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Lendas de Oxalufã

Lendas de Oxalufã

Oxalufan, Osalufa, é o Orixá Oxalá velho, ele é o princípio da criação, o vazio, o branco, a luz, o espaço onde tudo pode ser criado, e também a paz, a harmonia, a sabedoria que vem depois do conflito (Oxaguiã), também chamado de Obatalá.

O fim do círculo e o recomeço. Oxalufan é o compasso da terra, Oduduwá. Caminha apoiado em seu cajado cerimonial, que é também o símbolo da ligação que ele estabeleceu entre o Orun (céu) e o Ayê (terra). O grande pai ioruba, considerado a bondade masculina.

Oxalufan – Oxalá – osala – oshala – obatala – ajala – ori – exu – ogum – orixá – candomble – umbanda

São muitos os mitos que falam de Oxalá, mas o mais conhecido nos candomblés é o que conta que Oxalá sentia muitas saudades de seu filho Xangô, e resolveu visitá-lo. Para saber se a longa viagem lhe seria propícia, foi consultar Orunmilá, o deus adivinho, seu grande amigo.

Este jogou os ikins (casca de caroços de dendezeiro) divinatórios e lhe disse que a viagem não se encontrava sob bons auspícios. E que se ele desejasse que tudo corresse bem deveria se vestir inteiramente de branco e não sujar suas roupas até chegar ao palácio, devendo também manter silêncio absoluto até o momento em que encontrasse seu filho. E assim fez Oxal

Orixá Exú, contudo, que adorava atormentar Oxalá, disfarçou-se de mendigo e apareceu no caminho deste, pedindo a ajuda para levantar um pesado saco de carvão que se encontrava no chão. Sem poder responder nada e sendo piedoso, Oxalá levanta o saco de carvão para Esú, mas estando este saco com o fundo rasgado, abre-se e cai sobre Oxalá sujando a roupa branca. Esú ri loucamente e se vai.

Prevenido como sempre fora, Oxalá toma banho num rio e veste roupas brancas novamente. E segue seu caminho. Novamente Exú se disfarça e pede ajuda ao viajante, dessa vez para entornar um barril de óleo num tacho.

Sem poder responder para explicar e tendo boa vontade em ajudar, Oxalufan levanta o barril e Eshú o derrama sobre suas roupas, que desta vez não podiam mais ser trocadas, pois eram as últimas roupas limpas que Oxalufan tinha para trocar.

Oxalufan – Oxalá – osala – oshala – obatala – ajala – ori – exu – ogum – orixá – candomble – umbanda

Sujo e cansado, Oxalufan vai seguindo seu caminho quando vê o exército de Xangô se aproximar dele, sinal de que estava bem perto de seu destino. Este, contudo, prende Oxalufan, confundindo-o com um procurado ladrão. Como não podia falar, Oxalufan nada diz e acaba jogado numa prisão durante sete anos.

Neste meio tempo o reino de Xangô entra em decadência: suas terras não mais produzem alimentos, os animais morrem e o povo fica doente. Desesperado Xangô chama um babalaô que ao jogar o ikin lhe diz que todo o mal do reino advém do fato de haver injustiça na terra do senhor da justiça.

Xangô vai então averiguar pessoalmente todos os presos do seu reino e descobre Oxalufan pai na prisão. Desolado, coloca o velho pai sobre suas próprias costas e o carrega para o palácio, onde se encarrega de banha-lo e vesti-lo com suas alvas roupas, realizando a seguir uma grande festa. A cerimônia do candomblé chamada “Águas de Oxalá” rememora este episódio.


Lendas de Oxalufã

Oxalufã

Oxalá cria a galinha d’angola e espanta a Morte

Há muito tempo, a Morte instalou-se numa cidade e dali não quis mais ir embora.

A mortandade que ela provocava era sem tamanho e todas as pessoas do lugar estavam apavoradas, a cada instante tombava mais um morto.

Para a Morte não fazia diferença alguma se o defunto fosse homem ou mulher, se o falecido fosse velho, adulto ou criança.

A população, desesperada e impotente, recorreu a Oxalá, rogando-lhe que ajudasse o povo daquela infeliz cidade.

Oxalá, então, mandou que fizessem oferendas, que ofertassem uma galinha preta e o pó de giz efum, fizeram tudo como ordenava Oxalá.

Com o efum pintaram as pontas das penas da galinha preta e em seguida a soltaram no mercado.

Quando a Morte viu aquele estranho bicho, assustou-se e imediatamente foi-se embora, deixando em paz o povo daquela cidade.

Foi assim que Oxalá fez surgir a galinha d’angola. Desde então, as iaôs, sacerdotisas

dos orixás, são pintadas como ela para que todos se lembrem da sabedoria de Oxalá e da sua compaixão

Lenda tirada do livro
Mitologia dos Orixás – Reginaldo Prandi – 2001


Orixalá ganha o mel de Odé

Orixalá vivia com Odé debaixo do pé de algodão, Odé ia para a caça e levava sempre Oxalá, eles eram grandes companheiros, mas Odé reclamava sempre de Orixalá, que era muito lento e andava devagar, estava muito velho o orixá do pano branco, e Orixalá reclamava de Odé Oxossi, que era muito rápido e sempre andava bem depressa, era muito jovem o caçador, então os dois resolveram se separar, mas Odé estava muito triste, porque fora criado por Orixalá, e Orixalá estava muito triste, porque fora ele quem criara Odé.

Odé disse então a Orixalá que todo o mel que ele colhesse seria sempre dado a Orixalá e que ele mesmo nunca mais provaria uma gota, reservando tudo o que coletasse ao velho orixá, e que Orixalá sempre dele se lembrasse, quando comesse seu arroz com mel do caçador.

Nunca mais Odé comeu do mel, nunca mais Orixalá de Odé se esqueceu.

Lenda tirada do livro
Mitologia dos Orixás – Reginaldo Prandi – 2001

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CARACTERISTICAS DOS FILHOS DE OXALUFÃ

O tipo físico de OXALUFÃ é frágil, delicado, friorento, sujeito a resfriados. Compensa sua debilidade física com grande força moral, e seu alvo à realizar a condição humana no q tem de mais nobre. É fiel no amor e na amizade. Oxalufã é o poente.

CARACTERISTICAS DOS FILHOS DE OXAGUIÃ

O tipo OXAGUIÃ é um jovem guerreiro combativo. É habitualmente alto e robusto, mas não é agressivo nem brutal. Não despreza o sexo e cultiva o amor livre. É alegre, gosta profundamente da vida, é falador e brincalhão. Ao mesmo tempo é idealista, defendendo os injustiçados, os fracos e os oprimidos. Orgulhoso, sedento de feitos gloriosos, às vezes, uma espécie de D. Quixote. Os seus pensamentos originais geralmente antecipam os da sua época. Ele é o nascente.


Prece

Oxalá! Divina manifestação do Bem,

Senhor da perfeita Sabedoria e do Bendito Amor,

Ó! Vós que recebei o poder do supremo.

Protegei-nos das ciladas ilusórias do mundo enganador,

Despertai-nos para a realidade da vida imortal,

Sois a imaculada irradiação do Altíssimo,

que nos guia; com ternura e esperança,

para a luz.

Rogamos contritos pela salvação da nossa consciência.

Junto a Vós, trilharemos por caminhos iluminados,

Porque sois a divina pureza, acolhedora e misericordiosa.

Santo Nome, envolvei-nos em sentimentos fraternos

de real amor, a fim de chegarmos até Vós,

Oxalá ! Tende pena de nós, tende compaixão…

Êpa, êpa, Babá Oxalá!

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Lenda de Omolu

Lenda de Omolu

Houve uma festa e todos os Orixás estavam presentes.

Menos Omolu que ficara do lado de fora. Ogum pergunta por que o irmão não vem e Nanã responde que é por vergonha de suas feridas causadas pelas doenças.

Ogum resolve ajudá-lo e o leva até a floresta onde tece para ele uma roupa de palha que lhe cobre o corpo todo.

O filá! Mas a ajuda não dá muito certo, pois muitos viram o que Ogum fizera e continuavam a ter nojo de dançar com o jovem Orixá, menos Iansã, altiva e corajosa, dança com ele e com eles o vento de Iansã que levanta a palha e para espanto de todos, revela um homem lindo, sem defeito algum.

Todos os Orixás presentes, ficam estupefatos com aquela beleza, principalmente Oxum, mas agora é tarde, Omolu, não quer mais dançar com ninguém.

Em recompensa pelo gesto de Iansã, Omolu dá a ela o poder de também reinar sobre os mortos.

Mas daquele dia em diante, Omolu declara que dança sozinho doravante.

SOBRE OMOLU

Olodumarê, um dia decidiu distribuir seus bens.

Disse aos seus filhos que se reunissem e que eles mesmos repartissem entre si as riquezas do mundo. Ogum, Exú, Orixá Ocô, Xangô, Xapanã e os outros orixás deveriam dividir os poderes e mistérios sobre as coisas na Terra.

Num dia em que Xapanã estava ausente, os demais se reuniram e fizeram a partilha, dividindo todos os poderes entre eles, não deixando nada de valor pra Xapanã. Um ficou com o trovão, o outro recebeu as matas, outro quis os metais, outro ganhou o mar. Escolheram o ouro, o raio, o arco-íris; levaram a chuva, os campos cultivados, os rios.

Tudo foi distribuído entre eles, cada coisa com seus segredos, cada riqueza com o seu mistério. A única coisa que sobrou sem dono, desprezada, foi a peste. Ao voltar, nada encontrou Xapanã para si, a não ser a peste, que ninguém quisera.

Xapanã guardou a peste para si, mas não se conformou com o golpe dos irmãos. Foi procurar Orunmilá, que lhe ensinou a fazer sacrifícios, para que seu enjeitado poder fosse maior que o do outros. Xapanã fez sacrifícios e aguardou.

Um dia, uma doença muito contagiosa começou a espalhar-se pelo mundo. Era a varíola. O povo, desesperado, fazia sacrifícios para todos o orixás, mas nenhum deles podia ajudar. A varíola não poupava ninguém, era uma mortandade. Cidades, vilas e povoados ficavam vazios, já não havia espaço nos cemitérios para tantos mortos. O povo foi consultar Orunmilá para saber o que fazer. Ele explicou que a epidemia acontecia porque Xapanã estava revoltado, por ter sido passado para trás pelos irmãos. Orunmilá mandou fazer oferendas para Xapanã. Só Xapanã poderia ajudá-los a conter a varíola, pois só ele tinha o poder sobre as pestes, só ele sabia os segredos das doenças.

Tinha sido essa sua única herança. Todos pediram protecção a Xapanã e sacrifícios foram realizados em sua homenagem. A epidemia foi vencida. Xapanã então era respeitado por todos. Seu poder era infinito, o maior de todos os poderes.

Obaluaê conquista Daomé

Um dia Obaluaiyê saiu com seus guerreiros, ia em direcção à terra dos mahis, no Daomé. Obaluaiyê era conhecido como um guerreiro sanguinário, atingindo a todos com as pestes, quando estes se opunham a seus desejos.

Os habitantes do lugar, quando souberam de sua chegada, foram em busca de ajuda de um adivinho, ele recomendou que fizessem oferendas, com muita pipoca, inhame pilado, dendê e todas as comidas de que o guerreiro gostasse, pipocas acalmam Obaluaiyê, disse que seria aconselhável que todos se prostrassem diante dele, assim o fizeram.

“Totô hum! Totô hum! Atotô! Atotô!”
“Respeito! Silêncio!”

Obaluaiyê, satisfeito com a sujeição daquele povo, os poupou declamou que a partir daquele dia viveria naquele reino, assim o fez e em pouco tempo o país tornou-se próspero e rico.

Obaluaiyê recebeu nas terras mahis o nome de Sapatá, mesmo assim era preferível chamá-lo de Ainon, senhor das Terras, ou Jeholu, senhor das pérolas.

Esses diferentes nomes foram adoptados por famílias importantes, mas infelizmente provocaram desentendimentos entre elas e os reis do Daomé. Muitas vezes as famílias de Sapatá foram expulsas do reino e, em represália, muitos reis daomeanos morreram de varíola.

Tanta discórdia provocou seu nome, que hoje ninguém sabe mais qual o melhor nome para se chamar Obaluaiyê.

Omolú ganha pérolas de Iemanjá

Omolú foi salvo por Iemanjá quando sua mãe, Nanã Buruku, ao vê-lo doente, coberto de chagas, purulento, abandonou-o numa gruta perto da praia.

Iemanjá recolheu Omolú e o lavou com a água do mar, o sal da água secou sua feridas, Omolú tornou-se um homem vigoroso, mas ainda carregava as cicatrizes, as marcas feias da varíola.

Iemanjá confeccionou para ele uma roupa toda de ráfia, e com ela ele escondia as marcas de suas doenças, ele era um homem poderoso, andava pelas aldeias e por onde passava deixava um rastro ora de cura, ora de saúde, ora de doença, Mas continuava sendo um homem pobre.

Iemanjá não se conformava com a pobreza do filho adoptivo, Ela pensou:
“Se eu dei a ele a cura, a saúde, não posso deixar que seja sempre um homem pobre”. Ficou imaginando quais riquezas, poderia da a ele.

Iemanjá era a dona da pesca, tinha os peixes, os polvos, os caramujos, as conchas, os corais, tudo aquilo que dava vida ao oceano pertencia a sua mãe, Olocum, e ela dera tudo a Iemanjá.

Iemanjá resolveu então ver suas jóias tinha algumas, mas enfeitava-se mesmo era com algas, ela enfeitava-se com água do mar, vestia-se de espuma, ela adorava-se com o reflexo de Oxu, a Lua.

Mas Iemanjá tinha uma grande riqueza e essa riqueza eram as pérolas, que as ostras fabricavam para ela. Iemanjá, muito contente com sua lembrança, chamou Omolú e lhe disse:
“De hoje em diante, és tu quem cuidas das pérolas do mar. Serás assim chamado de Jeholu, o Senhor das Pérolas”.

Por isso as pérolas pertencem a Omolú, por baixo de sua roupa de ráfia, enfeitando seu corpo marcado de chagas, Omolú ostenta colares e mais colares de pérola, belíssimos colares.

África

Omolu na África, é considerado o Deus da morte, se não é aquele que faz a transição do espírito que desencarnou é o responsável pela morte dos enfermos. Em época de varias mortes com a varíola, foi responsabilizado pela morte de milhões de pessoas, sendo conhecido como o Deus da Varíola.

Brasil

Omolu é um orixá africano cultuado nas religiões afro-brasileiras que o tem como o Senhor da Morte, uma vez que é o responsável pela passagem dos espíritos do plano material para o espiritual.

Candomblé

Muitas vezes confundido com o Orixá Obaluayê, tanto que, no Brasil, muitas casas de santo cultuam Obaluayê e Omolu como um só orixá, Omolu é, no entanto, um orixá que se aproxima de Obaluayê, mas possui uma identidade própria.

Omolu – escultura de Carybé em madeira, em exposição no Museu Afro-Brasileiro, Salvador, Bahia, Brasil

Mas assim como Omolu pode trazer a doença, ele também a leva. Os devotos lhe atribuem curas milagrosas, realizando oferendas de pipocas, o deburu ou doburu, em sua homenagem ou jogando-as sobre o doente como descarrego.

Em algumas casas de santo, as pipocas são estouradas em panelas com areia da praia aquecida, lembrando a relação desse orixá, chamado respeitosamente de Tatá Omolu, com Iemanjá. Afinal, conta uma lenda que Omolu, muito doente, foi curado à beira-mar pela água salina, tendo Iemanjá o tomado como filho adotivo. Por isso, também são realizadas oferendas a Omolu nas areias das praias do litoral brasileiro. Vestido com palha-da-costa e com contas nas cores vermelha, preta e branca, Omolu dança o opanijé, dança ritual marcada pelo ritmo lento com pausas, enquanto segura em suas mãos o xaxará, instrumento ritual também feito de palha-da-costa e recoberto de búzios. Em alguns momentos da dança, Omolu espanta os eguns, os espíritos dos mortos, com movimentos rituais.

Omolu também possui relação com Iansã, em especial Oyá Igbalé, qualidade de Iansã que costuma dançar na ponta dos pés e direciona os eguns para o reino de Omolu.

Junto a Nanã Buruku e Oxumaré, forma a família de orixás dahomeana, costuma ser reverenciado às segundas-feiras e sincretizado com os santos católicos São Lázaro e São Bento de Núrsia, patrono da boa morte.

      omulu10

Qualidades:

Jagun Agbagba (ligação com Oyá)
Omolu
Obaluayie
Soponna/Sapata/Sakpatá
Afoman/Akavan/Kavungo (ligação com Exú) afomo; contagiante,infeccioso
Savalu/Sapekó (ligação com Nana)
Dasa
Arinwarun (wariwaru) título de xapanan
Azonsu/Ajansu/Ajunsu (ligação com Oxalá, Oxumare)
Azoani (ligação com Yemanjá e Oyá)
Posun/Posuru
Agoro
Tetu/Etetu
Topodun
Paru
Arawe/Arapaná(ligação com oyá)
Ajoji/Ajagun (ligação com Ogun, Oxagian)
Avimaje/Ajiuziun (ligação com Nana, Ossain)
Ahoye
Aruaje
Ahosuji/Segí (Ligação com Yemanjá, Oxumare/Besén)

Características dos filhos de Obaluaiê/Omolú

Os filhos de Omolú são pessoas extremamente pessimistas e teimosas que adoram exibir os seus sofrimentos, daqueles que procuram o caminho mais longo e difícil para atingir algum fim.

Deprimidos e depressivos, são capazes de desanimar o mais optimista dos seres; acham que nada pode dar certo, que nada está bom. Às vezes, são doces, mas geralmente possuem manias de velho, como a rabugice.

Gostam da ordem, gostam que as coisas saiam da maneira que planearam. Não são do tipo que levam desaforo para casa e se se sentirem ofendidos respondem no acto, não importa a quem. Pensam que só eles sofrem, que ninguém os compreende. Não possuem grandes ambições.

Podem apresentar doenças de pele, marcas no rosto, dores e outros problemas nas pernas. São pessoas sem muito brilho, sem muita beleza. São perversos e adoram irritar as pessoas; são lentos, exigentes e reclamam de tudo.

São reprimidos, amargos e vingativos. É difícil relacionar-se com eles. Parece que os filhos de Omolú são pessoas que possuem muitos defeitos e poucas qualidades, mas eles têm várias, e uma qualidade pode compensar qualquer defeito: são extremamente prestáveis e trabalhadores. São amigos de verdade.

Ervas

Monam Parietária = brotozinho
Bala = Taioba
Jamim = Cajá
Aferé = Mutamba
Obó = Rama de leite
Exibatá = Ovo redondo de monãn
Jakomijé =Jarrinha
Afoxian = Erva de passarinho
Já = Capeba
Turin = Folha de neve branca
Pekulé = Mariazinha
Tolu-tolu = Papinho de peru

Lendas de OMOLU:
Houve uma festa e todos os Orixás estavam presentes. Menos Omolu que ficara do lado de fora.

Ogum pergunta por que o irmão não vem e Nanã responde que é por vergonha de suas feridas causadas pelas doenças. Ogum resolve ajudá-lo e o leva até a floresta onde tece para ele uma roupa de palha que lhe cobre o corpo todo. O filá! Mas a ajuda não dá muito certo, pois muitos viram o que Ogum fizera e continuavam a ter nojo de dançar com o jovem Orixá, menos Iansã, altiva e corajosa, dança com ele e com eles o vento de Iansã que levanta a palha e para espanto de todos, revela um homem lindo, sem defeito algum.
Todos os Orixás presentes, ficam estupefatos com aquela beleza, principalmente Oxum,que se enche de inveja, mas agora é tarde, Omolu, não quer mais dançar com ninguém.
Em recompensa pelo gesto de Iansã, Omolu dá a ela o poder de também reinar sobre os mortos. Mas daquele dia em diante, Omolu declara que dança sozinho doravante!

Obaluayê / Omulu

Obaluaiyê quer dizer “rei e dono da terra” sua veste é palha e esconde o segredo da vida e da morte. Está relacionado a terra quente e seca, como o calor do fogo e do sol – calor que lembra a febre das doenças infecto-contagiosas. O lugar de origem de Obalúayé é incerto, há grandes possibilidades que tenha sido em território Tapá (ou Nupê) e se esta é ou não sua origem seria pelo menos um ponto de divisão dessa crença. Conta-se em Ibadã (ver mapa), que Obalúayé teria sido antigamente o Rei dos Tapás. Uma lenda de Ifá confirma esta última suposição. Obalúayé era originário em Empê ( Tapá ) e havia levado seus guerreiros em expedição aos quatros cantos da terra. Uma ferida feita por suas flechas tornava as pessoas cegas, surdas ou mancas.

OBALÚAYÉ representa a terra e o sol, aliás, ele é o próprio sol, por isso usa uma coroa de palha (AZÊ) que tampa seu rosto, porque sem ela as pessoas não poderiam olhar para ele. Ninguém pode olhar o sol diretamente. Esta forte mente relacionado os troncos e os ramos das árvores e transporta o axé preto, vermelho e branco. Sua matéria de origem é a terra e, como tal, ele é o resultado de um processo anterior. Relaciona-se também com os espiritos contidos na terra. O colar que o simboliza é o ladgiba, cujas contas são feitas da semente existente dentro da fruta do Igi-Opê ou Ogi-Opê, palmeiras pretas. Usa também bradga, um colar grande de cauris. OBALÚAYÉ é o patrono dos cauris e do conjunto dos 16 búzios, que reina do instrumento ao sistema oracular: o brendilogun, que lhe pertence. Seu poder está extraordinariamente ligado a morte. OBA significa Rei (Oni), ILU espíritos e AIYÊ significa terra, ou seja, Rei de Todos os Espíritos do Mundo. Ele lidera e detém o poder dos espíritos e dos ancestrais, os quais o seguem. Oculta sob o saiote o mistério da morte e do renascimento (o mistério do gênesis). Ele é a própria terra que recebe nossos corpos para que vire pó.

OBALÚAYÉ mede a riqueza com cântaros, mas o povo esqueceu-se de sua riqueza e só se lembra dele como o Orixá da moléstia.

Afirmam-se em registros bibliográficos ser Omolu e Obaluaiye um só Orixá em dois estágios: Obaluaiye (o Moço), significa o “Dono da Terra da Vida”; Omolu (o Velho) significa o “Filho-da-Terra”. É o médico dos pobres; o senhor dos cemitérios. Usa o aze (capacete de pele da Costa) ou o filah (capuz de palha da Costa) e carrega na mão o xaxara (feixe de fibra de palmeira, enfeitado com búzios) Seu dia é a segunda-feira. Sua comida forte é o doburu (pipocas sem sal, coco fatiado e regado com mel). Registram-se 12 qualidades atribuídas a esse Orixá, que também é considerado o mais antigo do Panteão Afro, sendo as mais conhecidas: Sapata, Xapanan, Xankpanan, Babalu, Azoane, Ajagum, Ajunsun e Avimage.

O mel de Ósun

Obaluaiê era muito mulherengo e não obedecia a nenhum mandamento que fosse. Numa data importante, Orunmilá advertiu-o que se abstivesse de sexo, o que ele não cumpriu. Naquele mesmo dia possuiu uma de suas mulheres.
Na manhã seguinte despertou com o corpo coberto de chagas. Suas mulheres pediram a Orunmilá que intercedesse junto a Olodumare, mas este não perdoou Obaluaiê, que morreu em seguida.
Orunmilá usando o mel de Osun, despejou-o por sobre todo o palácio de Olodumare. Este, deliciado, perguntou a Orunmilá quem havia despejado em sua casa tal iguaria. Orunmilá disse-lhe que havia sido uma mulher. Todas as divindades femininas foram chamadas, mas faltava Osun, que confirmou ao chegar que era seu aquele mel. Olodumare pediu-lhe mais, ao que Osun lhe fez uma proposta. Osun daria a ele todo o mel que quisesse, desde que ressuscitasse Obaluaiê. Olodumare aceitou a condição de Osun, e Obaluaiê saiu da terra vivo e são.

o belo

Chegando de viagem à aldeia onde nascera, Omulu viu que estava acontecendo uma festa com a presença de todos os Orisás. Omulu não podia entrar na festa, devido à sua medonha aparência. Então ficou espreitando pelas frestas do terreiro. Ogum, ao perceber a angústia do Orisá, cobriu-o com uma roupa de palha, com um capuz que ocultava seu rosto doente, e convidou-o a entrar e aproveitar a alegria dos festejos.
Apesar de envergonhado, Omulu entrou, mas ninguém se aproximava dele. Iansã tudo acompanhava com o rabo do olho. Ela compreendia a triste situação de Omulu e dele se compadecia. Iansã esperou que ele estivesse bem no centro do barracão. O xirê estava animado.
Os Orisás dançavam alegremente com suas equedes. Iansã chegou então bem perto dele e soprou suas roupas de palha, levantou-lhe as palhas que cobriam sua pestilência. Nesse momento de encanto e ventania, as feridas de Omulu pularam para o alto, transformadas numa chuva de pipocas, que se espalharam brancas pelo barracão. Omulu, o deus das doenças, transformara-se num jovem, num jovem belo e encantador.
Omulu e Iansã Igbalé tornaram-se grandes amigos e reinaram juntos sobre o mundo dos espíritos dos mortos, partilhando o poder único de abrir e interromper as demandas dos mortos sobre os homens.

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lendas de Obaluaiê

lendas de Obaluaiê

QUEM FOI OBALUAÊ
Obaluaê quer dizer “Rei e Senhor da terra” sua veste é palha e esconde o segredo da vida e da morte.
Está relacionado à terra quente e seca, como o calor do fogo e do sol – calor que lembra a febre das doenças infecto-contagiosas.
Conta-se em Ibadã que Obaluaê teria sido antigamente o Rei dos Tapás.
Uma lenda de Ifá confirma esta última suposição. Obaluaê era originário de Empê – Tapá e havia levado seus guerreiros em expedição aos quatros cantos da terra. Uma ferida feita por suas flechas tornava as pessoas cegas, surdas ou mancas.

Obaluaê representa a terra e o sol, aliás, ele é o próprio sol, por isso usa uma coroa de palha (azê) que tampa seu rosto, porque sem ela as pessoas não poderiam olhar para ele. Ninguém pode olhar o sol diretamente.

fortemente relacionado os troncos e os ramos das árvores e transporta o axé preto, vermelho e branco.
Sua matéria de origem é a terra e, como tal, ele é o resultado de um processo anterior.
Relaciona-se também com os espíritos contidos na terra.
O colar que o simboliza é o ladgiba, cujas contas são feitas da semente existente dentro da fruta do Igi-Opê ou Ogi-Opê, palmeiras pretas.
Usa também bradga, um colar grande de cauris.

Obaluaê é o patrono dos cauris e do conjunto dos 16 búzios, que reina do instrumento ao sistema oracular: o brendilogun, que lhe pertence. Seu poder está extraordinariamente ligado à morte.
Oba significa Rei (Oni), Ilu espíritos e Aiyê (significa terra), ou seja, Rei de Todos os Espíritos do Mundo.
Ele lidera e detém o poder dos espíritos e dos ancestrais, os quais o seguem.
Oculta sob o saiote o mistério da morte e do renascimento (o mistério do gênesis).
Ele é a própria terra que recebe nossos corpos para que vire pó.

Obaluaê mede a riqueza com cântaros, mas o povo esqueceu-se de sua riqueza e só se lembra dele como o Orixá da moléstia.
Afirmam-se em registros bibliográficos ser Omolu e Obaluaê um só Orixá em dois estágios: Obaluaê (o Moço) significa o “Dono da Terra da Vida”; Omolu (o Velho) significa o “Filho-da-Terra”.
É o médico dos pobres; o senhor dos cemitérios.
Usa o aze (capacete de pele da Costa) ou o filah (capuz de palha da Costa) e carrega na mão o xaxará (feixe de fibra de palmeira, enfeitado com búzios). Seu dia é a segunda-feira.
Sua comida forte é o doburu (pipocas sem sal, coco fatiado e regado com mel).

Qualidades: Registra-se 12 qualidades atribuídas a esse Orixá, que também é considerado o mais antigo do Panteão Afro, sendo as mais conhecidas:

Sapata, Xapanan, Xankpanan, Babalu, Azoane, Ajagum, Ajunsun e Avimage.

Nomes: Obàluáyê “Rei senhor da Terra”, Omolu “Filho do Senhor”, Sapata “Dono da Terra” são os nomes dados a Sànpònná (um título ligado a grande calor o sol – também é conhecido como (Babá Igbona = pai da quentura) deus da varíola e das doenças contagiosas, é ligado simbolicamente ao mundo dos mortos.
Outra corrente os define como: Obàluáyê: Obá – ilu; aiye; Rei, dono, senhor; da vida; na terra; Omolu; Omo-ilu; Rei, dono, senhor; da vida.

Sincretismo: São Lázaro e São Roque

Comida: Pipoca e Carré

Cor: Preto, vermelho e branco

Dia da semana: Segunda -feira

Símbolo: Leguidibá, Xaxará e Brajá de búzios

Saudação: – Atotô!

Domínio – Doença e cura, morte e renascimento

Elemento: Terra

Vestimenta: A vestimenta é feita de ìko, é uma fibra de ráfia extraída do Igí-Ògòrò, a palha da costa , elemento de grande significado ritualístico, principalmente em ritos ligados a morte e o sobrenatural, sua presença indica que algo deve ficar oculto.
É composta de duas partes o “Filá” e o “Azé”, a primeira parte, a de cima que cobre a cabeça é uma espécie de capuz trançado de palha-da-costa, acrescido de palhas em toda sua volta, que passam da cintura, o Azé , seu asó-ìko (roupa de palha) é uma saia de palha da costa que vai até os pés em alguns casos, em outros, acima dos joelhos, por baixo desta saia vai um Xokotô, espécie de calça, também chamado “cauçulú”, em que oculta o mistério da morte e do renascimento.
Nesta vestimenta acompanha algumas cabaças penduradas, onde supostamente carrega seus remédios.
Ao vestir-se com ìko e cauris, revela sua importância e ligação com a morte (iku).

      omulu

LENDAS de Omulu/Obaluaiê

(1) Por causa do feitiço usado por Nanã para engravidar, Omolu nasceu todo deformado.
Desgostosa com o aspecto do filho, Nanã abandonou-o na beira da praia,para que o mar o levasse.
Um grande caranguejo encontrou o bebê e atacou-o com as pinças, tirando pedaços da sua carne.
Quando Omolu estava todo ferido e quase morrendo, Iemanjá saiu do mar e o encontrou.
Penalizada, acomodou-o numa gruta e passou a cuidar dele, fazendo curativos com folhas de bananeira e alimentando-o com pipoca sem sal nem gordura até que o bebê se recuperou.
Então Iemanjá criou-o como se fosse seu filho.

(2) Omolu tinha o rosto muito deformado e a pele cheia de cicatrizes. Por isso, vivia sempre isolado, se escondendo de todos.
Certo dia, houve uma festa de que todos os Orixás participavam, mas Ogum percebeu que o irmão não tinha vindo dançar. Quando lhe disseram que ele tinha vergonha de seu aspecto, Ogum foi ao mato, colheu palha e fez uma capa com que Omolu se cobriu da cabeça aos pés, tendo então coragem de se aproximar dos outros.
Mas ainda não dançava, pois todos tinham nojo de tocá-lo.
Apenas Iansã teve coragem; quando dançaram, a ventania levantou a palha e todos viram um rapaz bonito e sadio;e Oxum ficou morrendo de inveja da irmã.

(3) Quando Obaluaê ficou rapaz, resolveu correr mundo para ganhar a vida.
Partiu vestido com simplicidade e começou a procurar trabalho, mas nada conseguiu.
Logo começou a passar fome, mas nem uma esmola lhe deram. Saindo da cidade, embrenhou-se na mata,onde se alimentava de ervas e caça, tendo por companhia um cão e as serpentes da terra. Ficou muito doente.
Por fim, quando achava que ia morrer, Olorun curou as feridas que cobriam seu corpo.
Agradecido, ele se dedicou à tarefa de viajar pelas aldeias para curar os enfermos e vencer as epidemias que castigaram todos que lhe negaram auxílio e abrigo.

(4) Chegando de viagem à aldeia onde nascera, Omulu viu que estava acontecendo uma festa com a presença de todos os orixás. Omulu não podia entrar na festa, devido à sua medonha aparência.
Então ficou espreitando pelas frestas do terreiro.
Ogum, ao perceber a angústia do orixá, cobriu-o com uma roupa de palha, com um capuz que ocultava seu rosto doente, e convidou-o a entrar e aproveitar a alegria dos festejos.
Apesar de envergonhado, Omulu entrou, mas ninguém se aproximava dele.
Iansã tudo acompanhava com o rabo do olho. Ela compreendia a triste situação de Omulu e dele se compadecia.
Iansã esperou que ele estivesse bem no centro do barracão.
O xirê estava animado. Os orixás dançavam alegremente com suas equedes.
Iansã chegou então bem perto dele e soprou suas roupas de palha, levantou-lhe as palhas que cobriam sua pestilência.
Nesse momento de encanto e ventania, as feridas de Omulu pularam para o alto, transformadas numa chuva de pipocas, que se espalharam brancas pelo barracão.
Omulu, o deus das doenças, transformara-se num jovem, num jovem belo e encantador. Omulu e Iansã Igbalé tornaram-se grandes amigos e reinaram juntos sobre o mundo dos espíritos dos mortos, partilhando o poder único de abrir e interromper as demandas dos mortos sobre os homens.

(5) Por causa do feitiço usado por Nanã para engravidar, Omulu nasceu todo deformado.
Desgostosa com o aspecto do filho, Nanã abandonou-o na beira da praia, para que o mar o levasse.
Um grande caranguejo encontrou o bebê e atacou-o com as pinças, tirando pedaços da sua carne.
Quando Amolou estava todo ferido e quase morrendo, Iemanjá saiu do mar e o encontrou.
Penalizada, acomodou-o numa gruta e passou a cuidar dele, fazendo curativos com folhas de bananeira e alimentando-o com pipoca sem sal nem gordura até que o bebê se recuperou.
Então Iemanjá criou-o como se fosse seu filho.

(6) Amolou tinha o rosto muito deformado e a pele cheia de cicatrizes.
Por isso, vivia sempre isolado, se escondendo de todos.
Certo dia, houve uma festa de que todos os Orixás participavam, mas Ogum percebeu que o irmão não tinha vindo dançar.
Quando lhe disseram que ele tinha vergonha de seu aspecto, Ogum foi ao mato, colheu palha e fez uma capa com que Amolou se cobriu da cabeça aos pés, tendo então coragem de se aproximar dos outros.
Mas ainda não dançava, pois todos tinham nojo de tocá-lo. Apenas Iansã teve coragem; quando dançaram, a ventania levantou a palha e todos viram um rapaz bonito e sadio; e Oxum ficou morrendo de inveja da irmã.

(7) Quando Obaluaiê ficou rapaz, resolveu correr mundo para ganhar a vida.
Partiu vestido com simplicidade e começou a procurar trabalho, mas nada conseguiu. Logo começou a passar fome, mas nem uma esmola lhe deram. Saindo da cidade, embrenhou-se na mata, onde se alimentava de ervas e caça, tendo por companhia um cão e as serpentes da terra.
Ficou muito doente. Por fim, quando achava que ia morrer, Olorun curou as feridas que cobriam seu corpo. Agradecido, ele se dedicou à tarefa de viajar pelas aldeias para curar os enfermos e vencer as epidemias que castigaram todos que lhe negaram auxílio e abrigo

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Lendas de Ogum

LENDA DE OGUM
Ogum vivia em sua aldeia, quando foi requisitado para uma guerra, que não tinha data para acabar. Antes de partir, ele exigiu que seus habitantes dedicassem um dia em sua homenagem, fazendo o sacrifício de jejuar e fazer silêncio absoluto, além de outras oferendas.
Partiu, em sua longa jornada, para os campos de batalha, onde permaneceu sete anos.
No regresso à sua aldeia, caminhou durante muitos dias, sentindo muito cansaço.
A fome e a sede também o atormentavam.
Na primeira casa que encontrou pediu água e comida, mas ninguém o atendeu, permanecendo calados e de olhos fixos no chão.
Resolveu, então, fazer outra tentativa na próxima casa, mas a cena foi a mesma, o que despertou sua ira.
Ele esbravejou com os moradores, exigindo que falassem com ele, mas ninguém o fez.

Não se conformava com tamanha falta de respeito, depois de ter lutado tanto!
Ogun esperava uma recepção calorosa em sua própria aldeia, mas, ao contrário, só encontrou silêncio.
À medida que avançava pelo interior da cidade, a mesma coisa se repetia, casa após casa. Ogun nem imaginava o que estava acontecendo.
Perguntava e não recebia resposta.
Sua ira já estava incontrolável, quando chegou ao centro do povoado, onde haviam muitas pessoas. Estranhou o fato de ninguém estar conversando.
Perguntou a eles onde estavam suas famílias, mas não obteve resposta.
Era uma afronta!
Foi assim que, evocando todos os seus poderes, Ogun dizimou sua própria aldeia.
Caçadores que passavam pela cidade, entre eles seu filho, o reconheceram e tentaram aproximar-se.
Vendo que sua cólera era imensa, resolveram evocar Exú para acalmá-lo.
A ira desse orixá finalmente foi aplacada.
Seu filho, indignado ao ver tanta destruição, indagou o motivo que levou seu pai a cometer tal atrocidade.
Ogun respondeu que aquelas pessoas lhe faltaram com respeito quando não o reconheceram.
Precisavam de um castigo.
Foi, então, que seu filho fez-lhe lembrar da exigência que fizera antes de partir para a guerra.
Ogun, tomado pelo remorso, devido à sua crueldade com pessoas que só estavam obedecendo ordens, abriu o chão com sua espada enterrando-se de pé.

Divindade masculina ioruba, figura que se repete em todas as formas mais conhecidas da mitologia universal.
Ogum é o arquétipo do guerreiro. Bastante cultuado no Brasil, especialmente por ser associado à luta, à conquista, é a figura do astral que, depois de Exu, está mais próxima dos seres humanos. É sincretizado com São Jorge ou com Santo Antônio, tradicionais guerreiros dos mitos católicos, também lutadores, destemidos e cheios de iniciativa.
A relação de Ogum com os militares tanto vem do sincretismo realizado com São Jorge, sempre

associado às forças armadas, como da sua figura de comandante supremo ioruba. Dizem as lendas que se alguém, em meio a uma batalha, repetir determinadas palavras (que são do conhecimento apenas dos iniciados), Ogum aparece imediatamente em socorro daquele que o evocou.
Porém, elas (as palavras) não podem ser usadas em outras circunstâncias, pois, tendo excitado a fúria por sangue do Orixá, detonaram um processo violento e incontrolável; se não encontrar inimigos diante de si após ter sido evocado, Ogum se lançará imediatamente contra quem o chamou.

É orixá das contendas, deus da guerra. Seu nome, traduzido para o português, significa luta, batalha, briga. É filho de Iemanjá e irmão mais velho de Exu e Oxossi.
Por este último nutre um enorme sentimento, um amor de irmão verdadeiro, na verdade foi Ogum quem deu as armas de caça à Oxossi. O sangue que corre no nosso corpo é regido por Ogum.
Considerado como um orixá impiedoso e cruel, temível guerreiro que brigava sem cessar contra os reinos vizinhos, ele até pode passar esta imagem, mas também sabe ser dócil e amável.
É a vida em sua plenitude.
A violência e a energia, porém não explicam Ogum totalmente.
Ele não é o tipo austero, embora sério e dramático, nunca contidamente grave.
Quando irado, é implacável, apaixonadamente destruidor e vingativo; quando apaixonado, sua sensualidade não se contenta em esperar nem aceita a rejeição.
Ogum sempre ataca pela frente, de peito aberto, como o clássico guerreiro.
Ogum não era, segundo as lendas, figura que se preocupasse com a administração do reino de seu pai, Odudua; ele não gostava de ficar quieto no palácio, dava voltas sem conseguir ficar parado, arrumava romances com todas as moças da região e brigas com seus namorados.
Não se interessava pelo exercício do poder já conquistado, por que fosse a independência a ele garantida nessa função pelo próprio pai, mas sim pela luta.
Ogum, portanto, é aquele que gosta de iniciar as conquistas mas não sente prazer em descansar sobre os resultados delas, ao mesmo tempo é figura imparcial, com a capacidade de calmamente exercer (executar) a justiça ditada por Xangô. É muito mais paixão do que razão: aos amigos, tudo, inclusive o doloroso perdão: aos inimigos, a cólera mais implacável, a sanha destruidora mais forte.
Ogum é o deus do ferro, a divindade que brande a espada e forja o ferro, transformando-o no instrumento de luta. Assim seu poder vai-se expandindo para além da luta, sendo o padroeiro de todos os que manejam ferramentas: ferreiros, barbeiros, militares, soldados, ferreiros, trabalhadores, agricultores e, hoje em dia, mecânicos, motoristas de caminhões e maquinistas de trem.
É, por extensão o Orixá que cuida dos conhecimentos práticos, sendo o patrono da tecnologia.
Do conhecimento da guerra para o da prática: tal conexão continua válida para nós, pois também na sociedade ocidental a maior parte das inovações tecnológicas vem justamente das pesquisas armamentistas, sendo posteriormente incorporada à produção de objetos de consumo civil, o que é particularmente notável na industria automobilística, de computação e da aviação.
Assim, Ogum não é apenas o que abre as picadas na matas e derrota os exércitos inimigos; é também aquele que abre os caminhos para a implantação de uma estrada de ferro, instala uma fábrica numa área não industrializada, promove o desenvolvimento de um novo meio de transporte, luta não só contra o homem, mas também contra o desconhecido.
É pois, o símbolo do trabalho, da atividade criadora do homem sobre a natureza, da produção e da expansão, da busca de novas fronteiras, de esmagamento de qualquer força que se oponha à sua própria expansão.
É fácil, nesse sentido, entender a popularidade de Ogum: em primeiro lugar, o negro reprimido, longe de sua terra, de seu papel social tradicional, não tinha mais ninguém para apelar, senão para os dois deuses que efetivamente o defendiam: Exu (a magia) e Ogum (a guerra); Em segundo lugar, além da ajuda que pode prestar em qualquer luta, Ogum é o representante no panteão africano não só do conquistador mas também do trabalhador manual, do operário que transforma a matéria-prima em produto acabado: ele é a própria apologia do ofício, do conhecimento de qualquer tecnologia com algum objetivo produtivo, do trabalhador, em geral, na sua luta contra as matérias inertes a serem modificadas .
É o dono do Obé (faca) por isso nas oferendas rituais vem logo após Exú porque sem as facas que lhe pertencem não seriam possíveis os sacrifícios. Ogum é o dono das estradas de ferro e dos caminhos. Protege também as portas de entrada das casas e templos (Um símbolo de Ogum sempre visível é o màrìwò (mariô) – folhas do dendezeiro (igi öpë) desfiadas, que são colocadas sobre as portas das casas de candomblé como símbolo de sua proteção).
Ogum também é considerado o Senhor dos caminhos. Ele protege as pessoas em locais perigosos, dominando a rua com o auxílio de Exú. Se Exú é dono das encruzilhadas, assumindo a responsabilidade do tráfego, de determinar o que pode e o que não pode passar, Ogum é o dono dos caminhos em si, das ligações que se estabelecem entre os diferentes locais.
Uma frase muito dita no Candomblé, e que agrada muito Ogum, é a seguinte: “Bi omodé bá da ilè, Kí o má se da Ògún”. (Uma pessoa pode trair tudo na Terra Só não deve trair Ogum).
Ogum foi casado com IANSÃ que o abandonou para seguir XANGÔ.
Casou-se também com OXUM, mas vive só, batalhando pelas estradas e abrindo caminhos.

Características

Cor

Vermelha (Azul Rei) (Em algumas casas também o verde)

Fio de Contas

Contas e Firmas Vermelhas Leitosas

Ervas

Peregum(verde), São Gonçalinho, Quitoco, Mariô, Lança de Ogum, Coroa de Ogum, Espada de Ogum, Canela de Macaco, Erva Grossa, Parietária, Nutamba, Alfavaquinha, Bredo, Cipó Chumbo.(Em algumas casas: Aroeira, Pata de Vaca, Carqueja, Losna, Comigo Ninguém Pode, Folhas de Romã, Flecha de Ogum, Cinco Folhas, Macaé, Folhas de Jurubeba)

Símbolo

Espada. (Também, em algumas casas: ferramentas, ferradura, lança e escudo)

Pontos da Natureza

Estradas e Caminhos (Estradas de Ferro). O Meio da encruzilhada pertence a Ogum.

Flores

Crista de Galo, cravos e palmas vermelhas.

Essências

Violeta

Pedras

Granada, Rubi, Sardio. (Em algumas casas: Lápis-Lazúli, Topázio Azul)

Metal

Ferro (Aço e Manganês).

Saúde

Coração e Glândulas Endócrinas

Planeta

Marte

Dia da Semana

Terça-Feira

Elemento

Fogo

Chakra

Umbilical

Saudação

Ogum Iê

Bebida

Cerveja Branca

Animais

Cachorro, galo vermelho

Comidas

Cará, feijão mulatinho com camarão e dendê. Manga Espada

Numero

2

Data Comemorativa

23 de Abril (13 de Junho)

Sincretismo

São Jorge. (Santo Antônio na Bahia)

Incompatibilidades:

Quiabo

Qualidades

Tisalê, Xoroquê, Ogunjá, Onirê, Alagbede, Omini, Wari, Erotondo, Akoro Onigbe.

