responsabilidade, equilíbrio e respeito. Amáveis, prestimosos e espiritualistas, são capazes de resolver os maiores problemas com grande sabedoria, porém algumas vezes tornam-se calados, temperamentais e capazes de uma agilidade sobre-humana.

Ainda assim, ostentam uma personalidade majestática e altiva.

São aglutinadores e centralizadores, embora pareçam velhos desde a mais tenra idade

SOBRE OXALÁ

Lenda de Oxaguian:

Oxaguian (forma Jovem de Oxalá), filho de Oxalufã, valente e guerreiro, desejava ter um reino a qualquer custo.
Dois reinos vizinhos estavam em guerras, e seus habitantes consultaram os babalaôs sobre o que fazer para conseguir que a paz voltasse a reinar entre os povos.

um dos sacerdotes lhes respondeu que eles deveriam oferecer a Oxaguian, O Orixa da paz que vestia-se de branco como uma pomba, a comida que ele mais apreciava: inhame pilado – conta-se, inclusive, que foi Oxaguian (que significa`comedor de inhame pilado`) quem inventou o pilão, para poder prepará-la. e assim os moradores agiram, após as oferendas terem sido entregues, a paz voltou a reinar entre os dois povos.

Oxaguian, então, tornou-se por todos conhecido, e conseguiu seu reino. ainda hoje são oferecidas grandiosas festas a este Orixá, visando fartura durante o ano todo.


Suas Ervas:

Alecrim de caboclo; alecrim de tabuleiro; alecrim do campo; angélica; araçá; barba de velho; baunilha verdadeira; calistemo; fênico; camélia; camomila marcela; carnaúba; cinco folhas; cipócravos; colonia; cravos da índia; erva de bicho; espirradeira; estoraque brasileiro; eucalipto cidra; eucalipto murta; fava de tonca; fava pichurin; folha da fortuna; funho; girassol; golfo de flor branca; guaco cheiroso; hortelã da horta; jasmim do campo; laranjeira; lírio do brejo; malva cheirosa; malva do campo; mamona; manjericão miúdos; manjerona; mastruço; mil em rama; narciso dos jardins; noz de cola; noz moscada; patchuli; poejo; rosa branca; saião; sálvia; sangue de Cristo; umbu.

LENDA DE OXALUFAN – OXALÁ (A CRIAÇÃO DA TERRA)

Olorun, Deus supremo, criou um ser, a partir do ar (que havia no início dos tempos) e das primeiras águas. Esse ser encantado, que era todo branco e muito poderoso, foi chamado Oxalá. Logo em seguida, criou um outro orixá que possuía o mesmo poder do primeiro, dando-lhe o nome de Nanan. Os dois nasceram da vontade de Olorun de criar o universo.

Oxalá passou a representar a essência masculina de todos os seres, tornando-se o lado direito de Olorun. Nanan, por sua vez, teria a essência feminina, e representaria o lado esquerdo. Outros orixás também foram criados, formando-se um verdadeiro exército a serviço de Olorun, cada um com uma função determinada para executar os planos divinos.

Exú foi o terceiro elemento criado, para ser o elo de ligação entre todos os orixás, e deles com Olorun. Tornou-se costume prestar-lhe homenagens antes de qualquer outro, pois é ele quem leva as mensagens e carrega os ebós.

Olorun confiou à Oxalá a missão de criar a Terra, investindo-o de toda a sabedoria e poderes necessários para o sucesso dessa importante tarefa. Deu a ele uma cabaça contendo todo axé que seria utilizado.

Oxalá, orgulhoso por ter recebido tamanha honraria, achou desnecessário fazer as oferendas a Exú.

Exú, vendo que Oxalá partira sem lhe fazer as oferendas, previu que a missão não seria cumprida, pois, mesmo com a cabaça e toda a força do mundo, sem a sua ajuda não conseguiria chegar ao local indicado por Olorun.

A caminhada era longa e difícil, e Oxalá começou a sentir sede, mas, devido à importância de sua missão, não podia se dar ao luxo de parar para beber água. Não aceitou nada do que lhe foi oferecido, nem mesmo quando passou perto de um rio interrompeu a sua jornada. Mais à frente, encontrou uma aldeia, onde lhe ofereceram leite de cabra para saciar sua sede, que também foi recusado.

Todos os caminhos pareciam iguais e, depois de andar por muito tempo, sentiu-se perdido. De repente, ele avistou uma palmeira muito frondosa, logo à sua frente, Oxalá, já delirando de tanta sede, atingiu o tronco da palmeira com seu cajado, sorvendo todo o líquido que saía de suas entranhas (era vinho de palma). Embriagado pela bebida, desmaiou ali mesmo, ficando desacordado por muito tempo.

Exú avisou Nanan que Oxalá não havia feito as oferendas propiciatórias, por isso não terminaria sua tarefa. Ela, agindo por contra própria, resolveu consultar um babalawô para realizar devidamente as oferendas. O sacerdote enumerou uma série de coisas que ela deveria oferecer, entre elas um camaleão, uma pomba, uma galinha com cinco dedos e uma corrente com nove elos. Exú aceitou tudo, mas só ficou com a corrente, devolvendo o restante à Nanan, pois ela iria precisar mais tarde. Outros sacrifícios foram realizados, até que Olorun a chamou para procurar Oxalá, que havia esquecido o saco da criação com o qual criaria a Terra. Nanan, após terminar suas oferendas, foi atrás de Oxalá, encontrando-o desacordado próximo ao local onde deveria chegar.

Ao saber que Oxalá havia falhado em sua missão, Olorun ordenou que a própria Nanan prosseguisse naquela tarefa com a ajuda de todos os orixás. E assim foi feito. Nanan pegou o saco da criação e o entregou à pomba, para que voasse em círculo. A galinha com cinco dedos foi solta, para espalhar aquela imensa quantidade de terra, e, finalmente, o camaleão arrastou-se vagarosamente, para compactá-la e torná-la firme.

Quando Oxalá acordou, viu que a Terra já havia sido criada, e não o fora por ele. Desesperado, correu até Olorun, que o advertiu duramente por não ter reverenciado Exú antes de partir, julgando-se superior a ele. Oxalá, arrependido, implorou perdão. Olorun, sempre magnânimo, deu-lhe uma nova e importantíssima tarefa, que seria a de criar todos os seres que habitariam a Terra. Desta vez ele não poderia falhar!

Usando a mesma lama que criou a Terra, Oxalá modelou todos os seres, e, insuflando-lhes seu hálito sagrado, deu-lhes a vida.

Desta forma, Nanan e Oxalá desempenharam tarefas igualmente importantes, juntamente com a valiosa ajuda de todos os orixás, que possibilitaram o surgimento deste novo e maravilhoso mundo em que vivemos

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