Atribuições

Todo Ogum é aplicador natural da Lei e todos agem com a mesma inflexibilidade, rigidez e firmeza, pois não se permitem uma conduta alternativa.
Onde estiver um Ogum, lá estarão os olhos da Lei, mesmo que seja um “caboclo” de Ogum, avesso às condutas liberais dos freqüentadores das tendas de Umbanda, sempre atento ao desenrolar dos trabalhos realizados, tanto pelos médiuns quanto pelos espíritos incorporadores.
Dizemos que Ogum é, em si mesmo, os atentos olhos da Lei, sempre vigilante, marcial e pronto para agir onde lhe for ordenado.

      ogum12

As Características Dos Filhos De Ogum

Não é difícil reconhecer um filho de Ogum.
Tem um comportamento extremamente coerente, arrebatado e passional, aonde as explosões, a obstinação e a teimosia logo avultam, assim como o prazer com os amigos e com o sexo oposto.
São conquistadores, incapazes de fixar-se num mesmo lugar, gostando de temas e assuntos novos, conseqüentemente apaixonados por viagens, mudanças de endereço e de cidade.
Um trabalho que exija rotina, tornará um filho de Ogum um desajustado e amargo.
São apreciadores das novidades tecnológicas, são pessoas curiosas e resistentes, com grande capacidade de concentração no objetivo em pauta; a coragem é muito grande.
Os filhos de Ogum custam a perdoar as ofensas dos outros.
Não são muito exigentes na comida, no vestir, nem tão pouco na moradia, com raras exceções.
São amigos camaradas, porém estão sempre envolvidos com demandas.
Divertidos, despertam sempre interesse nas mulheres, tem seguidos relacionamentos sexuais, e não se fixam muito a uma só pessoa até realmente encontrarem seu grande amor.
São pessoas determinadas e com vigor e espírito de competição.
Mostram-se líderes natos e com coragem para enfrentar qualquer missão, mas são francos e, às vezes, rudes ao impor sua vontade e idéias.
Arrependem-se quando vêem que erraram, assim, tornam-se abertos a novas idéias e opiniões, desde que sejam coerentes e precisas.
As pessoas de Ogum são práticas e inquietas, nunca “falam por trás” de alguém, não gostam de traição, dissimulação ou injustiça com os mais fracos.
Nenhum filho de Ogum nasce equilibrado. Seu temperamento, difícil e rebelde, o torna, desde a infância, quase um desajustado.
Entretanto, como não depende de ninguém para vencer suas dificuldades, com o crescimento vai se libertando e acomodando-se às suas necessidades.
Quando os filhos de Ogum conseguem equilibrar seu gênio impulsivo com sua garra, a vida lhe fica bem mais fácil. Se ele conseguisse esperar ao menos 24 hs.
para decidir, evitaria muitos revezes, muito embora, por mais incrível que pareça, são calculistas e estrategistas. Contar até 10 antes de deixar explodir sua zanga, também lhe evitaria muitos remorsos.
Seu maior defeito é o gênio impulsivo e sua maior qualidade é que sempre, seja pelo caminho que for, será sempre um Vencedor.
A sua impaciência é marcante. Tem decisões precipitadas.
Inicia tudo sem se preocupar como vai terminar e nem quando. Está sempre em busca do considerado o impossível.
Ama o desafio. Não recusa luta e quanto maior o obstáculo mais desperta a garra para ultrapassá-lo.
Como os soldados que conquistavam cidades e depois a largavam para seguir em novas conquistas, os filhos de Ogum perseguem tenazmente um objetivo: quando o atinge, imediatamente o larga e parte em procura de outro.
É insaciável em suas próprias conquistas.
Não admite a injustiça e costuma proteger os mais fracos, assumindo integralmente a situação daquele que quer proteger.
Sabe mandar sem nenhum constrangimento e ao mesmo tempo sabe ser mandado, desde que não seja desrespeitado. Adapta-se facilmente em qualquer lugar.
Come para viver, não fazendo questão da qualidade ou paladar da comida.
Por ser Ogum o Orixá do Ferro e do Fogo seu filho gosta muito de armas, facas, espadas e das coisas feitas em ferro ou latão.
É franco, muitas vezes até com assustadora agressividade.
Não faz rodeio para dizer as coisas. Não admite a fraqueza e a falta de garra.
Têm um grave conceito de honra, sendo incapazes de perdoar as ofensas sérias de que são vítimas.
São desgarrados materialmente de qualquer coisa, pessoas curiosas e resistentes, tendo grande capacidade de se concentrar num objetivo a ser conquistado, persistentes, extraordinária coragem, franqueza absoluta chegando à arrogância. Quando não estão presos a acessos de raiva, são grandes amigos e companheiros para todas as horas.
É pessoa de tipo esguio e procura sempre manter-se bem fisicamente.
Adora o esporte e está sempre agitado e em movimento, tendem a ser musculosos e atléticos, principalmente na juventude, tendo grande energia nervosa que necessita ser descarregadas em qualquer atividade que não implique em desgastes físicos.
Sua vida amorosa tende a ser muito variada, sem grandes ligações perenes, mas sim superficiais e rápidas.

Cozinha ritualística

Cará com Dendê e Mel
Lave um inhame em sete águas (sete vezes), depois coloque numa gamela de madeira ou alguidar. Com uma faca (obé), bem afiado, corte-o na vertical. Na banda do lado esquerdo se passa dendê e na do lado direito mel.

Paliteiro de Ogum
Cozinhe um Cará com casca e tudo. Coloque numa gamela de madeira ou alguidar. Espete palitos de Mariô por toda a superfície. Pode regar com dendê ou mel.

Feijão Mulatinho
Cozinhe o feijão mulatinho (ou cavalo) e tempere-o com cebola refogada no dendê, coloque em um alguidar e enfeite com 7 camarões fritos no dendê.

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Lendas de Ewá

Lendas de Ewá

Ewá
Ewá é escondida por seu irmão Oxumaré

Filha de Nanã também é Ewá. Ewá é o horizonte, o encontro do céu com a terra. É o encontro do céu com o mar. Euá era bela e iluminada, mas era solitária e tão calada. Nanã, preocupada com sua filha, pediu a Orunmilá que lhe arranjasse um amor, que arranjasse um casamento para Ewá. Mas ela desejava viver só, dedicada à sua tarefa de fazer criar a noite no horizonte, mandando sol com a magia que guarda na cabeça adô. Nanã porém, insistia em casar a filha.
Ewá pediu então ajuda a seu irmão Oxumarê. O Arco-Íris escondeu Ewá no lugar onde termina o arco de seu corpo. Escondeu Ewá por trás do horizonte e Nanã nunca mais pôde alcançá-la. Assim os dois irmãos passaram a viver juntos, lá onde o céu encontra a terra. Onde ela faz a noite com seu adô.
Lenda tirada do livro
Mitologia dos Orixás – Reginaldo Prandi – 2001
Ewá livra Orunmilá da perseguição da morte.
Orunmilá era um babalaô que estava com um grande problema. Orunmilá estava fugindo da morte, de Icu, que o queria pegar de todo jeito. Orunmilá fugiu de casa para se esconder. Correu pelos campos e ela sempre o perseguia obstinada. Correndo e correndo, Orunmilá chegou ao rio. Viu uma linda mulher lavando roupa. Era Ewá lavando roupa junto à margem. “Por que corres assim, senhor? De quem tentas escapar?” Orunmilá só disse: “hã, hã”. Foges da morte? Adivinhou Ewá. “Sim”, respondeu ele.
Ewá então o acalmou. Ela o ajudaria. Ewá escondeu Orunmilá sob a tábua de lavar roupa, que na verdade era um tabuleiro de Ifá, com fundo virado para cima.E continuou lavando e cantando alegremente. Então chegou Icu, esbaforida. Feia, nojenta, moscas envolvendo-lhe o corpo, sangue gotejando pela pele, um odor de matéria putrefata empestando o ar. A morte cumprimentou Ewá e perguntou por Orunmilá. Ewá disse que ele atravessara o rio e que àquela hora devia estar muito, muito longe, muito alem de outros quarenta rios.
Ewá tirou Orunmilá de sob a tábua e o levou para casa são e salvo. Preparou um cozido de preás e gafanhotos servido com inhames bem pilados. À noite Orunmilá dormiu com Ewá e Ewá engravidou. Ewá ficou feliz pela sua gravidez e fez muitas oferendas a Ifá. Ewá era uma mulher solteira e Orunmilá com ela se casou. Foi uma grande festa e todos cantavam e dançavam. Todos estavam felizes. Ewá cantava: “Orunmilá me deu um filho”. Orunmilá cantava: “Ewá livrou-me da morte”. Todos cantavam: “Ewá livra de Icu”. Todos cantavam: “Ewá livra de Icu”.
Lenda tirada do livro
Mitologia dos Orixás – Reginaldo Prandi – 2001

Ewá se desilude com Xangô e abandona o mundo dos vivos.
Ewá filha de Obatalá, viva enclausurada em seu palácio. O amor de Obatalá por ela era possessivo. A fama de sua beleza chagava a toda parte, inclusive aos ouvidos de Xangô. Mulherengo como era, Xangô planejou seduzir Ewá. Empregou-se no palácio para cuidar dos jardins. Um dia Ewá apareceu na janela e deslumbrou-se com o jardineiro. Ewá nunca vira um homem assim tão fascinante.
Xangô deu muitos presentes a Ewá. Deu-lhe uma cabaça enfeitada com búzios, com uma obra por fora e mil mistérios por dentro, um pequeno mundo de segredos, um adô. E Ewá entregou-se a Xangô. Ele fez Ewá muito infeliz até que ela renegou sua paixão.
Decidiu se retirar do mundo dos vivos e pediu ao pai que a enviasse a um lugar distante, onde homem algum pudesse vê-la novamente. Obatalá deu então a Ewá o reino dos mortos, que os vivos temem e evitam. Desde então é ela quem domina o cemitério. Ali ela entrega a Oyá os cadáveres dos humanos, os mortos que Obaluaê conduz a orixá Oco, e que orixá Oco devora para que voltem novamente à terra, terra de Nanã de que foram um dia feitos. Ninguém incomoda Ewá no cemitério.
Lenda tirada do livro
Mitologia dos Orixás – Reginaldo Prandi – 2001

… o rio
Havia uma mulher que tinha dois filhos, aos quais amava mais do que tudo. Levando as crianças, ela ia todos os dias à floresta em busca de lenha, lenha que ela recolhia e vendia no mercado para sustentar os filhos. Ewá, seu nome era Ewá e esse era seu trabalho, ia ao bosque com seus filhos todo dia.
Uma vez, os três estavam no bosque entretidos quando Ewá percebeu que se perdera. Por mais que procurasse se orientar, não pôde Ewá achar o caminho de volta. Mais e mais foram os três se embrenhando na floresta. As duas crianças começaram a reclamar de fome, de sede e de cansaço. Quanto mais andavam, maior era a sede, maior a fome. As crianças já não podiam andar e clamavam à mãe por água. Ewá procurava e não achava nenhuma fonte, nenhum riacho, nenhuma poça d’água. Os filhos já morriam de sede e Ewá se desesperava.
Ewá implorou aos deuses, pediu a Olodumare. Ela deitou-se junto aos filhos moribundos e, ali onde se encontrava, Ewá transformou-se numa nascente d’água. Jorrou da fonte água

cristalina e fresca e as crianças beberam dela. E a água matou a sede das crianças. E os filhos de Ewá sobreviveram. Mataram a sede com a água de Ewá.
A fonte continuou jorrando e as águas se juntaram e formaram uma lagoa. A lagoa extravasou e as águas mais adiante originaram um novo rio.
Era o rio Ewá, o Odô Ewá.

LENDAS:
(1) Depois do nascimento de Omolu, Nanan teve dois filhos gêmeos. Um deles é Oxumaré; o outro é Euá. De acordo com a maldição que caiu sobre Nanan, Oxumaré se tornou a serpente do arco-íris, ficando com todas as cores; para Euá restou o branco e por isso ela ficou governando a chuva que provoca as enchentes e a lua cheia que fz com que as chuvas sejam mais fortes. Mas ela ficou livre da maldição e, por isso, é o Orixá da beleza e da alegria
(2) Conta-se uma lenda, que Yewá era esposa de Omulu, e era esteril, não podendo conceder um filho ao seu grande amado, sofrendo muito por isso.
Em uma bela tarde, a dona dos horizontes, estava-se a deleitar as margens de um rio, juntamente com suas serviçais que lavavam vários Alás (panos brancos). Derepente, surge de dentro da floresta a figura de uma pessoa, que corria muito e muito assustado.
– Como ousas enterromper o deleite da mulher de Omulu, quem es você ? – indagou Yewá, sobre a irreverencia do rapaz.
– Ewa ! não era minha intenção interromper tão sagrado ato, oh esposa de Omulu ! Porém Ikú (a morte), persegue-me a vários dias e preciso escapar dela, pois tenho ainda um grande destino a seguir. Peço sua ajuda Yewá, peço que me escondas para que Ikú não me pegue ?!
– Gostei de você e vou ajuda-lo, esconda-se sobre os Alás que minhas serviçais estão a lavar, e eu despistarei Ikú de seu caminho.
E assim foi feito, o jovem rapaz pos a se esconder sobre os panos brancos e a se esconder de Ikú. Alguns minutos se passaram, e eis que aparece Ikú. A morte !
– Como ousas adentrar aos dominios de minha morada, quem es tú ? Pergunta Ewa com ar de indignada.
– Sou Ikú, e entro onde as pessoas menos esperam, entro e carrego comigo, dezenas, centenas e até milhares de pessoas ! Porém hoje estou a procurar um jovem rapaz, que esta a me escapar a dias, você o viu passar por aqui ? Perguntou Ikú para Yewá.
– Eu o vi sim Ikú, ele foi naquela direção. – Ewa apontava para um direção totalmente oposta ao das suas aldeãs, que estavam a esconder o jovem rapaz.
Ikú agradeceu e seguiu pelo caminho indicado. Sendo assim, o rapaz pode se desvazer de seu escoderijo e agradeceu Yewá.
– Ewa, agradeço sua ajuda, terei tempo agora, de proceguir meu caminho. Sou um grande adivinho, e em sinal de minha gratidão, apartir de hoje presenteio-lhe com o dom da adivinhação.
– Ewa, agradeceu o presente dado pelo rapaz, que já havia se virado par ir embora, quando retornou e falou a Yewá.
– Sim eu sei, você não pode ter filhos, pois lhe dou isso também, apartir de hoje poderá ter filhos e alegrar ao seu marido. Então Yewá, agradeceu novamente muito contente e perguntou ao jovem rapaz.
– Qual é seu nome ?
E o rapaz respondeu…
– Meu nome é Ifá !
(3) Ewá era uma linda mulher que morava num reino distante de ifé. Com seu jeito de princesa, causava admiração por onde passava. Vivia as margens de um rio e podia invocar as forças dos ventos e das chuvas para favorecer as colheitas. Um dia, quando se banhava no rio, um arco-íris se formou diante dela. A imensidão da luz impressionou ewá, a qual sentiu que alguém a protegia e envolvia. Correu para contar aos outros habitantes da região o que presenciara, mas, assim que deixou a água, olhou para trás e viu que o arco-íris desaparecera, restando apenas algumas moedas no local. No outro dia, a cena se repetiu. Ela seguiu então em direção ao rio para ver onde terminava o arco-íris. Nadou por três dias o três noites, ate chegar à outra ponta. Lá havia uma coroa de ouro, que ewá, cheia da curiosidade, tomou nas mãos. Então oxumaré, o orixá da riqueza, apareceu diante dela, dizendo-se encantado com sua beleza. Ewá se apaixonou pelo deus e pediu-lhe que a transformasse numa orixá. Assim transformou-se numa cobra, vivendo para sempre com oxumaré.

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Dicas de banhos de descarrego

Dicas de banhos de descarrego.

O que é o Banho de Descarrego?

Como a própria palavra diz, é para descarregar tanto a parte física como a parte espiritual. Renova a parte física e a alma.

Pode ser Banho para energização, harmonização, limpeza e descarrego.

– Banho de descarrego: é banho forte – Fumo, Cachaça, Sal Grosso, etc.
– Banho de descarga é mais pesado, pode ser com pólvora, cachaça, fumo, alho, álcool, comigo ninguém pode, açoita cavalo, espada de são Jorge, vence demanda, guiné, arruda, ele afasta o obsessor.
– O Banho de Limpeza é mais leve.
– O Banho é sempre do pescoço para baixo, porque você já tem o seu Pai e sua Mãe (Orixás), a cabeça é sagrada, só deve ser colocada a mão do Pai ou Mãe de Santo.
– Na cabeça só banho de Oxalá, a não ser que a entidade mande, mas deve perguntar a Mãe ou Pai de Santo.
– O Sal Grosso é um Banho que não deve ser usado com freqüência, porque ele conserva a vibração, é uma faca de duas pontas, pode descarregar ou conservar a vibração. Deixe sempre que a entidade dê a receita, porque ai ela estará se responsabilizando pelo trabalho a ser feito.
– O Sal Refinado, se a entidade receitar, deve ser esfregado no corpo, serve como uma bucha tirando as impurezas.
– O Banho de Guiné: erva de Oxalá, mas pega também Preto Velho e Exú.
O guiné com arruda é Banho de Descarrego de Preto Velho.
O guiné com cachaça é Banho de Descarrego de Exú.
– O Banho de Descarga forte corroe a aura.
– Como preparar um banho de Descarrego: quando a água estiver fervendo, coloque a erva e tampe, depois coloca o álcool ou a cachaça na hora de tomar o banho. O Preto Velho. Caboclo ou Exú é quem vão definir quantos elementos e quais deverão ser usados.
– Nunca dar Banho de Descarga para crianças. Sempre Banhos de Rosas Brancas, alecrim, etc. (Banhos de Oxalá).
– Fazer sempre o Banho pensando que as coisas vão melhorar, sem reclamar das coisas, fazer uma oração.

BANHO DE DESCARREGO

(LIMPEZA FORTE)

Desfie um pedaço de fumo em corda coloque 7 folhas de picão roxo ferva-os(neste caso não faça por maceração ou infusão, ferva a erva e o fumo junto), desligue o fogo, coe e acrescenta 1/2 copo de vinagre branco, e um punhado de sal grosso.Tome o seu banho de higiene, de preferência com sabão da costa ou de coco, em seguida jogue o banho dos ombros para baixo, e novamente tome banho com o sabão da costa. Ponha uma roupa clara e vai dormir, você verá como vai se sentir bem melhor, pois este banho tira toda a negatividade, pelo fator de ser um banho muito forte, aconselho tomar (banhar-se) somente uma vez por mês.

Aproveite essas dicas:

É importante tomar um banho de ervas após o banho de sal grosso, pois este banho vem com a função de repor as energias que foram neutralizadas pelo sal.

Deve-se tomar cuidado com a “coroa”, não jogando o sal grosso na cabeça, salvo orientação das Entidades Espirituais.

Pode-se utilizar pedaços de carvão nas solas dos pés durante o banho de sal grosso. O carvão vem com a função de peneirar as energias, deixando somente as energias más serem neutralizadas.

BANHO PARA ABRIR CAMINHOS

(Trazer coisas boas) Ferva cravos da índia, Canela em Pau, Erva doce, 7 moedas correntes, uma maça cortada em quatro,3 colheres de açúcar e 21 gotas de qualquer perfume, após ferver, coloque i copo de leite. Após o banho de higiene, jogue o chá dos ombros para baixo.

BANHO PARA QUEBRAR FEITIÇOS

(21 ERVAS)

Ferva, Arruda, Alecrim, Aroeira, Macaçá, Pinhão Roxo, Guiné, Eucalipto, Benjoim, Cravo da Índia, 3 sementes de olho de boi, Dandá da Costa, Espada de São Jorge, Comigo ninguém pode, Erva de São João, Erva de Bicho, Manjericão miúdo, Folha de Bambu, Erva Santa Maria e Louro. Após o banho de higiene banhe-se dos ombros para baixo, ponha uma roupa clara e vá repousar. Repetir este banho por 3 dias seguidos.

BANHO PARA O AMOR

(BANHO DE OXUM)

Ferva poejo, Levante, Manjericão, Boldo, Pétalas de rosa branca e amarela, e 8 gotas de perfume de seu uso.Após o banho de higiene, jogue este chá da cabeça aos pé, coloque uma roupa clara.

BANHO PARA CHAMAR A PESSOA (APROXIMAR)

Ferva uma Noz Moscada,10 sementes de Dandá da Costa, após ter fervido, coloque o perfume pega homem e um perfume atrativo do amor, em seguida coloque uma colher de açúcar e uma de alpiste, deixe descansar uma hora.

Após o banho de higiene, banhe-se com o chá dos ombros para baixo.Enrole os resíduos numa folha de papel, (na folha escreva o nome da pessoa que deseja chamar) e enterre tudo no pé de uma bananeira

BANHO PARA ATRAIR COISAS BOAS

Ferva, Louro, Alecrim, dandá da Costa, Perfume qualquer, ouro, Prata, Cristal (pedra), Moedas, Manjericão, Levante,após o banho de higiene banhe-se dos ombros para baixo, as moedas gaste-as, o ouro e prata, guarde-os e as ervas pode jogar fora. Depois deste banho , em seguida dilua 2 pedras de anil em um balde de água morna, e jogue dos ombros para baixo, deixe cair um pouco de água do chuveiro, passe em seguida bastante açúcar no corpo, de deixa cair bastante água. É aconselhável fazer este banho todas as datas do seu aniversário, ex, se você faz aniversário de 03 de março, faça este banho todos os dias 03 de cada mês, 03 de março , 03 de junho, 03 de julho, etc.

BANHO PARA ATRAIR BENS MATERIAIS

Após o banho de higiene, ou de limpeza com ervas, pegue 1 QUILO de açúcar e um pacote de canela em pó , misture, passe tudo pelo corpo e em seguida deixe somente cair água no corpo.

isto é feito no banho da manhã.

BANHO DE DESCARREGO
¨ Ferver 1 panela de água quente
¨ Retirar do fogo e colocar as ervas dentro
¨ Deixar uns 15 minutos
¨ Amornar ou esfriar com água fria e jogar no corpo da seguinte maneira:
¨ Um pouco na frente – um pouco nas costas – um pouco no ombro esquerdo – um pouco no ombro direito
¨ banho deve ser jogado do pescoço para baixo, sem deixar molhar a cabeça com as ervas
A quantidade de vezes que a pessoa deve fazer o banho varia muito com o tipo e tempo em que a pessoa esta exposta à carga. Mas de maneira geral, 1 vez por semana é o suficiente

ERVAS QUE PODEM SER USADAS

Espada de São Jorge (7 pedaços) / Espada de Inhasã (7 pedaços) / Arruda macho ou Fêmea / Alecrim / Guiné / Hortelã (crianças)
Acender uma vela branca para o Anjo da Guarda e pedir proteção.
Ao jogar o banho, fala-se: “Salve todo o povo da água, que tudo de ruim vá para o fundo do mar, proteção para mim meu Deus”

Obs: Quando não achar ervas, pode-se fazer só com sal grosso e água fria
Não é necessário usar todas as ervas, o banho poder ser feito também com uma só erva

Importante também alterar as ervas dos banhos pois cada uma tem a sua propriedade e atuam em cargas diferentes.
Outras muitas ervas são usadas para banhos, porém não vou mencionar pois elas devem ser receitadas por guias espirituais pois variam de acordo com os casos.

Uma boa proteção para nossa casa e também bastante simples e que puxa muita coisa ruim é a que descrevo abaixo:

PROTEÇÃO
¨ 1 copo com água e sal grosso (3 punhadinhos) atras da porta
¨ Descarregar todo dia em água corrente (pia, vaso, rio, etc) e dizer:
¨ ***“Salve mamãe Oxum, salve mamãe Iemanjá.
Salve todo o povo da água, proteção para esta casa meu Deus.
Que tudo de ruim vá para o fundo do mar”***
Banho de Defesa

21 cravos da Índia
7 paus de canela
3 folhas de louro

Ferva 2 litros de água, coloque os ingredientes, desligue o fogo e abafe.
Jogar do pescoço para baixo, recolher os ingredientes e jogá-los em água corrente. O banho deve estar frio ou pelo menos bem morninho.

Banho para prosperidade
7 folhas de pitanga
7 folhas de romã
7 folhas de café
7 folhas de melissa
7 folhas de eucalipto
7 folhas de manjericão
7 folhas de dinheiro em penca

Ferver água suficiente, jogar as ervas, desligar o fogo e abafar.

Banho de Limpeza
3 galhos de guiné
3 galhos de alecrim
1 espada de São Jorge partida em três (retirando-se a ponta e a raiz)
3 folhas de louro
3 galhos de arruda
3 punhados de alfazema
3 punhados de levante

Ferver água suficiente, jogar as ervas, desligar o fogo e abafar.

Outro banho de limpeza

Misture em porções iguais: sementes de girassol, espada de São Jorge, guiné, arruda, palmeira brava, cravos brancos e cravos vermelhos.

Ferver água suficiente, jogar os ingredientes, desligar o fogo e abafar.

Banho para fortalecer a aura

7 rosas brancas comuns ou 7 rosas brancas de jardim também conhecidas com “rosinha de Santa Rita”

Ferver 2 litros de água, jogar as rosas, sem os cabos, desligar o fogo e abafar.

Banho para prosperidade

7 folhas de pitanga
7 folhas de romã
7 folhas de café
7 folhas de melissa
7 folhas de eucalipto
7 folhas de manjericão
7 folhas de dinheiro em penca

Ferver água suficiente, jogar as ervas, desligar o fogo e abafar.

Banho para recuperar a saúde

250 gr de canjica
7 gotas de mel

Em 2 litros de água, cozinhe a canjica e o mel, até que a canjica fique bem molinha.
Coe e apare o líquido num recipiente e depois de bem frio, jogue do pescoço para baixo.

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Decepções

DECEPÇÕES

Você já teve alguma decepção na vida?
Dificilmente alguém passa pela existência
sem sofrer uma desilusão,
ou ter alguma surpresa desagradável
em algum momento da caminhada.
Podemos dizer que o sabor de uma decepção
é amargo e traz consigo um
punhal invisível que dilacera
as fibras mais sutis da alma.
Isso acontece porque nós só
nos decepcionamos com as pessoas
em quem investimos
nossos mais puros sentimentos
de confiança e amor.
Pode ser um amigo,
a quem entregamos o coração
e que de um momento
para outro passa a ter
um comportamento diferente,
duvidando da nossa sinceridade,
do nosso afeto, da nossa dedicação,
da nossa lealdade…
Também pode ser a alma que elegemos
para compartilhar conosco a vida,
e que um dia chega
e nos diz que o amor acabou,
que já não fazemos
mais parte da sua história.

Que outra pessoa agora ocupa o nosso lugar.
Ou alguém que escolhemos
como modelo digno de ser seguido
e que vemos
escorregando nas valas da mentira ou da traição,
desdita que nos infelicita
e nos arranca lágrimas quentes e doloridas,
como chama que queima sem consumir.
Enfim, só os nossos amores são capazes
de nos ferir com a espada da decepção,
pois os estranhos não têm esse trágico poder,
já que seus atos não nos
causam nenhuma impressão.
Assim, valem a pena algumas reflexões
a esse respeito para que não nos
deixemos atingir pela cruel espada da desilusão.
Para tanto, podemos começar levando em conta que,
assim como nós,
nossos amores também não são perfeitos.
E que, geralmente,
não nos prometem santidade
ou eterna fidelidade.
Nunca nos disseram que serão eternamente
a mesma pessoa e que jamais
nos causariam decepções.
Nós é que queremos que sejam
como os idealizamos.
Assim nos iludimos.
Mas só se desilude quem está iludido.
Importante que pensemos bem a esse respeito,
imunizando a nossa
alma com o antídoto eficaz do entendimento.
Importante que usemos sempre
o escudo do perdão para impedir que os
atos infelizes dos outros
nos causem tanto sofrimento..
Importante, ainda,
que façamos uso dos óculos da lucidez,
que nos permitem
ver os fatos em sua real dimensão e importância,
evitando dores exageradas.
A ilusão é como uma névoa
que nos embaraça a visão,
distorcendo
as imagens e os fatos
que estão a nossa frente.
E a decepção nada mais é do que perceber
que se estava iludido,
enganado sobre algo ou alguém.
Assim, se você está amargando
a dor de uma desilusão,
agradeça a Deus por
ter retirado dos seus olhos
os empecilhos que lhe toldavam a visão.
Passe a gostar das pessoas
como elas são
e não como você gostaria que elas fossem.
Considere que você também
já deve ter ferido alguém com o punhal
da decepção, mesmo não tendo a intenção,
e talvez sem se dar conta disso.
Por todas essas razões,
pense um pouco mais
e espante essa tristeza do olhar.

      i will always love you

Enxugue as lágrimas
e siga em frente…
sem ilusões.Seguir em frente, sempre…

” Devemos nos lembrar que as pessoas são o que conseguem ser”.
” Ninguém muda ninguém, o máximo que podemos fazer é mudar a nós mesmos.”Um abraço Fraterno.

E não se esqueça tudo passa…

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Oferenda para Oxossi

Oferenda para Oxossi

Oferenda para Oxossi – Prosperidade, Fartura e Fortuna.
Este prato pode ser ofertado a Oxossi em uma linhagem de Caboclos, seu objetivo é a a fartura e a prosperidade!

Ingredientes:
– 1 Alguidá nº 02
– Mel
– 01 Vela Verde
– 1 Abóbora Verde (Camboja) ou Abobora Amarela Moranga – Média
– 1/2 Kg Canjica Amarela
– 7 Moedas Correntes
– 21 Folhas de Louro
– 07 Folhas da Fortuna

Antes de começar o preparo, todos os ingredientes deverão ser passados em seu corpo, fazendo seus pedidos em pensamento, você também deverá escrevê-los em um papel branco

Modo de Fazer:
Corte a tampa da Abóbora e retire as sementes de dentro, reserve;
Cozinhe a canjica amarela de modo que não fique muito mole, escorra e reserve.

Montagem:
Coloque a abóbora dentro do alguidá, em seguida coloque o pedido dentro da abóbora e regue com mel, junte a canjica ate que encha toda a abóbora, coloque as folhas de louro e as folhas da fortuna, regue novamente com mel.
Acenda a vela, e ofereça-o para Oxossi

Após 12 horas, esse prato poderá ser despachado embaixo de uma árvore bem frondosa.

Axé! Que todos os seus pedidos se realizem!

Para não faltar o pão de cada dia, prosperar e ter sorte na vida, faça esta oferenda a Oxóssi, o orixá caçador, senhor das matas virgens.

Ingredientes:

– 1 prato de barro

– 7 punhados de milho verde cozido ( debulhado, sem a espiga )

– coco fresco ralado ( coco seco de casca marrom, o mesmo coco que se usa para fazer cocada)

– 1 copo de vinho licoroso branco

– 7 moedas douradas ( lavadas e secas)

– 1 papel com seu nome de batismo, data de nascimento junto com seus pedidos, escrito a lápis e com letra de forma.

– 1 vela verde de sete dias

Coloque o papel no prato, no meio coloque a vela. Forre todo o prato com o coco, contorne a vela com o milho cozido.Passe as moedas simbolicamente por seu corpo, debaixo para cima, pedindo a Oxóssi que abra seus caminhos, trazendo, sorte, progresso e fartura, não deixando que lhe falte dinheiro para sua sobrevivência etc. Ponha as moedas sobre o milho e regue somente o milho com o vinho doce.

Acenda a vela e chame por Oxóssi 6 vezes. faça seus pedidos como se estivesse conversando com o orixá. Faça uma prece, refaça novamente seus pedidos e agradeça.

Este ritual pode ser feito em casa ou no terreiro, devendo-se seguir o procedimento acima.

Caso você queira fazer na natureza ( mata, beira de rio ou cachoeira), ao invés de colocar a vela de sete dias, você deverá acender 7 velas verdes, fora do prato, fazendo um círculo. Limpe o local antes de entregar, não deixando folhas em volta, para não por fogo na mata.

Se fizer em casa, no terceiro dia, você deve retirar a vela do centro do prato, deixando queimar até o fim em sua residência. O prato deve ser despachado num jardim, próximo a uma árvore sem espinhos.

OFERENDAS A OXOSSI

– Para estabilidade financeira.

Oferece-se, a Oxóssi, uma melancia aberta no meio e regada de caldo de cana; deixa-se diante de Oxóssi por três dias e despacha-se numa mata

– Para obter uma graça qualquer.

Sete romãs ; melado de cana; azeite de dendê; anis estrelado e efun ralado.

Coloca-se

os romãs abertos dentro de um alguidar e, sobre eles, os ingredientes relacionados.

Deixa-se diante de um altar ( que pode faze-lo em casa ) por sete dias com uma vela acesa, depois, despacha-se numa mata.

OFERENDA A OXOSSI PARA PROSPERIDADE

Um alguidar
Fubá de milho
Leite de coco natural
Sete cravos
Sete pedaços de canela em pau
Sete velas de cera de carnaúba ( junto com a de sebo e muito usado, ja que muitos afirmam que a vela de parafina nao tem axe so e usada pelo elemento fogo e como os amigos sabem carnauba e uma arvore por isso a cera tb tem seu axé.)
Chitão, com cor predominante verde
Sete palmos de fitas de diferentes cores
Canela em pó
Água de Cachoeira ( se não tiver pode ser agua mineral)

Cozinhar o fubá, acrescentar o leite de coco, até tomar consistência. No alguidar , depositar a papa e sobre esta, arrumar as fatias de côco, os paus de canela e os cravinhos. Polvilhar tudo com canela em pó. As fitas intercalam as fatias de côco. As velas são acesas ao redor. Esta oferenda fica sobre o chitão.
Dias: terça e quinta – feira. Hora: à noite. Lua: crescente.
Amigos aqui faço uma obs. e legal agradar Oxossi no fim da madrugada para inicio da manha que e a hora que ele sai pra caçar.


OFERENDA PARA O CABOCLO 7 FLECHAS

Material:

Sete Nesperas (Ameixas Amarelas).
Uma moranga que será usada no lugar do Alguidar.
Fubá de milho.
Coco seco.
Sete flechas pequenas.
Uma vela verde.
Trança de fitas.

Procedimento:

Cortar a moranga que será usada como um alguidar, colocar as nesperas ao redor, no centro o fubá de milho enfeitado com tiras de coco (parte interna do coco seco sem casca) e com as 7 flechinas espetadas, uma vela ao centro e a trança rodeando o trabalho.

Espirrar um pouco de perfume de alecrim no ar chamando pelo Caboclo Sete Flechas.

Depois um pouco do seu perfume pessoal e pedir para o Caboclo Sete Flechas sempre te proteger e estar com você, fazer seus pedidos de prosperidade.

De preferência ofertar a beira da água.

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Oferendas de Preto Velhos

Oferendas a Preto Velhos.

Toalha ou pano branco; velas brancas; fitas brancas; linhas brancas; pembas brancas; frutas de todas as espécies; bebidas (café, vinho doce, cerveja preta, água de coco, vinho branco licoroso); flores (crisântemos brancos, margaridas, lírios brancos); comidas (arroz doce, canjica, bolo de fubá de milho, milho cozido, doce de coco, doce de abóbora, doce de cidra, coco fatiado, quindim).

Arroz Doce

Ingredientes:

2 xícaras (de chá) de arroz
1 litro de leite
2 xícaras (de chá) de açucar refinado
1 quartinha de barro (pode ser uma caneca de ágata)
1 garrafa de vinho tinto seco
1 alguidar de barro (pode ser uma tigela de ágata)

Modo de Preparo:

Cozinhe o arroz, já lavado, em 1 litro de leite com o açúcar por aproximadamente uma hora, mexendo de vez em quando até o leite estar quase seco e grosso. Coloque no alguidar e espere esfriar.


Bolo de Fubá

Ingredientes:

1 xícara (de chá) de fubá
1 xícara (de chá) de farinha de trigo
1 xícara (de chá) de açúcar
1 xícara (de chá) de leite
4 colheres (de sopa) de banha ou manteiga
1 ½ (uma e meia) colher (de sopa) de pó Royal
½ (meia) colher (de chá) de sal
1 colher (de sopa) de erva-doce
2 ovos
1 prato de barro
Café já coado e sem açúcar
1 caneca de ágata

Modo de Preparo:

Em um recipiente separado, misture o fubá, o açúcar, a farinha de trigo, a erva-doce e o sal.

Em outro recipiente, misture os ovos ligeiramente batidos, o leite e agordura derretida.

Acrescente, aos poucos, os ingredientes líquidos aos secos, misturando bem até obter uma massa homogênea.

Despeje em uma forma redonda untada com banha ou manteiga.

Asse em forno quente por 40 minutos.

Desenforme depois de frio e coloque no prato de barro.


Farofa de Carne Seca

Eventualmente, com a aprovação da entidade, pode-se fazer uma oferenda mais quente aos Pretos Velhos. Eu mesmo já ví várias vezes no Santuário da Umbanda, feijoada ofertada aos Pretos Velhos. Nós da casa de Pai Joaquim, gostamos de oferecer esta farofa de carne seca:

Ingredientes:

½ (meio) quilo de carne seca
Azeite de dendê
1 cebola grande, picada
farinha de mandioca crua
7 pimentas vermelhas picadas
1 alguidar
1 garrafa de vinho tinto seco
1 quartinha de barro (pode ser uma caneca de ágata)

Modo de Preparo:

Deixe a carne seca de molho por uma noite (troque a água 3 vezes).

Troque novamente a água e afervente-a por 15 minutos em panela de pressão.

Deixe esfriar e desfie a carne.

Numa panela de tamanho médio, aqueça o azeite-de-dendê, doure a cebola e as pimentas picadas.

Acrescente a carne seca e refogue até dourar.

Vá acrescentando a farinha mexendo sempre até adquirir a consistência desejada.

Retire do fogo, coloque no alguidar e espere esfriar.

Preto Velho tinha sete filhos

Todos os sete pra dar de comer

A panela era pequenininha

Ora, parte e reparte que eu quero ver.


Quando um Preto-Velho cruza seu caminho.

Quando um Preto-Velho olha para você, é como se olhasse para dentro da sua alma.

É impossível mentir, fingir, dissimular.

Ele simplesmente sabe o que se passa com você e você lê isso nos seus olhos.

Quando um Preto-Velho olha para você, é como se o amor se derramasse encima de você, inundando seu coração de ternura e paz, não deixando espaço para a dor, que parece ser expulsa de dentro do seu corpo, em forma de lágrimas.

Quando um Preto-Velho olha dentro dos seus olhos, tudo de ruim, feio, reprimido se solta e você é compelido a chorar e “lavar” a dor que tinha dentro, para que o amor tome o lugar.

Então o Preto-Velho fala.

E quando ele fala com você, daquele jeitinho simples, parece que desvenda sua alma. E quando ele pergunta “do que a fia precisa?” É como se já soubesse exatamente do que você precisa. E nessa hora, é impossível mentir, porque você já está calmo, transparente das máscaras do dia a dia, sua alma está ali, nua, na frente do Preto-Velho, e parece que ele sabe do que você precisa, mas quer só testar para ver se você também sabe.

E então você fala, e o Preto-Velho te ouve.

E acontece algo inesperado nessa hora. Quando você começa a falar, você “pensa” tudo que quer dizer, mas diz outra coisa diferente, porque naquela hora, que o Preto-Velho desnudou sua alma, limpou suas mágoas e te olha com aquele olhar calmo e cheio de ternura, você se dá conta do que realmente precisa, do que realmente te aflige, do que realmente importa. E é como se sua alma falasse, não mais seu cérebro ou suas máscaras sociais.

E eis que lá está você, ajoelhada na frente de um Preto-Velho, com as mãos pousadas em seus joelhos, feito criança falando com o avô querido, e então o Preto-Velho aconselha.

E quando um Preto-Velho aconselha, é como se ele não estivesse falando com você simplesmente, mas estivesse falando com uma versão de você muito mais antiga, que você mesmo desconhece, e ele fala uma ou outra coisa que fazem pouco sentido na hora, mas que mesmo assim, algum pedaço do seu coração, compreende perfeitamente.

E quando a consulta termina, você sente na mesma hora a transformação.

Algo mudou, mas você não tem a exata consciência do quê. Seu coração está leve, um peso enorme foi tirado dele, algo novo foi colocado no lugar, ternura? Amor? Esperança? Você não sabe, só sabe que era exatamente o que você precisava e te faz um bem tão grande!

Quando um Preto-Velho cruza seu caminho ele te transforma.

E te inunda de luz e compreensão.

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Consultas e Atendimentos Espirituais

Conheça a diferença entre consulta e atendimento espiritual.

Muito se fala sobre consultas espirituais mas poucos explicam como funciona de fato.

A consulta pode ser realizada de duas formas distintas dentro da gira ou fora da gira de desenvolvimento mediúnico.

Entenda o que é gira, e como acontece.

Leia o texto abaixo:

Como acontece a Gira

A Gira, sessão espírita da Umbanda, começa com o medium líder, que é chamado Babá, Pai de Santo, Mestre entre outras denominações, defumando e enfumaçando os seguidores e firmando o Congá. Firmar o Congá é encher taças com água, para condensar energia, acender sete velas, uma para cada Orixá e fazer uma oração mental “edificante”. Depois, “firma a Tronqueira da casa” acendendo uma vela e servindo cachaça para o Exú chefe. Outro sincretismo da “religião original”, posto que no Candomblé, mais antigo, todos os rituais começam com oferenda a Exú, aquele que é intermediário entre homens e Orixás. A seguir, mais fumaça nos consulentes.

Os mediuns vestidos de branco posicionam-se, em relação ao Congá: mulheres à esquerda; homens à direita e os consulentes sentados. O medium-chefe, então, pede a proteção dos Orixás e das entidades e faz uma palestra de abertura para sintonizar a platéia com vibrações positivas. Começam os pontos cantados e os mediuns, incorporando os Eres, os espíritos de “crianças” para fazer o atendimento espiritual.

Encerradas as consultas, após 10 minutos de intervalo, começa outra Gira que deverá convocar os espíritos dos caboclos, novamente embalados pelos cantos. Com os caboclos, mais fumaça, porque estas entidades gostam de charutos. Repete-se o intervalo que precede a terceira sessão: a Gira dos Pretos-Velhos, que preferem fumar em cachimbos. Finalmente, procede-se à Gira dos Exús que também são fumantes de charutos e têm a função de cumprir as determinações deliberadas nas Giras anteriores, ou seja, fazer o serviço. Como já foi mencionado, existem também as Giras internas, fechadas ao público, destinadas aos adeptos que precisam “desenvolver a mediunidade”, estudar a “doutrina” ou, ainda, para a limpeza espiritual da Tenda.

Gira de Umbanda:

é um termo cujo significado é sessão umbandista, com cânticos, danças, rezas e passes magnéticos fluidificados. As giras internas são fechadas para os que estão se iniciando na religião, desenvolvendo a mediunidade; as giras externas, abertas ao público, destinam-se à promoção de curas e resolução dos mais diferentes problemas.

O desenvolvimento Mediúnico.

A gira de desenvolvimento Mediúnico visa desenvolver não só o contato com as outras esferas, mas antes desenvolver e aprimorar suas próprias capacidades internas, melhorando seu relacionamento com o seu semelhante e com o mundo que o cerca .

è no desenvolvimento que o médium aprende que a mediunidade não é brincadeira, é tão séria que chega interferir na vida do médium em seus aspectos mais profanos, o fato de alguém ser médium não quer dizer em absoluto q seja melhor do que os outros pelo contrário,

Existe deveres e obrigações a serem cumpridos perante a comunidade.

è necessário que se adaptemde forma disciplinada e responsável ao meio que se vive.

Hierarquia dentro dos Terreiros de Umbanda

Dentro dos terreiros de Umbanda existe organização e disciplina, além de todo um sistema que objetiva manter esta organização, alguns terreiros, dependendo do tamanho dividem-se em parte administrativa e espiritual.
Estaremos discorrendo agora a respeito dos cargos dentro da hierarquia espiritual mais comumente encontrados nos Terreiros de Umbanda:

Babalorixá ou Ialorixá
É o dirigente do terreiro (Babalorixá se for homem e Ialorixá se for mulher).
Esta figura é a responsável espiritual por tudo que acontecer dentro da gira (antes, durante e depois). Tanto o Babalorixá quanto a Ialorixá são também chamados de Pai no Santo e Mãe no Santo. Algumas pessoas falam pai de santo e mãe de santo, consideramos essa maneira incorreta, pois é na Lei do Santo que eles são Pai e Mãe.
Eles têm a função de cuidar e zelar da vida espiritual dos médiuns do terreiro, orientar e dirigir os trabalhos abertos e fechados a público. São os responsáveis por fazer cumprir as diretrizes estabelecidas pelo Astral, para o Terreiro.

Pai Pequeno e Mãe Pequena
São os futuros Babalorixá e Ialorixá. São a segunda pessoa dentro de um Terreiro de Umbanda. Têm como função auxiliar o Babalorixá e a Ialorixá em todos os trabalhos. Outras funções específicas variarão de terreiro para terreiro.

Médiuns de Trabalho
São os médiuns que dão consulta, as suas entidades já riscaram ponto, deram nome, e passou por alguns preceitos (isto também varia de terreiro para terreiro) que os firmaram como médiuns. Alguns chamam de Médiuns prontos, outros de Médiuns batizados outros de Médiuns feitos. Essa nomenclatura também varia de acordo com a orientação do Babalorixá ou Ialorixá, da raiz da Casa ou ainda de estado para estado.

Médiuns em Desenvolvimento
São médiuns que como o nome já diz, estão em desenvolvimento. Dependendo do terreiro eles podem dar passes, já incorporam uma ou outra linha, mas ainda não dão consultas e as suas entidades ainda não deram nome ou não riscaram ponto. Estão sendo preparados para tornarem-se médiuns de trabalho.

Médiuns Iniciantes
Também como o nome diz, são médiuns que ingressaram a pouco tempo no terreiro e ainda não incorporam. Cambono (homem) e Samba (mulher).São os responsáveis por atender as entidades, no que diz respeito a acender charutos, velas, cachimbos, esclarecer a assistência o que a entidade está querendo dizer, coordenar a entrada da assistência para consulta ou passe.

Transa
É a pessoa responsável por distribuir as fichas de atendimento (quando o caso) e coordenar a entrada da assistência. Muitas vezes, dependendo do tamanho do terreiro acumula função de cambonagem.

Curimbeiro, Tabaqueiro ou Ogã
É a pessoa que bate (toca) o tambor. Na realidade na Umbanda, a concepção de Ogã é totalmente diferente do Candomblé e do Omolocô, onde a pessoa é preparada especificamente para esse fim. Não estaremos discorrendo sobre os diferentes preparos pois não é função deste SITE falar de outros credos. Mencionamos apenas a título de curiosidade.
A função do tambor é a de ajudar na invocação das Entidades, deve ter toques harmoniosos e

diferenciados para cada Linha.

Curimba é o nome que damos para o grupo responsável pelos toques e cantos sagrados dentro de um terreiro de Umbanda. São eles que percutem os atabaques (instrumentos sagrados de percussão), assim como conhecem cantos para as muitas “partes” de todo o ritual umbandista. Esses pontos cantados, junto dos toques de atabaque, são de suma importância no decorrer da gira e por isso devem ser bem fundamentados, esclarecidos e entendidos por todos nós.

Muitas são as funções que os pontos cantados têm. Primeiramente uma função ritualística, onde os pontos “marcam” todas as partes do ritual da casa. Assim temos pontos para a defumação, abertura das giras, bater cabeça, etc.

Temos também a função de ajudar na concentração dos médiuns. Os toques assim como os cantos envolvem a mente do médium, não a deixando desviar – se do propósito do trabalho espiritual. Além disso, a batida do atabaque induz o cérebro a emitir ondas cerebrais diferentes do padrão comum, facilitando o transe mediúnico. Esse processo também é muito utilizado nas culturas xamânicas do mundo afora.

Os pontos transformam – se em “orações cantadas”, ou melhor, verdadeiras determinações de magia, com um altíssimo poder de realização, pois é um fundamento sagrado e divino. Poderíamos chamar tudo isso de “magia do som” dentro da Umbanda.

A Curimba também é de suma importância para a manutenção da ordem nos trabalhos espirituais, com os seus pontos de “chamada” das linhas, “subida”, “firmeza”, “saudação”, etc. Entendam bem, os guias não são chamados pelos atabaques como muitos dizem. Todos já encontram – se no espaço físico – espiritual do terreiro antes mesmo do começo dos trabalhos. Portanto a curimba não funciona como um “telefone”, mas sim como uma sustentadora da manifestação dos guias. O que realmente invoca os guias e os Orixás são os nossos pensamentos e sentimentos positivos vibrados em vossas direções. Muitas vezes ao cantar expressamos esse sentimentos, mas é o amor aos Orixás a verdadeira invocação de Umbanda.

      Salve a umbanda, salve a umban - Xango

Dando continuação sobre consulta dentro e fora da gira de Umbanda.

Alguns terreiros, centros e tendas de umbanda tiram um dia na semana pra abrir suas giras de desenvolvimento mediúnico, costumam abrir ao publico, o que é chamado de sessão aberta ao publico.

As pessoas que vão pra assistir essa gira ficam na assistência,lugar reservados aos visitantes que vão assistir a gira e passar por passes ou consultas as entidades que ali se encontram incorporadas trabalhando.

No decorrer da gira, a um momento que os guias interrompem a gira, para dar Passes e atender os consulentes da assistência.

Forma se uma fila, e as pessoas são atendidas pelas entidades.

Geralmente são os preto velhos que dão os passes ou Benzimentos,

( isso pode mudar conforme a linha a consulta pode ser com caboclo, baianos, boiadeiros,erês, Marinheiros, Ciganos, exus e pombas Giras).

e nesse momento que a pessoa comenta sua situação,pede auxilio, as vezes faz pedidos específicos ( tipo: Preciso de um trabalho, preciso de que haja paz em casa, preciso ajuda pra um familiar com problema de saúde,preciso se livrar de um bloqueio emocional, preciso de um(a) namorado(a), enfim uma infinidade de coisas.

Muitos levam uma peça de roupa , fotos de outra pessoa pra benzer.

Os pretos velhos realizam o benzimento e conforme a situação por eles vista recomendam, aos consulentes que façam banhos de ervas, com o propósito de limpeza de corpo e descarrego de más vibrações, recomendam acender velas e a fazer orações.

E em algum casos recomendam que a pessoa retorne ao centro ( terreiro ou tenda de Umbanda) em outro dia onde não estará ocorrendo uma gira para um atendimento espiritual, pois na gira o tempo é muito curto, acaba sendo mais uma triagem do que uma consulta, ou seja o guia identifica o problemas diz o que pode ser feito pra solucionar a demanda em questão, mas em função da gira estar em andamento adia a conversa pra outro dia.

O atendimento fora da gira funciona da seguinte forma, a pessoa marca a consulta, geralmente quem determina o dia e hora da consulta é o dirigente do Centro ( Pai ou Mãe de Santo).

O atendimento fora da gira ou Atendimento Espiritual é realizado no centro,

muito diferente da consulta na gira onde está ali presente a os médiuns , Atabaqueiros( pessoal da curimba responsável pelo toque dos atabaques e Puxada de Pontos Cantados) , Pai e Mãe pequena e a assistência (visitantes em busca de consulta).

é uma consulta particular onde a entidade que recomendou o atendimento terá mais tempo pra conversar, esclarecer duvidas.

um exemplo suponhamos que a pessoa em consulta esteja passando por um processo injusto na justiça, onde a pessoa realmente é inocente mas precise de ajuda pra provar sua inocência e se livrar do processo em qestão.

geralmente nesses casos se recomenda fazer um oferenda a Orixá Xangô ( orixá da Justiça).

Suponhamos que a pessoa em consulta esteja desempregada a muito tempo com seus caminhos fechados muitas vezes se recomenda banhos, orações e acendimentos de velas ao Orixá Ogum para abertura de caminho.

E por ai vai são centenas de motivos e situações que levam um pessoa procura ajuda espiritual.

O centro Pai João de Angola, não desenvolve giras de desenvolvimento mediúnico.

O atendimento aqui é particular.

 

Cada Centro é uma escola diferente.

E cada um tem seu jeito próprio de Manutenção.

Os que desenvolvem giras cobram de seus médiuns mensalidade, para arcar com as desprezas da casa.

Um centro é como uma casa e como toda casa tem suas despesas fixas, se tem sede própria, pagam IPTU, ( se é alugado, pagam pelo espaço). Sem falar na água, Luz, telefone, internet se tiver, materiais de limpeza, materiais de trabalhos, velas ,oferendas etc..

Uns adotam não cobrar consultas, esperam por doações, outros cobram consulta mas não cobram mão de obra nos trabalhos executados.

enfim não cabe aqui julgar ninguém, cada um sabe como funciona sua casa.

Como se diz no candomblé: ” Cada um que cozinhe nas suas Panelas”

No centro Pai João de Angola, é cobrado a consulta.

Um centro não sobrevive de brisas e orações.

Muitas vezes as pessoas ligam e pedem consultas quando informadas que não é gratuita se ofendem,

Uns vão mais longe e sintam o famoso:” Dai de graça o que de graça recebemos”

Nós damos nosso tempo, nossa dedicação, nosso conhecimento ,nossa experiência e fè.

Mas infelizmente o Centro Pai João de Angola sobrevive de Consultas e doações.

Não temos filhos de Santos, pois não desenvolvemos mais giras, não recebemos patricionio de ninguém.

Não fazemos do site uma fonte de renda, não vendemos nada,não temos anunciantes.

Esse site é mantido e hospedado , desde 13/03/2009 com recursos próprios do centro.

Não geramos receitas por cliques.

Desde o inicio a intenção é a mesma informar, desmistificar e humanizar a Umbanda.

Um site neutro, sem propagandas, sem auto promoção, feito pra leigos, filhos de santo e simpatizantes da umbanda de um modo geral.

O atendimento do Centro Pai João de angola e de Segunda a sexta-feira das 09:00 as 19:00 horas.

O uso do telefone e celular do Centro é restrito a dar informações sobre localidade e agendar consultas não usamos para bate papo.

Consultas somente com hora marcada.

A tolerância por atraso as consultas é de quinze minutos.

Não respondemos e-mails, mensagem de celular e não temos WhatsApp.

Realizamos a consulta as entidades, benzimentos e fazemos trabalhos pra diversos fins.

Telefones de Contato:

(44)3034-5827 ou (44) 99956-846.

liguem somente em horário comercial, após as 19:00 horas e nos fins de semana e feriados não atendemos ligações.

(Feliz dia dos pais)

Ser Pai de Santo é viver mil vezes em apenas uma vida, é lutar por causas perdidas, é desconhecer a palavra recompensa apesar dos seus atos.

Ser Pai de Santo é caminhar na dúvida cheio de certezas, é correr atrás das nuvens num dia de sol e alcançar o sol num dia de chuva.

Ser Pai de Santo é chorar de alegria e muitas vezes sorrir com tristeza, é cancelar sonhos em prol de terceiros, é acreditar quando ninguém mais acredita, é esperar quando ninguém mais espera.

Ser Pai de Santo é identificar um sorriso triste em uma lágrima falsa, é ser enganado e sempre dar mais uma chance, é cair no fundo do poço e emergir sem ajuda.

Ser Pai de Santo é se perder em palavras e depois perceber que se encontrou nelas, é distribuir emoções que nem sempre são captadas.

Ser Pai de Santo é construir castelos na areia, vê-los desmoronados pelas águas e ainda assim construir outros.

Ser Pai de Santo é tentar recuperar o irrecuperável, é entender o que ninguém mais conseguiu desvendar.

Ser Pai de Santo é estender a mão a quem ainda não pediu, é doar o que ainda não foi solicitado.

Ser Pai de Santo é ter a arrogância de viver apesar dos dissabores, das desilusões, das traições e das decepções.

Ser Pai de Santo é ser pai dos filhos dos outros e muitas vezes não ser dos seus, é amar igualmente e nem sempre ser amado.

Ser Pai de Santo é ter confiança no amanhã e aceitação pelo ontem, é desbravar caminhos difíceis em instantes inoportunos e fincar a bandeira da conquista em meio à derrota.

Ser Pai de Santo é entender as fases da lua por ter suas própria fases. É ser “nova” quando o coração está a espera de filhos de Santo, ser “crescente” quando estes filhos batem a sua porta, ser “cheia” quando já não cabe tantos filhos no Ilê e “minguante” quando muitos desses filhos vão embora cortando seu coração ao meio com injurias e falsas palavras.

Ser Pai de Santo é voltar no tempo todos os dias e viver por poucos instantes coisas que nunca ficarão esquecidas.

Ser Pai de Santo é cicatrizar feridas de outros e inúmeras vezes deixar as suas próprias feridas sangrando e doendo.

Ser Pai de Santo é chorar calado as dores de todo mundo e em apenas um segundo estar sorrindo.

Ser Pai de Santo é subir degraus e se os tiver que descer não precisar de ajuda, é tropeçar, cair e voltar a andar sozinho.

Ser Pai de Santo é acima de tudo um estado de espírito, é ter dentro de si um grande tesouro escondido chamado FÉ e ainda assim dividi-lo com o mundo, mesmo que o mundo não mereça, sem esperar nada em troca!


Reflexão:

Não adianta pedir Exu caminhos abertos se você vive preso na ignorância…
Não adianta pedir Pombo Gira um amor verdadeiro se você não se valoriza se entregando a qualquer um…
Não adianta pedir Ogum forças se você passa por cima do seu próximo…
Não adianta pedir Oxossí prosperidade se você olha para o morador de rua com cara de desprezo…
Não adianta pedir Oxum beleza se você humilha quem não é bonito…
Não adianta pedir Iemanjá tranquilidade se você faz inferno na vida dos outros…
Não adianta pedir Iansã bons ventos se você vive soprando maldade e intrigas na vida dos outros…
Não adianta pedir Nanã sabedoria se você humilha que não tem conhecimento…
Não adianta pedir Xangô justiça se você anda no caminho errado…
Não adianta pedir Omulu saúde se você não valoriza e cuida a sua…
Não adianta pedir Oxalá Paz se você faz só guerra..
Não adianta pedir aos caboclos verdade se você vive na mentira…
Não adianta pedir aos pretos velhos justiça se você vive espalhando injustiça…
Não adianta pedir as ibejadas alegria se você anda espalhando tristeza…
Não adianta pedir as entidades e os orixás aquilo que você não espalha para seu próximo…
Não esta gostando do que vêm colhendo, preste atenção no que anda plantando
Orixá não diz que um médium deve ser santo mas médium deve ser exemplo sempre…
O Bem vem quando você lança ele para o seu próximo então não adianta ficar apenas pedindo pedindo se você pede uma coisa e faz outra…Sua vida e espelho de suas atitudes…
Não adianta usar o branco da Umbanda se você vive a criticar os ensinamentos de outras religiões…
Não adianta ascender uma vela para pedir luz se você insisti em andar na escuridão da inveja…
Entidade ajuda o filho que se ajuda… Milagre acontece mas é preciso ter fé para o milagre acontecer…
Orixá não é instrumento de troca. Não funciona assim eu faço uma oferenda e ganho algo em troca…
A Umbanda oferece ao filho aquilo que ele oferece ao seu próximo. Quer paz semeie a paz, quer luz clareie os caminhos de quem anda na escuridão…
Servir é um aprendizado melhor do que pedir…

É AJUDANDO QUE SE É AJUDADO AXÉ!!!

  • Av. Dona Sofhia Rasgulaeff 177.
    Jardim Alvorada/ Maringá /Paraná
    Telefone: (44) 3034-5827 (44) 99956-8463
    Consultas Somente com Hora Marcada.
    Atendimento: de Segunda a sexta-feira
    Das 09:00 as 19:00 horas.
    Não damos consultas:
    via WhatsApp ou via E-mail e mensagens de celular.

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Curiosidades

Curiosidades

Entenda o por que?

As vestes dos Umbandistas são brancas.

As vestes na Umbanda são geralmente brancas, sempre muito limpas, já que este é um dos motivos pelo qual se troca de roupa para os trabalhos. Nunca se deve trabalhar com as roupas do corpo, ou já vir vestido de casa com as roupas brancas. O suor causa uma sensação de desconforto, o que traz uma má concentração e intranqüilidade do médium (sem contar, é claro, com a desagradável situação de uma pessoa que vai tomar passes ou consultar-se, e ficar sentindo o cheiro do suor do médium, que está sempre próximo nos trabalhos).

O branco é de caráter refletor, já que é a somatória de todas as cores e funciona, aliado a outras coisas, como uma espécie de escudo contra certos choques menores de energias negativas que são dirigidas ao médium. Serve, também, para identificar os médiuns dentro de uma casa de trabalhos muito grande. Alem disso, é uma cor relaxante, que induz o psiquismo à calma e à tranqüilidade.

A Roupa Branca (Roupa de Santo) é a vestimenta para a qual devemos dispensar muito carinho e cuidado, idênticos ao que temos para com nossos Orixás e Guias.

As roupas devem ser conservadas limpas, bem cuidadas, assim como as guias (fios de contas), não se admitindo que um médium, após seus trabalhos, deixe suas roupas e guias no Terreiro, esquecidas.

Quando a roupa fica velha, estragada, jamais o médium deverá dar ou jogar fora.

Ela deverá ser despachada, pois trata-se de um instrumento de trabalho do médium.

Em diversos terreiros., nas sessões de Umbanda os homens utilizam calça e jaleco, e as mulheres utilizam o balandrau

. Nas demais sessões, as mulheres podem usar também jaleco e calça.

O Pano de Cabeça (Torço) – É feito a partir de um pano chamado ojá (a palavra significa “faixa de pano”), de tamanho variável. Existem vários formatos de torço, que podem ter significados diferentes. Por exemplo: o torço com duas pontas (orelhas) significa orixá feminino enquanto o torço com uma ponta só simboliza orixá masculino.

Serve tanto para proteger a coroa do médium conta as energias mais pesadas, como também representa um sinal de respeito dentro de um determinado ritual.

      Brasileirinho - Poly

OJÁ

A Toalha Branca (Pano da Costa) – Trata-se de um pano branco em formato de toalha (retangular), podendo ser contornado ou não com renda, fino ou grosso, de tamanho aproximado de 0,50 x 0,80 m. Entre outras coisas, é utilizado para cobrir a cabeça dos médiuns quando estes incorporam Obaluaiê.

Outras Roupas – Em alguns casos, os guias podem solicitar alguma peça de roupa para que usem durante os trabalhos. Podem ser:

Pretos Velhos: toalhas, batas, saia, calça, etc.

Exus: Roupas, lenços, chapéus, jóias, capas, etc.

Caboclos: Cocares, faixas, penas, tiras de couro, etc.

Crianças: Bonés, roupas, laços, toalhas, etc.

Estas peças de roupa serão autorizadas pela dirigente ou pelos guia chefe da casa.

Os Pés Descalços

Os Pés Descalços

O solo, chão representa a morada dos ancestrais e quando estamos descalços tocando com os pés no chão estamos tento um contato com estes antepassados.

Nós costumamos tirar os calçados em respeito ao solo do terreiro, pois seria como se estivéssemos trazendo sujeira da rua para dentro de nossas casas.

É também uma forma de representar a humildade e simplicidade do Rito Umbandista.

Além disso, nós atuamos como a pára-raios naturais, e ao recebermos qualquer energia mais forte, automaticamente ela se dissipa no solo. É uma forma de garantir a segurança do médium para que não acumule e leve determinadas energias consigo.

Em alguns terreiros é permitido usar calçados (mas calçados que são usados APENAS dentro do terreiro).

Cabe ressaltar, que a origem desse costume, nos cultos de origem afro-brasileira, é outra; os “pés descalços” eram um símbolo da condição de escravo, de coisa; lembremos que o escravo não era considerado um cidadão, ele estava na mesma categoria do gado bovino, por exemplo.

Quando liberto a primeira medida do negro (quando fosse possível) era comprar sapatos, símbolo de sua liberdade, e de certa forma, inclusão na sociedade formal. O significado da “conquista” dos sapatos era tão profundo que, muitas vezes, eles eram colocados em lugar de destaque na casa (para que todos vissem).

Ao chegar ao terreiro, contudo, transformado magicamente em solo africano, os sapatos, símbolo para o negro de valores da sociedade branca, eram deixados do lado de fora.

Eles estavam (magicamente) em África e não mais no Brasil.

No solo africano (dos terreiros) eles retornavam (magicamente) à sua condição de guerreiros, sacerdotes, príncipes, caçadores, etc.

O ato de bater cabeça, talvez seja a parte da ritualística umbandista cuja simbologia esteja no inconsciente coletivo da humanidade desde o princípio dos tempos.

O ato de levar a cabeça ao solo é encontrado, praticamente, em todas as religiões e foi trazido para alguns protocolos do mundano tendo em vista que em muitas sociedades os seus soberanos eram tidos como representantes terrenos da divindade.
Seu significado pode ser interpretado como (reconhecimento da) submissão do ser humano diante da onipotência da deidade, muitas vezes representada através

de fenômenos da Natureza. Ou seja, a aceitação de nossas limitações diante daquilo que não podemos controlar. Trata-se, portanto, de um sinal de respeito e de entrega.
Também pode ser entendido como representação de humildade, bem como uma forma de agradecimento ( à Mãe-Terra que, através de seus mistérios, nos dá tudo, o que nos sustenta e nos mantem em pé).

Pode-se, então, dizer que na Umbanda bater cabeça significa respeito pela deidade, orixás, guias e entidades que são representadas tanto pelo congá , como por pontos de força ou energia (a tronqueira e os atabaques), e ainda nas figuras dos sacerdotes e sacerdotisas ou mais velhos na religião.
A ritualística pode variar de terreiro para terreiro, função de doutrina e fundamentos próprios.

BENZIMENTO

Benzer significa tornar Bento ou Santo.

è uma prática muito antiga a muitas culturas, mas aqui no Brasil ganhou força no período da colonização junto aos imigrantes que chegaram.

Vale lembrar que os próprios Índios aqui já estabelecidos praticavam seus rituais de cura dentro de um conjunto de orações no seu próprio dialeto.

No quadro dos colonos tínhamos duas classes predominantes no Benzimento:
as parteiras e os benzedeiros.

O Benzimento se da no conjunto de rezas, na formulação de garrafadas, seja de proteção ou de dosagem, existem Benzimentos para proteção de casas, crianças, animais de estimação, plantas, proteção do corpo e de espírito.

Para um bom Benzimento não existe hora e nem lugar, não importa o dia e nem a Lua.

Não é preciso ser médium nem ter nenhum tipo de pré-requisito além da vontade de ajudar ao próximo.

O Benzimento se aprende dentro de uma tradição na qual quem sabe e foi preparado ensina quem precisa, independente de crença ou religião.

Sendo assim o Benzimento é livre a qualquer pessoa que queira aprender.

CRUZAMENTO COM PEMBA
O Cruzamento com Pemba é um ritual utilizado na Umbanda para melhor proteção dos médiuns que já contam com uma incorporação definida, e que por esta razão tomam também parte ativa em descargas fluídicas negativas. Em todas as Nações que praticam a Umbanda, não é permitido a um médium de incorporação, iniciar o seu trabalho sem que antes para isso, não houvesse se cruzado.
O Cruzamento deve ser feito da seguinte forma:
segurando a Pemba com a mão direita, fazer uma cruz na fronte, depois cruzar a

palma da mão esquerda e descendo, cruzar também o peito do pé direito. Após isto, passar a pemba para a mão esquerda e com ela fazer uma cruz na nuca, depois cruzar a palma da mão direita e descendo cruzar o peito do pé esquerdo.

Assobios E Brados

Quem nunca viu caboclos assobiarem ou darem aqueles brados maravilhosos, que parecem despertar alguma coisa em nós?

Muitos pensam que são apenas uma repetição dos chamados que davam nas matas, para se comunicarem com os companheiros de tribo, quando ainda vivos. Mas não é só isso.

Os assobios traduzem sons básicos das forcas da natureza. Estes sons precipitam assim como o estalar dos dedos, um impulso no corpo Astral do médium para direcioná-lo corretamente, afim de liberá-lo de certas cargas que se agregam, tais como larvas astrais, etc.

Os assobios, assim como os brados, assemelham-se à mantras; cada entidade emite um som de acordo com seu trabalho, para ajustar condições especificas que facilitem a incorporação, ou para liberarem certos bloqueios nos consulentes ou nos médiuns.

Saiba mais sobre os Pontos cantados.
Os pontos cantados são cânticos sagrados de invocação, do exterior para o interior,
e de evocação, do interior para o exterior, ou seja, na invocação chamamos certas forcas
astrais para o nosso auxilio na nossa gira e na evocação elevamos os nossos pensamentos e
nosso padrão vibratório para nos aproximarmos dos nossos guias e mentores espirituais.

Mas os pontos cantados são em si muito mais que isso também, pois eles contam segredos
espirituais através de suas historias aparentemente simples e sem significado, falam também
dos pontos de forcas na natureza e também revelam a energia, forma de trabalho, função e muito
mais, de um guia ou de um Orixá.

Cada ponto emite um tipo de vibração de acordo com o Orixá e o ritmo em que é entoado.

Assim como tudo na Umbanda tem um motivo de ser e é passado através da simplicidade e
humildade, os pontos cantados escondem muito mais mistérios que nos possamos sequer imaginar.

Os Atabaques, instrumento de percussão, acompanham os pontos e ajudam a manter o ritmo e a
cadencia, mas também tem outras funções entre elas a de emanar certos tipos de vibração,
funcionando de forma semelhante aos pontos cantados.

Os pontos cantados e os atabaques também têm a função de, no decorrer da gira, quebrar
demandas, ou seja, desfazer energias ofencivas e nocivas a gira, atuando diretamente em cima
dessas energias e as desfazem.
Eles devem ser entoados de uma maneira harmoniosa e sincera, devemos entoá-los com o coração
e entrar no seu ritmo pois só assim estaremos conseguindo elevar o pensamento, acima de tudo
deve ser levado muito a serio, e não esqueçamos que as suas letras e a sua tonalidade e ritmo
movimenta certos tipos de energia , então não devemos entoá-los em qualquer lugar,
principalmente em bares, festas ou em lugares parecidos, pois esses lugares possuem outro tipo
de vibração não adequadas aos Cânticos Sagrados, e jamais, mesmo em um terreiro, devemos berras
ou até mesmo cantá-los de forma exagerada e fora do ritmo, pois isso fará com que não se
atinjam as vibrações particulares dos pontos.

Saravá Zambi, Olurum, Deus……….
Saravá os Sagrados Orixás……..
Saravá Umbanda…..

Hino Umbandista
J. M. Alves

Refletiu a Luz Divina
Em todo o seu esplendor.
Vem do Reino de Oxalá
Onde há paz e amor

Luz que refletiu na Terra
Luz que refletiu no mar
Luz que vem lá de Aruanda
Para tudo iluminar.

Umbanda é paz e amor
Um mundo cheio de luz
É a força que nos dá vida
E a grandeza nos conduz .

Avante Filho de Fé
Como a nossa Lei não há
Levando ao Mundo inteiro
A bandeira de Oxalá.

Caboclo Sete Flechas

Caboclo Sete flechas no gongá
Sarava seu Sete flechas
Que ele é o Rei das matas
Com sua bodoque atira, ho baramba
Sua flecha mata

Caboclos da Jurema

Oxalá mando
Oxalá mando
Ele já mandou buscar
Os caboclos da Jurema
Lá na Juremá
Pai Oxalá
Ele é o Rei do mundo inteiro
E já deu ordem à Jurema
Para enviar seus Capangueiros

Abertura de gira

Pisa na umbanda
Pisa devagar
Afirma o pensamento
Que é pra não tombar
A Mamãe Sereia
Rainha do Mar
Dê a sua benção
A este cocar

Ponto de desamarração

Quem deu o nó não soube atar
Desata já, desata já
Mas quem fez a demanda não soube atar
Desata já desata já
Quem fez a macumba não soube atar
Desata já desata já
Desamarre ai
Desata já

Defumação

Sinto o cheiro das ervas
Meu pensamento está em Oxalá
A defumação passa por mim purificando
Cheirando as ervas que peguei no Juremá
Meu pai Oxóssi de Xangô e mãe sereia
Defuma essa aldeia
Do caboclo Cobra Coral

Salve as 7 Linhas

Quando eu entrei nesta casa
Pela porta do Além
Pai, Filho e Espírito Santo
Mais do que Deus ninguém
Quando eu entrei nesta casa
E a Tupã venho a louvar
Caboclo agora ogan
Africano orixalá
Eu sou filho de Umbanda
Que balança mas não cai
Eu sou filho de Umbanda
E só pertenço ao meu Pai
Eu venço
Eu venço
Eu venço
Eu venço
Com a força da Umbanda eu venço
Se eu precisar
Eu posso chamar
As 7 linhas para me ajudar.

Preto-Velho, Pai Joaquim

Pai joaquim
Cade Pai Mane
Foi no mato apanhar guine

Diga a ele quando vier
Subir a escada e nao bater o pe

Logun Edé

Babá ódé eué éjé Babá ódé eué éjé
Nibô ni babá Orixá nibô ni babá Logun Edé
Babaidá dacôja mi ojú aarô o ticóla axé é
Tihim ofá babá idô ode éinhim

Pai caçador há sangue nas folhas
O pai Orixá estas nas florestas, estás nas
Florestas o pai guerreiro caçador. Este pai
Me observa, olha minha cooperação ele foi
O primeiro a torna-se rico com o poder
Do seu arco e flecha, pai das florestas e
Caçador sois vós

Esquerda

Lá na porteira eu deixei meu sentinela (bis)
Eu deixei (nome do exú)
Tomando conta da cancela

Xango

Kao Kao
Kao Kabecile
Quem vem la das pedreiras
Eh meu pai Xango
Xango vem lah da jurema
Para os seu filhos ajudar
Deixa a pedra rolar
Deixa a pedra rolar
Lah vem meu pai Xango
Lah da jurema
Kao Kabecile
Kao Kao

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Cosme e Damião

Cosme e Damião.


Viva São Cosme e São Damião!

“Esta é uma homenagem que prestamos aos dois santos, que são conhecidos por serem protetores das crianças doentes e dos médicos.

Os santos Cosme e Damião são venerados como padroeiros dos médicos, dos farmacêuticos e das faculdades de medicina.

Há relatos de que os gêmeos são originários da Arábia, de uma família nobre de pais cristãos, no século III.

Seus nomes verdadeiros eram Acta e Passio.

Estudantes de medicina na Síria, depois eles foram praticá-la em Egéia, lugares onde costumavam dizer “Nós curamos as doenças em nome de Jesus Cristo e pelo seu poder”.Os dois santos exerciam a medicina sem receber qualquer pagamento.

Por isso, eram chamados de anargiros, ou seja, inimigos do dinheiro.

Cosme e Damião foram martirizados na Síria, porém é desconhecida a forma exata como morreram. Perseguidos por Diocleciano, foram trucidados e muitos fiéis transportaram seus corpos para Roma.

Foram sepultados no maior templo dedicado a eles, feito pelo Papa Félix IV (526-30), na Basílica no Fórum de Roma com as iniciais SS – Cosme e Damião.Há várias versões para suas mortes, mas nenhuma comprovada por documentos históricos.

Uma das fontes relata que eram dois irmãos, bons e caridosos, que realizavam milagres e por isso teriam sido amarrados e jogados em um despenhadeiro sob a acusação de feitiçaria e de serem inimigos dos deuses romanos.

O dia de São Cosme e Damião é celebrado também pelo Candomblé, Batuque, Xangô do Nordeste, Xambá e pelos centros de Umbanda onde são associados aos ibejis, gêmeos amigos das crianças que teriam a capacidade de agilizar qualquer pedido que lhes fosse feito em troca de doces e guloseimas. O nome Cosme significa “o enfeitado” e Damião, “o popular”. Estas religiões os celebram hoje, enfeitando seus templos com bandeirolas e alegres desenhos, tendo-se o costume de dar às crianças doces e brinquedos.

Eles manipulam as energias elementares e são portadores naturais de poderes só encontrados nos próprios Orixás que os regem.

Esses seres, mesmo sendo puros, não são tolos, pois identificam muito rapidamente nossos erros e falhas humanas. E não se calam quando em consulta, pois nos alertam sobre eles.
Não gostam de desmanchar demandas, nem de fazer desobsessões. Preferem as consultas, e em seu decorrer vão trabalhando com seu elemento de ação sobre o consulente, modificando e equilibrando sua vibração, regenerando os pontos de entrada de energia do corpo humano.

Sempre que os espíritos de crianças chegam a um terreiro de Umbanda, vêm trazendo a alegria através de um comportamento que pode parecer irreverente para aqueles que enxergam o lado das brincadeiras, das cambalhotas e dos pedidos de balas e doces. Enquanto se espalham pelo terreiro, com seu jeito travesso, elas estão desfazendo magias, limpando o ambiente. São os magos da pureza e é comum dizerse: “o que os filhos das trevas fazem qualquer criança desfaz. O que a criança faz (no sentido do bem), ninguém desfaz ou interfere”.

Padroeiros

Farmacêuticos
Faculdades de medicina
Barbeiros
Cabeleireiros

Protege

Orfanatos
Creches
Doceiras
Filhos em casa
Contra hérnia
Contra a peste

Emblema

Caixa com ungüentos
Frasco de remédios
Folha de palmeira.


Prece do serviço aos necessitados

Deus, nosso Pai, São Cosme e São Damião passaram no mundo fazendo o bem, curando as doenças e aliviando o sofrimento de sua gente, dando confiança e esperança aos corações atribulados. Fizeram de seu ofício de médico um serviço ao próximo. Fazei, Senhor, que também nós, inspirados no exemplo de vida de São Cosme e São Damião, sirvamos os nossos semelhantes de modo desinteressado, buscando sempre o seu bem e a sua felicidade. Fazei que lutemos corajosamente pela humanização de uma medicina que coloque o homem – mente e coração, corpo e espírito – no centro de suas preocupações. Que os médicos coloquem em primeiro lugar a vida, o bem de seus pacientes, e não o lucro, a exploração do comércio da morte, visando apenas o dinheiro. Que, a exemplo de Cristo, que veio para servir e não para ser servido, colaborem para que se efetue o direito do povo de ter saúde e viver plenamente.

Oração a São Cosme e Damião

Ó Deus menino, que crescestes em sabedoria e graça com Maria e José. Pela intercessão de São Cosme e São Damião, abençoa os meus filhos, irmãos, parentes e vizinhos. (lembre o nome da criança que está precisando de orações)

Que o sangue destes Mártires, servos da Santíssima Trindade lave os meus pecados e purifique todo o meu ser.

Ajudai-me a crescer em solidariedade, compaixão e misericórdia para com o meu próximo mais próximo, a exemplo de São Cosme e Damião, Missionários e defensores da vida em plenitude.

Por Cristo Senhor Nosso.

Amém.

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corrente mediúnica

CORRENTE MEDIÚNICA

É o conjunto de forças magnéticas que se forma, em dado local, quando indivíduos de pensamentos e objetivo semelhantes se reúnem e vibram em comum. Podemos dizer que é um conjunto de médiuns, tal quais os elos de uma corrente de metal, que se interligam e complementam. Na corrente, cria-se o contacto entre as auras, unem-se os fluídos, harmonizam-se as vibrações individuais, os elos mentais ligam-se entre si e forma-se uma estrutura espiritual da qual cada pessoa é uma parte, uma parte viva, vibrante, operante. Para que uma corrente mediúnica seja

coesa e tenha uma boa vibração, os médiuns que dela participam, deverão ter o mesmo pensamento ou sentimento, caso contrário, o elo quebra-se, o trabalho espiritual não desenvolve. às vezes a “carga negativa” é demais para um único médium absorver e se livrar dela. É necessário que se dilua essa carga entre outros médiuns e, nesse caso forma-se uma corrente mediúnica, que pode ser composta por dois médiuns no mínimo ou por uma quantidade infindável deles. As sessões espirituais são compostas por duas correntes: corrente mediúnica e corrente espiritual, que trabalham em harmonia, buscando os mesmos objetivos. à corrente que se estabelece num ritual no plano material, corresponde uma outra formada pelas entidades e, dessa união gera-se uma forte corrente espiritual, de onde todos podem beneficiar. A participação de um médium numa corrente deverá começar pelo banho de ervas e uma limpeza mental, preparada de bons sentimentos, elevando o pensamento para um plano superior de religiosidade.

A formação de uma boa corrente magnética é a condição mais importante para a realização de todo e qualquer trabalho espiritual.

A missão de ser médium é árdua e espinhosa, é difícil, é o caminho das tentações. Médiuns são aqueles espíritos que receberam antes da presente encarnação, determinados ajustes no Organismo Astral e, nas suas concepções morais, que possibilitem ceder a sua constituição física à comunicação mediúnica, trabalhando em prol da Caridade e da evolução própria e dos seus semelhantes. Este é um compromisso firmado entre este Ser e os Espíritos da Confraria Cósmica de Umbanda, antes do nascimento e que deve florescer de maneira natural ao longo da encarnação do indivíduo. A vida não nos pede sacrifícios, nem esforços que não sejam compatíveis com as nossas forças. Compete a todos os médiuns lutarem para melhorar. O desejo de muitos para ser médium é ardente, no entanto, passar pelos caminhos que devem ser trilhados por um instrumento sensível ao bem, poucos suportam.

HÁ MUITAS FLORES NA ROSEIRA, MAS OS ESPINHOS SÃO INCONTÁVEIS.

Verdadeiro umbandista

Ser um verdadeiro umbandista é, acima de tudo, amar o Criador e todas as coisas que foram criadas por Ele. É amar a Terra, o vento, o rio, o fogo, o mar, as montanhas, as plantas e as criaturas viventes. É amar a criatura humana, símbolo da perfeição de toda sua obra; Ser um verdadeiro umbandista é colocar-se à disposição dos Guias Espirituais da Umbanda na prática da Caridade, expressão maior do amor. É saber ouvir os bons conselhos dos Pretos Velhos; é ser intrépido e valente como os Caboclos; é permanecer doce e gentil como as Crianças; é ser flexível e corajoso como os Marinheiros; é ser um bom combatente e audacioso como os Boiadeiros; ser manso e sereno como os Ciganos; é ser divertido e alegre como os Baianos (tal como o Mestre Zé Pelintra). Ser um bom guardião das coisas santas como o incompreendido Exu;
Ser um verdadeiro umbandista é honrar os

os Sagrados Orixás, tenham eles os nomes que tiverem, sejam eles regentes dos pontos de força em que estiverem entronizados, sejam eles conhecidos ou ainda velados. É saber solicitar-lhes o socorro no cumprimento do dever; é pedir-lhes ajuda quando necessário; é entender o seu correto campo de ação;
Ser um verdadeiro umbandista é prestar a caridade da forma como puder realizar, independente do rótulo, mas sempre com amor, inteireza de coração e humildade. É estar sempre solícito aos apelos dos necessitados, nunca esperando nada em troca. Nunca aguardando qualquer forma de retribuição, seja material ou espiritual. É estender a mão ao caído, mas sem exigir dele o pagamento do socorro;
Ser um verdadeiro umbandista é amar o irmão de fé, compreendendo suas fraquezas e limitações, sem jamais apontar-lhe o dedo acusador com a intenção de empurrá-lo ao precipício. É não tornar-se altivo, soberbo e poderoso perante os ignorantes e pequenos. É calar-se diante da injúria ou da calúnia, e não revoltar-se preparando-se para a guerra armada;
Ser um verdadeiro umbandista é respeitar a autoridade espiritual que lhe foi apresentada pelos Guias, na pessoa do Chefe de Terreiro. É entender que ele também é passível de erros e tropeços, e nunca pode ser visto como infalível. É aceitar as suas correções e orientações, ainda que na vida comum ele peque naquilo que orientou melhor os seus filhos de fé. É fazer sempre o melhor para agradar ao seu chefe, sabendo que está fazendo não para ele, mas para o seu Guia Espiritual que o conduziu até aquela pessoa;

Ser um verdadeiro umbandista é dar o carinho necessário aos filhos de fé. Não é espancar com palavras ou com a mão, mas é corrigir com afabilidade e temperança. É estar na condução de uma corrente, exercitando a paciência, a abnegação, o amor ao próximo e, sobretudo, a humildade. É não fazer distinção de filhos pobres ou ricos, de feios ou bonitos, de inteligentes ou ignorantes, de pretos ou brancos. É abraçar a todos os filhos sem preferir aos mais achegados, mas é buscar aquele que está longe, afastado, retraído, assustado.
Ser um verdadeiro umbandista é não jogar pedras no telhado da casa vizinha. É respeitar o Guia que toma conta dela; é respeitar as Entidades que ali descem de vez em quando; é amar os irmãos que residem naquela mansão ou naquele casebre; é ajudar a levantar uma parede caída,

ou um alicerce abalado. É não jogar lama na parede caiada utilizando palavras mesquinhas e cheias de rancor ou inveja.
Ser um verdadeiro umbandista é apenas seguir o exemplo do Mestre Jesus.

Um abraço fraterno a nossa grande família espiritual,

Aos meus Irmãos de Fé (Pais e Mães de santo).

Aos meus sobrinhos ( filhos de santo).

e a todos aqueles que tem fé e acreditam.

Que Oxalá nos una a todos em torno de sua sagrada cruz.

Salve a Umbanda.


Pai
Toma minhas mãos, que são parte da obra que Tu assinaste: eu mesmo.
Olha as linhas que são os traços do meu destino
e reforma-as na medida do meu merecimento.
Olha minhas digitais que indicam não haver ninguém igual a mim ,
o que prova a Tua originalidade …
… examina-as e julga os crimes que porventura eu tenha cometido.

Pai
Vê nas minhas mãos o histórico das minhas doações
e até que ponto elas foram válidas.
Vê também o histórico de tudo o que recebi
e julga se sou suficientemente grato.
.
Pai
Nas minhas mãos estão as marcas dos serviços prestados …
vê se trabalhei e tenho trabalhado da forma que Tu aprovas.
Vê quantos foram os toques de afeto
e de agressão e apresenta-me o saldo.
Julga as palavras escritas em meu diário
de alegrias e de aflições.
Pai
Vê os apertos de mãos que já dei,
os acenos de adeus e os sinais de ‘sim’ e de ‘não’.
Estão sob Teu juízo minha honestidade e minhas dores.

Pai
Toma minhas mãos …
Sente como se através delas o meu coração falasse.
Diz se posso olhar-Te nos olhos
ou com elas esconder a minha face.

Amém

Do Livro ‘Preces Sem Pressa’
de Silvia Schmidt

Tua presença, tão necessária à Criação, alegra Meu Ser.
Um Ser que busca, constantemente, ver-te pleno, tranqüilo em tua luz, em tua perfeição.
Mas, percebo que não estás em paz, e estás assim
por teres acreditado que ela poderia ser roubada de ti,
um ser que, por natureza, contém todas as coisas.
Um ser que tem tudo, porque és tudo.
Vejo-te cabisbaixo, olhando para o chão como se lá estivesse a tua cura, o teu alento.
Vejo tuas mãos escondendo o teu coração
e vejo tua vontade conformada no vazio dos teus dias.
Por mais que Eu queira, não consigo entender…
Tantos vales para caminhares, tantos rios, tantos mares para te banhares.
Tanta luz, tantas cores para te alegrares,
Tantas estrelas, noites calmas para que
no teu silêncio nosso encontro fosse possível…
Dei-te o mais nobre lugar entre a Criação
porque és aquele que chamo por Meu Filho.
Dei-te um ser perfeito, onde tudo está e de onde nada pode ser tirado, roubado ou danificado, para que estivesses seguro em todas as circunstâncias.
E tu escolheste ser imperfeito, tu escolheste atacar
ao invés de amar aqueles que são teus irmãos, teus iguais.
Escolheste o ódio ao amor, a tristeza à alegria, o sofrimento ao prazer.
Olho para ti e percebo que sem a tua beleza original,
o Meu Reino é incompleto.
Percebo tua inocência, o teu olhar perdido,
próprio daqueles que não sabem o que fazem
e aquieto Meu Ser, pois estabeleci que a tua vontade seria respeitada acima de todas as coisas.
Sei que tu Me procuras, mas digo que a tua vontade ainda não é suficiente.
Deves querer verdadeiramente e tu Me encontrarás.
Estou em ti, Meus Pensamentos estão contigo.
Acha-me e Serei Completo.
Acha-me e Deixarei de Ser um Deus Solitário.
Liberta teu ser Criança, para que possas usufruir de tudo aquilo que és.
És mais que as montanhas, que o sol, que o ar que respiras.
És o Meu Filho Amado, em quem Me Comprazo.
Traga para Mim um pouco da tua terra, e Dar-te-ei um jardim florido.
Traga para Mim teu sofrer e O transformarei em alegria, livrando-te de todos os teus mal-estares, ascendendo teu espírito para que vejas a luz.
Traga para Mim o pouco de amor que te resta, e Dar-te-ei a memória de quem és.
Alegra teu ser Minha Criança e Encontra-Me em teu doce coração para que assim possas deixar de te sentir pequeno, porque és grande.
Para que assim Eu possa deixar de ser solitário, porque sou o teu Criador.

      segura Na Mao De Deus - carmen Silva

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o uso das velas

o uso das velas

As cores vibram em diferentes freqüências energéticas, e têm significados simbólicos
que podem mudar de acordo com a religião, a cultura, o país e
as crenças pessoais.
Listamos aqui alguns dos significados associados às cores:

Cores de velas

A vela branca:
representa a pureza e sinceridade. É utilizada para obtermos paz de espírito,
harmonia, equilíbrio em nossas casas. Acende-se quando se deseja paz,
limpeza, cura, reconciliação, harmonia e iluminação.

A vela vermelha:
deve ser acesa quando se precisa de coragem, ânimo, determinação, força,
ação, dinamismo, vigor, proteção, conquistar e liderar assuntos relacionados
à matéria, trabalho e dinheiro, para que se tenha triunfo e evolução rápida
dos acontecimentos.

A vela violeta ou lilás:
deve ser acesa quando há necessidade de transmutar as energias,
transformar negatividade, ter inspirações, aumentar a intuição,
combater o “stress” e acalmar-se.

A vela laranja:
deve ser acesa para ter força mental, aumentar a confiança,
a criatividade, o entusiasmo, o poder de atração e obter sucesso
nos empreendimentos.

A vela rosa:
representa a beleza, o amor, a moralidade. Deve ser usada em
assuntos amorosos para fortificar relacionamentos afetivos.
Boa cor para realizar os desejos do campo emocional e afetivo.

A vela verde:
simboliza a calma, a tranqüilidade e o equilíbrio. Deve ser acesa quando se desejar
a cura física e espiritual, fertilidade, estabilidade e abundância.

A vela Amarela.
deve ser acesa quando se precisa de coragem, ânimo, determinação,
força, ação, dinamismo, vigor, proteção, conquistar e liderar assuntos
relacionados à matéria, trabalho e dinheiro, para que se tenha triunfo
e evolução rápida dos acontecimentos.

A vela azul:
deve ser acesa quando se deseja adquirir calma, serenidade,
sabedoria,
desenvolver e trabalhar poderes paranormais, sensitividade,
intuição e
ter expansão nos projetos.

Mensagem das velas.

Velas que não acedem prontamente:

Indica que o anjo pode estar tendo dificuldades para
ancorar.
O astral ao seu redor pode estar
“poluído ou carregado”.

Vela queimando com chama azulada:

O anjo demonstra que, devido às circunstancias, seu pedido
terá algumas mudanças.
Está lhe pedindo paciência, pois a realização de seu desejo
já está à caminho.

Vela queimando com chama amarelada:

A sua felicidade está próxima.

Vela queimando com chama vermelha:

O seu pedido está sendo realizado.

Vela queimando com chama brilhante:

Você está tendo êxito no seu pedido.

Chama que levanta e abaixa:

Você está pensando em várias coisas ao mesmo tempo.
Sua mente
pode estar um pouco tumultuada.
Alerta para firmar o seu pedido.

Chama que solta fagulhas no ar:

O anjo colocará alguém no seu caminho para comunicar o que você deseja. Poderá
ter algum
tipo de desapontamento antes do seu pedido ser realizado. Antes do seu pedido
se realizar,
você sofrerá algum pequeno aborrecimento.

Chama que parece uma espiral:

Seus pedidos serão alcançados, o anjo já está
levando sua mensagem.
Mas, cuidado, não faça
comentários de seus desejos, pois tem gente
por perto querendo
atrapalhar os seus pedidos.

Pavio que se divide em dois:

Seu pedido foi feito de forma duvidosa, tente novamente.

Ponta de pavio brilhante:

Sorte e sucesso no seu pedido.

Vela que chora muito:

O anjo sente dificuldades em realizar o seu pedido. Pois, você está muito
emotiva, e sem forças.

Sobra um pouco de pavio e a cera fica em volta:

O anjo pede mais oração.

Se a vela apaga, depois de acesa
(sem vento por perto):

O anjo ajudará na parte mais difícil do pedido,
o resto cabe à
você resolver.
Acenda mais duas velas,
para reforçar o pedido.

Chama enfraquecida:

É preciso reforçar o seu pedido.

Chama que permanece baixa:

Dê tempo ao tempo, pois esta não é a hora certa para receber o que tanto
deseja. Indica que você
não está bem, e há necessidade de elevar rapidamente o seu astral.

Chama que vacila:

Indica que o pedido se realizará, mas
antes ocorrerá alguma
transformação necessária.

Quando se acende mais de uma
vela e uma das
chamas está
mais brilhante do que as outras:

Indica boa sorte.

Quando se acende mais de uma vela e, todas as chamas ESTÃO altas e brilhantes:

Erga as mãos para o céu e agradeça pela benção que está recebendo
em seu pedido.

Quando a vela queima por inteiro:

seu pedido foi plenamente aceito.

Quando a vela forma uma ESPÉCIE de escada ao lado:

indica que seu pedido está se concretizando.

Quando a vela termina de queimar e sobra cera
esparramada no prato,

sem queimar:

É sinal que você precisa acender novamente o que sobrou,
pois existe energias
negativas
atrapalhando.

Quando terminar de queimar, então acenda outra e
agradeça ao seu Anjo.

Tipos de Velas / Velas de 7 dias Coloridas.

As cores vibram em diferentes freqüências energéticas, e têm significados simbólicos
que podem mudar de acordo com a religião, a cultura, o país e
as crenças pessoais.
Listamos aqui alguns dos significados associados às cores:

Cores de velas

A vela branca:
representa a pureza e sinceridade. É utilizada para obtermos paz de espírito,
harmonia, equilíbrio em nossas casas. Acende-se quando se deseja paz,
limpeza, cura, reconciliação, harmonia e iluminação.

A vela vermelha:
deve ser acesa quando se precisa de coragem, ânimo, determinação, força,
ação, dinamismo, vigor, proteção, conquistar e liderar assuntos relacionados
à matéria, trabalho e dinheiro, para que se tenha triunfo e evolução rápida
dos acontecimentos.

A vela violeta ou lilás:
deve ser acesa quando há necessidade de transmutar as energias,
transformar negatividade, ter inspirações, aumentar a intuição,
combater o “stress” e acalmar-se.

A vela laranja:
deve ser acesa para ter força mental, aumentar a confiança,
a criatividade, o entusiasmo, o poder de atração e obter sucesso
nos empreendimentos.

A vela rosa:
representa a beleza, o amor, a moralidade. Deve ser usada em
assuntos amorosos para fortificar relacionamentos afetivos.
Boa cor para realizar os desejos do campo emocional e afetivo.

A vela verde:
simboliza a calma, a tranqüilidade e o equilíbrio. Deve ser acesa quando se desejar
a cura física e espiritual, fertilidade, estabilidade e abundância.

A vela Amarela.
deve ser acesa quando se precisa de coragem, ânimo, determinação,
força, ação, dinamismo, vigor, proteção, conquistar e liderar assuntos
relacionados à matéria, trabalho e dinheiro, para que se tenha triunfo
e evolução rápida dos acontecimentos.

A vela azul:
deve ser acesa quando se deseja adquirir calma, serenidade,
sabedoria,
desenvolver e trabalhar poderes paranormais, sensitividade,
intuição e
ter expansão nos projetos.
Mensagem das velas.

Velas que não acedem prontamente:

Indica que o anjo pode estar tendo dificuldades para
ancorar.
O astral ao seu redor pode estar
“poluído ou carregado”.

Vela queimando com chama azulada:

O anjo demonstra que, devido às circunstancias, seu pedido
terá algumas mudanças.
Está lhe pedindo paciência, pois a realização de seu desejo
já está à caminho.

Vela queimando com chama amarelada:

A sua felicidade está próxima.

Vela queimando com chama vermelha:

O seu pedido está sendo realizado.

Vela queimando com chama brilhante:

Você está tendo êxito no seu pedido.

Chama que levanta e abaixa:

Você está pensando em várias coisas ao mesmo tempo.
Sua mente
pode estar um pouco tumultuada.
Alerta para firmar o seu pedido.

Chama que solta fagulhas no ar:

O anjo colocará alguém no seu caminho para comunicar o que você deseja. Poderá
ter algum
tipo de desapontamento antes do seu pedido ser realizado. Antes do seu pedido
se realizar,
você sofrerá algum pequeno aborrecimento.

Chama que parece uma espiral:

Seus pedidos serão alcançados, o anjo já está
levando sua mensagem.
Mas, cuidado, não faça
comentários de seus desejos, pois tem gente
por perto querendo
atrapalhar os seus pedidos.

Pavio que se divide em dois:

Seu pedido foi feito de forma duvidosa, tente novamente.

Ponta de pavio brilhante:

Sorte e sucesso no seu pedido.

Vela que chora muito:

O anjo sente dificuldades em realizar o seu pedido. Pois, você está muito
emotiva, e sem forças.

Sobra um pouco de pavio e a cera fica em volta:

O anjo pede mais oração.

Se a vela apaga, depois de acesa
(sem vento por perto):

O anjo ajudará na parte mais difícil do pedido,
o resto cabe à
você resolver.
Acenda mais duas velas,
para reforçar o pedido.

Chama enfraquecida:

É preciso reforçar o seu pedido.

Chama que permanece baixa:

Dê tempo ao tempo, pois esta não é a hora certa para receber o que tanto
deseja. Indica que você
não está bem, e há necessidade de elevar rapidamente o seu astral.

Chama que vacila:

Indica que o pedido se realizará, mas
antes ocorrerá alguma
transformação necessária.

Quando se acende mais de uma
vela e uma das
chamas está
mais brilhante do que as outras:

Indica boa sorte.

Quando se acende mais de uma vela e, todas as chamas ESTÃO altas e brilhantes:

Erga as mãos para o céu e agradeça pela benção que está recebendo
em seu pedido.

Quando a vela queima por inteiro:

seu pedido foi plenamente aceito.

Quando a vela forma uma ESPÉCIE de escada ao lado:

indica que seu pedido está se concretizando.

Quando a vela termina de queimar e sobra cera
esparramada no prato,

sem queimar:

É sinal que você precisa acender novamente o que sobrou,
pois existe energias
negativas
atrapalhando.

Quando terminar de queimar, então acenda outra e
agradeça ao seu Anjo.

Tipos de Velas / Velas de 7 dias Coloridas.

Velas Comum e Comum coloridas.

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Conversa com um Executor da Lei

Conversa com um Executor da Lei

Conversa com um Executor da Lei

Certo dia desses, estava em um terreiro e ouvia um irmão reclamar que estava passando por um momento de “turbulências” em sua vida.

Nada dava certo…

Perdera o emprego, uma doença o acometera e sua relação com sua esposa estava cada vez pior.

Ele reclamava… e reclamava… quando notei a aproximação de um guardião próximo a ele e pude observar a conversa.

Esse irmão médium também notou a aproximação e tomou a iniciativa de começar a conversa:

– Salve Senhor Guardião!

– Salve moço, está reclamando de que ai?

– Sabe seu Guardião, minha vida anda bem complicada, cheia de problemas.

– Você ainda não viu problema de verdade moço.

– Não vi? Perdi meu emprego, estou doente, brigo todo dia com minha esposa, o Senhor não está vendo?

– Estou sim… Sou eu que estou lhe aplicando um corretivo.

– O Senhor? Como assim? O que eu fiz para ser castigado?

– Você não sabe moço?

– Não, não sei. Eu sempre faço tudo direitinho.

– Hahahahaha. – Soltou uma longa gargalhada e falou:

– Moço, pare de se lamentar e preste atenção em sua vida, em seus atos, suas palavras, sentimentos e em tudo que você faz. Se eu estou atuando em sua vida dessa forma é por que pela Lei estou amparado, pois sou um Executor da Lei Maior[bb] e, se estou amparado, é por que você merece o castigo.

– Mereço o castigo?

– Moço, como você reage ao sucesso de seus colegas de trabalho.

– Ex-colegas o Senhor quis dizer, não é? Agora não tenho emprego mais.

– Sim, moço, ex-colegas.

– Bem… – Ficou pensativo e o Guardião continuou:

– Sentia inveja deles, praguejava e quando tinha oportunidade fazia fofocas e os prejudicava, correto?

– Está certo Guardião, eu agia assim mesmo. – Reconheceu o médium.

– Mesmo depois de todos os seus guias lhe avisarem, correto?

– Sim Senhor. – respondeu abaixando a cabeça.

– Moço, quando alguém erra sem conhecimento, sem saber que está errando, a Lei Maior dá um jeitinho de avisá-lo, mas quando esse alguém depois de ser avisado continua errando, ai a Lei Maior executa a sentença determinada pela Justiça Divina.

– Entendo Senhor.

– Esse é um exemplo dos erros que você vem cometendo mesmo após ser avisado e que por isso e por mais algumas coisas está passando por essa pequena execução da Lei Maior.

– E como faço para me livrar dessa execução Guardião[bb]?

– Precisa primeiro parar de se lamentar e começar a aprender com tudo isso que está acontecendo.

Comece a mudar seu íntimo e a corrigir seus atos.

Desta forma, terá sua sentença amenizada ou suspensa de acordo com seu esforço e merecimento.

– Está bem Guardião, vou me esforçar para parar de reclamar e mudar isso tudo.

– Tudo aquilo que você fizer de correto moço e que representar uma mudança positiva em sua vida, será contada como ponto positivo e, por mim, essa ação será amparada e utilizada para amenizar sua sentença. Mas tudo aquilo que você fizer que representar um ponto negativo, por mim também será anotado para pesar em sua balança e você responderá por ele.

– Obrigado Senhor Guardião por me instruir e permitir corrigir meus erros!

– Agradeça ao Pai Maior moço, pois é Ele quem permite a todos o aprendizado e a evolução. Salve moço!

– Salve Senhor Guardião.

Eu que acompanhava a conversa toda fiz a mesma coisa, agradeci ao Pai Maior pela oportunidade de participar de tão grande lição.

Salve os Senhores Executores da Lei Maior que nos permitem aprender com as adversidades da vida.

Laroyê!

EXÚ TIRÍRÍ

Tiriri é considerado o “Senhor da vidência” ou aquele que vê mais além, por isto é um dos mais evocados em casos relacionados com adivinhação através de búzios, principalmente no Candomblé.

Características Bebida: gosta de um bom whisky ou de bebidas fortes de boa qualidade
Fuma: Charutos
As vestimentas do Tiriri são geralmente capa, chapéu (às vezes boina com visor ou chapéu de aba alta), utiliza bastão (o bastão ou bengala, é entregue aos exús quando são “coroados” como chefes no ritual da Linha de Esquerda. Somente alguns exús utilizam bastão

como arma pessoal que trazem da Aruanda), trajes geralmente em tons vermelho e preto (às vezes branco). Quando se tratar de algum trabalho nas praias, então agrega tons azulados e motivos com outras cores. Apresenta-se com muita habilidade e astúcia, é extrovertido, falador e às vezes irônico (como toda entidade da Linha de Esquerda).
Seu poder é: sobre a solidão, esperança, planejamento, meditação e saúde.

Uma de Suas “Lendas”:

Segundo ele mesmo conta, viveu no século XVI, na Irlanda, como mero camponês, era moço formoso e Humilde, cometeu o grave pecado de se apaixonar por uma bela Jovem, filha do senhor feudal do condado, seu amor impossível, foi causa de sal desgraça, levando-o a masmorra por vários anos, onde convivia com a fome, tortura e todo o tipo de degradação humana.

Sua convivência com a Dor, a Peste, a Cólera, a Lepra, a Tuberculose e outros males o fez ao mesmo tempo Caridoso e Revoltado, por tanta Dor e Sofrimento. Hoje Exu que vem na Linha da Magia Branca, trabalhar para as Curas de todos os Males e combater todas as Formas de Vingança.

Este exú de serventia das Crianças trabalha cortando correntes passionais, de falsidade, traições e vencem demandas que alteram a paz interior; desmancham trabalhos onde se usa animais sacrificados e combatem os quiumbas que queiram se passar por Exu Mirim, fato muito normal em algumas casas de “santo”. Seu corpo astral os permite se infiltrar por onde muitos não conseguem, muito respeitados em face de sua aparência, pois realizam verdadeiros “milagres”

Senhor dos caminhos, dono da Rua e dos cruzeiros, venerado e temido, é companheiro do Exu Tranca Rua, com a direção e orientação de Exu Nor., possui um generoso exército a sua guarda.

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Contos de Terreiro – Nem tudo queima

Contos de Terreiro – Nem tudo queima

A noite estava perfeita para a gira da esquerda, onde os Exus e Pombagiras iriam se manifestar.

Como era de costume naquele terreiro, essas sessões eram fechadas, apenas para os trabalhadores e convidados.

Os preparativos estão todos prontos.

A toalha vermelha está estendida diante do Congá, as flores estão colocadas

em seus devidos lugares, os charutos, cigarrilhas, perfumes e o padê – farinha com dendê – estão disponíveis para as entidades que viriam a se manifestar.

Há uma prece inicial, evocando as forças do Criador e das divindades que lhe auxiliam, seguido de cânticos saudando os Exus e Pombagiras.

“Seu Tranca-Ruas me cobre com sua capa,

A sua Capa é um manto de caridade,

sua capa cobre tudo, só não cobre a falsidade.”

Enquanto todos se harmonizam em um só coro, os atabaques continuam a retumbar. A dirigente do terreiro pede então para que todos comecem a assobiar, enquanto a curimba continua a chamar o “povo da tronqueira”.

“De vermelho e preto vestindo,

a noite um mistério traz.

De colar de conchas,

De brincos dourados

a promessa faz.”

Então começa-se a ouvir gostosas gargalhadas, graves e agudas, os médiuns se curvando e suas mãos tomando a forma de garras. As médiuns, com um sorriso faceiro no rosto se poem a dançar. Todos se cumprimentam e se poem a trabalhar:

“Boa noite para quem é de boa noite!”

Um dos Exus a se manifestar, chama um cambone, pega seu charuto de uma marca cubana, olha pra ele e diz:

– Mas esse burro não entende nada de fumaça mesmo! Onde tá o cortador de charuto?

O cambone procura em tudo, mas o Exu impaciente diz:

– Deixe, ele não tem. Não sabia sequer que precisava de um pra cortar esse charuto! Deixe comigo!

Então morde uma das extremidades do charuto, tirando um naco de folhas secas de tabaco, criando assim seu próprio corte. Tão preciso quanto feito com um cortador.

O cambone se aproxima com três nomes escritos em papel, cada um em um pedaço separado. Entrega nas mãos do exu e lhe informa:

– Pai, salve suas forças! Esses nomes foram pedidos para serem entregues pro senhor. Disseram que estão cheio de macumba e com a vida empacada. Que fizeram demandas contra eles.

O Exu, olha de canto de olho, com uma cara de poucos amigos e pega um pequeno recipiente feito de latão. Pede o fumo picado, que se usa pra charuto. Enche a vasilha de latão com fumo, pega um pouco de álcool misturado com arruda, guiné e alecrim e despeja por sobre o fumo. Então um a um ele vai pegando os nomes e olhando. Enrola os mesmos como pavios e o enfia dentro do fumo com uma parte para fora. Quando pega o terceiro nome diz:

– Esse aqui disse que tem demanda contra ele? Tem não! Mas vou colocar aqui de qualquer jeito e tu vai ver com os olhos que tem que nada tem contra ele! – Disse ao cambone.

Enrola como os demais e coloca no meio do fumo. Embebedando os papéis um pouco mais com o preparo de álcool e ervas.

Então taca fogo e acende uma bela pira!

O exu pega no ombro do consulente e vai correr a gira dele. Passa por alguns cumprimentando, a outros ignorando, mas a todos dando seu axé do seu jeito.

Passado um tempo ele pede para o cambone ir até o fogo que já havia se extinguido. O Cambone olha atônito e percebe que um dos papéis – apesar de estar junto, embebido de álcool e ter sido beijado pelo fogo – estava intacto. O exu olha com um sorriso no canto do lábio e diz:

– Abra e leia o nome!

Então o cambone ao abrir se choca mais ainda, pois era o nome exato da pessoa que nada tinha contra ela, que o mesmo – exu – havia dito.

– Quando não há, não há! E a prova tá aí pra quem quiser ver. Isso é magia, isso é Quimbanda, isso é Umbanda! – diz o Exu, finalizando com uma gargalhada que pode ser ouvida até hoje ao fechar os olhos e relembrar a cena.

Laroyê Exu! Exu Omodjubá!

“Deu meia noite em ponto e o galo já cantou

Deu meia noite em ponto e o galo já cantou

Cantou pra anunciar que seu Tiriri Chegou,

Cantou pra anunciar que seu Tiriri Chegou.”

Guias e Fios de Conta na Umbanda.

por Douglas Rainho

Um dos elementos ritualísticos mais comuns dentro dos terreiros de Umbanda e sem dúvida nenhuma, dos mais icônicos,

são as guias ou fios-de-conta. Podemos ver os médiuns se utilizando deles,

em diversos números, assim como os guias que os manipulam de diferentes maneiras.

Muito longe de ser apenas um adorno, as guias possuem fundamentos muito

importantes tanto para a segurança do médium, quanto para o trabalho do guia em questão.

As guias foram introduzidas logo no início da Umbanda, pelo Pai Antônio – Primeiro Preto-Velho que se manifestou pela mediunidade de Zélio Fernandino de Morais – e a ela era dada o nome de Cordão de São Benedito. Provavelmente Pai Antônio trouxe esse fundamento dos cultos africanos, mas isso acaba tendo uma referência ainda anterior, já na magia européia, na magia talismânica e mesmo dentro dos diversos cultos indígenas. Sempre foi atribuído a certas jóias e adornos, poderes mágicos, litúrgicos e cerimoniais. Alguns reis da antiguidade, nem sequer usavam coroas, mas sim um grande cordão cheio de pedras preciosas e metais preciosos, como representação de força, poder e autoridade. Mesmo dentro da cultura sertaneja e até mesmo da cultura bárbara, era comum muitos utilizarem colares feitos de ossos, para afastar o mau-olhado, a inveja, a maldade e as pragas. O povo Malê, usava também algo parecido, chamado de Patuá, que consistia de um saquinho feito de couro, onde dentro constavam pequenos trechos do Alcorão e eles colocavam esse envolta do pescoço, preso por um fio ou cordão.

Dentro da Umbanda o processo é bem similar, os fios-de-conta ou guias, servem para trazer estabilidade mediúnica e energética e também atuam na proteção do médium e do consulente. Costumeiramente a primeira guia que um médium deve fazer, mesmo quando ele ainda está em desenvolvimento, não está dando consulta ou é ainda Cambone (sem manifestação mediúnica) é a guia de Oxalá. É uma guia simbólica que representa o compromisso assumido perante a Espiritualidade em trabalhar nas linhas de Umbanda. É a única guia do médium de fato, todas as demais são das entidades e servem para o trabalho.

As entidades vão pedir suas guias quando sentirem necessidade e quando perceberem que o médium está pronto. Pode ser que algumas entidades nem sequer usem guias, o que não é de forma alguma depreciativo ou indica menos ou mais poder de uma entidade. Meu caboclo por exemplo, não usa guias, geralmente quando se manifesta a primeira coisa que ele faz é retirar minha guia e minha braçadeira de coroação.

Nem sequer o pano-de-ombro (ou estola) ele usa no pescoço, apenas deixando a guia de Oxalá, explicando já por diversas vezes que é uma guia minha, para minha segurança, mas que se eu me sentir a vontade, ele pode trabalhar sem também. De fato, ainda não me senti a vontade e ele respeita. Vejo esse tipo de atitude em outros caboclos também.

Muitas pessoas pensam que as guias são de certa forma patentes adquiridas e que os médiuns com mais guias são os mais poderosos, antigos ou de mais apreço dentro do terreiro. Isso não é verídico, pois o guia precisa apenas da SUA guia para trabalhar, seria inútil manter diversas guias, com fundamentos passados por outras entidades no pescoço, só para exibição. A Umbanda também requer bom-senso.

A guia pode ser feita de diversos elementos, geralmente o cordão que segura as contas é feito de nylon (fio de pesca), pela sua durabilidade e resistência, porém concordamos que o mesmo é um elemento plástico e não tem qualquer tipo de Mojo ou Axé, ou seja, não tem energia própria. Mas nesse caso, servirá apenas como um meio de retenção das miçangas e elementos que comporão a guia, esses sim, devem ser feitos de materiais naturais, como ossos, dentes, argila, porcelana, cristais, pedras, sementes, madeira, etc. As cores também podem variar e a quantidade de contas idem, geralmente se pedem múltiplos de sete e uma conta maior no final que se chama FIRMA, porém podemos encontrar guias menores, que se assemelham a rosários ou terços e guias maiores chamadas de Brajas. Isso é muito pessoal da entidade, mas brajas geralmente são as guias que se usam cruzadas no corpo, em diagonal, e são maiores, podendo contar com um só fio de contas, com três, cinco ou sete fios enrolados, enlaçados ou amarrados. Usualmente quem usa braja é alguém que teve algum tipo de iniciação diferenciada, porém na Casa em que trabalho isso não existe, apenas o fio-de-conta cruzado (feito com uma só linha) nas cores azul, vermelho e branco para Ogum Beira-Mar, o protetor da nossa Casa e é usado por quem queira usar, não por todos. Na Umbanda o menos é mais! Como diz o baiano Severino: “A verdade reside na simplicidade”.

Voltando a relatar o que meu caboclo usa, certa vez ele me mostrou uma guia de mão (um pequeno terço) que ele queria que eu fizesse para um propósito específico. Foi me instruído para conseguir um fio natural (de palha da costa, trançado e encerado), sementes de açaí na cor natural e sementes de sibipiruna, que são vermelhas. Além disso ele queria três penas, que poderiam ser pintadas nas cores: Vermelho, Branco e Verde. Pediu para eu confeccionar a mesma e usou em alguns casos, para alguns filhos, logo depois dando de presente para um consulente a mesma. Ou seja, a guia era dele, ele fazia o que queria e ele quis presentear. Nunca mais pediu outra guia para nada, inclusive ganhou algumas de presente de consulentes e as deu, como faz com todos os presentes que ganha.

Existem elementos que são clássicos e tradicionais nas guias de certas linhas. Caboclos geralmente pedem penas, dentes e algumas sementes; Pretos-Velho pedem Lágrimas de Nossa Senhora, cruzes, búzios e café; Baianos acabam pedindo coquinhos, olho-de-cabra (semente) e olho-de-boi (semente), Exus pedem tridentes, etc.

Eles utilizam a guia tanto como um catalizador de forças, ou seja, para de certa forma mudar a reação da energia que ali está sendo manipulada. Usam também como um para-raios ou condensador de energias, para puxar energias negativas ou mal-intencionadas que estejam sendo dirigidas para os médiuns, entidades e consulentes e também como ferramentas de trabalho ou ponto focal para a oração. Como exemplo temos o rosário dos pretos-velhos, que geralmente são usados nas benzeduras. Ainda assim pode ser utilizado para retirar cargas negativas de forma mais ativa e forçada, esfregando o mesmo no corpo do médium ou consulente e inclusive abrindo a guia em círculo com o consulente dentro para fazer algum tipo de imantação ou descarrego. Mas aí entramos nas particularidades de atuação de cada guia, sendo impossível explicar em um texto.

Porém, ainda existe uma outra categoria de guia que é diferente e que não tem uma função litúrgica ou mágica abrangente, sendo uma firmeza bem específica, que são as guias de proteção. Geralmente essas guias são presenteadas aos consulentes, são menores, mais finas e se utiliza por debaixo da roupa, no dia-a-dia. Sua função específica é a proteção do seu portador, ela carrega o Mojo ou Axé da Entidade e estará lá atuando como um campo de forças. Essas guias devem ser usadas sempre de forma não visível, por debaixo da roupa, pois não é necessário ninguém ver para ela funcionar. Alguns cuidados devem ser tomados com o seu uso e manuseio, principalmente em questão a limpeza. Se você é frequentador de um terreiro de forma assídua, é recomendado de tempos em tempos (3 meses) pedir para o guia que lhe deu o fio-de-conta (ou um outro, na falta deste) para que descarregue a mesma e cruze-a novamente. Na impossibilidade de ir ao terreiro, podemos fazê-lo em casa, com um pouco de fé.
Como limpar sua guia em casa.

Itens necessários:

Água Mineral ou de Fonte
Copo de Vidro
Recipiente para colocar a guia, de preferência de vidro, barro, metal ou porcelana.
Vela Branca
Arruda, Guiné e Alecrim
(opcional) Perfume de Alfazema ou Álcool.

Modo de fazer:

Acenda a vela branca e coloque um copo de água ao lado do recipiente, pegue o restante da água e coloque dentro do recipiente, acrescente as ervas e macere-as, para que soltem seus sumos. Coloque sua guia dentro, faça uma imposição de mão e peça:

“Deus Pai Todo Poderoso, clamo a ti e aos sagrados pais e mães Orixás, para que desimpregnem (ou limpem) essa guia de suas energias nocivas e restabeleça suas energias para que ela continue me protegendo. Amém”. Reza 1 Pai-Nosso e 1 Ave-Maria. Faz o sinal da cruz em cima da guia por três vezes e deixe descansar por 12 horas no mínimo, no máximo 24 horas.

Opcionalmente antes de fazer isso pode-se limpar a guia com o Álcool ou o Perfume de Alfazema.

Outros cuidados devem ser tomados com as guias no que diz respeito ao seu uso em certas situações. Você pode usá-la para comer, beber, dormir, ir ao banheiro, tomar banho, etc. Sem problema algum, pois ela estará exercendo o papel de te ajudar, te proteger e te irradiar. Porém, há um quesito em que não se deve usar as guias, isso por tradição, que é ato sexual. Durante a relação sexual, não é recomendado a sua utilização, por causa da troca energética que está sendo feita. Essa questão tem que ser desdobrada em um artigo à parte, mas a princípio digamos que a energia pode ser mal-dirigida.

Inclusive, é legal ver que tal fato é retratado até no cinema nacional no filme CIDADE DE DEUS, onde o Zé Pequeno, ganha uma guia de um Kimbandeiro, presente de um Exu, garantindo que seu corpo estaria fechado enquanto ele a usasse, porém ele não poderia usá-la quando fizesse sexo. Olha que curioso, ele podia vender drogas, podia matar, podia fazer atrocidades com a guias, mas não enquanto fazia sexo. O que ocorre é que, coincidência ou não, o mesmo tem o corpo protegido de tudo e prospera, até um dia em que perde a cabeça e esquece que está com a guia e acaba violentando uma moça. A partir daí começa a sua derrocada até sua morte. É uma curiosidade, mas vale a pena como ilustração desse caso.

Há outras situações que às vezes as entidades recomendam retirar a guia, por exemplo enquanto se dorme, pelo motivo óbvio que você pode se enforcar e também quando se está dentro de casa – para mim não faz tanto sentido, mas algumas entidades pedem – pois teoricamente sua casa é um local em que você já está protegido. No final é bom tirar todas as dúvidas com a entidade-espiritual e seguir suas recomendações, já que o Mojo ou Axé colocado ali é dela e é ela quem diz como devem ser os preceitos.

Então, a guia é uma ferramenta de trabalho dos médiuns e um objeto para a proteção dos consulentes. Não é um instrumento de hierarquia, apesar de poder existir alguns fios-de-conta de confirmação, coroação e etc, mas não é a regra, são mais litúrgicos do que mágicos.

Ademais, devem ser usadas com respeito e principalmente com muita fé

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conselhos dos preto-velhos

Dicas e conselhos dos preto-velhos.
TOQUES ESPIRITUAIS DO PRETO VELHO AMIGO

(Combatendo as Zicas do Coração) Meu filho, com esses olhos, “que a terra não comeu”, pois são olhos espirituais, reais, já vi muita coisa. Algumas boas, outras nem tanto, e mais outras que não vale a pena contar.
O que passou, passou mesmo. O que ficou foi a experiência das diversas vidas na carne, aliás, muitas delas tão iguais e, ao mesmo tempo, tão diferentes.
O que ficou foi o aprendizado e o conhecimento de como é o coração dos homens e suas emoções e vontades.
Aprendi a ler a verdade de cada um, por dentro, lá na toca das coisas que não se falam, e que todos escondem muito bem.
Tem muita zica (1) dentro dos corações, meu rapaz.
É rolo que não acaba mais! E coração rançoso e rancoroso, você sabe como é que é, está cheio de irmãozinhos das trevas agarrados a ele.
Eles se alimentam das emoções podres e dos pensamentos maldosos.
E a zica é tanta, que só a pessoa rancorosa é que não vê a energia que está perdendo.
Menino de Deus, como os homens sofrem por causa das emoções podres! Igualzinho ao corpo carnal, que pode apresentar escaras na pele,devido à falta de movimento em alguma área, o corpo espiritual (2) também tem suas escaras astrais.
Porém, essas são causadas pelas emoções podres, estagnadas no meio da alma atormentada e sem centro espiritual.
Falta movimento sutil ali! Falta vergonha na cara para acertar o passo! Muito disso vem de outras vidas, são escaras do passado, de coisas mal-resolvidas, ainda alojadas no corpo espiritual.
Mas, muita coisa é de agora mesmo, é coisa podre dos dias atuais.
E o mau cheiro psíquico exalado atrai os espíritos atormentados e atormentadores, que ficam agarrados em penca na aura da pessoa.
Isso é uma tragédia invisível! É uma doença psíquica que amarra os encarnados e impede os desencarnados carentes de seguirem em frente.
Nosso Senhor Jesus Cristo avisou muitas vezes sobre isso. Ele disse: “Orai e Vigiai!” – Ele sabia do mal que as emoções podres fazem ao ser humano.
Todavia, muitos oram de forma egoísta e mecânica, sem coração e sem alma, e outros nem isso fazem, passando ao largo das boas vibrações que poderiam ajudá-los e fortalecê-los.
E os que vigiam raramente se olham por dentro, pois policiam muito mais a vida alheia, e não foi isso que Nosso Senhor ensinou. Meu amigo, tem tanto espírito agarrado nas pessoas, que há horas em que você não sabe mais quem é quem, de tão entranhados que estão. É um fuzuê energético na aura desses infelizes.
Ô coisa feia de se ver! Mas Nosso Senhor é de uma compaixão infinita. Sob o seu comando, legiões de espíritos de luz vêm ajudando os homens nessas lides do invisível.
Sem eles, isso aqui já teria ido para o beleléu! São eles que deslindam as ligações psíquicas daninhas e levam os irmãozinhos das trevas para o Espaço, para serem tratados pelos médicos da luz.
Esses irmãos da luz são os verdadeiros anjos da guarda da humanidade.
Pena que os homens se esquecem tão facilmente das bênçãos que recebem.
Esses guias e benfeitores espirituais são os trabalhadores de Nosso Senhor, não importa a linha espiritual na qual laboram. Sempre agradeça a eles, pela proteção e luz.
Todavia, se os guias espirituais ajudam, também é verdade que os homens precisam fazer sua parte.
Que vigiem e orem, e exorcizem as emoções podres de seus anseios. Que renunciem aos desejos torpes de vinganças.
Que esqueçam as ofensas e se dediquem a alguma causa nobre e verdadeira.
Ninguém é vítima do destino! Todos são passíveis de falhas na jornada, como também de atos elevados.
E todos são capazes de seguir em frente… Tem muito coração zicado nessa vida dos homens terrestres, e muitos espíritos zangados na cola deles.
Ainda bem que, lá da Aruanda (3), vem aquela luz que ilumina a fé dos filhos que querem a cura do próprio espírito.
Como você escreve sobre as coisas do espírito, fale para as pessoas daquela chuva luminosa que os guias produzem sobre as cabeças dos filhos que se esforçam na senda da luz e do bem.
Aquela luz de Aruanda… Aquele amor que cura o coração. Fale das egrégoras (4) invisíveis que sustentam os bons pensamentos e os bons ideais, para que muitos outros se liguem a elas e se protejam das vibrações pesadas.
Filho, olhe essa estrela sobre a sua cabeça. É linda e brilhante. Você sabe o significado dela, e sabe quem a enviou para iluminar o seu caminho.
Pense que o brilho e a proteção que dela emanam possam ser irradiados para outras pessoas.
Que Oxalá abençoe as pessoas zicadas e as cure do mal que trouxeram para dentro de si mesmas.
Que Ele propicie um momento de despertar para elas. Fique na paz de Nosso Senhor! Na luz de Aruanda.
Na fé! – Pai Joaquim de Aruanda – (Recebido espiritualmente por Wagner Borges – São Paulo, 16 de dezembro de 2005.)

Bom dia a todos:Mensagem de Preto Velho (para Umbandistas e afins)? A vidência, não deve ser encarada como um “buraco de uma fechadura” Onde qualquer um olha, vê e fala o que deseja sem medir as consequências de seus atos A vidência,

como qualquer outra faculdade mediunica, deve ser encarada com responsabilidade e bom senso Devendo a mesma ser utilizada somente quando necessário e não a titulo de adivinhação, mas sim, de caridade com nosso semelhante Lembrando as palavras do saudoso Caboclo Mirim: “Umbanda é coisa séria, pra gente séria”

E na qualidade de espíritos em evolução que todos somos arriscamos completar: “Mediunidade não é jogo de exibicionismo, mas sim, dom divino que dever ser conduzido com bom senso, responsabilidade e humildade”

PAI ANTONIO DAS ALMAS

Acordem Para a Vida!

Na dificuldade de encarar a vida, é sempre fácil
responsabilizar os outros;

Na dificuldade de se relacionar com os outros, é sempre
fácil olhar os defeitos;

Na dificuldade de amar o próximo, é sempre fácil
escolher a indiferença;

Na dificuldade de competência para ser feliz, é sempre
fácil infelicitar os outros;

Na dificuldade de caráter é sempre fácil o
nivelamento alheio;

Na dificuldade de atitude é sempre fácil condenar o
carma;

Na dificuldade de buscar caminhos retos, é sempre
fácil procurar atalhos;

Na dificuldade de obedecer a ordens, é sempre fácil se
julgar injustiçado;

Na dificuldade de compreender liberdade, é sempre
fácil buscar a libertinagem;

Na dificuldade de lágrimas sinceras, é sempre fácil
o sorriso falso;

Na dificuldade de exercitar a mente, é sempre fácil
obter respostas prontas;

Invariável reconhecer que para as nossas dificuldades,
sempre temos desculpas variadas, mas, para as dificuldades dos
companheiros que nos acompanham no dia a dia sempre temos
condenações.

Por que será que exigimos tanto do outro quando não
lhe suportamos as exigências?

Alguns poderão responder: é o instinto de conservação que fala
mais alto, temos que nos defender!

Então nêgo velho pergunta: que diacho de conservação é essa
que só guarda o que não é bom? Num existe mandinga pior do que
carregar bagagem desnecessária e se suncês tão carregando
egoísmo, vaidade, orgulho e prepotência. Tão é perdendo
tempo!

Mas aí suncês vão dizer: Pai Firmino a natureza não dá
saltos! E eu vou arresponder: concordo com suncês meus fios! Ela num
dá salto, mas, cumpre as funções estabelecidas por Zambi.

Ao invés de suncês querer ser o que não são, procurem ser o
que podem ser meus fios, tenham humildade em tudo que façam e
reconheçam que só aprendendo a vencer suas dificuldades é que
suncês sairão vitoriosos.

Acordem para a vida! Pois, guia nenhum vai fazer o que cabe a suncês
fazerem.

Naruê meu Pai!

Patacori Ogum

Ogunhê!

Fonte: Pai Firmino do Congo

Faz caridade fio, faz caridade fio!

Assim era as fala do negro Ambrósio através do
aparelho mediúnico que lhe servia de canal para fazer proseador.

Não era a primeira que aquele consulente ouvia esse
conselho do Pai Velho, já havia se passados oito meses desde o
primeiro dia que aquele senhor tinha adentrado ao terreiro, passando a
fazer parte da assistência, sempre voltando ao negro Ambrósio para
tirar suas duvidas.

Naquele dia ele estava decidido. Iria perguntar ao Velho
porque toda vez que falava com ele escutava o mesmo conselho? Será
que como espírito não estava vendo que ele já estava fazendo
sua parte?

Esperou ansioso a sua vez. Aquela noite seria especial,
seria diferente das outras, aquele encontro marcaria uma nova etapa no
caminhar daquele senhor.

Como sempre fazia, mais por repetição do que mesmo por
convicção, se ajoelhou diante do negro Ambrósio e foi dizendo:

– Benção vô Ambrósio, hoje venho lhe pedir uma
explicação para melhor entender o que o senhor me diz.

– Oxalá te abençoe meu fio! Negro Ambrósio fica feliz
com sua presença e gosta de fazer proseador com todos os fios que
aqui vem.

– Meu vô, como o senhor mesmo sabe já faz algum tempo que
venho a essa casa e falo com o senhor. Como já lhe disse não tenho
uma situação financeira ruim, ao contrário, nunca tive problemas
dessa ordem o que sempre me facilitou uma vida com fartura e bem-estar
desde a infância.

– Certo meu fio, negro Ambrósio já tem cunhecimento de
tudo isso que suncê falou.

– É meu vô, por essa razão gostaria de lhe perguntar
porque o senhor toda vez que fala comigo me aconselha a fazer a
caridade? O senhor não já sabe que faço isso todo mês
entregando gêneros alimentícios aos que estão carentes? Além
do que, na minha empresa mantenho uma creche para os filhos dos meus

empregados para que assim possam trabalhar com mais tranqüilidade.
Por isso gostaria que me explicasse o porquê desse conselho, dentro
da minha consciência cumpro com meu compromisso.

– É verdade meu fio, tudo isso que suncê falou pra negro
veio, faz parte de seu compromisso e fio cumpre direitinho sua parte.
Porém fio esse compromisso faz parte de seu social. Suncê alimenta
o corpo material que precisa de sustentação pra ficar de pé, pois
se não for assim fio tem prejuízo, só que o fio também
precisa distribuir o pão espiritual e assim fazer a caridade.

– Não entendi meu vô seja mais claro? Que caridade
espiritual é essa?

– É a mesma que esse meu aparelhinho faz aqui no terreiro.
Suncê precisa assumir sua condição de médium.

Espantado, disse o senhor: como é que é vô Ambrósio
o senhor está me dizendo que tenho compromisso com a mediunidade na
Umbanda é isso?

– É isso sim, meu fio. Suncê tem compromisso com essa
banda.

Ante as muitas verdades que ele já tinha ouvido, nunca uma
afirmação estava tanto a lhe remoer a alma. Como seria possível?
Achava bonito a Umbanda, gostava do cheiro das ervas e do cachimbo dos
vôs, mais daí então a ser médium era demais para ele.

Mesmo de forma acanhada buscando aparentar tranqüilidade
aquele senhor disse ao vô:

– Meu vô acho que há um equívoco, pois nunca senti nada
a respeito da mediunidade.

– Num sentiu porque se prende e que não quer dizer ou suncê
acha que nego veio não vê o companheiro de Aruanda que lhe
acompanha e que hoje está dando autorização pra fazer esse
conversado? Meu fio diz que gosta do cheiro das ervas e desse terreiro
– o que é uma verdade – mas o que fio não se vê é dobrando
o corpo para prestar a caridade, deixando assim que seu Pai Preto
também lhe traga lições para seu caminhar. Então meu fio,
enquanto suncê não entender, nego veio vai continuar repetindo o
conselho: faz caridade fio, faz caridade fio! Mesmo que tenha que
arrepetir isso por muitas veis, pois água mole em pedra dura fio,
tanto bate inté que fura. Olha fio! Eu tenho um compromisso moral
com esse companheiro de Aruanda que te acompanha e te agaranto que
não será de minha parte que não será cumprido. Pensa no que
esse veio te falou e dispôs vem prosear novamente, pois o passo de
veio é miudinho e devagarzinho, só tem uma coisa fio: o tempo
corre e espero que suncê queira aproveitar enquanto tá desse lado
de cá!

Aquele senhor se levantou da frente de negro Ambrósio sem
dizer mais nenhuma palavra, seria preciso tempo para digerir tudo que
ele tinha ouvido.

Oito meses se passaram depois daquela prosa, ninguém no
terreiro tinha visto novamente aquele senhor na assistência.

Era 13 de maio, gira festiva de preto velho, os trabalhos tinham
se iniciado. Negro Ambrósio olhava para a porteira do terreiro como
se estivesse a esperar por alguém e assim cantarolava “acorda
cedo meu fio, se com velho quer caminhar, olha que a estrada é longa
e velho caminha devagar, é devagar, é devagarinho quem anda com
preto velho nunca ficou no caminho”. Acostumados com a curimba os
filhos da corrente repetiam os versos sem perceber que naquele dia a
entonação estava mais dolente. Mais um filho de Zambi venceria uma
etapa, mais um seria libertado.

E foi olhando para a porteira que negro Ambrósio viu aquele
senhor adentrar no terreiro, com os olhos rasos d’água e de joelhos
se postar assim dizendo: Vô Ambrósio se é verdade que tenho
essa tal mediunidade aqui estou para aprender a fazer caridade, nesses 8
meses minha vida perdeu a alegria, relutei muito para chegar aqui
novamente e não nego que fugi por vergonha se ainda houver tempo…

Aquele senhor nem chegou a ouvir a resposta do negro
Ambrósio. Do seu lado já se encontrava um negro que de forma doce
e amorosa assim falou: Meu fio a quanto tempo espero por esse momento,
por esse reencontro. Vamos trabaiá meu fio nas bênçãos de Zambi
e na fé de Oxalá!

Diante dos filhos daquela corrente, aquele homem branco, de
olhos claros, quase translúcidos, alto, dava passagem nesse momento a
mais um preto velho e foi curvando aquele corpo que se ouviu a voz da
entidade assim dizer: Bendito e louvado sejam o nome de nosso Pai
Oxalá! Saravá negro Ambrósio! Pai Joaquim das Almas se faz
presente nesse Gongá!

– Saravá Pai Joaquim!

E daquele dia em diante mais um filho começava a sua
caminhada. Mais um chegava a corrente da casa. Mais uma estrela passou a
brilhar nos céus de Aruanda!

Saravá Preto!!!

Sabedoria de Preto-Velho*

Sentados num banco de praça estavam quatro pensativos jovens, que traziam consigo

algumas dúvidas e preocupações ante o futuro, às quais não conseguiam solucionar devido ao pouco conhecimento que tinham a respeito da vida. Três destes garotos possuíam comportamentos desregrados e viciosos, adeptos do comodismo social: “cuido de mim; os outros que cuidem de si próprios!”.
Apenas um, do quarteto, tinha como conduta a prática do Bem, da caridade fraterna, pouco se importando com posses materiais e prazeres mundanos.

Ao longo dos meses, os jovens continuavam a se encontrar periodicamente no local, ainda com as antigas indagações. Numa determinada tarde, distraídos, foram surpreendidos pela presença amiga de um homem negro de avançada idade que, pitando um

fumegante charuto numa posição não mais ereta, apoiava-se num bastão de madeira já carcomido pelo tempo.
“Quantas dúvidas, meus filhos? Desabafem com o velho aqui.
Podem começar vocês três, ainda iludidos pela saciedade dos prazeres viciosos, e me exponham suas inquietações”, falou-lhes com serenidade e franqueza.
Vitimados pelo egoísmo e ambição, interrogaram o Preto-Velho a respeito de ganhos materiais, felicidade imediata e conquista de poder, ou sejam, frivolidades. Logo após, partiram, tendo todas as questões respondidas com sabedoria e desprendimento, típicos adjetivos de quem lutou pelo ideal da liberdade, vitimado pela dor e pelo cansaço que a chibata e o tronco lhe causara no passado.

Enquanto isso, reflexivo, o jovem de ilibada moral que ali permanecia, indagou: “velho amigo, porque fui o último a ser chamado se – comparado com os demais – sou o que mais tem procurado o caminho da Verdade? Meu esforço terá sido em vão? Quanto à dúvida que me trouxera aqui, pergunto….”. “Um momento, irmão!” Interrompeu a explanação o ex-escravo, envolvendo-o com sentimentos de Amor. “Captei em meu campo vibratório teu motivo de aflição.
A luz pueril que emite teu Espírito faz-me perceber a elevação que buscas para tua alma de aprendiz.
Jesus Cristo, o maior psicólogo que a Terra conheceu, afirmou com bondade e sabedoria que os últimos seriam os primeiros e que os sãos não teriam necessidade de médico.
Sabe o que Ele quis dizer com isso, meu filho? Nesta situação, em particular, afirmo que teus amigos preocupam-se demasiadamente com situações que não contribuem com a marcha que os leva até Deus.
Estão, como vês, doentes, na concepção de doença empregada pelo Cristo Consolador, necessitando de esclarecimento para acertarem o passo na conduta de seus destinos.”

Silenciou alguns segundos, a fim de que o jovem assimilasse bem suas palavras e prosseguiu: “Ao contrário deles, estás tu, empenhado no Bem, seguindo a moral cristã e ultrapassando as adversidades da vida.
Estás com o Espírito sadio, por isso não necessitas de médico, conforme o ensinamento do Mestre.
Fostes o último a quem chamei para dialogar, mas serás o primeiro a ingressar no reino de Deus.
Quanto a tua antiga dúvida, filho, a entidade que sentes ao teu lado, intuindo-te e guiando teus passos, sou eu, um Preto-Velho, segundo conceito da Umbanda.
Sou um irmão familiar teu que muito sofreu no Brasil escravista e que o acompanha para aclarar teus pensamentos.
Vês-me com os olhos da alma, sendo detentor de faculdade mediúnica.
Sugiro que freqüentes um Centro Espírita e ingresses num grupo de estudos.
Leia as obras básicas do codificador Allan Kardec, para que possas educar tua mediunidade e servir com paz teus semelhantes. Esta é tua missão no Plano Físico. Vou partir, afirmando-te que os últimos serão os primeiros.
És o menos necessitado, por isso esperaste alguns minutos a mais pelo atendimento.”

Um imenso clarão de luz irrompeu do Alto e uma falange de Espíritos Protetores formou um salutar cordão magnético, partindo, junto ao Preto-Velho, para Aruanda, o Plano Espiritual.

* O título desta crônica faz alusão à obra ditada pelo Espírito Pai João de Aruanda, psicografada pelo médium Robson Pinheiro.

A vos do Silêncio. O atendimento da noite agora encerrava naquela terreiro de Umbanda.
Alguns dos pretos velhos que haviam trabalhado, desligavam-se de seus aparelhos, não sem antes equilibrá-los com energias edificantes e benfazejas.
Um dos médiuns, após, praticamente “despachar” seu protetor, apressou-se em ajoelhar-se aos pés da preta velha que ainda permanecia incorporada, para solicitar aconselhamento.
O bondoso espírito acolheu amorosamente suas lamentações como o fez com todos os outros que haviam passado por ela naquela noite.
Ouviu a tudo fumegando seu cachimbo, porém nada falou.
Saravou aquele filho, agradecendo- o pela caridade que havia prestado e assim se despediu, largando seu aparelho.
O médium por sua vez, desajeitadamente se retirou sem conseguir entender o silêncio da Preta Velha.
Um misto de rejeição e indignação passou a povoar seus sentimentos.
– “Então é assim! Eu fico fazendo caridade por horas a fio e quando solicito ajuda o que recebo?” Enquanto a corrente mediúnica realizava as preces de encerramento da sessão, ele sentiu uma inexplicável sonolência que o obrigou a dirigir-se diretamente para casa, ignorando o programa prévio de sair com os amigos para mais uma noitada de lazer em bares da cidade.
Mal adormeceu, em corpo astral, através do desdobramento, percebeu estar ajoelhado sobre folhas verdes e cheirosas num ambiente simples, cujas paredes eram feitas de bambu, o teto de folhas de coqueiro e o chão de terra batida. Algumas tochas iluminavam o local e havia uma cantiga no ar que ele bem conhecia.
Sentindo a presença de alguém, virou-se e o viu sentado em seu tosco banco com aquele sorriso matreiro e cachimbo no canto da boca.
Sua roupa, bem como seus cabelos brancos contrastavam com a pele negra.
Os pés descalços e calejados.
No pescoço um rosário cujas contas eram pura luz. Sim, era ele, Pai Benedito, seu protetor.
– Saravá zin fio! – Saravá meu Pai! – Pai Benedito chamou o filho até sua tenda para poder explicar tudo aquilo que você não conseguiu entender com a orientação da mana lá no terreiro da terra.
– Meu Pai, ela nada falou… – E suncê se magoou, não foi? – -É… não compreendi.. .
– Por isso Pai Benedito o trouxe até aqui e vai explicar.
Os filhos da terra ainda não conseguem compreender a mensagem do silêncio devido as suas mentes aceleradas pelo imediatismo, pela falta de concentração e pelo vício de “receitas prontas”.
A mana que nada disse ao filho, agiu assim justamente para incentivar a sua busca das respostas.
Queria que o filho, instigado pela falta do aconselhamento a que vinha se acostumando, pudesse parar e pensar.
Pensar em todos os conselhos que seu protetor, através de seu aparelho, havia passado para as pessoas que atendera lá no terreiro há momentos atrás.
O silêncio da preta velha, quis dizer ao filho que o primeiro e maior beneficiado da abençoada tarefa mediúnica é o próprio mediador.
A sua característica de médium consciente permite que receba e transmita os nossos pensamentos e os bons fluídos dos quais se torna canal.
Para que o intercâmbio “médium-espírito” aconteça, pela bondade divina , o corpo astral do mediador é previamente preparado antes de reencarnar através da “sensibilização fluido- mediúnico” de seus centros de forças para que assim se dê a afinização com seus protetores.
Durante toda a vida encarnada, é ainda alertado e amparado para que possa exercer o mandato dentro do programado.
No entanto, existe um carma envolvendo tudo isso e o fato dos filhos prestarem a caridade não os isenta dos entrechoques a que estão sujeitos na matéria, que nada mais são do que ensinamentos necessários do certo e do errado.
Respeitando as escolhas feitas, esses protetores tantas vezes, mesmo e apesar de todo esforço, perdem seus pupilos para os descaminhos da vida, e então resta-lhes aguardar que o relógio do tempo os traga de volta pela mão da dor.
Pai Benedito não se entristece se o filho por vezes o dispensa ou não entende suas mensagens.
Nem mesmo quando o filho desfaz as energias recebidas após o trabalho de caridade através da busca de prazeres ilusórios e momentâneos.
Apenas ajoelha diante do congá, que no plano astral fica sempre iluminado pelas velas da caridade prestada nas poucas horas em que a corrente de médiuns se reúne na terra, e implora ao Pai Oxalá a sua compreensão para todos os espíritos que ainda teimam em permanecer colados às suas mazelas no plano terreno. Por isso filho, estando aqui em frente a este espírito que tanto o ama e cuja ligação perde-se no tempo, peço que desabafe suas dores, que tire as dúvidas que angustiam seu coração.
Agora o silêncio era todo seu.
Apenas as grossas lágrimas que desciam de sua face falavam de sua pouca fé, de seu descrédito até então, pela própria mediunidade. De seus momentos de incertezas quanto a estar servindo realmente de canal para Pai Benedito, de seus medos em relação ao animismo e da confusão que fazia dele com a mistificação.
Mas principalmente de sua vontade de largar tudo pelos prazeres do mundo, afinal era muito jovem ainda para levar uma vida regrada em função da mediunidade.
– Pai Benedito compreende a angústia do filho, mas pede que revise os tantos avisos que recebeu em seus sonhos, nas palestras instrutivas que ouviu lá no terreiro, nos livros que chegaram até suas mãos e nas tantas vezes que a Preta Velha o instruiu, o aconselhou. Onde estão estas informações?
Para quem eram dirigidas nossas palavras nos atendimentos, senão para você que as ouvia antes de repassá-las? Nada é proibido aos filhos no estágio da matéria, mas em tudo deverá existir o equilíbrio.
O silêncio da Preta Velha havia sido traduzido e agora ele conseguia compreender que fora o melhor, dos tantos conselhos que ouvira dela. Fechando seus olhos, a ela agradeceu mentalmente e quando os abriu, além do cheiro de incenso e da claridade que se instalara naquele ambiente, percebeu que tudo modificara.
A humilde tenda agora era um templo iluminado por vitrais coloridos que formavam filetes de luz que se entrecruzavam num quadro de beleza estonteante.
No chão, ao centro, em esplendoroso piso vitrificado havia o desenho de uma mandala, que de seu centro irradiava luz dourada. Já não estava mais diante daquele Pai Velho em humildes trajes, pois ele havia se transfigurado num ser de características orientais, de olhar penetrante.
Nada pode pronunciar, sua voz embargou. Havia que se fazer o silêncio para que só ele traduzisse a mensagem agora recebida. Naquela manhã acordou muito cedo, tendo plena lembrança de seu “sonho”. No ar, ainda o cheiro do incenso.
Não fosse a exigência da vida física, ficaria o dia todo calado, saudando o silêncio da Preta Velha.
“Que nos ouça, quem tem ouvidos de ouvir”. Saravá aos filhos da Terra! Vovó Benta Maria Santíssima, com Sua simples presença, emana uma Luz suave e cálida que faz com que os corações que se elevam para o amor infinito, se encham de serenidade e paz. Como o sol anuncia a manhã e ilumina o dia, peçamos à Maria que ilumine nossos caminhos e faça com que nossos corações, batendo junto ao Seu Coração, possa entender Seu amor Maternal.

      preto_velho8

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Conselhos aos casais

Conselhos aos casais

O objetivo deste site sempre foi ajudar alguém de alguma forma.
Essa página é dedicada a casais que possam estar atravessando
alguma crise em seu casamento.
Queremos ajudar você a refletir melhor sobre seus sentimentos.
Assista atentamente os videos, Boa leitura.
Que Deus ilumine sua mente e toque no seu coração nesse instante.

CRISES NO CASAMENTO POR DESLEIXO, ROTINA E DETERIORAÇÃO DA VIDA CONJUGAL Rafael Llano Cifuentes

O matrimônio deteriora-se quando não se renova, quando se permite que entre nos trilhos da rotina. Há uma rotina indispensável e benéfica que nos permite cumprir com regularidade, constância e pontualidade os nossos deveres espirituais, familiares e profissionais.
Esta rotina constrói uma estrutura de vida sólida, cria um comportamento homogêneo que nos ajuda a libertar-nos da espontaneidade meramente anárquica, dos caprichos emocionais dissolventes e perniciosos.
Mas existe uma outra rotina, a rotina mortífera, que deve ser afastada como a peste.
É uma rotina que, pouco a pouco, como uma sanguessuga, vai dessangrando o con vívio conjugal.
Todos os dias um pouco.
Imperceptivelmente, endurece-nos, converte os nossos atos em algo mecânico, torna-nos autômatos, robôs sem vida, extingue o calor e a alegria de viver e de amar.
Esta rotina provoca um desgaste progressivo na vida familiar, uma perda de energias, uma espécie de anemia vital que torna a existência cinzenta, anódina, incolor. Lembro-me daquela música dos anos 60 cantada por Ronnie Von: “A mesma praça, os mesmos bancos, as mesmas flores, o mesmo jardim, tudo é igual, assim tão tris te…” Alguns poderiam queixar-se, de forma semelhante: “A mesma esposa, a mesma família, o mesmo trabalho, a mesma paisagem, a mesma “droga de sempre”… É tudo tão triste e cansativo…” Talvez se consiga continuar caminhando mesmo assim.
Externamente, o casal vai mantendo as aparências, como um móvel visitado pelo cupim, corroído por dentro.
Por fora, nada se percebe, mas de repente tudo desmorona, os cenários desabam, as fachadas caem e aparece um panorama desolador: “Meu Deus, toda a minha vida, daqui para a frente, vai ser igual”… E entra-se numa espécie de letargia mortífera. Muitas infelicidades, muitas crises conjugais, muitas deserções são provocadas por esse fenômeno.
Quando na nossa vida diária não “contemplamos o amor”, não renovamos o amor, caímos nessa rotina que mata.
Os mesmos bancos, as mesmas flores, o mesmo jardim, a pesada monotonia do que é sempre igual, deve-se – como dizia ainda a canção – a que “não tenho você perto de mim”.
Quando o amor está ausente, tudo é tão triste…! Você talvez já tenha passado por uma experiência parecida.
Estava trabalhando numa tarefa extremamente enfadonha, repetitiva, rotineira… e pensava: “Tomara que termine logo”… De repente, alguém que você ama muito pôs-se ao seu lado e disse-lhe: “Deixe que lhe dê uma mão. Ao menos, deixe-me ficar com você até terminar”… E, naquele momento, você murmurou: “Tomara que não termine nunca!” As mesmas circunstâncias mudam substancialmente quando o amor está presente.
A mesma família, a mesma esposa…, mas tudo é diferente porque se soube remoçar o amor: as pupilas, dilatadas pelo amor de Deus, pelo amor ao cônjuge e aos filhos, conseguem enxergar uma nova família, uma nova esposa, um novo trabalho todos os dias. O poeta francês Lamartine passava horas a fio olhando sempre para o mesmo mar.
Alguém lhe perguntou certa vez: “Mas não se cansa de olhar sempre a mesma vista?” – “Não – respondeu -; por que será que todos vêem o que eu vejo e ninguém enxerga o que eu enxergo?” A sua alma de poeta permitia-lhe ver realidades diferentes nas paisagens de sempre.
A alma contemplativa que o amor nos confere dá-nos também essa acuidade espiritual que nos permite ver mundos novos por trás das aparências sempre iguais do monótono viver diário.
Em contrapartida, quando não existe uma viva preocupação por renovar o amor como o fator mais importante da vida conjugal e familiar, aparecem esses matrimônios corroídos pela monotonia. Lembro-me do Gilberto e da Cida.
Acompanhei as suas vidas desde o início do casamento. Amavam-se muito. Gilberto, jovem advogado que achava lindíssima a sua “Cidinha”, trabalhou muito e prosperou.
Aconselhava-se espiritualmente comigo. Depois de catorze anos de casamento, Gilberto disse-me um dia:
– O meu casamento entrou em crise. Morro de tédio e monotonia.
Todos os dias, quando me levanto, vejo a Cida despenteada, sem se arrumar, horrorosa, com os pés enfiados nuns chinelos horríveis que não troca faz quinze anos, arrastando-se pelos corredores, cansada… Abro a porta do quarto e encontro as crianças, que já são adolescentes, discutindo, brigando… A minha casa parece um zoológico… “Depois, chego ao escritório e encontro lá a Mônica, uma estagiária. O panorama muda da água para o vinho. Ela é encantadora. Acho que tem uma queda por mim… Aproxima-se, charmosa…: “O senhor parece cansado…; não quer que lhe traga uma aspirina com uma coca-cola?” E afasta-se com um andar cadenciado que me arrebata… Estou perdendo a cabeça… Em casa, sinto-me acorrentado… Tenho necessidade de libertar-me.
Por que condenar-me à prisão de um amor que já morreu? O contraste entre a Mônica e a Cidinha é muito forte… Não sei, não… O que me aconselha?… – Eu lhe daria quatro conselhos – respondi -, mas preciso antes que você me diga se está disposto a cumpri-los.
– Sempre aceitei e pratiquei os seus conselhos, e não é agora, neste momento crítico, que deixarei de segui-los! – O primeiro – prossegui -, é que mande embora a estagiária…
– Não! Isso não!! – Prometeu seguir os meus conselhos… Ao menos, dê-lhe trinta dias de férias remuneradas… – Isso sim, posso fazer… – Em segundo lugar – acrescentei -, leve o seu filho mais velho à igreja em que você se casou, e, diante do altar e do sacrário onde você prometeu à Cida que a amaria até que a morte os separasse, diga ao seu filho que pensa trocar a mãe dele pela Mônica…
Já imaginou o que lhe responderá esse seu filho, que lhe parece um “bicho do zoológico”, mas que ama o pai mais do que tudo no mundo? Quer que lhe diga?: “Pai, esperaria qualquer coisa de você, menos que fizesse uma cachorrada dessas com a minha mãe”… – O senhor está sendo duro demais – retrucou o meu amigo. – Não. Pense que estou apenas adiantando o que, muito provavelmente, lhe dirá o seu filho…
“Terceiro conselho: olhe a Cida com outros olhos, como a mãe dos seus filhos, como aquela que perdeu a juventude e a beleza ao seu lado, que já fez o papel de enfermei ra – quantos remédios ela já não lhe levou à cama! -, mãe e companheira amorosa; e, especialmente, recomendo que aprofunde mais na sua vida espiritual, que está muito desleixada: daí tirará forças.
E, por último, antes de ter essa conversa com o seu filho, espere que eu fale com a Cida… Diga-lhe que marque uma hora comigo… Veio a Cida, toda inocente, desarrumada, despenteada:
– Cida, por favor, arrume a “fachada” e… compre outros chinelos! A Cida era inteligente.
Foi ao cabeleireiro, comprou roupas novas, uns chinelos novos, tornou-se mais carinhosa com o Gilberto, preparou as “comidinhas” de que ele gostava… e terminou “reconquistando” o marido.
Quando a Mônica voltou de férias, o Gilberto dispensou-a sumariamente.
Hoje, Gilberto e Cida são muitos felizes.
O filho mais velho formou-se em Engenharia.
Nem suspeita de nada.
Continua adorando o pai, como os demais irmãos.
Muitas vezes penso o que teria acontecido a essa família se o Gilberto se tivesse deixado enfeitiçar pelo canto da sereia.
É evidente que nem o marido nem a mulher devem permitir esse desgaste.
A monotonia densa, pesada, que torna a vida uniforme, insípida, tediosa, insustentável, venenosa, reclama clamorosamente uma renovação.
Outra recordação que talvez seja útil.
Um amigo veio-me fazer uma confidência sobre as “amarguras” do seu casamento: – A Elizabeth está esquisita, anda queíxando-se continuamente de stress; sente-se abafada dentro de casa; diz que não tem horizontes… – Mas ela era alegre, animada, esportista… Por que você não tem a coragem de perguntar-lhe à queima-roupa: “Que você gostaria de fazer um dia qualquer deste mês? Diga, por favor, rapidinho”… Ele fez a experiência e ficou “bobo”:
– Ela começou a pular e rir como uma criança… “Você fala a sério? Eu quero ir à praia de Búzios e comer uma suculenta peixada depois daquele banho de mar, no mes mo quiosque onde nós íamos namorar…” Quando eu concordei, rindo, foi como se o véu da desmotivação que cobria o seu rosto caísse por terra num instante.
Fomos à praia, almoçamos como quando éramos namorados… e regamos a “peixada” com uma cerveja geladinha… O senhor quer saber de uma coisa?
Ela não arreda pé … Cada trinta dias me pergunta: “Vamos a Búzios?” Faz dois meses que não discutimos.
Ela está muito bem disposta… parece que o cansaço acabou… Renovar-se ou morrer, dizem os franceses; é preciso superar essa seqüência cinzenta de dias e semanas; é mister uma renovação de idéias, projetos e programas de vida, introduzindo em cada semana uma pequena novidade, um passeio, um jantar fora de casa, um “dia azul”… e a cada biênio um novo roteiro de férias, uma pequena reforma na casa; e, para as mulheres especialmente, uma renovação da fachada, do visual, do penteado…, esforçando-se por estar sempre atraentes, dentro de casa ainda mais do que fora, a fim de conquistar e reconquistar o seu marido todos os dias.
Mas o que é mesmo absolutamente necessário é o fortalecimento espiritual.
Como já dissemos, é do fundo da alma que brotam, como de uma fonte, novas perspectivas de vida. O Espírito Santo permite, como diz a Sagrada Escritura, que a nossa juventude se renove corno a da águia! (SI 102, 5).
Todo o amor genuíno, seja qual for a sua natureza, tem em Deus o seu fulcro e o seu término. Por isso, o problema da monotonia, do cansaço, do desgaste do amor conjugal encontra no amor de Deus o estopim da sua renovação: é o amor a Deus, vivido no meio dos afazeres diários, que dilata as nossas pupilas para que possamos, como Lamartine, encontrar no mar da família perspectivas novas, e no rosto do outro cônjuge os valores esquecidos.
Um caso que ilustra esta verdade. O marido – que já tinha passado dos sessenta, e ela idem – vinha-me dizendo havia anos que não suportava mais a mulher, que con viviam, mas trocavam poucas palavras, e que iam à Missa e faziam as suas orações cada um por sua conta. Mas ele sofria com esse seu modo de ser, pouco flexível em questões domésticas, e lutava por vencer-se. Um dia, porém, chegou com um largo sorriso: “Sabe? Desde há um mês, voltamos a rezar juntos, minha mulher e eu”. Parece uma bobagem, mas esse gesto comum – rezar juntos – derrubou as barreiras. No início custou, mas pouco a pouco converteu-se no sinal mais claro e mais seguro da reversão de uma crise matrimonial que se vinha arrastando, surda e tristonha, havia décadas.

Fonte: “As crises conjugais”, Rafael Llano Cifuentes,

Editora Quadrante, São Paulo, 2001, pp.70-76


Os 10 Mandamentos do Casal.

“Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo….qualquer um pode recomeçar e fazer um novo fim.”

O destino não é responsável pelas consequências,somos nós que construímos nossos dias,nossas vidas e principalmente os amores que moram em nossos corações.
Cuide bem do seu amor,depois de perder,é que talvez,aprendemos a dar valor…mais aí, pode ser tarde demais!!!

Os 10 Mandamentos do Casal.

“Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo….qualquer um pode recomeçar e fazer um novo fim.”

O destino não é responsável pelas consequências,somos nós que construímos nossos dias,nossas vidas e principalmente os amores que moram em nossos corações.
Cuide bem do seu amor,depois de perder,é que talvez,aprendemos a dar valor…mais aí, pode ser tarde demais!!!

Do fundo do coração desejo ter te ajudado.
Um abraço fraterno.
Beto de ogum.

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Como acontece a Gira

Como acontece a Gira

A Gira, sessão espírita da Umbanda, começa com o medium líder, que é chamado Babá, Pai de Santo, Mestre entre outras denominações, defumando e enfumaçando os seguidores e firmando o Congá. Firmar o Congá é encher taças com água, para condensar energia, acender sete velas, uma para cada Orixá e fazer uma oração mental “edificante”. Depois, “firma a Tronqueira da casa” acendendo uma vela e servindo cachaça para o Exú chefe. Outro sincretismo da “religião original”, posto que no Candomblé, mais antigo, todos os rituais começam com oferenda a Exú, aquele que é intermediário entre homens e Orixás. A seguir, mais fumaça nos consulentes.

Os mediuns vestidos de branco posicionam-se, em relação ao Congá: mulheres à esquerda; homens à direita e os consulentes sentados. O medium-chefe, então, pede a proteção dos Orixás e das entidades e faz uma palestra de abertura para sintonizar a platéia com vibrações positivas. Começam os pontos cantados e os mediuns, incorporando os Eres, os espíritos de “crianças” para fazer o atendimento espiritual.

Encerradas as consultas, após 10 minutos de intervalo, começa outra Gira que deverá convocar os espíritos dos caboclos, novamente embalados pelos cantos. Com os caboclos, mais fumaça, porque estas entidades gostam de charutos. Repete-se o intervalo que precede a terceira sessão: a Gira dos Pretos-Velhos, que preferem fumar em cachimbos. Finalmente, procede-se à Gira dos Exús que também são fumantes de charutos e têm a função de cumprir as determinações deliberadas nas Giras anteriores, ou seja, fazer o serviço. Como já foi mencionado, existem também as Giras internas, fechadas ao público, destinadas aos adeptos que precisam “desenvolver a mediunidade”, estudar a “doutrina” ou, ainda, para a limpeza espiritual da Tenda.

Gira de Umbanda:

é um termo cujo significado é sessão umbandista, com cânticos, danças, rezas e passes magnéticos fluidificados. As giras internas são fechadas para os que estão se iniciando na religião, desenvolvendo a mediunidade; as giras externas, abertas ao público, destinam-se à promoção de curas e resolução dos mais diferentes problemas.

O desenvolvimento Mediúnico.

A gira de desenvolvimento Mediúnico visa desenvolver não só o contato com as outras esferas, mas antes desenvolver e aprimorar suas próprias capacidades internas, melhorando seu relacionamento com o seu semelhante e com o mundo que o cerca .

è no desenvolvimento que o médium aprende que a mediunidade não é brincadeira, é tão séria que chega interferir na vida do médium em seus aspectos mais profanos, o fato de alguém ser médium não quer dizer em absoluto q seja melhor do que os outros pelo contrário,

Existe deveres e obrigações a serem cumpridos perante a comunidade.

è necessário que se adaptemde forma disciplinada e responsável ao meio que se vive.

Hierarquia dentro dos Terreiros de Umbanda

Dentro dos terreiros de Umbanda existe organização e disciplina, além de todo um sistema que objetiva manter esta organização, alguns terreiros, dependendo do tamanho dividem-se em parte administrativa e espiritual.
Estaremos discorrendo agora a respeito dos cargos dentro da hierarquia espiritual mais comumente encontrados nos Terreiros de Umbanda:

Babalorixá ou Ialorixá
É o dirigente do terreiro (Babalorixá se for homem e Ialorixá se for mulher).
Esta figura é a responsável espiritual por tudo que acontecer dentro da gira (antes, durante e depois). Tanto o Babalorixá quanto a Ialorixá são também chamados de Pai no Santo e Mãe no Santo. Algumas pessoas falam pai de santo e mãe de santo, consideramos essa maneira incorreta, pois é na Lei do Santo que eles são Pai e Mãe.
Eles têm a função de cuidar e zelar da vida espiritual dos médiuns do terreiro, orientar e dirigir os trabalhos abertos e fechados a público. São os responsáveis por fazer cumprir as diretrizes estabelecidas pelo Astral, para o Terreiro.

Pai Pequeno e Mãe Pequena
São os futuros Babalorixá e Ialorixá. São a segunda pessoa dentro de um Terreiro de Umbanda. Têm como função auxiliar o Babalorixá e a Ialorixá em todos os trabalhos. Outras funções específicas variarão de terreiro para terreiro.

Médiuns de Trabalho
São os médiuns que dão consulta, as suas entidades já riscaram ponto, deram nome, e passou por alguns preceitos (isto também varia de terreiro para terreiro) que os firmaram como médiuns. Alguns chamam de Médiuns prontos, outros de Médiuns batizados outros de Médiuns feitos. Essa nomenclatura também varia de acordo com a orientação do Babalorixá ou Ialorixá, da raiz da Casa ou ainda de estado para estado.

Médiuns em Desenvolvimento
São médiuns que como o nome já diz, estão em desenvolvimento. Dependendo do terreiro eles podem dar passes, já incorporam uma ou outra linha, mas ainda não dão consultas e as suas entidades ainda não deram nome ou não riscaram ponto. Estão sendo preparados para tornarem-se médiuns de trabalho.

Médiuns Iniciantes
Também como o nome diz, são médiuns que ingressaram a pouco tempo no terreiro e ainda não incorporam. Cambono (homem) e Samba (mulher).São os responsáveis por atender as entidades, no que diz respeito a acender charutos, velas, cachimbos, esclarecer a assistência o que a entidade está querendo dizer, coordenar a entrada da assistência para consulta ou passe.

Transa
É a pessoa responsável por distribuir as fichas de atendimento (quando o caso) e coordenar a entrada da assistência. Muitas vezes, dependendo do tamanho do terreiro acumula função de cambonagem.

Curimbeiro, Tabaqueiro ou Ogã
É a pessoa que bate (toca) o tambor. Na realidade na Umbanda, a concepção de Ogã é totalmente diferente do Candomblé e do Omolocô, onde a pessoa é preparada especificamente para esse fim. Não estaremos discorrendo sobre os diferentes preparos pois não é função deste SITE falar de outros credos. Mencionamos apenas a título de curiosidade.
A função do tambor é a de ajudar na invocação das Entidades, deve ter toques harmoniosos e

diferenciados para cada Linha.

Curimba é o nome que damos para o grupo responsável pelos toques e cantos sagrados dentro de um terreiro de Umbanda. São eles que percutem os atabaques (instrumentos sagrados de percussão), assim como conhecem cantos para as muitas “partes” de todo o ritual umbandista. Esses pontos cantados, junto dos toques de atabaque, são de suma importância no decorrer da gira e por isso devem ser bem fundamentados, esclarecidos e entendidos por todos nós.

Muitas são as funções que os pontos cantados têm. Primeiramente uma função ritualística, onde os pontos “marcam” todas as partes do ritual da casa. Assim temos pontos para a defumação, abertura das giras, bater cabeça, etc.

Temos também a função de ajudar na concentração dos médiuns. Os toques assim como os cantos envolvem a mente do médium, não a deixando desviar – se do propósito do trabalho espiritual. Além disso, a batida do atabaque induz o cérebro a emitir ondas cerebrais diferentes do padrão comum, facilitando o transe mediúnico. Esse processo também é muito utilizado nas culturas xamânicas do mundo afora.

Os pontos transformam – se em “orações cantadas”, ou melhor, verdadeiras determinações de magia, com um altíssimo poder de realização, pois é um fundamento sagrado e divino. Poderíamos chamar tudo isso de “magia do som” dentro da Umbanda.

A Curimba também é de suma importância para a manutenção da ordem nos trabalhos espirituais, com os seus pontos de “chamada” das linhas, “subida”, “firmeza”, “saudação”, etc. Entendam bem, os guias não são chamados pelos atabaques como muitos dizem. Todos já encontram – se no espaço físico – espiritual do terreiro antes mesmo do começo dos trabalhos. Portanto a curimba não funciona como um “telefone”, mas sim como uma sustentadora da manifestação dos guias. O que realmente invoca os guias e os Orixás são os nossos pensamentos e sentimentos positivos vibrados em vossas direções. Muitas vezes ao cantar expressamos esse sentimentos, mas é o amor aos Orixás a verdadeira invocação de Umbanda.


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Conhecendo os Falangeiros de Ogum

Conhecendo os Falangeiros de Ogum

Muito se ouve falar em “Falangeiros” dentro de nossa linda
religião de Umbanda.
Mas pouco se explica sobre o que é um Falangeiro.

Sendo assim vamos entrar no mundo dos Falangeiros, e como estamos
no mês de Pai Ogum, nosso Orixá guerreiro e protetor, decidi falar um
pouco sobre os Falangeiros desse Orixá tão conhecido e respeitado
dentro das religiões Afro-Brasileiras.

Falangeiro é aquela Entidade que está somente abaixo do Orixá, ele
comanda as legiões de Entidades e Espíritos que se afinizam na
vibração do Orixá que os governa.

Esses Falangeiros são divididos da seguinte maneira:

Ogum Megê, Ogum Beira-Mar, Ogum de Ronda ou Naruê, Ogum Matinata,
Ogum Delei ou Delê, Ogum Iara e Ogum Rompe-Mato.

Eles vem na seguinte vibração de Ogum com outro Orixá:

Ogum Megê: Trabalha em vibração com Omulú, na linha das Almas.
Ogum Beira-Mar: Trabalha em vibração com Iemanjá.
Ogum de Ronda ou Naruê: Trabalha em vibração com Exú.
Ogum Matinata: Trabalha em vibração com Oxalá.
Ogum Dilei ou Delê: Trabalha em vibração com Xangô.
Ogum Iara: Trabalha em vibração com Oxum.
Ogum Rompe-Mato: Trabalha em vibração com Oxossi.

Abaixo falaremos um pouco de cada um.
OGUM MEGÊ

Ogum Megê nos ritos de Umbanda é muito invocado para resolver casos de
feitiçaria e outros trabalhos mais pesados, principalmente os que
envolvem a Calunga Pequena, ou cemitério.

Ogum Megê anda geralmente nas encruzilhadas, e estradas que dão
acesso ao campo santo, e sua força se une com a de Omulú, o grande
guardião das almas e de sua morada.

Poderoso guerreiro, sempre está atento para o que se

Poderoso guerreiro, sempre está atento para o que se passa dentro
dos cemitérios, sendo importante que; antes de fazermos qualquer
passagem neste local, pedimos licença a ele, e pedimos sua proteção
contra Espíritos perdidos que se encontram ali.

Ogum Megê, assim como os demais Oguns, é um protetor fiel, e
sempre que por ele chamamos, encontramos pronto atendimento às nossas
súplicas.

Com sua força e luz, este Ogum ronda os cemitérios, e nada podemos
fazer sem sua devida autorização.

Era comum os umbandistas mais antigos, levarem para ele, cerveja,
velas, ou outro tipo de oferenda para que ele autorizasse aos exús
daquele lugar, que viessem atender a um chamado sempre que deles
precisassem. Hoje em dia, com novos conhecimentos, entendemos que
muitas dessas coisas não se fazem necessário, pois Ogum Megê é
sublime, caridoso e nos ajuda diante de nossa fé, apenas desejando
respeito e que não usemos o seu nome para levar ódio e maledicências
a terceiros.

Ogum Megê Usa as cores vermelha e branca, assim como a grande
maioria dos Oguns de Umbanda, fuma cigarro ou charuto e quando
incorporado, bebe de forma moderada a cerveja branca.

Só frisando que o fumo e a cerveja, fazem parte do ritual de
limpeza de ambientes e médiuns, não é para satisfazer vontades, pois
um Orixá não tem essa necessidade.

Ao invocarmos algum exú de cemitério para nos ajudar em alguma
situação, o Sr. Ogum Megê, vem imediatamente até as proximidades do
portão e busca saber a que lugar vai aquele exú, também desejando
saber o que vai fazer. E se ele não for devidamente informado, pode
impedir que aquele exú venha trabalhar, e essa é a causa de alguns
trabalhos de cemitério não renderem resultados satisfatórios.

Ogum Megê Dentro da quimbanda, assim como os demais Oguns, se
encarrega de supervisionar os trabalhos que são realizados, e se por
ventura algo de muito errado for feito, ele imediatamente comunicará
às esferas superiores e se dará assim, o início da cobrança daquele
ato, primeiramente para o exú e posteriormente para a pessoa que
solicitou o trabalho.

Saravá Ogum Megê!!!

Entre todas as qualidades de Ogum, Ogum Beira-Mar, talvez seja o
mais conhecido entre eles, pois muitos trabalham com as Entidades de
Luz dessa falange.

Um dos principais motivos é que todos filhos de Ogum tem uma ligação
direta e muito especial com Iemanjá.

A entidade que faz a ligação entre Ogum e Iemanjá, é Seu
Beira-Mar.

Essa entidade toma conta das praias, onde há a arrebentação das
ondas, é ele que encaminha os pedidos feitas a mãe Iemanjá, pois como
nas lendas dizem, “Ogum mora no mar”, portanto é lá que seu Ogum
Beira-Mar trabalha.

Quando estão em terra as Entidades desta linha são sempre eretas,
com uma postura um tanto chamativas, de peito inflado.

Podendo dentro
do Candomblé, seja que algum use capas encarnadas, e preferem
armaduras prateadas, diferente de outras entidades que usam dourado.

Sua cor vibratória é o Vermelho, mas aceitam muito bem o azul
claro, pois é sua cor de atuação.

Ogum Beira-Mar, comanda muitas falanges como por exemplo: Ogum 7
Ondas, Ogum 7 Mares, Ogum Marinho entre outros.

No caso de Ogum 7 ondas, que é o responsável em entregar as
oferendas a Iemanjá, ele vem logo após a Ogum Beira-Mar, ou seja, se
oferta algo a Iemanjá, Ogum autoriza a Ogum Beira-mar a receber, e
Ogum Beira-Mar faz a entrega a Ogum 7 Ondas para que esse entregue aos
braços da linda Iemanjá. Caso Ogum não autorize, seus pedidos e sua
oferenda não vão chegar a Iemanjá, e por esse motivo alguns pedidos
feitos a ela não são realizados.

Saravá Ogum Beira-Mar!!!


OGUM DE RONDA OU OGUM NARUÊ

Ogum de Ronda ou Ogum Naruê, chama um tanto a atenção dentro dos
Terreiros de Umbanda por estar ligado com os Exús, portanto Ogum de
Ronda ou Naruê tem dois lados, sendo um lado Ogum e outro lado Exú.

Isso quer dizer que Ogum de Ronda ou Naruê, trabalha em dois polos
energéticos, ou seja, tanto do lado positivo quanto do negativo.

Ogum de Ronda ou Naruê, vem quase da mesma vibração de Ogum Megê,
trabalha também nas Calungas Pequenas.

(cemitérios), e guarda com
firmeza as entradas de Centros e Terreiros Umbandistas.

E normal na entrada de um Terreiro de Umbanda notarmos a imagem de
Ogum de Ronda dividindo os espaços entre as assistências e consulentes
do espaço cedido aos Médiuns trabalhadores, pois, enquantos os Exus
tomam conta das tronqueiras, Ogum de Ronda protege a entrada do cômodo
onde está havendo as incorporações, desobsessões, descarregos e
atendimentos.

Também é natural se acompanhar no momento da defumação dos
Terreiros e de Médiuns, assim como todo o ambiente, o pedido dos
responsáveis pela Gira, o acompanhamento de Ogum de Ronda nessa hora.

Saravá Ogum de Ronda ou Ogum Naruê!!!


OGUM MATINATA

Ogum Matinata vibra, originalmente na linha de Ogum sem cruzamentos, é
a linha puro do Orixá Guerreiro.

Ele é defensor dos campos onde são feitas as oferendas para Oxalá,
bem comuns em colinas floridas e montes.

Ogum Matinata raramente é observado em um trabalho de incorporação
mediúnica, pois são pouquíssimos Médiuns que o tem como guia, pelo
fato de ser uma incorporação um tanto complicada, sendo um Médium com
Ogum Matinata na coroa, esse Médium tem que estar extremamente
desenvolvido para tal.

As cores de Ogum Matinata são branco e vermelho, predominando mais
o branco.

Suas oferendas devem ser sempre entregues em campos com muitas
flores.

Além de guardar as oferendas de Oxalá, vibra diretamente
com o mesmo.

Saravá Ogum Matinata!!!


OGUM DE LEI, OGUM DELÊ OU OGUM DILEI

Esse Orixá é intermediador de Ogum e Xangô, ele chama-se Ogum de
Lei, alguns chamam de Ogum Delê e outros de Ogum Dilei, depende da
região onde se encontra os Terreiros.

Todo material pesquisado sobre Ogum De Lei, não dá a grandeza
desse Orixá, pois é um tanto escasso, talvez pelo fato de que seja, um
tanto raro de ser visto em rituais de Umbanda.

Ogum De Lei são os aplicadores da lei de Xangô, pode-se chamar até
de executores das leis divinas.

Ogum de Lei, no Candomblé, usa armadura dourada e capa encarnada,
e por ser intermediador de Xangô, usa uma balança nas mãos, sempre com
uma mão sobre a espada, em sinal de execução.

Sua cores cabalísticas são branco, vermelho e amarelo.

Sua área de atuação é a entrada das pedreiras, pois nas pedras o
intermediário de Ogum para Xangô é, o “Ogum Guarda das Pedreiras”. Mas
como disse essas entidades são dificeis de se ver em terra.

Quando o Orixá Ogum manifesta-se na defesa do reino de Xangô,
encontramos o desdobramento chamado de Ogum de Lei, ou seja,
combinação vibratória do Orixá Ogum com o Orixá Xangô. Em nível de
necessidade nossa de terra (ou terreiro) é quando Ogum atua na
execução de justiça. É o Ogum da ponderação, ou seja, conquista/defesa
através da ponderação, da estratégia, da justiça e da sabedoria.

Saravá Ogum De Lei!!!


OGUM IARA

Ogum Iara, que também se pode ser escrito Ogum Yara, é uma falange do Orixá Ogum, bem
conhecido, ele trabalha em vibração com a Orixá Oxum, e também é dito
que seu trabalho vibra junto com Ibeiji, intermediando as crianças da
Umbanda.

Ogum Iara que além de sua natureza aguerrida ainda carrega o amor
característico de nossa mãe Oxum, e também a doçura das crianças, que
vibram juntamente com Ibeiji, tem como característica a proteção de
modo especial a seus filhos, a sublime demonstração de ensinamentos
além de nos dar caminhos rumo a vitória. Sendo ele um pai austero,
forte e amoroso, assim nos ensina a caminhar nessas estradas, ora
iluminadas e planas, ora escuras e cheias de obstáculos.

Dentro da Umbanda, Ogum Iara, é muito respeitado, e em um de seus
pontos cantados que diz assim:

“Ogum Iara, quando era menino, em seu cavalo branco ele foi guerrear, ele
guerreou, lá na sua banda e na nossa banda ele venceu demanda.”

Podemos observar nessa entoação, toda a bravura desse guerreiro,
sua forma destemida de encarar as demandas, sejam elas no plano
espiritual ou material.

A cor vibratória de Ogum Iara é o azul escuro. Ele trabalha nas
cachoeiras e em alguns jardins, tem como função de ser o receptor das
oferendas entregues a Oxum e também a Ibeiji.

Saravá Ogum Iara!!!

Senhor Ogum Rompe-Mato é Senhor e comandante dos Caboclos de Ogum,
Seu Rompe-Mato também é famoso. suas falanges baixam em muitos
terreiros.

A maioria dos falangeiros de Ogum, se comportam de forma retida,
costumam ficar parados num local, como se fosse um guarda de um
palácio, mas as Entidades de Luz da falange de Seu Rompe-Mato é
diferente, quase todos dançam e rodam o terreiro inteiro, alguns até
bradam. Talvez pela afinidade com a linha dos caboclos.

Ele é intermediário entre o Orixá Ogum e Oxossi, por isso também
usa como cor vibratório além do branco e vermelho, o verde das matas.

Seu campo de atuação é a entrada das matas,onde Oxossi governa.
Ogum Rompe-Mato guarda essa entrada, ele está sempre na entrada de uma
trilha, guardando os espíritos que lá moram.

Não devemos confundir o Ogum Rompe-Mato com o Caboclo Rompe-Mato,
um é o intermediador de Ogum e Oxossi, já o Caboclo, é uma Entidade de
Luz que trabalha na linha de Ogum, e faz sua entrega pra Oxossi, um é
falangeiro, outro é um Guia.

Todos os pedidos e oferendas a Pai Oxossi, entregues nas entradas das matas e
florestas, passam por Seu Ogum Rompe-Mato, que autoriza ao Caboclo
Rompe-Mato a levá-las ao próprio Oxossi, para ai sim serem atendidos
os pedidos, e como os outros falangeiros de Ogum, se esse pedido não
tiver cabimento dentro da lei Umbandista, Seu Ogum Rompe-Mato não
autoriza e esse pedido sem nexo nunca vai ser realizado.

Saravá Ogum Rompe-Mato!!!

Esses são os falangeiros desse maravilhoso e protetor Orixá
guerreiro, e esse é um texto resumido, pois a beleza desses Orixás é
tão grandiosa que realmente não daria para expressar em tão poucas
linhas.

Patacori Ogum!!!

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Conflitos familiares

Conflitos familiares

Conflitos Familiares – O que são?
Conflitos familiares são tão variados quanto as pessoas envolvidas. O tumulto pode resultar de um marido que é viciado pelo trabalho e cuja esposa se sente sozinha e rancorosa dele e do trabalho que o afasta dela; pode resultar de filhos que são uma fonte contínua de conflito familiar e provocação por causa das técnicas de criação inconsistentes dos pais; pode resultar de famílias misturadas nas quais um padrasto ou madrasta ainda não foi aceito; ou pode resultar de parentes estão sempre interferindo na vida familiar. Já em outros lares, casais e famílias são destruídos por causa de abuso verbal, emocional e físico.1

Se você se encontra em um conflito familiar, saiba que há esperança para a sua situação, quer você seja o problema que está causando conflito no seu lar ou não.

Não existe nenhuma relação imune ao conflito, já que ele é algo intrínseco à condição humana da vida em sociedade. Quando há choque de vontades, divergência de idéias, princípios, desentendimentos em questões de gosto, opiniões, opções ou estilo individual, o conflito surge.

É preciso investigar as causas de conflitos, pois muitas vezes o que se revela é a falta de habilidade para falar sobre os problemas e estabelecer um plano para resolvê-los. Os conflitos se instalam em muitas áreas, mas aqui vamos focar nos de origem familiar.

Quais as razões pelas quais os casais se vêem em conflitos? Um motivo bastante comum é a fuga da responsabilidade pessoal. Somos responsáveis pelas nossas escolhas, certas ou erradas, que constroem ou destroem as nossas vidas, no entanto comumente atribuímos a nós as escolhas acertadas e culpamos os outros por aquelas que foram erradas.

Outras vezes a comunicação entre o casal, que deveria ser uma exposição de fatos e idéias num diálogo sereno e amigável, torna-se violenta, num desejo de vencer, muito mais do que de convencer. As decisões passam de racionais a emocionais e radicais, num impulso impensado e agressivo que termina por suscitar movimentos de ira que deixam marcas profundas. As lutas travadas no ambiente familiar são, em sua maioria, causadas pela falta de diálogo e mesmo pela transformação do diálogo em insultos e agressões.

É neste sentido que consideramos a Mediação como um processo dos mais valiosos e eficazes na construção e na restauração do diálogo, principalmente no âmbito familiar. Há uma concordância em afirmar que falar é bem mais fácil do que ouvir, se o ouvinte não está interessado no assunto em pauta, não haverá comunicação

O Mediador é bom ouvinte, aprendeu esta competência e a ensina durante o processo. O ideal é que os envolvidos aprendam com o exercício a serem ouvintes melhores, mais atenciosos e respeitadores.
O casamento é a arte de administrar problemas e situações. Nessa condição de administradores os casais se deparam com muitos problemas, principalmente, de ordem comportamental. Os bons administradores alcançam bons resultados porque não buscam a sua própria razão, a prevalência do seu poder, mas o bem do outro e da família. Mas infelizmente há muitos outros que não possuem bom senso ou razoabilidade para ver as conseqüências que vão advir de sua escolha no futuro. O papel

do Mediador nestes casos é benéfico e imprescindível. O bom Mediador rompe silêncios, procura que as partes tenham palavras amigas e construtivas a dizer um ao outro.

Estatísticas confirmam que a maior parte dos divórcios ocorre porque os cônjuges não conseguem lidar com a raiva e o ressentimento acumulados durante um bom período de tempo. Impacientam-se com as falhas e provocações do outro e desistem de achar o caminho da reconciliação. Neste caso, ajudar a perdoar e tratar com estas situações é uma tarefa bem específica da Mediação que pode ser atribuída ao Mediador. Trabalhar o perdão, trabalhar o esquecimento e conseguir um pedido de desculpa sobre o que feriu o íntimo do outro.

Preto-Velho Passou no Cruzeiro foi pedir a oxalá proteção,
Preto-velho no espaço se Uni filhos na terra não tem União.

Meu filho, com esses olhos, “que a terra não comeu”, pois são olhos espirituais, reais, já vi muita coisa. Algumas boas, outras nem tanto, e mais outras que não vale a pena contar.

O que passou, passou mesmo. O que ficou foi a experiência das diversas vidas na carne, aliás, muitas delas tão iguais e, ao mesmo tempo, tão diferentes. O que ficou foi o aprendizado e o conhecimento de como é o coração dos homens e suas emoções e vontades. Aprendi a ler a verdade de cada um, por dentro, lá na toca das coisas que não se falam, e que todos escondem muito bem. Tem muita zica dentro dos corações, meu rapaz.

É rolo que não acaba mais!

E coração rançoso e rancoroso, você sabe como é que é, está cheio de irmãozinhos das trevas agarrados a ele. Eles se alimentam das emoções podres e dos pensamentos maldosos.
E a zica é tanta, que só a pessoa rancorosa é que não vê a energia que está perdendo. Menino de Deus, como os homens sofrem por causa das emoções podres! Igualzinho ao corpo carnal, que pode apresentar escaras na pele, devido à falta de movimento em alguma área, o corpo espiritual também tem suas escaras astrais. Porém, essas são causadas pelas emoções podres, estagnadas no meio da alma atormentada e sem centro espiritual.

Falta movimento sutil ali!

Falta vergonha na cara para acertar o passo!
Muito disso vem de outras vidas, são escaras do passado, de coisas mal-resolvidas, ainda alojadas no corpo espiritual.
Mas, muita coisa é de agora mesmo, é coisa podre dos dias atuais.
E o mau cheiro psíquico exalado atrai os espíritos atormentados e atormentadores, que ficam agarrados em penca na aura da pessoa.

Isso é uma tragédia invisível!

É uma doença psíquica que amarra os encarnados e impede os desencarnados carentes de seguirem em frente. Nosso Senhor Jesus Cristo avisou muitas vezes sobre isso.

Ele disse: “Orai e Vigiai!”
– Ele sabia do mal que as emoções podres fazem ao ser humano.

Todavia, muitos oram de forma egoísta e mecânica, sem coração e sem alma, e outros nem isso fazem, passando ao largo das boas vibrações que poderiam ajudá-los e fortalecê-los.
E os que vigiam raramente se olham por dentro, pois policiam muito mais a vida alheia, e não foi isso que Nosso Senhor ensinou.

Meu amigo, tem tanto espírito agarrado nas pessoas, que há horas em que você não sabe mais quem é quem, de tão entranhados que estão.

É um fuzuê energético na aura desses infelizes.

Ô coisa feia de se ver! Mas Nosso Senhor é de uma compaixão infinita. Sob o seu comando, legiões de espíritos de luz vêm ajudando os homens nessas lides do invisível.

Sem eles, isso aqui já teria ido para o beleléu!

São eles que deslindam as ligações psíquicas daninhas e levam os irmãozinhos das trevas para o Espaço, para serem tratados pelos médicos da luz. Esses irmãos da luz são os verdadeiros anjos da guarda da humanidade.

Pena que os homens se esquecem tão facilmente das bênçãos que recebem. Esses guias e benfeitores espirituais são os trabalhadores de Nosso Senhor, não importa a linha espiritual na qual laboram.

Sempre agradeça a eles, pela proteção e luz.
Todavia, se os guias espirituais ajudam, também é verdade que os homens precisam fazer sua parte.
Que vigiem e orem, e exorcizem as emoções podres de seus anseios.

Que renunciem aos desejos torpes de vinganças.
Que esqueçam as ofensas e se dediquem a alguma causa nobre e verdadeira.

Ninguém é vítima do destino!

Todos são passíveis de falhas na jornada, como também de atos elevados. E todos são capazes de seguir em frente…

Tem muito coração zicado nessa vida dos homens terrestres, e muitos espíritos zangados na cola deles. Ainda bem que, lá da Aruanda, vem aquela luz que ilumina a fé dos filhos que querem a cura do próprio espírito.

Como você escreve sobre as coisas do espírito, fale para as pessoas daquela chuva luminosa que os guias produzem sobre as cabeças dos filhos que se esforçam na senda da luz e do bem.

Aquela luz de Aruanda…
Aquele amor que cura o coração.

Fale das egrégoras invisíveis que sustentam os bons pensamentos e os bons ideais, para que muitos outros se liguem a elas e se protejam das vibrações pesadas.

Filho, olhe essa estrela sobre a sua cabeça. É linda e brilhante.
Você sabe o significado dela, e sabe quem a enviou para iluminar o seu caminho.
Pense que o brilho e a proteção que dela emanam possam ser irradiados para outras pessoas.

Que Oxalá abençoe as pessoas zicadas e as cure do mal que trouxeram para dentro de si mesmas. Que Ele propicie um momento de despertar para elas.

Fique na paz de Nosso Senhor! Na luz de Aruanda. Na fé!

Um Preto Velho

fonte:Cidade Espiritual de Aruanda

Oração para pedir paz na família

Meu Jesus, os profetas voa anunciaram como Príncipe da Paz. Os anjos anunciaram a paz aos homens, por ocasião de vosso nascimento.

Morrestes na cruz para consolidar a paz entre Deus e os homens.

“A Paz esteja convosco!” dissestes aos Apóstolos, no dia da ressurreição. Aos memsos Apóstolos ordenastes: “Quando entrardes em alguma casa, dizer: a paz esteja nesta casa”.

Senhor, fazei entrar a paz em nossa família. Que haja união, compreensão e amor.

Dai-me, especialmente a mim, o espírito de humildade e paciência para com a minha esposa (ou esposo), amor e carinho para com meus pais e sogros, dedicação aos meus filhos e bondade para com todos em casa.

Fazei que os irmãos se tratem como verdadeiros irmãos. Ajudai-nos a conservar a paz na família para merecermos a paz definitiva no céu. Amém.

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Conduta Moral

Conduta Moral, Espiritual e Física dos médiuns Umbandistas.

1 – Manter dentro e fora da Tenda, isto é, na sua vida espiritual ou
religiosa particular, conduta irrepreensível, de modo a não suscitar
críticas, pois qualquer deslize neste sentido ira refletir na sua Tenda e
mesmo na Umbanda, de modo geral.

2 – Procurar instruir-se nos assuntos espirituais elevados, lendo livros
indicados pela Direção Espiritual do Terreiro, bem como assistindo palestras
nesse sentido.

3 – Conservar sua saúde psíquica, vigiando constantemente, o aspecto moral.

4 – Não julgar que seu protetor ou sua entidade é o mais forte, o mais
sabido, muito mais “tudo” que o do seus irmão, médium também.

5 – Não viva querendo impor seus dons mediúnicos, contando, com insistência,
os feitos de seus guias ou protetores. Lembre-se de que tudo isso pode ser
problemático e transitório e não esqueça de que você pode ser testado por
outrem e toda essa conversa vaidosa ruir fragorosamente.

6 – Dê paz a seu protetor no astral, deixando de falar tanto no seu nome,
isto é, vibrando constantemente nele. Assim, você está se fanatizando e
“aborrecendo” a entidade. Fique certo de que, se ele, o seu protetor, tiver
“ordens e direitos de trabalho” sobre você, poderá até disciplina-lo,
cassando-lhe as ligações mediúnicas e mesmo infringindo-lhe castigos
materiais, orgânicos, financeiros etc. Se você for desses que, além de tudo
isso, ainda comete erros em nome de sua entidade protetora…

7 – Quando for para a sua sessão, não vá aborrecido e quando chegar lá, não
procure conversas fúteis. Recolha-se a seus pensamentos de paz, fé e
caridade pura para com o próximo.

8 – Lembre-se sempre de que sendo você um médium considerado “pronto” ou em
desenvolvimento, é de sua conveniência tomar banhos de descargas ou
propiciatório determinados por seu guia ou protetor, Seu for médium em
desenvolvimento, procure saber quais os banhos e defumadores mais indicados,
que poderá ser dado pela direção do terreiro.

9 – Não use guias ou colares de qualquer natureza sem ordens comprovada de
sua entidade protetora responsável direta e testadas no terreiro.

10 – Não se preocupe em saber o nome do seu guia ou protetor antes que ele
julgue necessário e por seu próprio intermédio. É de toda conveniência
também para você, não tentar reproduzir, de maneira alguma, qualquer ponto
riscado que tenha impressionado dessa ou daquela forma.

11 – Não mantenha convivência com pessoas más, viciosas maldizentes etc…
Isto é importante para o equilíbrio de sua aura e dos seus próprios
pensamentos. Tolerar a ignorância não é compartilhar delas…

12 – Acostume-se a fazer todo o bem que puder, sem visar as recompensas.

13 – Tenha ânimo forte através de qualquer prova ou sofrimento. Aprenda a
esperar e confiar…

14 – Não tema a ninguém, pois o medo é prova de que você está em débito com
sua consciência.

15 – Lembre-se sempre de que todos nós erramos, pois o erro é da condição
humana e portanto ligado a dor, a sofrimentos vários e, conseqüentemente, às
lições, com suas experiências… Sem dor, sofrimento, lições e experiências
não há Karma, não há humanização nem polimento íntimo. O importante é que
não se erre mais. Ou não cometer os mesmos erros.

16 – Zele por sua saúde física, com uma alimentação racional e equilibrada

17 – Não abuse de carnes, fumo e outros excitantes, principalmente o álcool.

18 – Nos dias de trabalhos, regule a sua alimentação e faça tudo para se
encaminhar a sessão espiritual, limpo de corpo e espírito.

19 – Não se esqueça, hipótese alguma, de que não se deve ter relações ou
contatos carnais no dia dos trabalhos.

20 – Tenha sempre em mente que, para qualquer pessoa, especialmente o
médium, os bons espíritos somente assistem com precisão, se verificarem uma
boa dose de humildade ou de simplicidade no coração. A vaidade, o orgulho e
o egoísmo cavam o túmulo do médium.

21 – Aprenda lentamente a orar confiando em Jesus, o Regente do planeta
Terra. Cumpra as ordens ou conselhos de seu Guia ou Protetor. Ele é seu
grande amigo e somente trabalha para a sua felicidade.

* PROCURAR EVITAR AGITAÇÕES E FICAR O MAIS CALMO POSSIVEL.

* TOMAR BANHO DE DEFESA ANTES DOS TRABLHAOS.

* EVITAR BEBIDAS ALCÓOLICAS E FUMAR O MENOS POSSIVÉL.

* PROCURAR DECORAR E CANTAR OS PONTOS DURANTE O RITUAL.

* ESTAR SEMPRE EM SINTONIA E ATENTO AO RITUAL.

* AUXILIAR SEMPRE NO QUE FOR NECESSARIO.

* PROCURAR PARTICIPAR E COMPREENDER O RITUAL.

* SER SEMPRE PONTUAL E NÃO FALTAR SEM NECESSIDADE.

* SEMPRE MANTER UM BOM RELACIONAMENTO COM SEUS IRMÃOS DE FÉ.

* EVITAR FOFOCAS, E COMENTARIOS DESNECESSARIOS E CONVERSAS IMPRODUTIVAS.

*RESPEITANDO E TRATANDO COM CARINHO A TODOS PARA RECEBER O MESMO TRATAMENTO
DOS IRMÃOS DE FÉ.

Parte Extraído do livro: “Mistérios e Praticas na Lei de Umbanda”
Autor: W.W da Matta e Silva

      hino_da_umbanda

A LENDA

Ogum foi caçar na floresta, como fazia todos os dias. De repente, um búfalo veio em sua direção rápido como um relâmpago; notando algo de diferente no animal, Ogum tratou de segui-lo. O búfalo parou em cima de um formigueiro, baixou a cabeça e despiu sua pele, transformando-se numa linda mulher. Era Iansã, coberta por belos panos coloridos e braceletes de cobre.
Iansã fez da pele uma trouxa, colocou os chifres dentro e escondeu-a no formigueiro, partindo em direção ao mercado, sem perceber que Ogum tinha visto tudo. Assim que ela se foi, Ogum se apoderou da trouxa, guardando-a em seu celeiro. Depois foi a cidade, e passou a seguir a mulher ate que criou coragem e começou a cortejá-la. Mas como toda mulher bonita, ela recusou a corte.

Quando anoiteceu ela voltou à floresta e, para sua surpresa, não encontrou a trouxa. Tornou à cidade e encontrou Ogum, que lhe disse estar com ele o que procurava. Em troca de seu segredo ( pois ele sabia que ela não era uma mulher e sim animal ), Iansã foi obrigada a se casar com ele; apesar disso, conseguiu estabelecer certas regras de conduta, dentre as quais proibi-lo de comentar o assunto com qualquer pessoa.
Chegando em casa, Ogum explicou suas outras esposas que Iansã iria morar com ele e que em hipótese alguma deveriam insultá-la. Tudo corria bem; enquanto Ogum saía para trabalhar, Iansã passava o dia procurando sua trouxa.

Desse casamento nasceram nove crianças, o que despertou ciúmes das outras esposas, que eram estéreis. Uma delas, para vingar-se, conseguiu embriagar Ogum e ele acabou relatando o mistério que envolvia Iansã. Depois que Ogum dormiu as mulheres foram insulta-las, dizendo que ela era um animal e revelando que sua trouxa estava escondida no celeiro.

Iansã encontrou então sua pele e seus chifres. Assumiu a forma de búfalo e partiu para cima de todos, poupando apenas seus filhos. Decidiu voltar para a floresta, mas não permitiu que os filhos a acompanhassem, porque era um lugar perigoso. Deixou com eles seus chifres e orientou-os para, em caso de perigo bater as duas pontas; com esse sinal ela iria socorrê-los imediatamente. E por esse motivo que os chifres estão presentes nos assentamentos de Iansã.

Suas cores: amarelo, vermelho, branco e coral

Saudação : Eparrei!

Seu dia : Quarta-feira

Comida predileta: acarajé, milho temperado com camarão e azeite de dendê.

Animais : o carneiro, o pato e a galinha.

Frutas: manga rosa, uvas, pêra, maçã morango, melão,abacaxi, laranja, banana, figo, ameixas, romã, grosselha, pêssego, pitanga, framboesa e cajá.

Onde recebe oferendas: no campo aberto e nas cachoeiras.

Plantas: sensitiva, espada de Iansã (borda amarela), bambu, periquitinho.

Bebida: champanha branca

Elemento: ar,e segundo elemento fogo

O que faz: direciona, dá coragem e impulsividade; protege contra desastres e acidentes.

Festa: 4 de dezembro, dia de Santa Bárbara, com quem está identificada.

O RITUAL NA UMBANDA.

(aos médiuns no dia de trabalho)

1. Obrigação – É um dever, um compromisso com as Entidades. Implica na presença do Sacerdote, que com sua força espiritual, com o conhecimento do ritual e do material a ser aplicado na obrigação e no seu preparo individual, segundo as responsabilidades que assumiu no templo, estabelece o elo, o canal entre o filho e as forças espirituais dos trabalhadores do astral.

2. Preceito – Normas, proibições e recomendações relativas ao culto e trabalho dos médiuns na casa.

3. Banhos de Descarga – São coisas sérias, requerendo atenção de quem os toma, bem como de quem os administra. É uma banho de flores, ervas ou essências. Cada um deles traz o seu magnetismo e a pessoa vai absorvê-lo de modo que ao tomá-lo, limpa toda a influência negativa agregada a sua vibratória humana (corpo etérico). As ervas, de preferência, devem ser colhidas por pessoas capacitadas para tal, em horas e condições exigidas, entretanto, podem ser usadas também as adquiridas no comércio (frescas), desde que quem vá usá-las, as conheça. Poderão ser também preparados banhos de descarga, com rosas brancas (banho neutro) e de efeito muito positivo, podendo ser tomado por qualquer pessoa sem afetar sua faixa vibratória. As essências também devem ser utilizadas com cuidado, pois contêm muita vibração, somente administradas por pessoas capacitadas.

Preparo – O melhor modo pelo qual obtemos uma maior imantação, seja ele com flores, ervas ou essências, é através do calor, da evaporação, isto no ritual da Umbanda. Colocamos numa panela a água e a deixamos ferver. Quando estiver fervendo, apagamos o fogo. Então, colocamos as pétalas das flores, ervas ou essências, abafando e deixando em fusão para o devido cozimento por evaporação. No caso das flores e ervas, após o cozimento, coamos o mesmo num pano branco e guardamos os resíduos para serem despachados oportunamente.

Uso – O chacra mediúnico (frontal) e glândula (nuca) são os dois pontos que fecham a faixa vibratória mediúnica. Com elas, para o cérebro convergem as vibrações captadas, sendo razão indispensável para que o banho seja derramado sobre a cabeça, pois daí parte todo comando do corpo, o que por outro lado acarretará prejuízo, quando mal aplicado (no caso das ervas e essências), caso este em que o magnetismo do banho não estiver em harmonia com a vibratória mediúnica da pessoa (Orixá de Coroa).

4. Bater com as pontas dos dedos, no chão – Da mão esquerda: Saudando os caminhos de Exu; da mão direita: Saudando, homenageando e pedindo licença para adentrar o ambiente preparado para as tarefas no templo(local da gira).

5. Bater Cabeça – O médium da Casa, em respeito às firmezas dos Orixás, e das entidades presentes. Bate a cabeça, primeiramente firmando o frontal, e as frontes direita e esquerda à fim de pedir proteção e fluidificar-se para as tarefas, recebendo as energias concentradas no congá.
6. Pemba – A força mágica da escrita astral, na Umbanda é feita pela Pemba (giz oval – forma cônica), que tem o poder de abrir e fechar trabalhos de magia, quando quem o manuseia, sabe o que esta fazendo. Pode purificar, quando em forma de pó e lançado ao ar no ambiente em que se utiliza, pois as pembas são sempre preparadas de forma a condensarem grande quantidade de energia fluidica.

7. Cruzamento com pemba – O Cruzamento com Pemba, é um ritual utilizado na Umbanda, para melhor proteção dos médiuns, que participam da gira, e que por esta razão, tomam também parte ativa em descargas fluídicas negativas. O Cruzamento deve ser feito da seguinte forma: Segurando a Pemba com a mão direita, fazer uma cruz na fronte, depois cruzar a palma da mão esquerda e descendo, cruzar também o peito do pé direito. Após isto, passar a pemba para a mão esquerda e com ela fazer uma cruz na nuca, depois cruzar a palma da mão direita e descendo cruzar o peito do pé esquerdo

8. Ponto Riscado – PONTOS DO TRABALHO, pontos para firmeza e de segurança de locais estratégicos no trabalho, sob a orientação do mentor espiritual das tarefas e realizado nas obrigações do dirigente do trabalho. PONTOS DAS ENTIDADES, riscado pelas entidades: Cada ponto, seja de Caboclo, do Preto Velho ou do Exu, tem uma interpretação, podendo identificar aquele que o risca, podendo caracterizar também a natureza do trabalho.

9. Defumação – Visa purificar o médium, o ambiente, os objetos e os consulentes, através da fumaça de uma combinação de ervas específicas. É o ato de expulsar o negativo, através de aromas, ou seja, das essências (ervas: alecrim, benjoim, incenso e outras). A defumação é uma prática antiqüíssima de muitas religiões e de todos os povos. A defumação, evita a contaminação do médium nos diversos tipos de fluidos enfermos que poderiam ser assimilado pelo seu corpo e ou das pessoas presentes no trabalho. Seu aroma desperta alguns centros nervosos dos médiuns, fazendo esses centros vibrarem de acordo com as irradiações fluídas das Entidades, aumentando assim a sensibilidade de uma forma. geral.

10. Atabaques – Eles servem para manter o ambiente sob uma vibração homogênea e fazer com que todos os médiuns permaneçam em vibração (danças, aceleração do médium, principalmente em desenvolvimento).

11. Ponto cantado

12. Cumprimento Ombro-a-Ombro – Quando um Guia cumprimenta um consulente ou um assistente com o bater de ombro, isto é sinal de igualdade, de fraternidade e grande amizade.
Velas – Vieram para a Umbanda por influência do Catolicismo. Iluminadas, são ponto de convergência para que o umbandista fixe sua atenção e possa assim fazer sua rogação ou agradecimento ao espírito ou Orixá a quem dedicou. Ao iluminá-las, homenageia-se, reforçando uma energia que liga, de certa forma, o corpo ao espírito.

Água – Sua utilidade é variada. Serve para os banhos de amacis, para cozinhar, para lavar as guias, para descarregar os maus fluídos, para o batismo. Dependendo de sua procedência ( mares, rios, chuvas e poços), terá um emprego diferente nas obrigações. A água poderá concentrar uma vibração positiva ou negativa, dependendo do seu emprego.

15. Sessão – Reunião dos adeptos da Umbanda para promoverem os seus desenvolvimentos espirituais, homenagem ou procura de curas de males materiais e espirituais.
16. Charutos, Cachimbos e Cigarros – O segredo e a utilização, desses elementos por parte de nossas entidades, o modo como a fumaça é dirigida (magia) tem o seu eró (segredo) e não é como muitos utilizam, para alimentar a vaidade, o vício e a ignorância.17. Guias (fios de contas) – É um colar ritual de miçangas, contas de cristal, de louça, de frutos pequenos, construídos de acordo com a Entidade, que designa também a cor de sua preferência. Podem ter pequenos objetos presos a eles. A Guia (fio) de Exu é colocado no pulso do braço esquerdo, nunca passando pela cabeça do umbandista.
18. Vestimenta Roupa Branca (Roupa de Santo) – É a vestimenta para a qual devemos dispensar muito carinho e cuidado, idênticos ao que temos para com nossos Orixás e Guias. As roupas devem ser conservadas limpas, bem cuidadas, assim como as guias (fios de contas), não se admitindo que um médium, após seus trabalhos, deixe suas roupas e guias no Terreiro, esquecidas. Quando a roupa fica velha, estragada, jamais o médium deverá dar ou jogar fora. Ela deverá ser despachada no mar, juntamente com uma pequena imantação (oferenda) para o Orixá ou Entidade a que pertencer. Fica claro que é obrigatório seu despacho, pois trata-se de um instrumento de trabalho do médium.

Toalha Branca (Pano da Costa) – Trata-se de um pano branco em formato de toalha (retangular), podendo ser contornado ou não com renda, fino ou grosso, de tamanho aproximado de 0,50 x 0,76 m.No caso dos homens, é pendurado do lado esquerdo, no ombro ou na cintura e no caso das mulheres, por cima dos ombros ou na cintura, do lado direito. É utilizado para o médium bater cabeça.

20. Trabalhar descalço – O médium, sempre que possível, deve trabalhar descalço por uma questão de humildade e para facilitar a incorporação, bem como para haver melhor descarga dos fluídos nocivos, diretamente para a terra. Estando o médium calçado, estará isolado da terra, o que dificultará a eliminação dos fluídos nocivos (negativos), assimilados ao se transpor as encruzilhadas, cemitérios, hospitais, etc…, quando da vinda para o Terreiro.

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Comidas e Oferendas a Oxumarê

Comidas e Oferendas a Oxumarê

COMIDA PARA OXUMARÉ

Material Necessário:
• Feijão Fradinho
• Milho Vermelho
• Cebola
• Azeite-de-Dendê

Maneira de Fazer:
Cozinha-se o feijão fradinho em água. Separado, cozinha-se o milho vermelho também em água. Depois, juntar o feijão e o milho, num refogado de cebola ralada com Azeite-de-Dendê.
Nota: Oshumarê e Ewá comem juntos. Oshumarê é a cobra macho e Ewá a cobra, chamados no Jejê de Dan-Bessén ou Azaundô.
Material Necessário:
• Milho Vermelho
• Feijão Fradinho
• Azeite-de-Dendê
• Camarão Seco
• 1 Oberó
• 1 Inhame ( grande )
• Ovos Cozidos
• 1 Côco
• 1 Litro de Mel
Maneira de Fazer:
Cozinha-se o milho só em água. Separado, cozinha-se o feijão fradinho, também só em água. Refoga-se o feijão com Azeite-de-Dendê, cebola ralada e camarão seco socado. Coloca-se o feijão em metade de um oberó e, na outra metade o milho vermelho. Frita-se um inhame e coloca-se por cima em fatias, em volta, enfeita-se um ovos cozidos em rodelas, fatias de côco e coloca-se bastante mel de abelha por cima.

OFERENDAS A OXUMARE

– Para agradar Oxumarê.

Cozinha-se uma batata doce e amassa-se bem, formando uma espécie de purê. Coloca-se a massa dentro de

um alguidar de barro e tempera-se com pó de ataré; pó de bejerekun; lelekun e bastante azeite de dendê. Arreia-se

para Oxumarê e deixa-se por 15 dias. Despacha-se no mato.

– Para obter uma graça.

Com a massa de uma batata doce cozida, modela-se uma cobra dentro de uma travessa de barro. Ao redor da cobra, arruma-se 15 ovos de galinha nos quais colocou-se, por uma pequena abertura feita numa das extremidades, os seguintes ingredientes (para cada ovo): 1 grão de ataré; 1 semente de fava de aridã; 1 semente de bejerekun e 1 grão de lelekun. Arreia-se diante do Orixá e despacha-se, no dia seguinte, nos pés de uma árvore frondosa.

Oferenda a Oxumaré

Você pode fazer a beira de uma cachoeira
Primeiro faz uma oferenda aos Guardiões, Exus, Exus Mirim e Pomba gira da linha de Oxumaré, a esquerda do local que você escolheu.

7 tipos de frutas diferentes
7 velas brancas
7 velas pretas
7 velas vermelhas
7 charutos
7 cigarrilhas
7 rosas vermelhas
7 cravos vermelhos
1 champanhe
Água da fonte
Gim
1 pinga
1 litro de vinho
5 padês: de gim, água, mel, dendê e pinga.
1 porção de farofa, etc.
De tudo o que você for ofertar a Oxumaré, tira um pouco e oferece também à esquerda.
Faça seu pedido (não se esqueça a umbanda não trabalha fazendo o mau; pois tudo o que é feito de negativo ou positivo volta para você, é a lei da causa e efeito) peça permissão para ofertar Oxumaré.


Na beira da cachoeira faça sua oferenda.

7 velas brancas
1 vela azul
1 vela verde
1 vela dourada
1 vela vermelha
1 vela roxa
1 vela rosa
1 vela marrom terroso
Melão
Champanhe rose
Flores muito coloridas
Batata doce cozida
Maracujá
Mamão
Pinha,
Água adoçada com açucar ou mel
Vinho branco
Coco verde
Licor ou suco de maracujá etc.

Depois de terminado e feito suas orações aguarde 15 minutos e limpe o local, tirando as bebidas e derramando no solo os copos plásticos enfim tudo o que agride a natureza, não se esqueça que orixá é energia pura e não gosta de ver seu reino sujo.
Os restos de velas também deveram ser retirados, caso não tenha terminado volte em outro dia e limpe tudo.
Tome cuidado ao acender vela, limpe bem o local para não ter perigo de queimar a natureza e se estiver ventando nem faça.

OFERENDA A OXUMARE

Em uma toalha de pano azul celeste coloque 7 pembas coloridas,
1 vela colorida de sete dias,
7 velas brancas e 7 velas azul celeste,
frutas sementeiras sobre um alguida (Maracuja, morango, maça, melão, mamão, pinha, uva verde, etc).
Vinho seco, água com açúcar e mel, flores coloridas, circule a oferenda com farinha de arroz, etc.
Peça a Oxumaré o equilíbrio para sua vida e que dê sequencia aos ciclos que precisam de movimento.
O local de entrega depende da doutrina da sua casa e da orientação do seu pai de santo podendo variar de casa para casa.

 

      Oxumarê 6

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Comidas de Oxum

Comidas de Oxum
12 de Outubro é o dia de Nossa Senhora Aparecida. Na Umbanda é o dia de Oxum, a protetora das crianças, a mãe da doçura e da benevolência.

Omolokum

ingredientes:

500gr de feijão fradinho
1 cebola
azeite de oliva
8 ovos
250gr de camarão fresco
1 tigela de louça branca
1 quartinha de louça branca
1 garrafa de vinho licoroso doce e branco
1 Maço de flores do campo amarelas

preparo:

Cozinhe o feijão fradinho (15min) e reserve.
Cozinhe os 8 ovos e reserve.
Limpe o camarão.
Refogue a cebola em azeite de Oliva.
Refogue o camarão até dourar.
Bata o feijão Fradinho já cozido no liquidificador e junte ao refogado, mexendo até engrossar.
Coloque na tigela de louça, enfeite com os 8 ovos cozidos e regue com bastante oliva.
Enfeite com algumas flores.

lenda do IPETÉ de oxum

Oxum encontrava-se com problemas no ventre e isso lhe causava dificuldades para engravidar, Mas esra do desejo de Oxum engravidar; Diante dessa dificuldade ela decide consultar Orunmilá.

Orunmilá diante do problema de Oxum lhe ofereceu uma ajuda, Indagando que ela deveria seguir um preceito e nesse preceito ela deveria oferecer comida a todas as Oxuns, todas as irmãs; Oxum lhe disse que era impossivel, pois cada uma comiga uma coisa e sem muito pensar Orunmilá lhe respondeu:

– Se esforce, tens que criar um prato onde todas irão comer!

Oxum então responde:

– Mas como?

Orunmilá de pronto lhe responde:

– Você procurar uma estrada que parece não ter fim, caminhará e caminhará, algum tempo depois encontrará um homem que lhe presenteará com um fruto!

Oxum ficou meio desconfiada, mas era a única maneira de se livrar do problema. então Oxum no primeiro raiar do sol, no dia seguinte, Saiu a procura dessa estrada, passou por matas, rios, caminhos de pedras e ventanias.. Mas no fim encontrou a estrada, e tornou-se a caminhar, parou e descansou, mas voltou a caminhar… Até que avista um homem, parado na estrada, esse Homem era Ogún.

Ogún ficou espantado de ver Oxum alí, pois todos sabiam que oxum não saía de seus rios pra quase nada, ficava sempre no rio esperando os presentes e se banhando… Ela não gostava de sair de seu palácio de águas e naquele momento ela estava alí em uma estrada quente e sem acomodação! Com esse espanto de Ogúm ele lhe pergunta:

– O que lhe traz aquí Oxum?

E Oxum conta a Ogún o que lhe passava. Então Ogún vai até a beira da estrada e conhe um fruto chamado Ixú e entrega a Oxum e lhe diz para preparar uma comida chamada Ipeté, a comida que acalma! e entregue as suas irmãs.

Oxum lhe pergunta:

– O que quer em troca?

E Ogún muito encantado com a beleza de Oxum lhe responde:

– Nada! Você só terá apenas que sustentar sobre o seu Orí e sob a panela de Ipeté a folha de Abre-Caminho, e não esqueças de acomodar todos os Okutas de suas irmãs sobre o Ipeté.

Oxum ouviu atentamente as recomendações de Ogún e seguiu as suas orientações; pouco tempo depois nascia Logún-edé (O filho querido de Oxum).

“A partir desse Itán, Todos os anos é servido em ritual a comida Ipeté à Oxum, e abaixo da panela dessa comida e colocado as folhas de Abre-Caminho, sem esquecer de acomodar os Okutás sob o Ipeté. Também não podemos esquecer que por causa dessa lenda, o Único Orixá Boró (homem) que pode carregar a panela de Ipeté é Logún-Edé…”

Por consequência nasce também a seguinte Cantiga:

Olóomi máa,

Olóomi máa iyò,

Ayaba odò ó Yéyé ó.

Ipeté

ingredientes:

1Kg de inhame
8 camarões frescos graudos
200 gr de camarão seco defumado
2 colheres (chá) de azeite de oliva
1 cebola
1 tigela de louça branca
1 quartinha de louça branca
1 garrafa de vinho licoroso doce e branco
1 Maço de flores do campo amarelas

preparo:

Descasque, lave e corte o inhame em rodelas; cozinhe em água até dar o ponto de amassar com o garfo.
Rale a cebola e refoque no azeite doce sem deixar escurecer.
Acrescente os camarões secos limpos e deixe-os corar até atingir um tom de cor avermelhado.
Amasse o inhame até obter um purê homogêneo e acrescente ao refogado; mexa bem.
Coloque na tigela e enfeite com os camarões frescos.

Abará

ingredientes:

500gr de feijão fradinho
1 cebola grande
2 colheres de sopa de Azeite de Oliva
250gr de camarão seco
8 pedaços de folha de bananeira (20x20cm)
1 tigela de louça branca
1 quartinha de louça branca
1 garrafa de vinho licoroso doce e branco
1 Maço de flores do campo amarelas

preparo:

Quebre (triture) o feijão fradinho em pedaços grandes e coloque de molho na água para soltar as cascas.
Rale a cebola e reserve.
Limpe o camarão seco, triture bem e reserve.
Quando todas as cascas soltarem, retire-as e moa novamente o feijão até conseguir uma massa bem fina.
A essa massa, acrescente a cebola ralada, o camarão seco triturado e duas colheres de sopa de azeite doce.
Misture bem até conseguir uma massa bem homogênea.
Corte oito pedaços quadrados da folha de bananeira de aproximadamente 20x20cm.
Divida a massa em oito porções iguais e embrulhe-as com as folhas de bananeira de forma semelhante ao Acaçá.
Cozinhe os embrulho no vapor em banho maria.

OFERENDAS A OXUN

– Para obter-se uma graça qualquer.

Num prato branco arruma-se: 5 ovos de galinha crus; 5 folhas de verbena (Lipia citriodora); uma conta de coral;

um pedaço de azeviche; um molho de agrião que deverá ser arrumado em volta do prato, formando uma rodilha.

Cobre-se tudo com bastante mel de abelhas, salpica-se pó de efun e arreia-se aos pés de Oxun com 5 velas acesas

ao redor. Este adimú permanece por cinco dias nos pés do Orixá e é despachado numa cachoeira.

– Para apaziguar Oxun. Um mamão bem maduro aberto ao meio, do qual se retira todas as sementes. Enfeitase

o mamão por dentro e por fora com ramos de salsa; coloca-se dentro do mamão 5 gemas de ovos de galinha e

cobre-se com bastante mel de abelhas. Junta-se as duas partes do mamão e coloca-se, sobre um prato, diante de

Oxun, com duas velas acesas. No dia seguinte despacha-se num rio.

– Balaio para agradar Oxun. Pega-se um balaio grande com alça e enfeita-se à gosto com panos, fitas e

rendas amarelas. Pronto o balaio, coloca-se dentro dele diversos tipos de frutas, sempre em cinco unidades.

Acrescenta-se ainda bastante caramelos de leite e enfeita-se com folhas de hortelã. No meio das frutas coloca-se

uma boneca vestida de amarelo, representando a própria Oxun. Deixa-se diante do Orixá por oito dias, findo os quais,

despacha-se numa cachoeira. A boneca ficará, para sempre, junto ao igbá.

-Para obter uma graça. Pega-se cinco laranjas lima e, sem descascá-las, corta-se no alto, separando-se as

“tampinhas”. Sobre cada uma das laranjas coloca-se: Uma fava de anis-estrelado; um pouquinho de pó de lírioflorentino;

umas folhinhas de salsa; umas gotinhas de mel de abelhas e uma pitadinha de canela em pó. Repõe-se as

tampinhas em cada laranja e arruma-se num prato do igbá da Oxun. O prato deverá ser colocado sobre a sopeira, no

lugar da tampa. Este adimú permanece cinco dias sobre o igbá e é despachado, envolto num pano amarelo, na beira

de um rio de águas limpas.

-AGRADAR OXUN

Corte um melão bonito. corte em 8 ou 5 pedaços. Colque num prato de louça branca. regue com bastante mel.

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Comidas de Maria Padilha

Comidas de Maria Padilha

Qualquer oferenda requer preceitos e rituais anteriores à oferenda propriamente dita, como um banho de descarrego, vela para o anjo da guarda, etc.

Outro cuidado, em se tratando de ofertar às Pombas-Giras, é o de levar uma vela vermelha e preta para o Exú Guardião do local da entrega, e, antes de “arriar” a sua oferenda, acender a vela e pedir a liberação do lugar e proteção ao Exú Guardião.

O banho de descarrego, anterior à oferenda, pode ser tomado no proprio dia ou um dia antes.
Pode ser assim:
Ferva meia chaleira de água, desligue e coloque dentro 3 galhinhos de arruda, espere mais ou menos 1 hora, complete a chaleira com água normal e após seu banho de higiene, derrame lentamente na frente e nas costas, pedindo que todas as energias e miasmas negativos saiam de seu corpo.

Após derramar a água com ervas, não se enxague mais e se possível, deixe o corpo secar naturalmente, se se enxugar use uma toalha limpa e coloque roupas limpas e claras.

GOSTARIA DE LEMBRAR QUE O BANHO DEVE SER TOMADO DO PESCOÇO PARA BAIXO, NUNCA NA CABEÇA!

Em seguida, acenda uma vela de sete dias branca, para seu anjo de guarda, em local alto e seguro, não retire a vela da embalagem plástica e a coloque dentro de um pote de vidro por questões de segurança.
Procure comprar as velas de sete dias mais finas que são mais fáceis de caber dentro dos potes. Hoje em dia já existem velas com capa anti-fogo.

O local da entrega das oferendas, deve ser preferencialmente num terreiro que aceite receber, mas caso não seja possível, procure previamenre uma encruzilhada em forma de T num local sossegado, pouco poluído, não faça entregas perto de bares, casas noturnas, açougues, hospitais, prostíbulos, cemitérios (a menos que a entidade solicitante o peça!)

Procure encruzilhadas em ruas residenciais e bonitas, vá anteriormente ao local escolhido e avise mentalmente a entidade que tal dia, em tal hora a entrega será realizada. Não corra riscos desnecessários, em local perigosos e tarde da noite.

(de Cláudia Baibich)

Oferenda para Amor

MATERIAL
1 cesta de palha ou vime
7 maçãs vermelhas inteiras regadas com mel
7 rosas vermelhas (abertas e sem espinhos)
7 cigarrilhas
7 pulseiras (douradas de metal)
7 morangos (regados com mel)
7 velas vermelhas
1 batom vermelho
1 vidro de perfume (gostoso, mas não precisa ser caro)
1 garrafa de licor de cacau

MODO DE PREPARO
Arrumar e decorar uma cesta de vime com as maçãs e as rosas (faça um arranjo bonito, pois está dando um presente a uma amiga), coloque a sidra no meio da cesta. No local, deposite a cesta, abra a garrafa que deve ficar no meio, acenda 1 cigarro e o restante do maço deixe aberto, dentro da cesta, e por ultimo, acenda a vela.
Você já pode levar a cesta, praticamente pronta, isto evita muito tempo de exposição de olhares curiosos ou perigos. Levando a cesta já arrumada, só precisará acender uma 1 vela, 1 cigarro e abrir o espumante, derramando um pouco em volta.
Tudo isso é rápido, não precisa escrever nomes ou o seu pedido, peça mentalmente o que quer, mas peça com amor e tenha paciência para esperar.
As Pombas-Giras precisam de tempo para “correr a gira” e lhe ajudar, caso você tenha permissão e merecimento, é claro.
Antes de colocar sua cesta ofertória, não esqueça de saudar o Exú Guardião do local e acender a vela vermelha e preta para ele, não precisa saber o nome do Exú, basta saudá-lo respeitosamente como “Exú Guardião deste local”.
Após 3 dias dessa oferenda, tome um banho feito com pétalas de 1 rosa vermelha, 1 rosa branca, 1 rosa amarela e uma colher de sobremesa de mel. Tome o banho do pescoço para baixo, pedindo que o verdadeiro amor venha para você.

NÃO FAÇA OFERENDAS E NEM BANHOS DE ATRAÇÃO COM ROSAS NAS LUAS MINGUANTE E CHEIA. FAÇA NAS LUAS NOVAS E CRESCENTE.OS BANHOS DE DESCARREGO, PODEM SER FEITOS EM QUALQUER LUA.

(de Cláudia Baibich)

Para abertura de caminhos e amor

Material

1 alguidar
farinha de mandioca crua
mel de abelhas
7 maçãs vermelhas
7 moedas douradas ( lavadas e secas )
7 rosas vermelhas abertas ( sem os espinhos )
7 morangos maduros
7 bombons ( sem os papéis )
7 corações de galinha
1 vidro de perfume
1 champagne rosé
1 maço de cigarros
1 vela branca

Modo de preparo:

Misture um pouco de mel com a farinha fazendo um padê, sem deixar que vire uma massa, a farinha deve ficar bem soltinha, coloque dentro do alguidar, disponha os corações em forma de círculo bem no centro do alguidar, ponha as maçãs em volta, enfeite com as rosas, os morangos e os bombons. Abra o maço de cigarro acendendo sete cigarros, dando três baforadas em cada um fazendo seus pedidos a Maria Padilha , coloque-os no alguidar, abra o perfume e despeje um pouco no alguidar e bastante em volta da oferenda, faça o mesmo com o champagne, acenda a vela do lado esquerdo, saudando Maria Padilha sete vezes, pedindo a ela que corra a gira e resolva seu problema, passe as sete moedas simbolicamente pelo corpo de baixo para cima, reforçando seus pedidos e coloque sobre o presente.

Esta oferenda deve ser feita em lua crescente ou cheia, em uma encruzilhada de cruz, gramado ou beira de estrada. Não se esqueça de antes de se fazer a entrega pedir licença ao guardião do local.

Para prosperidade em sua vida ou comércio

Material:

1 alguidar
1 pacote de farinha de mandioca crua ( 1 kg )
mel de abelhas
1 vidro de perfume
glitter dourado e prateado
7 moedas douradas ( lavadas e secas )
7 maças vermelhas
1 bife cru
7 rosas vermelhas ( sem espinhos, botões abertos )
7 rosas brancas ( sem espinhos, botões abertos )
7 espelhos pequenos
7 velas vermelhas
1 maço de cigarro
1 vidro de licor de anis

Modo de preparo:

Fazer um padê com a farinha, 1 colher de sopa de mel, um pouco de glitter dourado e prateado, 3 colheres de sopa de licor e 1 colher de café de perfume, misturar muito bem sem deixar grumos, colocar a mistura no alguidar, por cima coloque o bife, e as maças em volta. Enfeite com as rosas vermelhas e brancas,encaixe os 7 espelhos formando um círculo no alguidar. Passe o alguidar simbolicamente pelo seu corpo de baixo para cima pedindo a Pomba Gira Maria Padilha que abra seus caminhos, trazendo, sorte, prosperidade, grandes negociações, peça que ela corte as pragas e maldições que por ventura foram lançadas por seus inimigos, afaste o olho gordo a inveja o quebranto, afaste inimigos visíveis ou invisíveis da terra ou do espaço. Jogue um pouco de mel e perfume no presente, polvilhe o glitter pedindo a Maria Padilha que transforme tudo o que você faz em ouro, que sua aura brilhe, dando-lhe poder de atração.
Regue o presente com o anis, jogue bastante licor em volta do alguidar saudando Maria Padilha 7 vezes, pedindo a ela que corra gira abrindo seus caminhos, acenda sete cigarros dando três baforadas em cada um, refazendo seus pedidos, coloque os cigarros em volta do presente, acenda as velas em volta.

Padê é um tipo de farofa que se faz misturando a farinha com alguns ingredientes que são indicados, basta você colocar a farinha em uma vasilha junto com os ingredientes e ir misturando com as mãos até que fique bem misturado, sem grumos, ao se fazer o padê deve-se mentalizar bem seus desejos, pois você estará passando sua energia para a mistura.

Fazer este ebó em lua crescente ou cheia, em avenida de movimento para ambos os lados e que tenha canteiro no centro, de preferencia próximo a um banco, bem no centro da avenida ( no canteiro central ), não sendo possível fazer em beira de estrada.

Para fazer um pedido a Maria Padilha das Almas,

Num Cruzeiro das almas ou uma encruzilhada aberta fêmea para quem tiver receio de cemitério, coloque um padê de mel (farinha de mandioca misturada com mel), um pouco de fubá misturado com um pouco de azeite doce, faça tipo uma farofa, coloque num prato raso branco ou de barro.
Enfeite com umas folhas de alface, e tomate vermelho, azeitonas pretas, e cebolas cortadas pode ser temperado com sal. Pode também colocar um bife mal passado.
Meio metro de murim vermelho (pano leve e fino de algodão usado para fazer queijo. É também usado para fazer tofu).
1 vela vermelha ou branca.
1 Rosa vermelha sem os espinhos.
1 Garrafa de champanhe.
Se quiser pode pôr também, um brinco, ou colar, pulseira, qualquer acessório feminino.
Abra a bebida, entorne um pouco por cima da comida e à volta, encha um copo, acenda a vela, coloque o prato e a rosa sobre o pano, acenda 7 cigarros em volta do prato e peça a ela o que quiser.
Lembre que é preciso ter fé, usar seriedade, e respeito.Se quiser pode pôr também, um brinco, ou colar, pulseira, qualquer acessório feminino.

Material:
1 copo virgem
1 garrafa de anis
1 maço de cigarros longos (boa qualidade)
7 rosas vermelhas
7 velas pretas
7 velas vermelhas
1/2 metro de de tecido branco
1/2 metro de tecido preto
1/2 metro de tecido vermelho

Numa segunda-feira, levar todo o material ao cruzeiro das almas de um cemitério.
À entrada, bater três vezes no chão, pedindo licença ao Exú encarregado de cemitério, depois de ter entrado pedir licença a Ogum Megê para ir até o Cruzeiro das Almas.
Ao terminar esta parte, pedir licença a Iansã.
Chegando ao Cruzeiro do Cemitério, tirar os sapatos, saudar Obaluaê, o dono da Calunga.
Terminando também esta parte arriar o despacho do seguinte modo:
Esticar os panos, cruzando um por cima do outro em forma de estrela,
abrir a garrafa de anis, derramar um pouco em cruz saudando a MARIA PADILHA das 7 Encruzilhadas, encher o copo, colocando a garrafa no centro e o copo ao lado, em seguida abrir o maço de cigarros, acender um deles, deixando-o em cima do maço, que deve permanecer com as pontas para fora, depois,acender as velas, pondo-as em volta das toalhas na parte de fora, tome cuidado para não pegar fogo, terminando esta parte pegar o cigarro aceso, pondo-o em cima da caixa de fósforos, que deve ficar com as pontas para fora;
com as 7 rosasvermelhas, enfeita-se a toalha formando 1 círculo;
faça o pedido.
peça licença para se retirar, saudando novamente a Obaluaê, dando 7 passos para trás, calçando os sapatos, peça depois licença a Iansã e a Ogum Megê, agradecendo-lhes e vá-se embora. ao sair do cemitério, na porta, saudar novamente o Senhor Exú Porteira, saindo sempre de costas para a rua.

      Moça Donzela - 07 Saias

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Comidas de Santo

Comidas de Santo.

Na umbanda costuma-se dar oferendas aos guias , protetores eorixás com os seguintes objetivos:

Alcançar graças, Bênçãos e curas e muitas outras finalidades

As oferendas são Comidas específicas de cada Orixá, que para serem preparadas são submetidas

a um verdadeiro ritual.

Esses alimentos depois de prontos são oferecidos aos Orixás acompanhados de rezas e cantigas.

Oferendas

Significa dar, oferecer, entregar.

O umbandista comumente vai à natureza, nos campos sagrados (*) colocar em seu seio

Determinados elementos com o objetivo de melhorar sua vida material e espiritual.

A oferenda vem ser um processo de alteração de vibração com a finalidade de promover,

Através desta atração, o equilíbrio físico, astral e mental da pessoa necessitada.

Os materiais utilizados nas oferendas são alguns elementos encontrados na natureza,

Como flores, frutas, sementes, minerais, etc..

Outros são comidas votivas, bebidas, velas coloridas, velas de magia, defumadores,

Cigarros, charutos, carnes e aves.

Despachar significa mandar embora, livrar-se de alguma coisa jogar fora.

Despachar vibrações significa literalmente livrar-se delas.

(*) Os Campos sagrados são: Matas, pedreiras, mar, rios, lagos, fontes e cachoeiras.

Estradas caminhos, cemitérios, encruzilhada macho +, Fêmea T.

São campos considerados sagrados pela umbanda, são visitados pelos umbandistas

com um único propósito a busca de Axé, ,Axé é a força e como tal, precisa ser extraído,

desta forma se faz necessário a utilização de ritual próprio, constitui-se basicamente em pedidos

de Agô a( licença), quem de direito e saudação as forças que comandam aquele local.

Após estar dentro dos campos sagrados cada correntes com sua maneira própria efetuam
oferendas, despachos ou outro ritual que cada corrente considere necessário para atender suas
carências.

è por isso que costumamos dizer:

“ Quem dá recebe, quem recebe dá”.

RECEITAS

COMIDAS DOS ORIXÁS

Acarajé

Preparo: 1 hora e 40 minutos
Fritura: 30 minutos
Rendimento: 25 acarajés

INGREDIENTES
– 500g de feijão fradinho
– 3 cebolas médias raladas
– 1 colher (sopa) de sal
– 1 garrafa de azeite-de-dendê

MOLHO
– 500g de camarão seco torrado e moído
– 2 pimentas malaguetas
– 1 cebola ralada
– 1 colher (sopa) de coentro fresco bem batido
– 2 xícaras (chá) de azeite-de-dendê

PREPARO
1. De véspera, deixe o feijão de molho em água fria.
Retire o olhinho preto e o resto da pele e triture-o.
2. Tempere com a cebola ralada e o sal. Bata muito
bem, com uma colher de pau, até obter um creme de
boa consistência.
3. Misture bem todos os ingredientes do molho e leve
ao fogo baixo, deixando por cerca de 10 minutos.
Cuidado para não deixar o azeite-de-dendê queimar.
4. Frite a massa às colheradas, no azeite-de-dendê
bem quente, deixando dourar os dois lados. Em seguida,
sirva quente, abrindo os acarajés com uma faca e
recheando-os com o molho


CARURÚ

Preparo: 30 minutos
Cozimento: 30 minutos
Para 6 a 8 pessoas
Acompanhamentos: arroz, farofa de azeite-de-dendê,
xinxim de galinha, vatapá.

INGREDIENTES
– 1/4 Kg de camarão seco defumado

– 1 xícara (chá) de castanha de caju moída

– 1 xícara (chá) de amendoim torrado moído
– 1 cebola ralada
– 3 tomates sem pele nem sementes
– 1 maço de cheiro verde picado
– 1 litro de água fervente
– 1 Kg de quiabo cortados em cruz
– sal
– pimenta-do-reino
– 1 xícara (chá) de azeite-de-dendê

PREPARO
1. Deixe o camarão de molho em água fria por uma hora. Passe no
liquidificador e junte a castanha de caju, o amendoim, a cebola, e
os tomates bem picados. Adicione, por último, o cheiro verde e reserve.
2. Lave o quiabo várias vezes e escorra-o numa peneira. Coloque na água
fervente e ponha sal e pimenta. Ferva por 10 minutos.
3. Acrescente a mistura de camarão e temperos. Deixe no fogo por 20
minutos, mexendo sempre. Cinco minutos antes de tirar do fogo, acrescente
o azeite-de-dendê.
4. Sirva.


VATAPÁ

Preparo: 1 hora e 30 minutos
Fogo: 40 minutos
Para 8 a 10 pessoas
Acompanhamento: arroz branco

INGREDIENTES:
– 400g de pão sem a casca (mais ou menos 8 pãezinhos)
– 3 xícaras (chá) de leite grosso de coco

– 1/2 Kg de camarões médios limpos
– 1/2 quilo de peixe em postas (garopa)
– sal
– pimenta-do-reino
– suco de limão
– 2 colheres (sopa) de azeite de oliva
– 1 cebola grande ralada
– 4 tomates batidos no liquidificador e passados na peneira
– 250g de camarão seco
– 1 xícara (chá) de amendoim torrado e moído
– 1 xícara (chá) de castanha de caju torrada e moída
– noz-moscada
– gengibre ralado
– 1 xícara (chá) de azeite-de-dendê

PREPARO
1. Pique e ponha o pão de molho no leite de coco por 30 minutos.
Passe pela peneira.
2. Tempere os camarões e postas de peixe com sal, pimenta e suco
de limão.Refogue no azeite com a cebola e o tomate.Deixe cozinhar por 15 minutos.
3. Retire o peixe da panela e junte com o camarão seco (moído e sem casca), amendoim, castanha de caju, massa de pão com leite de coco, gengibre e noz-moscada.
4. Acrescente aos poucos azeite-de dendê e deixe no fogo, mexendo até obter um creme grosso.
5. Adicione parte do peixe e mexa no fogo por mais 3 a 4 minutos. Tire e sirva colocando creme sobre o peixe restante.


Bobó de Camarão

Preparo: 20 minutos
Cozimento: 35 minutos
Para 8 pessoas
Acompanhamento: arroz ou acaçá

INGREDIENTES:
– 1 1/2 Kg de camarões médios limpos
– sal
– pimenta
– suco de 2 limões – 1 maço de cheiro verde picado
– 1 folha de louro picada
– 2 cebolas raladas
– 5 colheres (sopa) de óleo

– 2 pimentões sem pele picados
– 8 tomates sem pele nem semente
– 1 1/2 de aimpim cozido
– 2 copos de leite de coco
– 4 colheres (sopa) de azeite-de-dendê
– molho de pimenta vermelha a gosto

PREPARO:
1. Tempere o camarão com sal, pimenta, suco de limão,
cheiro verde, louro e cebola. Deixe a mistura tomar gosto
por cerca de 30 minutos.
2. Refogue o camarão no óleo, juntamente com os temperos.
3. Acrescente o pimentão e o tomate. Tampe e deixe apurar
em fogo baixo durante 15 minutos.
4. Cozinhe o aimpim e bata no liquidificador com o leite de coco.
Misture ao refogado de camarão e deixe apurar mais um pouco.
5. Acrescente o azeite-de-dendê, molho de pimenta, mexa e deixe
mais 5 minutos.
6. Sirva bem quente, com arroz ou acaçá.

Preparo: 25 minutos
Fogo: 1 hora e 30 minutos
Para 4 a 6 pessoas
Acompanhamento: arroz branco

INGREDIENTES
– 300g de camarões secos
– 1 galinha de uns 1,800 Kg
– sal
– pimenta do reino
– 3 colheres (sopa) de vinagre

– 1 cebola batida
– 2 xícaras (chá) de azeite-de-dendê
– 1 maço de cheiro verde picado
– 3 sementes de coentro
– 2 xícaras (chá) de caldo de galinha

PREPARO
1. Deixe os camarões de molho em água por 2 horas. Limpe-os
2. Limpe a galinha. Corte-a e tempere com sal, pimenta e vinagre.
3. Doure a cebola em 1 xícara de azeite-de-dendê. Junte os pedaços
de galinha e doure por igual. Adicione o cheiro verde, coentro e
camarões.
4. Deixe refogar e acrescente o azeite restante. Junte o caldo de galinha aos poucos, durante o cozimento da ave (1h e 15 min).
5. Sirva logo.


Moqueca Mista
Moqueca mista de camarão e lagosta

Preparo: 25 minutos
Fogo: 20 minutos
Para 5 pessoas
Acompanhamento: acaçá ou arroz

INGREDIENTES
– 1/2 Kg de camarão médio
– 6 lagostas médias- sal
– pimenta

– 2 colheres (sopa) de suco de limão
– 1/2 xícara (chá) de azeite-de-dendê
– 2 cebolas raladas
– 5 tomates aferventados e passados na peneira
– 1 pimenta vermelha
– 2 colheres (sopa) de coentro picado
– 1/2 xícara de chá de leite de coco

PREPARO
1. Limpe bem o camarão e a lagosta. Tempere com sal, pimenta e suco de limão.
2. Ponha em uma panela o azeite-de-dendê, cebola, tomate, sal e pimenta vermelha.
3. Junte o camarão e a lagosta e leve ao fogo. Conservar por cerca de 20 minutos.
4. Adicione o coentro picado e o leite de coco
5. Sirva


ABARÁ

INGREDIENTES:
500g de feijão-fradinho
6 folhas médias de bananeira cortadas em pedaços de 10 x 20cm
2 cebolas grandes cortadas em pedaços
250g de camarão seco defumado, sem casca
1 colher (chá) de gengibre ralado
azeite-de-dendê

Para o molho
1 xícara de camarão seco defumado, sem cabeça e sem rabo
1 cebola grande picada
3 colheres (sopa) de azeite-de-dendê

PREPARO

Passe o feijão-fradinho pelo processador ou pelo liqüidificador até ficar bem quebrado.

Coloque de molho na água de um dia para o outro. Retire as cascas que subirem à superfície. Passe em água corrente e escorra. Reserve.
Cozinhe a folha de bananeira no vapor por 4 minutos ou até começar a murchar.
Bata o feijão, a cebola, o camarão e o gengibre no processador, até ficar uma massa homogênea. Junte o azeite-de-dendê e misture bem.
Enxugue bem as folhas e em cada uma coloque uma colher da mistura preparada. Numa das pontas, sobreponha um lado da folha sobre o outro. Dobre as laterais para o centro, como uma flecha. Dobre para baixo. Repita a operação com a outra extremidade.
Cozinha os abarás no vapor por 30 minutos ou até aumentar de tamanho.
Prepare o recheio: passe o camarão no processador. Frite a cebola no azeite-de-dendê até murchar. Junte o camarão e refogue por 10 minutos, em fogo baixo. Se secar, junte um pouco de água. Sirva o abará quente ou frio na própria folha de bananeira. Cada pessoa corta o abará ao meio e coloca um pouco do recheio.

Rende 30 unidades.

FAROFA DE FEIJÃO

Cozinha-se o feijão com água e sal, tendo o cuidado de mexer, para conservar os caroços inteiros. Escorre-se na peneira. Numa frigideira derrete-se o toucinho, com rodelas de cebola. Quando a cebola estiver tostando joga-se a farinha de mandioca para torrar e por ultimo o feijão, misturando tudo. Pode-se colocar pimenta com moderação.

CANJICA

Deixe de molho ½ quilo de canjica. A seguir escorra a água, ponha outra e leve a canjica a cozinhar em fogo brando até que os grãos fiquem moles (verifique apertando os grãos entre os dedos). Acrescente então, 1 litro de leite, 1 colher de manteiga e pedaços de canela em pau. Deixe ferver para engrossar. Junte depois 1 garrafinha de leite de coco. Deixe ferver novamente e sirva.

BOLO DE FUBÁ

INGREDIENTES

1 xícara (de chá) de fubá.
1 xícara (de chá) de farinha de trigo.
1 xícara (de chá) de açúcar.
1 xícara (de chá) de leite.
4 colheres (de sopa) de banha ou manteiga.
1 ½ (uma e meia) colher (de sopa) de pó Royal. ½ (meia) colher (de chá) de sal.
2 ovos.
Canela em pó a gosto.

PREPARO

Esquentar o forno.
Peneirar e medir os ingredientes secos.
Peneirar juntos esses ingredientes.
Misturar em outra vasilha os ingredientes líquidos: ovos ligeiramente batidos, leite e gordura derretida.
Acrescentar, aos poucos, os ingredientes líquidos aos secos, misturando bem até a massa ficar homogênea.
Despejar em forma ou tabuleiro untado com banha ou manteiga.
Assar em forno quente.
Passar canela com açúcar refinado sobre a superfície do bolo ainda quente.
Desenformar depois de frio.

*** Sirva o bolo com café forte e sem açúcar para os pretos-velhos ***

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Combatendo o alcoolismo

Combatendo o alcoolismo.


“Deus sempre coloca o Remédio ao lado Mal.”

O objetivo deste site desde o inicio de sua criação foi ajudar de alguma forma aqueles que sofrem.

Conhecemos um remédio eficás:
” Fé em Deus, amor ao próximo e ação”.
Nosso objetivo é fazer você saber o que é o Alcoolismo.
O que fazer .
A onde recorrer.
E como ajudar.

O Alcoolismo cria uma dependência química, é muito difícil um alcoólatra sair do vicio sozinho, o apoio da família é muito importante.


Oração para alcoolismo

Meu Deus, a minha fé se firma no poder superior de Vossa Divindade. O Vosso poder contrasta com a minha fraqueza. Basta um copo de bebida para me derrotar e humilhar ! O pior é que a minha doença envergonha e faz sofrer toda a minha família…
Meu Deus, ajudai-me e socorrei-me !
Que a Vossa bondade infinita perdoe os meus fracassos; a Vossa graça levante a minha vontade e me torne capaz de vencer a tentação do álcool.
Nossa Senhora, refúgio dos pecadores, e consoladora dos aflitos, rogai por mim e por todos os alcoólatras.
Amém.


Libertando do Alcoolismo

Arquivado em: Oração de Libertação contra o Alcoolismo — Padre Vagner Baia at 5:43 pm on segunda-feira, novembro 9, 2009

Pai querido, hoje me coloco nas tuas mãos… Como gostaria de poder nascer de novo, de voltar no ventre de minha mãe e ser uma nova criança livre deste mal que me atormenta por todo este tempo.

Quero hoje te pedir em súplicas e lágrimas por tudo que tenho passado por causa deste vício maldito

do alcoolismo, que entrou na minha vida de uma forma tão simples e tão sorrateira e vindo arruinar a minha vida.

Como tenho me sentido inútil nesta situação, tem dias que gostaria de ter a força e o poder de Jesus para me livrar desta escravidão tão terrível que me atormenta dia e noite, mesmo quando estou dormindo, não me da sossego, é como que minha vida tivesse um único sentido beber e nada mais.

Pai querido, sei que muito dessas dependências pode ter vindo pelo sangue dos meus antepassados, seja dos meus a avos, meus pais e eu acabei alimentado-me desta desgraça, e ela entrou em minha vida e foi desencadeando esta força maligna e destruidora como uma erva daninha que se aloja dentro de nos.

Sei que sozinho não sou capaz, mesmo com ajuda de meus familiares, com os conselhos de meus amigos e de muitas pessoas que gostam de mim, me sinto incapaz de vencer este mal…

Quero hoje experimentar nascer de novo, como tu disse a Nicodemos, é preciso nascer de novo, pela água e pelo Espírito Santo, se é esta graça que eu preciso clama Ti agora, vem água redentora de Jesus que jorrou do seu peito na cruz inebriar-me, lavando-me por inteiro, todo meus neurônios afetados pelo álcool, toda causa da dependência seja ela genética, ou mesmo de comunicação genética, seja meu metabolismo, meu paladar, olfata, minha visão que só me faz ver a bebida, vem fogo do espirito santo queimando em mim e fazendo toda terapia e quimioterapia no meu sangue contaminado pelo álcool.

Quero hoje também em nome de Jesus perdoar a cada pessoa que me estimulou a beber, que me levou para o vício, os que pagaram bebidas para mim, os que me deram em festas ainda quando pequeno, quando não tinha ainda consciência deste mal, seja os meus familiares que levaram bebidas para minha casa e aquilo me estimulou a fazer oque eles faziam, quero perdoar a mim mesmo por ter aceitado compassivamente a beber, seja por causa da minha timidez, por causa das minhas rejeições, seja por causa de minhas inferioridades, seja por causa de meus medos, seja para buscar estímulos para minhas fraquezas , vem Jesus com seu sangue redentor me lavando a cada uma dessas áreas de minha vida, preciso mais do que nunca ser livre deste mal e desta doença tão angustiante.

Quero te pedir Jesus, assim como tu fostes livres e não te deixastes escravizar por nada deste mundo, da-me deste tua graça , da-me da tua força que foi capaz de resistir a estas tentações tão estimulante em nossa vida, lava-me Jesus todo meu inconsciente, consciente, que foi gravando esta necessidade, este estimulo em meu celebro para que ele processa esta necessidade, eu preciso Jesus ser livre em cada área de minha vida, não posso continuar depende mais deste vício tão maldito que esta me destruído toda minha capacidade seja intelectual, emocional, espiritual, tudo esta sendo afetado hoje em dia em minha vida, vem Jesus com teu poder me libertar, eu permito tua cura em minha vida…

Senhor , quero te pedir perdão, pelas vezes que dominado pelo álcool, fui motivo de escanda-lo para minha família, pelas vezes que cai por terra, fiquei estirado nas ruas, nos bares, nas festas como se fosse um resto humano desfigurado, as vezes cai no meu próprio vomito, sujo e desfigurado, pelas vezes que briguei, fui causa de violência e perturbei as outras pessoas com palavrões e ofensas, que perdi meus empregos e que as únicas pessoas que valorizei foi os que bebiam comigo, perdoa-me Senhor que eu fiz meu corpo templo de Deus um templo de álcool…liberta-me desta desfiguração humana…

Senhor clamo o teu perdão, por tudo que joguei fora, seja meu salario, meus bens, meu emprego, as amizades que perdi, meus familiares que não me suportam mais, nem mesmo olhar para mim, outros me vêem como um resto, um nada ou como alguém que só causa problemas e sofrimentos…liberta-me Senhor desta maldição e não quero que nada disso vá para para a minha progenitura, vem me curando desta mal e me lavando com seu sangue….

Senhor, olhe com misericórdia por mi e por este vício maldito, porque muitas vezes que me pediram para internar-se, para ir a um tratamento, eu rejeitei e briguei, ofendi a cada pessoa que me ofereceu socorro, que não tive coragem de lutar contra este v´cio, que me acomodei com ele, vem Senhor com teu poder me dar coragem agora e me reanimar para recupera este tempo perdido no alcool

Tenha compaixão de mim, porque me senti incapaz, para a minha vida afetiva, minha vida sexual, para meus relacionamentos de trabalho, para minha vida de oração, de ir a Igreja e até mesmo pensando em morrer bebendo e o vejo que isto não me leva a nada, liberta-me destes pensamento e deste sentimentos que me atormento meu interior…lava-me Jesus com teu sangue…

Sei Senhor, que através desta oração, Tu esta me acolhendo no seu amor restaurado e me fazendo renascer de novo pela força do Espirito Santo, e sei que isto vai exigir de mim muito, até mesmo as se for necessário me internar em numa clínica, ou ter quer freqüentar um grupo de ajuda, o AA, um grupo de oração, quero mês esforçar , por isso clamo teu poder, tua fortaleza para que eu não desanime mesmo que eu posso recair um dia, sei que esta não é a tua vontade, e já te agradeço por toda esta cura que o Senhor faz em mim…. me lavando, me purificando de todo mal que o alcoolismo fez em mim…louvado seja teu nome e o teu poder em minha vida, agora a minha vida te pertence e quero ser um homem novo…Amem!!!!!


Oração do alcoólatra

Ó Santo Onofre, que pela fé, penitência e força de vontade vencestes o vício do álcool, concedei-me a força e a graça de resistir à tentação da bebida. Livrai de vício, que é uma verdadeira doença, também os meus familiares e os meus amigos.

Abençoai os “Alcoólicos Anônimos” para que conservem firme o seu propósito de viverem afastados da bebida e de ajudar os seus semelhantes a fazer o mesmo.

Virgem Maria, mãe compassiva dos pecadores, socorreio-nos!

Santo Onofre, rogai por nós!

Segundo uma tradição, Santo Onofre era de estirpe real.

Era dado ao vício da bibida; mas com fé em Deus, com muita penitência e força de vontade, venceu o vício e tornou-se ermitão em Tebaida, no Egito.

É invocado para pedir ajuda no vício de álcool.

clique no link abaixo e conheça as consequências:

Alcoolismo e Abuso de Álcool

Confie sempre que tudo é possivel para aqueles que tem fé.
Ajude aqueles que não consegue se levantar sozinho.
estenda sua mão.
A indiferença mata, se todos lavarem as mãos, e ninguém fizer nada pra ajudar o seu próximo.
O que podemos esperar daquele que disse:
” amarás o teu próximo como a ti mesmo”

 

Que  Jesus e sua imensa falange de trabalhadores do Bem.
Anjos, Santos,guias protetores, Orixás.
derrame sobre você e sua familia, as mais ricas Bênçãos.
E ajude aqueles que estão ao seu lado a se libertar do Vicio do Alcoolismo.
Axê.
Pra você que acabou de ver essa Página e graças a Deus não tem nenhum parente, amigo ou conhecido vivendo esse trama, peço que tire alguns minutos de seu tempo e faça uma prece sincera e espontânea a jesus.
No sentido de enviar forças e luz aos que precisam de forças pra se libertar do Vicio.
Um abraço fraterno.

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Causas da desmotivação do médium de Umbanda

Causas da desmotivação do médium de Umbanda

Eu acredito que muitos dos que aqui lerem esse texto, já se sentiram desmotivados ou mesmo já se depararam com pessoas que por mais que tinham anos de Umbanda, numa determinada ocasião, fraquejaram e sentiram vontade de largar tudo, digo pessoas mais velhas na religião mas não deixo como regra, porque esse tipo de sentimento não tem uma determinada época ou regra para acontecer então cabe a todos.

As vezes a pessoa sente uma perda de energia tão grande, que ela não consegue nem acender uma vela,

na realidade ela não sente vontade, ela até se inclina a fazer, mas chega na hora “H”, ela pensa agora não, depois… . E nisso vai passando-se os dias. E como um vírus pestilento a desmotivação vai tomando conta.

Essa desmotivação pode ser provocada por ns. questões, originadas em nós mesmos (pela forma que nos enxergamos perante a vida), pelos outros (que muitas vezes nos derrotam, nos jogam para baixo), ou mesmo por ordem espiritual (assédio, obsessão). Vamos refletir juntos a respeito.

Muitas vezes essa desmotivação começa pela forma com que nos enxergamos perante nossa vida, pelas nossas próprias expectativas que vamos criando em torno de nós, muitas vezes o médium chega num patamar de tão necessário, diria até insuperável, que ele não se permite fracassar diante de um obstáculo, tipo… “… eu sou médium, filho de Ogum, eu tenho que conseguir ajudar tal pessoa, eu estou acima de tudo, eu nunca erro, tudo dá certo para mim…”, só que infelizmente não é bem assim, e as vezes o médium se depara com inúmeras dificuldades na vida e obstáculos que ele vai começando a perceber que mesmo ele tendo amparo espiritual está sujeito as entrelinhas que a vida impõe, essas dificuldades poderão surgir em ns. aspectos e setores da vida, é no ambiente familiar, aquele filho que está andando em más companhias, e na harmonia conjugal que anda de mal a pior, é na saúde que anda mais frágil do que de costume, é a crise financeira que assola o país que lhe tirou o trabalho, os recursos para manter a sua casa e família e assim por diante, e todas essas questões vão abalando a fé daquela pessoa. A falta de aceitação perante os obstáculos vão minando as forças, porque nem tudo depende unicamente da pessoa, as vezes os braços se cansam, doem de tanto empunhar a espada na batalha. E o guerreiro fraqueja, e pode se deixar sucumbir. As vezes a aceitação é necessária, é preciso recuar, esperar o melhor momento para continuar, contornar a situação, mas nem sempre a ansiedade deixa que isso aconteça, e quando nada se concretiza a desmotivação aparece.

O médium começa a perceber que ajuda a muitas pessoas, mas se desmotiva quando não consegue ajudar a si mesmo. E muitas vezes isso acontece porque ele se deu um poder que não pertencia a ele, e se esquece que está aqui em uma escola, um mundo de espiações e o que tiver que passar, ninguém poderá passar por ele. A grande diferença é como ele vai se colocar perante as dificuldades, se vai se abrir a ter apoio ou não de seus guias e mentores.

As vezes é preciso se silenciar para ouvir o espiritual.

É tanto sofrimento que a pessoa vai perdendo a crença nos próprios resultados, e começa a pensar: “…vou todos os dias de gira no terreiro, cumpro minhas obrigações direitinho, e por que meu Pai acontece tanta coisa de ruim comigo?”, com essas e outras o médium vai perdendo a crença e a confiança na sua própria capacidade de superação, ninguém é de ferro, somos médiuns, mas não somos os próprios Orixás que nos regem, e enxergar essa limitação ajuda a criar forças para superar as dificuldades. Porque o que causa a desmotivação é achar que NÃO CONSEGUE MAIS, QUE NÃO É MAIS CAPAZ DE REALIZAR ALGO.

Essa visão é tão equivocada que vemos críticas pesadas oriundas de terceiros que dizem: “… está assim desse jeito porque é “Macumbeiro”, fica mexendo com coisas de espíritos, isso é atraso de vida…”, até então nem devem ser consideradas porque são perseguições oriundas de pessoas que nem sabem o que estão falando na grande maioria das vezes, agora mais triste é ver críticas de tão forte teor vindas dos próprios irmãos de fé, que dizem: “…fulano está assim porque o terreiro onde frequenta é fraco, suas entidades e guias são fracos…”. Como se nossos guias fossem responsáveis por tudo que nos acontece, essa perseguição ignorante chega ao cúmulo do absurdo quando vemos médiuns que simplesmente sofrem calados, porque temem ser criticados, humilhados por outros irmãos de crença. Porque lhes digo e afirmo que quem está sofrendo não quer que lhes atire pedras ou críticas, apenas uma motivação ou mesmo o apontar de um caminho, uma saída já ajuda é suficiente, ou quando mais se não puder ajudar apoie.

Uma das causas também da desmotivação é quando o médium acha que já aprendeu tudo, já sabe de tudo, não se abre a aprender coisas novas, não se defronta perante seus próprios conhecimentos, irredutível não aceita críticas, não se dá o direito a duvida e ao questionamento de pensar, será que tudo que sei é certo mesmo? E mesmo quando correto, não se deixa aprimorar-se. A falta de expectativa de renovar-se e aprender no dia a dia na religião também trás desmotivação, tudo vira rotina.

O médium muitas vezes acredita que ele não consegue fazer outras coisas, ele se bloqueia tanto que não consegue ver as esquinas que existem em sua estrada, só vê um caminho reto, sem curvas e vazio. Mas seu medo, a sua falta de crença em si mesmo não permite ver que em cada esquina dessa estrada tem alguém ali, te intuindo, te inspirando a prosseguir, porque nossos guias não podem vir e resolver e viver por nós, mas podem nos intuir, nos encaminhar e nos inspirar a uma saída, até mesmo nos inspirando a aceitação necessária para determinados momentos nos inspirando a desapegar e continuar, porque ficar ali não vai resolver muita coisa. Quem nunca esteve numa situação e do nada recebeu um telefonema, ou cruzou com uma pessoa que a tempos não via, e bate papo aqui e bate papo ali, quando acabou percebeu que aquela pessoa havia deixado algo, a boa palavra, uma esperança, um encorajamento, as vezes nossos guias usam da boca de outras pessoas para chegar até nós.

A desmotivação muitas vezes é oriunda, pela nossa teimosia e descrença, mesmo dizendo que tem uma fé inabalável, que ama seus guias e Orixás, mas muitas vezes o médium vai pede, ora, faz sua oferenda, acende sua vela e pede muito uma determinada coisa ou quer muito um determinado resultado, e pensa:“… meu orixá vai me dar, meu preto velho vai buscar para mim, meu exú não há de me faltar..”, e de repente, “BUMM” não rolou, não deu certo, você não conseguiu, e logo vem a revolta, para que eu vou no terreiro, eu não vejo uma melhora na minha vida, eu não consigo nada de bom, eu só me lasco, ah quer saber não quero saber mais de nada de terreiro, de guias etc, e lá fica umas horinhas xingando, praguejando, revoltado. Ah e não me venha dizer que isso não acontece, porque acontece sim, a fé fraqueja, somos falíveis, e estamos bem longe da perfeição.

Só que o médium se esquece, que nem sempre aquilo que ele está pedindo é bom realmente para ele, por isso quando pedirem digam: SENHOR, QUE EU SEJA ABENÇOADO COM O QUE O SENHOR RESERVOU DE MELHOR PARA MIM. QUE SEJA FEITA A SUA VONTADE. Muitas vezes não sabemos o que estamos pedindo, mas nossos Orixás, guias e mentores sabem.

Sabe aquela frase que diz: FILHO DE UMBANDA BAMBEIA, MAS NÃO CAI, ela é bem cabível nesses momentos, mesmo diante de tanta revolta nossos guias não nos abandonam e sempre buscam nos ajudar na medida do possível que lhes é permitido, porque saibam que nem tudo eles podem intervir.

E o filho de pemba fica ali desmotivado, desanimado diante de tantas lutas e dificuldades, mas as vezes é preciso chegar no fundo poço, para olhar para o alto e ver que tem uma saída, temos nosso instinto de sobrevivência nato, a gente chora, se desespera, mas tem uma coisa ali dentro de cada um que é mais forte do que tudo, a nossa FÉ. A Fé é como uma chama de uma vela que tem momentos que ela fica pequinininha quase imperceptível e tem outros que vira uma labareda de fogo imensa. E nós somos a vela e quando nossa chama ameaça de apagar vem nossos guias e nos cercam para que vento nenhum a apague.

Sabe meu irmão e minha irmã, não é vergonha as vezes fraquejar, bambear, isso acontece até com os mais valorosos médiuns, ter medo todo guerreiro tem perante a batalha, e o medo nem sempre é ruim, as vezes o medo nos ajuda a recuar na hora certa e descobrir a melhor estratégia para vencer. E quando sua prece não querer sair da sua boca, porque a tristeza e a dor a está impedindo, reze com a alma e com o coração, feche os olhos e converse com Deus, com seus Orixás e seus guias com seu pensamento, porque este ninguém consegue barrar.

E se sua desmotivação for ocasionada dentro do próprio terreiro, com as pessoas que ali estavam, pensa que talvez essas pessoas lhe foram colocadas para te ensinar algo, para que se auto superasse, para lhe ensinar a não cometer os mesmos erros, sobre as leis de compaixão, perdão e caridade, pense que essas pessoas lhe foram colocadas em sua vida para te ensinar a ser mais forte, e fortalecer sua fé e crença em si mesmo. Mas lembre-se que essas pessoas podem se dizer fazer parte da Umbanda, mas não são a Umbanda como um todo, e que dentro dessa egregora há várias famílias e que se essa não é para você com certeza terá uma que será, porque Orixá é vento que ninguém prende, ele caminha por todos os caminhos e espaço, e onde você estiver seu Orixá irá estar com você.

Mas há outra questão mais preocupante correlacionada com a desmotivação, é o assédio espiritual oriundo do acumulo da tristeza, depressão, quando nos desmotivamos, nos derrotamos na verdade, abrimos um canal perigoso, nossas armaduras tendem a ir ao chão, ficamos vulneráveis e desprotegidos, e alguns espíritos usam de nossa fraqueja para nos atingir. Acabamos por nos sintonizar naquela frequência negativa, tudo fica enegrecido em torno da pessoa, parece que a esperança acabou, porque esses espíritos acabam por nos induzir e acentuar ainda mais determinados sentimentos. Infelizmente muitos médiuns nos chegam até nós no fundo do poço, completamente vampirizados, porque cederam a essas forças nefastas, obsediados precisam não só da força de seus guias e mentores mas de toda uma egregora espiritual que como um exército se prontificara a lhe salvar o espírito, resgatando sua força de viver, é por essas e outras que é tão preocupante quando vemos uma pessoa desmotivada sem vontade de viver.

A desmotivação tem levado a muitos danos e perdas, pode sim ser algo momentâneo como mencionei, algo passageiro, uma doença que após o paciente medicado com uma boa dose de motivação e encorajamento acaba rapidinho, mas como todo mal se não tiver conscientização imediata, incentivo, poderá se tornar algo muito danoso e perigoso, levando a consequências terríveis, uma dessas consequências que temos presenciado é o SUICÍDIO, que é a fuga, a falta de vontade de viver, é quando a pessoa usa do seu sopro para desligar o botão o laço que liga sua vida a esse mundo, é muito triste, porque se essas pessoas tivessem tido talvez a palavra certa na hora certa, muitos não teriam feito tal ato.

A vida está ai, linda e bela, temos ns. motivos para nos motivar, mas como seres humanos falíveis tendemos a sempre olhar para o lado negro da situação, hoje em dia viver nos dias atuais onde nossos antepassados diziam é uma luta, hoje em dia está sendo uma guerra, são ns. dificuldades e obstáculos, mas temos graças a Deus e aos Orixás uma arma forte e imbatível, nossa FÉ, e ela tem que ser renovada todos os dias, é em pensamentos, nas boas palavras e ações. Quando temos FÉ sempre há uma luz no final do túnel a nos guiar, que nossa luz chegue na frente, derrubando todas as muralhas escuras impostas. E quando nossa FÉ fraquejar, está na hora do filho de pemba, se colocar de joelhos novamente e orar. A oração aquieta e acalma nos dando condições de pensar e sempre aparece uma boa saída.

Por isso, cuidado com a desmotivação, encoraje-se, motive-se, tenha Fé que não há mal que dure para sempre. Tudo passa.

Cristina Alves

Templo de Umbanda Ogum 7 Ondas e Cabocla Jupira

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Casamento na Umbanda

CASAMENTO NA UMBANDA

Na umbanda se realiza a exemplo de outras religiões o batismo, o matrimônio e os rituais fúnebres.

SOBRE A FELICIDADE NO CASAMENTO

Escrevi e tenho dito nos casamentos aquilo que chamo de os Dez mandamentos de um casamento feliz.

Não é receita, é um projeto de construção da felicidade no casamento. Amar pode e deve dar certo.

Sejam sábios: Nunca se irritem um com o outro ao mesmo tempo.

Sejam inteligentes: Lembrem-se que quando um não quer, dois não brigam.

Sejam gentis: Jamais gritem um com o outro a não ser que a casa esteja em chamas.

Sejam amigos: Se um tiver que ganhar a discussão deixe que seja o outro.

Sejam honestos: Se cometerem um erro reconheçam e peçam perdão.

Sejam companheiros: Se tiverem que criticar que seja para somar nunca para dividir.

Sejam positivos: Não remoam erros passados. Águas passadas não movem moinhos.

Sejam criativos: Inovem sempre, namorem sempre, fujam da mesmice sempre.

Sejam amorosos: Pelo menos uma vez ao dia digam ao outro uma palavra de carinho.

Sejam bons amantes: Nunca durmam com mágoas. Por que perder uma noite de amor?

      familia

 

Casamento é complicado mesmo,são pessoas diferentes,

que foram criadas por pessoas diferentes,

que tinham vidas diferentes,que resolvem unir as vidas…
É comum brigas,desentendimentos,na medida do possivel,
mas precisamos também crescer e fazer valer a pena!
Com o tempo a relação se estabiliza.
Agente aprende a ceder para o bem do outro
a mudar para não machucar
a amar mais,a brigar menos

É um processo lento,mas que compensa.

Pai Francisco das Matas e Vovó Catarina do Congo…

O casal mais formoso do sertão nordestino.

Pai Francico nasceu numa fazenda do Maranhão; era casado com Vó Catarina, uma negra bonita que veio do Congo, na África.

Eles tiveram nove filhos, três foram mortos pela escravidão, dois mortos no parto e os outros vendidos pelo mundo. Era ainda o século XIX e a escravidão judiava negros e índios.

Só os brancos tinham vez. Pai Francisco, como era conhecido, gostava de fazer suas rezas, seus benzimentos e suas orações.

Assim, auxiliava a todos que precisavam de ajuda na senzala.

Trabalhava na lavoura de cana-de-açúcar e iguarias para tempero.

Vó Catarina ajudava nos afazeres da fazenda e cuidava dos sinhozinhos.

Apesar da tristeza da perda dos filhos, os dois eram felizes juntos.

Vó Catarina era assim chamada, porque ajudou a trazer ao mundo muitas crianças.

Ela e Pai Francisco sempre socorriam os escravos das chibatadas e dos maus tratos.

Davam guarida, apoio e alimento. Vó Catarina adoeceu muito depois que a escravidão levou seu último filho.

Por mais que se esforçasse, a dor foi tomando conta e ela morreu de tristeza.

Pai Francisco já não era tão jovem e, quando saiu a Lei Áurea, ele ficou sozinho e sem lugar para morar.

Então começou a peregrinar pelo sertão nordestino.

Carregava consigo uma matula de carne seca com farofa, uma moringa com água e um cobertor.

Cobria sua cabeça com um pano e fumava seu pito enquanto caminhava. Costumava cantarolar canções da senzala pelo caminho.

Ele viveu mais vinte anos andando pelos caminhos do sertão.

E com o tempo ficou conhecido como o “Velho do Caminho”. As pessoas lhe davam pouso, água e comida e em troca ele curava os enfermos do local.

Quando faleceu, estava descansando embaixo de uma árvore e ouviu Vó Catarina o chamando – seu tempo na Terra havia acabado.

Pai João do Congo

“Saiba, ó filho meu… Que existiu uma época muito distante, em que o calendário não registrou nos anais da história da terra, um povo entre as diversas raças humanas que passaram, como estrelas espalhadas no firmamento, sábio e culto, filosófico e sonhador…

Sonhavam em retornar ao seu lar sidério, situado entre as estrelas da constelação do Cocheiro… e por isso, os mais dotados espiritualmente, insistiam em olhar o céu e suspiravam de saudade…” A lua com seu raio argênteo, espraiava-se sobre as encostas setentrionais daquela região onde hoje se encontra Madagascar, há muitos e milhares de anos…

O homem sagrado bordejava a orla do mar, e em seu caminhar contemplava a imensidão dos astros notívagos e suspirava com seu olhar marejado, as constelações como se quisesse ler no misterioso livro do céu o futuro de seu povo…

Alto e esguio, de compleição delicada, olhos brilhantes e profundos, Nalmyskar, o sacerdote do templo de Obhaluayê perscrutava as conjunções do céu para compreender os vaticínios que chegaram através de seus sonhos, com relação aos acontecimentos prestes á desabar sobre seu país…

Com seu cajado na mão direita, permanecia de pé ao som do mar e á luz dos espaços infinitos, e assim permaneceu por longas horas, em contemplação silenciosa…

Revia o sonho e cada parte triste…o povo inteiro seria colocado á prova por desprezar a grande lei de zambi!

E agora os Araxás através de seus sonhos anunciavam a grande tragédia que se abateria sobre todos como remissão dos pecados…

A sabedoria milenar há muito fora deturpada por sacerdotes corrompidos, que se deixaram levar pelos ouropéis e vaidades humanas, patrocinando verdadeiras orgias, descambando para a magia negra…

Triste sina de um povo que já foi a aurora de uma civilização grandiosa! Muitos serão banidos, degredados, irão para longe de seus lares, como escravos de uma raça que não tardaria em surgir no horizonte, em busca de conquista e ouro.

Famílias inteiras separadas, genocídio, depravação e miséria seria o castigo deste povo orgulhoso e vingativo que ousou contrariar as leis sagradas dos Araxás…

a sagrada lei de zambi! Os grandes e brilhantes olhos do sacerdote derramavam copiosas lágrimas, vertidas de seu coração sincero, pois guardava as leis sagradas e vivia de acordo com os mais altos ensinamentos de sua escola de iniciação. Sabia que voltaria para seu lar sidério, para a sua amada estrela situada na constelação do Cocheiro, mas e o seu povo? Voltaria á vê-los? Aqueles que ficavam, que atraíram para si os olhos enérgicos dos Araxás? Enquanto assim permanecia, não percebeu sublime Entidade postada á seu lado, que lhe observava com profundo amor e carinho. Uma brisa fresca roçou seu rosto magro e escuro como ébano, e uma voz se fez ouvir, como que vinda da distância que ele mesmo contemplava da sua saudosa estrela… “…Nalmyskar! o grande Zambi te abençoa através dos sagrados Araxás!

Trago-te a promessa de que, tão logo seu povo sinta o braço pesado e longo do carma, você retornará para cumprir missão junto aos teus mais caros afetos! Numa terra que ainda está por ser descoberta, muito além mar, tu irás voltar para o seio do povo que tanto amas, e assim auxiliá-lo na difícil missão de retornarem aos braços de Zambi, através da dor e do sofrimento

. Os Grande Senhores da Aumbhandhã, os Mestres da Luz Primaz ouviram tuas preces, abençoado sacerdote, pois que tu guardaste a lei de Zambi em seu coração! Retornarás como Guia de uma futura religião que está para nascer nas terras do Cruzeiro do Sul,e inspirarás com teu exemplo de humildade os teus filhos deserdados… Serás conhecido como Pai João do Congo por muitas gerações que te sucederão ao longo da jornada que ora se inicia em tua experiência íntima, e terás a alegria de ver voltar ao aprisco do amor de Zambi muitos de teus filhos desgarrados, que com teu amor, com tua dedicação e humildade irás inspirar aos dias melhores no futuro…

Por agora descansa, prepara teu espírito para as horas amargas que se abaterão, logo que a lua mude seu ciclo, para alertar mais uma vez teu povo das severas lições que lhe aguardam! Paz e Luz,

Nalmyskar, abençoado dos Araxás!” Com os olhos marejados, e profundamente emocionado, o velho sacerdote retornou a passos lentos em direção de sua aldeia, enquanto a lua, em seu zênite parecia compartilhar com a tristeza do velho ancião…

Mensagem psicografada por:

João B.G.Fernandes

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Caridade no lar

Caridade no lar (casa)

Sempre nos é passado, pelas nossas amadas ENTIDADES trabalhadoras da UMBANDA.
Que “A CARIDADE COMEÇA EM CASA.”
E está é uma verdade incontestável.
Pelo simples fato que todo o ALICERCE para a formação de um SER HUMANO nos vastos CAMPOS DO APRENDIZADO.
Se é necessário o EQUILÍBRIO dentro do LAR.
E esse EQUILÍBRIO precisa estar evidente no caminho de um Pai de santo/Mãe de santo, DIRIGENTE, MÉDIUM COMUM, CAMBONO, ATABAQUEIROS (OGÃS) e até mesmo ASSISTÊNCIA.

Mais principalmente aqueles que compõe a CORRENTE MEDIÚNICA.
Do que adianta o SER sair em desequilíbrio de seu LAR .
Se as coisas não vão lá muito bem.
Deixe tudo encaminhado para que possa estar levando as bençãos que irá receber.
Para a harmonização do seu lar.
E o mais importante a harmônia que se receber, deixar essa se perpetuar.
Muitos podem até dizer:
“A mais não vou estar bem todos os dias, sou humano.”
Exatamente.
E tenho um adentro (definições), diante desta situação.

“ERRAR POR FALTA DE CONHECIMENTO É UMA COISA.”
“E ERRAR QUANDO SE TEM O CONHECIMENTO JÁ É OUTRA.”

Vamos colocar de uma forma de fácil entendimento.
Imagine hoje é o dia do SER (médium) estar no TERREIRO (CENTRO) para cumprir com suas OBRIGAÇÕES (COMPROMISSOS) espirituais. E sabendo que suas OBRIGAÇÕES são de NATUREZA ESPIRITUAL.
O que ELE (MÉDIUM) vai estar levando para aqueles que vão a busca, será que ELE (MÉDIUM) vai estar preparado, equilibrado para doar à ENTIDADE e ASSISTÊNCIA o que cada qual necessita.
Do que adianta o MÉDIUM com o CARGO que se tenha dento do TERREIRO (CENTRO).
Estar em desequilíbrio dentro de seu LAR.
ELE se torna um ALVO FÁCIL.

“E DEVEMOS NOS LEMBRAR QUE A CARIDADE PRATICADA NO TERREIRO COM NOSSAS ENTIDADES ARRIADAS (incorporadas/acopladas). SÃO DE EXCLUSIVA AUTORIA DELAS.”

Podem até perguntar e ao cedermos a nossa matéria para INCORPORAÇÃO/ACOPLAÇÃO das ENTIDADES não estamos fazendo CARIDADE.
Sim, mais vamos colocar a CARIDADE EM PORCENTAGEM.
Seja na mediunidade: CONSCIENTE, SEMI-CONSCIENTE ou INCONSCIENTE.

99% da ENTIDADE – 01% do MÉDIUM.

Por isso é sempre recomendado pelas mesmas.

“A CARIDADE COMEÇA EM CASA.”

Na tolerância com os seus, naqueles que lhe são próximos.
E muitas vezes até e pedido para que olhe para seus semelhantes que se encontram em leitos (hospitais)….então por estas e outras coisas.
Que toda CORRENTE MEDIÚNICA desde PDS/MDS (DIRIGENTE) MÉDIUM COMUM (SEM CARGO), CAMBONOS, TABAQUEIROS (OGÃS).
E até mesmo a ASSISTÊNCIA que é preparada para AUXILIAR.
Pelo simples fato que na ASSISTÊNCIA se existe muitos MÉDIUNS que doam seu ECTOPLASMA.
Antes de nós direcionarmos à um TERREIRO (CENTRO) dizendo:
“EU VOU FAZER CARIDADE.”
Mudemos a frase e digamos:
“DENTRO DO TERREIRO (CENTRO)EU VOU ME DOAR PARA QUE A ENTIDADE PRATIQUE À CARIDADE.”

Pelo simples fato que a CARIDADE mais próxima e reformuladora (ato de reformular), está no próprio LAR. É no LAR que o MÉDIUM tem uma das maiores oportunidades.
Saravá!!!
(Por José B. Silva)

Para refletir.

Deus escreve certo, por linhas tortas… assim diz o ditado.
Muitas vezes não compreendemos muito bem Seus desígnios, questionamos, choramos, ficamos tristes ou indignados.
Analisando nossa caminhada nesta existência, encontramos provas de Sua sabedoria, aquela sabedoria que é muito maior que a nossa.
Aquela sabedoria que nos ensina a andar e a trilhar novos caminhos nos conduzindo a novos horizontes, a novos amores, a novos amigos, a novos destinos.
Deus é tão poderoso que quando pensamos estar desamparados, na verdade, Ele nos está carregando nos braços.
Cada vez mais podemos aprender, a cada dia que passa devemos nos render, abaixar nossa cabeça em sinal de reconhecimento.
Livre arbítrio. É o que temos. É o que muitas vezes não entendemos ou não sabemos usá-lo. Rica é a pessoa que sabe compreender e tê-lo de forma verdadeira e honesta.
Podemos sentir paz ao pensar nisso, em abrir nossos braços para receber um amigo ou uma amiga, um amor ou um novo desafio de vida, uma nova tarefa, um novo caminho.
O nosso desejo sincero e pedido implorado é que Deus nos ensine cada vez mais, que nos mostre onde erramos, onde acertamos, onde devemos ir, quem devemos abraçar, quem devemos amar, quem devemos ajudar, a quem devemos ter piedade e a quem devemos ter compaixão.
Abaixemos nossa cabeça quantas vezes forem necessárias para que possamos aprender.
Peçamos a Ele o amparo, a benção, o amor de Pai, a compaixão, a benevolência Divina todos os dias de nossa vida para que nós possamos trilhar os caminhos que sabemos que são os corretos pois o que pensamos realmente, é que não somos ninguém nesta vida, iremos voltar ao pó, não levaremos nada daqui, apenas levaremos nossas ações, nossa verdade, nossos sentimentos, nossa humildade se a tivermos, assim como nosso amor se o tivermos também e nosso espírito se não o tivermos vendido.
” O Senhor escuta as preces daqueles que pedem para esquecer o ódio. Mas está surdo aos que querem fugir do amor.”
“Chegamos exatamente onde precisamos chegar porque a mão de Deus sempre guia aquele que segue seu caminho com fé.”
“A melhor maneira de mergulhar em Deus é através do amor.”
“Somente os homens e mulheres com a sagrada chama no coração possuem o valor de enfrentar a Deus. E somente estes conhecem o caminho de volta para Seu amor, porque entendem finalmente que a tragédia não é um castigo, mas sim um desafio.”
“Deus está onde o deixam entrar.”
“As palavras de Deus estão escondidas no mundo que nos rodeia. Basta prestar atenção ao que acontece em nossa vida para descobrir em qualquer momento do dia onde Ele esconde suas palavras e sua vontade.”

Acabou o diálogo?

E agora?

Muitos casais permanecem juntos vivendo vidas separadas por um silêncio insuportável.Será que esta incomunicabilidade dentro de casa é intransponível?

Quando o silêncio se instala entre o casal, as esperanças e os projetos de vida do início do romance cedem lugar a uma triste e desgastada solidão a dois.

Por mais que se queira, tudo o que não é dito não fica claro pode ser traduzido em diversos significados.

“A falta de comunicação entre pessoas que moram juntas é uma situação bastante comum”, diz a terapeuta Virgínia Cavalcanti. “Não são poucas as ocasiões em que recebo clientes no meu consultório, homens e mulheres que há anos não conversam com parceiros com quem vivem sob o mesmo teto, a não ser sobre o indispensável.

As queixas de ambos os lados são as mesmas. “Ele(a) não me escuta, nem adianta eu falar”. “Quando chega a hora de voltar pra casa é um inferno, fico fazendo hora na rua”, e assim por diante.

Por força da sua própria natureza, o silêncio dá margem a infinitas interpretações. O que fazer?

Se você está vivendo uma situação de falta de diálogo, procure identificar as causas da falta de comunicação do parceiro ou sua. Ajudará muito a dissolver o gelo e chegar a um entendimento.

Veja aqui algumas das razões que, freqüentemente, se encontram por trás do silêncio passageiro ou constante.

O silêncio culpado:

Atitude comum de defesa quando um dos parceiros se sente culpado em relação ao outro e foge, trancando-se na falta de comunicação. Evitar falar é uma forma não encarar a situação.

O silêncio-inseguro:

Muito comum. Funciona como uma forma de defesa das pessoas que temem não serem aceitas como são. Como têm baixa autoestima, disfarçam seus possíveis defeitos e erros calando a boca, como se isto os tornassem invisíveis e imperceptíveis para o outro.

O silêncio-punitivo:

Acontece quando um dos parceiros resolve castigar o outro ignorando-o, como se aquele não existisse. Pode ser enlouquecedor quando o parceiro não tem a menor idéia da razão que levou o outro a se calar.

O silêncio-tédio:

Quando não há mais objetivos nem interesses comuns, a convivência perde o sentido e o silêncio sinaliza a falta de afinidade entre o casal.

O silêncio-pra-cutucar:

É o que pretende despertar o outro, como uma alfinetada. Ou chatear, como uma implicância.

O silêncio-magoado:

É aquele que se instaura em decorrência de algo que o outro fez e provocou mágoa. Se a questão não for falada e elaborada pelos dois, pode se transformar em feridas profundas, às vezes, irreversíveis.

O silêncio-expectativa:

É o que espera que o outro perceba o quanto se precisa dele e bata à nossa porta. É um pedido mudo de atenção e de ajuda.

O silêncio desesperado:

É usado, geralmente, como recurso extremo quando alguém não acha mais palavras para se fazer presente, para se fazer entender.

O silêncio-desprezo:

É utilizado para demonstrar à outra pessoa alguma coisa de ruim que se pensa ou se sente a respeito dela. Por alguma razão, não se consegue verbalizar o motivo deste desprezo. Ou, quando se consegue, o silêncio é utilizado para reforçar o que se disse.

O silêncio-indiferente:

É aquele que acontece quando o parceiro(a) não desperta mais nada no outro.

O silêncio-ofendido:

Há casos de pessoas que passam longos períodos, mesmo anos sem dirigir a palavra a alguém que os ofendeu, mesmo vivendo sob o mesmo teto.

O silêncio-fim-de-caso:

É usado como forma de mostrar que o amor chegou ao fim. às vezes, ocorre espontaneamente, com o esvaziamento da relação. às vezes, é a única maneira de mostrar, através da ausência de palavras, aquilo que não se tem coragem de falar.

O silêncio-birra:

É uma atitude infantil, uma “malcriação” de quem não tem maturidade suficiente para enfrentar as dificuldades, muito menos para verbalizar. Geralmente é passageiro e não causa grandes danos.

O silencio-controlador:

É praticado por quem acredita que pode manter o outro preso pela necessidade de entender o que este silêncio esconde.

Ou por quem não sabe claramente como conduzir um momento complicado.

É o silêncio que nada resolve, que adia soluções.

Paula Lemos

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CABOCLO TUPINAMBA

CABOCLO TUPINAMBA

O termo tupinambá provavelmente significa “o mais antigo” ou “o primeiro”, e se refere tanto a uma grande nação de índios, da qual faziam parte, dentre outros, os tamoios, os temiminós, os tupiniquins, os potiguara, os tabajaras, os caetés, os amoipiras, os tupinás (tupinaê), os aricobés e um grupo também chamado de tupinambá.
Os tupinambás como nação dominavam quase todo o litoral brasileiro e possuíam uma língua comum, que teve sua gramática organizada pelos jesuítas e passou a ser conhecida como o tupi antigo, sendo a língua raíz da língua geral paulista e do nheengatu. Entretanto, normalmente, quando se fala em tupinambás está-se a referir às tribos que fizeram parte da Confederação dos Tamoios, cujo objectivo era lutar contra os portugueses, também conhecidos como perós.
Apesar de terem raízes comuns, as diversas tribos que compunham a nação Tupinambá lutavam constantemente entre si, movidas por um intenso desejo de vingança que resultava sempre em guerras sangrentas em que os prisioneiros eram capturados para serem devorados em rituais antropofágicos.
Em todas as tribos tupinambás era comum a observância aos heróis civilizadores, como chama Alfred Métraux em seu livro A Religião dos Tupinambás, que eram divindades que haviam criado ou dado início à civilização indígena (Meire Humane e Pae Zomé – mito ameríndio comum em toda a América Meridional). Também era comum a intercessão junto aos espíritos dos pajés, o uso dos maracás, chocalhos místicos cujo uso era obrigatório em qualquer cerimônia.
Atualmente existem dois núcleos de índios Tupinambá, no litoral da Bahia: Olivença, município de Ilhéus, com 20 aldeias e 3864 indígenas; e a aldeia Patiburi, município de Belmonte, com 199 pessoas.
Os tupinambás da Região Sudeste do Brasil tinham um vasto território, que se estendia desde o rio Juqueriquerê, em São Sebastião / Caraguatatuba, no Estado de São Paulo, até o cabo de São Tomé, no estado do Rio de Janeiro.
O grosso da nação tupinambá localizava-se na baía da Guanabara e em Cabo Frio, ou Gecay, o nome da mistura de sal e pimenta que os índios, embora não consumindo o sal, vendiam aos franceses, com os quais se aliaram quando estes estabeleceram a colónia da França Antártica na baía de Guanabara.
As tentativas de escravização dos índios para servirem nos engenhos de cana-de-açúcar no núcleo vicentino, levaram à união das tribos numa confederação sob o comando de Cunhambebe, chamada de Confederação dos Tamoios, englobando todas as aldeias tupinambás, desde São Paulo, Vale do Rio Paraíba (São José dos Campos, Taubaté e outras) até o cabo de São Tomé, com invejável poderio de guerra.
É neste ínterim que Nóbrega e Anchieta teriam sido levados por José Adorno de barco até Iperoig (atual Ubatuba), para tentar fazer as pazes. Segundo a tradição, Nóbrega voltou até São Vicente com Cunhambebe e o Padre José de Anchieta ficou cativo dos tupinambás em Ubatuba. Neste período, ele teria escrito o Poema da Virgem. Fatos lendários e fantásticos teriam ocorrido nesta época do cativeiro, como o milagre de Anchieta: levitar entre os índios, que horrorizados, queriam que ele dalí se retirasse pois pensavam tratar-se de um feiticeiro.
Seja como for, os padres com muita diplomacia, conseguiram desmantelar a Confederação dos Tamoios, promovendo a Paz de Iperoig, o Primeiro Tratado de Paz das Américas. Diz-se que depois de feitas as pazes, Nóbrega advertiu os índios de que, se voltassem atrás na palavra
empenhada, seriam todos destruídos, o que de fato ocorreu. Quando os portugueses atacaram os franceses do Rio de Janeiro, estes pediram ajuda aos índios, que de fato acudiram a seus aliados. Isto levou ao extermínio dos tupinambás que moravam em aldeias em torno da Baía da Guanabara, na segunda metade do século XVI. Os que conseguiram se salvar foram os que se embrenharam nos matos com alguns franceses e os índios tupinambás de Ubatuba que, para não ajudarem e não correrem riscos, ou se embrenharam nos matos ou foram assimilados pelos colonos em Ubatuba, gerando a atual população caiçara daquela região assim como a população cabocla do Vale do Paraíba Paulista e Fluminense.
Contudo, o golpe fatal ao fim dos tupinambás, foi o ataque ao último reduto francês em Cabo Frio, com a destruição de todas as aldeias. Tudo destruído com fogo e passado ao “fio da espada”. Os sobreviventes ou se embrenharam nos matos e migraram para outras regiões ou alguns poucos ainda, no final do século XVI, podiam ser encontrados numa aldeia de índios cristãos próxima da então recém-fundada cidade do Rio de Janeiro, local onde morreu e foi enterrado o Padre Nóbrega.
Por esses motivos e por algumas declarações que denotariam em tese conivência com o extermínio indígena, é que o Padre José de Anchieta tem sido considerado muito polêmico até os dias atuais, embora noutras oportunidades, tenha declarado que se dava melhor com os Índios do que com os portugueses. Afinal, os padres jesuítas tinham a boa intenção e boa-fé de angariar novas almas para a Igreja, no movimento conhecido como Contra-Reforma, haja vista a Reforma que havia se iniciado e espalhado pela Europa.


Ponto Cantado de Caboclo Tupinambá

Estava na beira do rio
Sem poder atravessar
Chamei pelo Caboclo
Caboclo Tupinambá (2x)
Tupinambá Chamei
Chamei tornei chamar
eaaa (2x)

Na mata eu vi
Um arco iris de pena
Tocando uma tambona
O dia inteiro sem parar
Era Tupinambá auê, auê
Pai dito da Jurema
Chamando os caboclos de pena

Pra vim pra esse Congá (2x)
E quando a Tambona ressuava
Os caboclos preparavam
Seus trabalhos com fervor
Enquanto tambona ele tocava
Pena verde abençoava essa ajuda de amor

Arapuru cantou na serra
A mata silêncio
Foi quando Tupinambá
Na aldeia ele chegou (2x)
Caboclo ta guerreando
Guerreando sem parar (2x)

Protegendo os seu filhos

É o rei Tupinambá (2x)

Vamos orar meu irmão

Vamos orar

Que Jesus também orou

No jardim das oliveiras

Com seu pai, ele se comunicou

Longe ouvi um zunido

Vi as matas se abrir

Sentado em uma pedra

Um caboclo guarani

Deus salve casa santa

Cruzeiro celestial

Salve seu Tupinambá

Protetor deste Congá

Quando meu tambor runfar

Eu sinto a presença de Tupinambá (2x)

Deixa a noite cair
Veja uma estrela brilhar
A macaia esta em festa
Pra ver Tupinambá chegar
Ele é caboclo, ele vem caçar
Ele é guerreiro, ele é Tupinambá (2x)

Naquela mata eu vi, um grande caboclo bradar (2x)
Foi nesta hora que seu canto ecoou, as folhas batiam dizendo caboclo chegou (2x)
Ô que vem, ô quem vem lá
É Tupinambá que chegou pra trabalhar (2x)
Ô que vem, ô quem vem lá
São todos caboclos na linha de Tupinambá (2x)

Tupinambá ê ê, Tupinambá (2x)
Tupinambá papaizinho da Jurema
Venha ver que belo filhos
Tem nessa Aldeia pequena (2x)

Ôooooh, esse caboclo guerreiro
é um grande caçador. (2x)
esse caboclo valente
ele vem de Aruanda
protege todos os seus filhos
quebra todas as demandas
Ele abre os caminhos
pra que eu possa caminhar
Ogan segura a curimba
vai chegar Tupinambá
Ôooooh, esse caboclo guerreiro
é um grande caçador…Ôohhh
Sua flecha é certeira
como a flecha de Odé
ele reza, ele cura
todos os filhos de fé
Com penacho colorido
e seu tacapi na mão
é meu pai, é meu amigo
ele é meu guardião
sempre estará comigo
assim nunca estou sozinho
Saravá este caboclo
Guardião do meu caminho…
Ôooooh, esse caboclo guerreiro
é um grande caçador…Ôohhh

Eu vou abrir meu cazuê, eu vou abrir meu cazuá (2x)

Primeiro eu peço a licença de Ogum e minha mãe Iemanjá

Pra saldar vovó Cambinda, e la nas matas caboclo Tupinambá

Pra saldar seu Marabô, la na porteira protegendo esse congá

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CABOCLO PEDRA ROXA

MENSAGEM DO CABOCLO PEDRA ROXA

*MEDIUNIDADE, PALAVRA E RESPONSABILIDADE*

Nos dias atuais nos deparamos com a mediunidade comparada a uma grande feira, onde “cada um faz a sua oferta” e escolhe o que deseja maior comodidade para sua necessidade, seja ela de ordem física ou espiritual.

O bom sendo é encoberto pela facilidade em se resolver determinada situação, nunca primando da “forma” com que a mesma é feita A palavra não passa mais pelo filtro da responsabilidade, muitas vezes sendo utilizada de forma profana em nome dos sagrados Orixas acreditando-se o interlocutor como porta voz dos mesmos. Usam a palavra carregada de maldade, maledicência e acusação dizendo-se “cavalo” ou “médium” de guia “X” comprometendo na realidade o nome sagrado destes trabalhadores da luz e infelizmente o nome da Umbanda ainda tão mal compreendida.

Ofertas mirabolantes, resolução de problemas em “X” dias esquecendo-se e desrespeitando a lei de causa e efeito e comercializado o que deveria ser sagrado ” A CARIDADE”, visando na realidade somente interesse mesquinhos e pessoais. Felizmente a providencia divina age no “silêncio da águia” e as “mascaras começam a cair”, trazendo a tona a mentira e colocando cada qual diante da sua responsabilidade, diante do “solo que semeou”, pois a hora da colheita já esta anunciada.

Mediunidade não é sinônimo de bagunça, medo ou ameaças.

Mediunidade é sinônimo de ESTUDO, DISCIPLINA e BOM SENSO.

A palavra quase sempre carrega o espelho que temos dentro de nós, sendo assim, quem ameaça, acusa e semeia mentira, carregará o fardo de sua responsabilidade e responderá em vida ainda pelos seus atos.

Postes não são Templos de Umbanda! Amarrações, não são trabalhos de caridade e sim de ilusão barata, ligados a seres inferiores Ninguém é Deus, para mudar o destino da vida de uma pessoa em “X” dias.

Só se evolui aprendendo e se aprende com estudo sério, fé raciocinada e caminhando para frente Mediunidade, não é medo, ameaça ou instinto de vingança. Mediunidade, pode ser comparada com caridade!

Espírito não precisa de trocados para fazer a caridade, pois esta é seu melhor investimento.

Umbanda tem fundamentos e é preciso preparar, completamos esta frase lembrando a parábola da porta estreita. Realmente para aprendermos os fundamentos sagrados da Umbanda, precisamos passar por esta porta estreita todos os dias, lutando contra estes que se dizem “porta vozes” de Orixas, mas nada mais são do que marionetas das trevas, iludindo mentes e corações despreparados e ambiciosos.

Filhos, é preciso termos uma fé raciocinada e não cega! “Muitos são os chamados, poucos os escolhidos….

” Por que muitos confundem mediunidade com “facilidade” quando mediunidade encerra em si responsabilidade, amor, caridade e renovação de espírito….

*Caboclo Pedra Roxa*

      Caboclo Ventania - Umbanda

HISTÓRIA DO CABOCLO VENTANIA

Conto essa história narrada pelo próprio espírito do Caboclo Ventania.

Nome hoje usado por ele em alguns de seus médiuns.

Sua última encarnação foi como índio filho de um grande pajé; viajava sempre para renovar suas energias ao encontro do mar.

Sua adoração por mãe Iemanjá veio pelas longas horas sentado em uma pedra visualizando o grande reino desta Orixá, à qual ele pedia sempre ajuda em seus rituais de cura dos enfermos em sua aldeia.

Viveu como índio Cherokee em uma vila as margens do rio Tenesse.

Suas mulheres Índias cuidavam da lavoura, plantação de milho e abóboras; eram bordadeiras por excelência, e tinham o respeito de seus homens que as cultuavam como deusas.

Os índios por sua vez cuidavam da caça de ursos, da pesca, da espiritualidade e da cura.

Muito inteligentes tinham por habilidade natural entender e ou aprender rapidamente diversas línguas de outras tribos e mesmo de outras nacionalidades, o que ocorreu quando da invasão dos europeus às terras americanas. Ventania era caçador e Xaman de sua tribo, pois os homens fortes, ao enfrentarem ursos e búfalos, acreditavam que os deuses davam a eles força espiritual para praticar tal bravura.

Os Xamans cuidavam de doenças e passavam a receita vinda de seus ancestrais.

Conversavam com os espíritos e os consultavam para tudo que faziam, portanto em uma vida primitiva já tinham a essência espiritual em suas veias.

Ventania nos conta que eles já faziam suas poesias em forma de desenho e amavam a natureza como todo índio em qualquer nação.

Conta também que seu desencarne aconteceu na disputa por seu amor.

A tribo tinha por hábito quando uma índia era pretendida por dois ou mais índios, eles disputavam em luta.

O perdedor ou entendia e se convencia da derrota ou pedia para ser morto pelo vencedor, e foi o que aconteceu.

A índia em questão iria ser disputada por ele e outro índio que tinha o nome de Chuva Vermelha por ser muito rápido com flechas em chamas.

Ao perder a luta, Chuva Vermelha disse que não o mataria; pois o respeitava pelas inúmeras curas e pelas inúmeras caças que Ventania já havia feito na aldeia.

Porém, Ventania inconformado com a derrota, pediu que o matasse, pois o mundo seria ruim para ele sem a moça.

E foi o que aconteceu.

Com uma machadada na cabeça ele desencarnou.

Devido ao ato dele ter rogado pela sua própria morte, se encontrou por longos anos no Umbral, onde somente quando pode se encontrar com Espíritos de Luz, compreendeu o ocorrido e pôde ir para as esferas de evolução onde hoje, Ventania trabalha também como Espírito de luz.

O nome Ventania foi escolhido por ser mais parecido como Raio de Vento, que usou naquela encarnação, quando devido à velocidade com que caçava búfalos e veados, foi denominado assim.

Em terra, como Espírito de Luz trabalhando na Umbanda, Ventania realiza desobsessões, cura e aconselhamento. Ventania gosta de vinho tinto suave e suco de milho.

Vibra na energia das pedras de cascalhos, basaltos e quartzo verde.

Seus amuletos são à base de pedras ou algo de couro.

Seu dia comemorativo é 21/02.

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Caboclo Flecheiro e as oferendas de caboclos

Caboclo Flecheiro (palavras do meu coração)


Caboclo Flecheiro

Caboclo flecheiro da pele morena pintada de sol;
A tua flecha certeira me aponta o caminho, me ajuda a desviar dos espinhos e das armadilhas me livra zunindo me guia pela noite e pelo dia.

Caboclo que vive na mata é espírito que canta, assovia a canção do vento e em seus braços serenos me faz descansar.

Caboclo quando vem da mata trabalhar, faz o coração acelerar, o sangue nas veias correr depressa e todo o corpo estremecer e balançar.

Sua presença é forte, seus passos não vacilam, seu olhar é profundo, sua voz a mais bela cantiga a nos embalar com suas palavras doces feito o mel da mata que sacia nossa fome espiritual.

Caboclo flecheiro, em tuas mãos eu deposito as minhas a fim de que me abençoes, me protejas e guie pelas longas estradas da vida que ainda haverei de trilhar, seja na Terra, ou no espaço infinito, eu conto contigo, guerreiro amigo da pele morena colorida de sol.

E na Umbanda iluminada, gira Caboclo, traz a benção da tua força, da doçura de tuas palavras sempre sábias e nos ensine a assoviar as cantigas que nos ajudem a encontrar a fé, o amor e a esperança.

Caboclo flecheiro, das matas, dos rios, das cachoeiras e do mar sem fim, caminha comigo, faz com que te ouça no canto dos pássaros, no som da nascente do rio e nas asas da águia me leva contigo para que junto a ti eu possa estar um pouco mais perto de Deus.

Características:
Um dos Caboclos mais antigos da Umbanda. A origem desta falange está nas tribos ‘bantu’ (negros originários da Angola). No Brasil, encontramos o Caboclo Flecheiro na condição de conselheiro e orientador.
Grande conhecedor das ervas e sua utilização. Pois a sua função está associada a limpeza e proteção contra as demandas e vibrações negativas. Nos trabalhos espirituais este Caboclo é excelente no exercício de “passes” , pois, por ter seu fundamento em Oxalá, torna-se uma Entidade de grande valia para manter a disciplina e a harmonia nos ambientes em que trabalha. Gosta de frutas e vinhos doces.

ORAÇÃO AO CABOCLO FLECHEIRO

Oh meu Guia, protetor e irmão. Toma sua flecha certeira e me aponte o caminho da prosperidade. Que seu brado ecoe à minha volta, livrando-me de todas as vibrações contrárias a minha felicidade. Que eu saiba perceber tua presença em minhas intuições e atitudes. Faz de mim um instrumento da alegria e da prosperidade.Meu querido e amado Caboclo Flecheiro, fiel aos seus ensinamentos, peço-te que me atenda nas minhas necessidades (faça o pedido).
Por tudo isso dou graças ao Criador e a ti confio meus caminhos.
Okê Caboclo!!

Oferendas de Caboclos.
As oferendas de caboclo são fartas e variadas, constituída de uma grande variedade
de frutas, legumes, raízes e até mesmo doces. Um elemento indispensável é a
abóbora girimum, que são recheadas com fumo de rolo e mel de abelha, oferenda de
galos, carneiros, peru e qualquer pássaro, são bem vindos e apreciados. A jurema é a
bebida sagrada, considerada o néctar dos deuses e disputada não só pelas entidades,
mas por todos os presentes.
As oferendas aos caboclos devem ser feitas em matas, beiras de rios e cachoeiras.
Oferenda para qualquer caboclo:
Material
1 alguidar
7 frutas doces
7 moedas douradas ( lavadas e secas)
7 folhas de louro
7 velas verdes
Vinho licoroso doce
1 copo de barro
1 charuto
Modo de preparo:
Passe as frutas, as moedas e as folhas de louro simbolicamente por seu corpo de
baixo para cima pedindo aos caboclos que abram seus caminhos, afastando tudo que
possa atrapalhar sua vida. Peça que os caboclos cortem demandas, pragas,
maldições, olho gordo, inveja e o quebranto. Coloque as frutas no alguidar e enfeite
com as moedas e as folhas de louro, regue tudo com um pouco de vinho. Coloque o
copo ao lado enchendo com vinho. Acenda as velas ao redor, tomando cuidado para
não por fogo na oferenda, acenda o charuto dando três baforadas, chamando pelos
caboclos (ou por seu caboclo de preferência) coloque sobre o alguidar. Saude os
caboclos 7 vezes. Faça seus pedidos e orações.

Oferenda aos caboclos 2
qualquer caboclo
Material
1 alguidar
7 frutas doces
7 espigas de milhos cozidos
7 pedaços de mandioca cozidas
3 batatas doces cozidas
7 pedaços de cana de açúcar sem casca
7 ramos de folhas de louro
7 moedas douradas ( lavadas e secas)
7 espigas de trigo secas
7 velas verdes
Vinho licoroso doce
1 copo de barro
1 charuto
Modo de preparo
Forre o alguidar com as folhas de louro. Passe as espigas de milho e as frutas
simbolicamente de baixo para cima, fazendo seus pedidos. Coloque no alguidar de
forma harmônica. Faça o mesmo com a mandioca, a batata doce e a cana de açúcar.
Enfeite com as moedas e regue tudo com o vinho licoroso. Coloque o copo cheio de
vinho ao lado do alguidar. Acenda o charuto e coloque sobre o alguidar as velas ao
redor. Saude os caboclos e faça seus pedidos e orações.

Oferenda ao Caboclo 7 Flechas.
Material
1 alguidar
7 peras d’água
1 melão cortado em 7 pedaços
1 cacho de uvas verdes
7 velas metade branca metade verde
7 rosas brancas
Vinho licoroso claro e doce
1 cocar de penas brancas (opcional)
Modo de preparo:
Coloque o melão cortado em 7 pedaços no centro do alguidar, com o cacho de uvas
no centro, disponha as peras ao redor. Enfeite com as rosas brancas e regue com o
vinho licoroso. Passe o alguidar simbolicamente de baixo para cima pedindo ao
Caboclo Pena Branca o que desejar. Coloque o alguidar no chão, acenda as velas ao
redor. Coloque o cocar sobre o alguidar. Saude o Caboclo Pena Branca 7 vezes,
fazendo seus pedidos e orações.

Oferenda ao Caboclo Sete Flechas
Material
1 alguidar
7 frutas doces
7 galhos de folhas de louro
7 pedaços de cana de açúcar sem casca
1 peixe assado (limpo e sem vísceras)
1 arco e 7 flechas
7 velas verdes
7 moedas douradas ( lavadas e secas )
Vinho licoroso doce
Modo de preparo:
Passe as frutas e os pedaços de cana simbolicamente por seu corpo de baixo para
cima, fazendo seus pedidos ao Caboclo Sete Flechas e coloque no alguidar. Coloque
o peixe no meio do alguidar enfeitando com as folhas de louro e as moedas. Regue
tudo com o vinho licoroso. Coloque no arco sobre o alguidar com uma das flechas.
Disponha as outras seis flechas em volta com as pontas para cima presa a ele.
Acenda as velas ao redor saudando o Caboclo Sete Flechas sete vezes. Faça seus pedidos e orações.

      Cabocla - Caiu Uma Flecha Na Jurema - Umbanda

Oferenda a Cabocla Jurema
Material
1 alguidar
1 maço de flores do campo
7 galhos de folhas de louro
3 maças vermelhas
3 peras
3 pêssegos
1 peixe assado (limpo e sem vísceras)
3 espigas de milho cozidos
3 batatas doces cozidas
7 velas verdes
1 cocar de penas (opcional)
1 arco e flecha (opcional)
7 moedas douradas ( lavadas e secas )
Vinho licoroso
Modo de preparo:
Forre o alguidar com os ramos de louro. Coloque as frutas, as espigas de milho, as
batas e o peixe no canto. Enfeite com as moedas e as flores. Regue tudo com o vinho
licoroso. Acenda as velas ao redor colocando o cocar e o arco e flecha sobre o
alguidar. Saude a Cabocla Jurema 7 vezes. Faça seus pedidos e orações.

Oferenda ao Caboclo arranca-toco.
Material
1 alguidar
Folhas de samambaia
7 frutas doces
7 moedas douradas ( lavadas e secas )
7 pedaços de mandioca cozida
7 batatas doces cozidas
7 carás pequenos cozidos
1 copo de barro
Vinho licoroso
7 velas verdes
1 arco e flecha
Modo de preparo:
Forre o alguidar com as samambaias colocando por cima as frutas, a mandioca, a
batata e o cará. Regue com bastante vinho licoroso e enfeite com as moedas. Passe o
alguidar simbolicamente de baixo para cima fazendo seus pedidos ao Caboclo caboclo
arranca-toco. Coloque o alguidar próximo a uma árvore frondosa. Acenda as velas ao redor tomando cuidado para não por fogo na mata. Pegue o arco e flecha e atire em
direção à mata, chamando pelo Caboclo Flecheiro. Faça seus pedidos e orações.

Oferenda aos Caboclos 3
Material
1 abóbora tipo moranga
3 maças vermelhas
3 peras
3 bananas
1 cacho de uvas
1 pêssego
3 laranjas lima
3 colheres de sopa de mel
Vinho licoroso
7 espigas de milho verde cozidas
7 moedas correntes ( lavadas e secas )
7 folhas de louro verde
7 velas verdes
1 alguidar
Modo de preparo:
Abra a parte de cima da abóbora e retire as sementes. Coloque a abóbora em uma
panela com água deixando ferver por 10 minutos. Retire a abóbora e deixe esfriar.
Pique as frutas em cubos misturando com mel. Coloque-os dentro da abóbora.
Coloque por cima as 7 espigas de milho cozidas espetadas sobre as frutas. Enfeite
com o louro e as moedas. Regue com bastante vinho licoroso. Coloque a moranga no
alguidar. Acenda as velas ao redor, saudando os caboclos. Faça seus pedidos e
orações.

O caboclo tradicional é valente, selvagem antes de tudo, destemido, intrépido,
ameaçador, sério e muito competente nas artes das curas. Enquanto o preto-velho
consola e sugere, o caboclo ordena e determina. O preto-velho acalma, o caboclo
arrebata. O preto-velho contempla, reflete, assente, recolhe-se na imobilidade de sua
velhice e de seu passado escravo; o caboclo mexe-se, intriga, canta e dança como o
guerreiro livre que um dia foi. Os caboclos fumam charuto e os preto-velhos,
cachimbo; todas as entidades da umbanda fumam — a fumaça e seu uso ritual
marcam a herança indígena da umbanda, aliança constitutiva com o passado do solo
brasileiro.

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Caboclo Boiadeiro

Caboclos Boiadeiros

Os Caboclos são entidades fortes, viris. Alguns têm algumas dificuldades de se expressar em nossa língua, sendo normalmente auxiliados pelos cambonos. São sérios, mas gostam de festas e fartura. Gostam de música, cantam toadas que falam em seus bois e suas andanças por essas terras de meu Deus. Os Boiadeiros também são conhecidos como “Encantados”,pois segundo algumas lendas, eles não teriam morrido para se espiritualizarem, mas sim se encantados e transformados em entidades especiais.

Os Boiadeiros também apresentam bastante diversidade de manifestações. Boiadeiro menino, Boiadeiro da Campina, Boiadeiro

da Campina, Boiadeiro Bugre e muitos outros tipos de Boiadeiros, sendo que alguns até trabalham muito próximos aos Exus.

Suas cantigas normalmente são muito alegres, tocadas num ritmo gostoso e vibrante. São grandes trabalhadores, e defendem a todos das influências negativas com muita garra e força espiritual. Possuem enorme poder espiritual e grande autoridade sobre os espíritos menos evoluídos, sendo tais espíritos subjugados por eles com muita facilidade.

Sabem que a prática da caridade os levará a evolução, trabalham incorporados na Umbanda, Quimbanda e Candomblé. Fazem parte da linha de caboclos, mais na verdade são bem diferentes em suas funções. Formam uma linha mais recente de espíritos, pois já viveram mais com a modernidade do que os caboclos, que foram povos primitivos. Esses espíritos já conviveram em sua ultima encarnação com a invenção da roda, do ferro, das armas de fogo e com a prática da magia na terra.

Saber que boiadeiros conheceram e utilizaram essas invenções nos ajuda muito para diferenciarmos dos caboclos. São rudes nas suas incorporações, com gestos velozes e pouco harmoniosos. Sua maior finalidade não é a consulta como os Pretos-velhos, nem os passes e muito menos as receitas de remédios como os caboclos, e sim o “dispersar de energia” aderida a corpos, paredes e objetos. É de extrema importância essa função pois enquanto os outros guias podem se preocupar com o teor das consultas e dos passes, existe essa linha “sempre” atenta a qualquer alteração de energia local (entrada de espíritos).

Quando bradam alto e rápido, com tom de ordem, estão na verdade ordenando a espíritos que entraram no local a se retirar, assim “limpam” o ambiente para que a prática da caridade continue sem alterações. Esses espíritos atendem aos boiadeiros pela demonstração de coragem que os mesmos lhes passam e são levados por eles para locais próprios de doutrina.

Em grande parte, o trabalho dos Boiadeiros ”e no descarrego e no preparo dos médiuns. Os fortalecendo dentro da mediunidade, abrindo a portas para a entrada dos outros guias e tornando-se grandes protetores, como os Exus.

Outra grande função de um boiadeiro é manter a disciplina das pessoas dentro de um terreiro, sejam elas médiuns da casa ou consulentes. Costumam proteger demais seus médiuns nas situações perigosas. São verdadeiros conselheiros e castigam quem prejudica um médium que ele goste. “Gostar” para um boiadeiro, é ver no seu médium coragem, lealdade e honestidade, aí sim é considerado por ele “filho”. Pois ser filho de boiadeiro não é só tê-lo na coroa.

Trabalham também para Orixás, mais mesmo assim, não mudam sua finalidade de trabalho e são muito parecidos na sua forma de incorporar e falar, ou seja, um boiadeiro que trabalhe para Ogum é praticamente igual a um que trabalhe para Xangô, apenas cumprem ordens de Orixás diferentes, não absorvendo no entanto as características deles.

Dentro dessa linha a diversidade encontra-se na idade dos boiadeiros. Existem boiadeiros mais velhos, outros mais novos, e costumam dizer que pertencem a locais diferentes, como regiões, por exemplo: Nordeste, Sul, Centro-Oeste, etc…

Os Boiadeiros representam a própria essência da miscigenação do povo brasileiro: nossos costumes, crendices, superstições e fé.

A linha dos boiadeiros

A linha dos boiadeiros é uma das mais conhecidas e uma das mais importantes linhas de Umbanda, devido a importância e necessidade de se desenvolver e trabalhar com essa maravilhosa linha.
A linha dos boiadeiros é composta por homens que em vida trabalharam com gado, guiando suas boiadas, depois de desencarnados muitos destes bravos homens aceitaram trabalhar na Umbanda, agora, ao invés de laçar e guiar para um local bois e vacas, são espíritos mais endurecidos, obsessores(kiumbas), vampiros astrais entre outros…
Essa entidade é muito requisitada em trabalhos de desobsessão, pois laçam esses obsessores e levam eles para o local de seu merecimento (cuidados nas colônias espirituais ou de volta as camadas inferiores).

Segundo pesquisa de Estudiosos de teologia umbandista foi relatado que existem algumas “categorias” de boiadeiros,entre elas :

–Boiadeiros laçadores : boiadeiros que,quando estão em terra giram o braço como se estivessem com um laço na mão (e realmente estão!), são estes os boiadeiros que laçam os kiumbas.

–BoiadeirAs (mulher) : foi constatado em muitas casas médiuns que trabalham com boiadeiras , geralmente são poucos os casos de médiuns que trabalham com elas, talves pelo fato de que antigamente era muito raro ter mulheres trabalhando no manejo de gado (lembrando que a força de uma boiadeira é tão forte quanto a de um boiadeiro!).

–Boiadeiros de berrantes : boiadeiros que,quando em terra costumam soltar um brado forte e vibrante, estes com seu brado, afastam os kiumbas e dissolvem qualquer miasma de negatividade que possa estar ou no local ou com alguém que esteja no local.

“Realmente, quem nunca sentiu o coração vibrar e um arrepio forte com um brado de um boiadeiro???”

Alguns nomes de boiadeiros: Zé do laço, Capitão do mato,Zé vaqueiro, Cerca viva,chicote bravo, Zé do berrante, Maria do laço, Boiadeira das matas, entre tantos…

“Seu boiadeiro,por aqui choveu
choveu que água rolou
foi tanta água que o seu boi nadou”

Saravá Sr. Boiadeiro,meu amigo meu irmão, meu companheiro de todas as horas, aquele que me protege, me rege e me guarda !!!

Boiadeiros :
Comprimento: Getrua, Xeto marrumba xeto
Bebidas : Cerveja branca
Fumo: Charutos
Objetos de trabalho : chicote, laço
Objetos de vestimenta : Chapéu, berrante, capa (em alguns casos)

      cab1

Reflexão

Um homem sussurrou:

– Deus, fale comigo.

E um rouxinol começou a cantar.

Mas o homem não ouviu.
Então o homem repetiu:

— Deus, fale comigo!

E um trovão ecoou nos céus.

Mas o homem foi incapaz de ouvir…

O Homem olhou em volta e disse:

– Deus, deixe-me vê-lo.

E uma estrela brilhou no céu.

Mas homem não a notou.

O homem começou a gritar:

– Deus, mostre-me um milagre

E uma criança nasceu

Mas o homem não sentiu o pulsar da vida…

Então o homem começou a chorar e a se desesperar:

– Deus, toque-me e deixe-me sentir que você está aqui.

E uma borboleta pousou suavemente e em seu ombro.

O homem espantou a borboleta com a mão e, desiludido,

continuou o seu caminho…

…Será que nós estamos preparados para perceber que

nem sempre o caminho que esperamos encontrar é o que

buscamos?

Será que não conseguimos vislumbrar outros caminhos que

se nos apresentam no nosso caminhar pela vida,

endurecidos na desilusão de nossas expectativas?

Será que não conseguimos perceber que a felicidade está

presente em caminhos diversos, e quanto a vida é rica de

oportunidades e que Deus está presente em cada partícula

do Universo.

E mesmo assim ficamos cegos à sua presença porque sua

manifestação não é como a esperávamos?

Pensem nisso, amigos. E vamos em busca da felicidade,

que se encontra, quem sabe, onde menos a esperamos:

DENTRO DE NÓS MESMOS…

PERMITA QUE DEUS FAÇA MORADA
EM SEU CORAÇÃO E EM SUA VIDA ! ELE TE AMA……

Nesse dia 2 de fevereiro,

os Candombles e algumas casa de Umbanda comemoram o dia da Rainha do Mar, minha Mãe Iemanjá, sicretizada nesse dia como Nossa Senhora dos Navegantes.

Nesse periodo acontecem procissões e festejos, por todo o litoral brasileiro. Iemanjá é um dos Orixás mais cultuados e o mais comemorado aqui no Brasil.

É festejada em Dezembro, no final do ano, em 2 de fevereiro e em 15 de agosto, em alguns trreiro de Umbanda (nossa casa, por exemplo), quando Iemanjá é sincretizada, como Nossa Senhora da Gloria, ou dia da Assunção de Nossa Senhora. Iemanjá é considerada, a mãe de todas as cabeças, na mitologia Yorubá é a mãe de diversos Orixás, como Oxossi, Ogum e Exu. No Brasil, foi a ela atribuido o reino dos mares, pois segundo a lenda era ela quem protegia os negros escravos vindos da África, nos navios negreiros. Conhecida também como Janaína, Inaê, Sereia, Rainha do Mar, entre outros. Ela chefia a Linha das Águas na Umbanda. Iemanjá é a Orixá da harmonia familiar, da criação, regendo a criatividade. Também considerada Orixá da maternidade, Mãe amorosa com seus filhos. Diz-se que é Iemanjá quem segura a cabeça do rescem nascido, na hora do parto. Dessa Linha, também estão as Orixás: Oxum, Nanã e algumas Iansãs. Apesar que as duas Últimas correspondem a Linha das Almas (com Obaluaê/ Omulú) e da Lei (com Ogum. Somente Iansã). A Linha da Águas representam também todo o Povo das Àguas, como Marinheiros e Marujos, Ondinas e Sereias. O dia da semana dedicado a Iemanjá é o Sábado. Suas cores são o Azul claro, o branco, o prata e o verde água. Usa-se mais comumente na Umbada o Azul Claro. Suas oferendas são rosas brancas,palmas brancas, velas azuis ou brancas, manjar branco, arroz doce, perfumes, cidra, espelhos. Suas frutas são melancia, graviola e uvas brancas Comidas: Manjar branco, Feijão branco com camarão, pescada assada, muqueca de peixe.arroz doce. Bebida: Sidra, Saudação, Odoiá! Odofeabá! Odociaba! Que em tardução livre significa: “Amada Senhora das àguas” Lembrando que cada casa de Umbanda, tem seu modo de Louvar, os Orixás.

Uma dica: Quando for fazer suas oferendas a Nossa Mãe Iemanjá, tome certos cuidados, em prol do meio ambiente. Afinal, a natureza é o ponto de força dos nossos Pais e Mães Orixás. Tome cuidado ao ascender velas, certifique-se que não há nada inflamávrl proximo ao locas. Ascenda a vela para Iemanjá em cima de um pedra ou cave um buraco na areia (isso também proteje a vela do vento).

Não deixe, garrafas, frascos, pratos, objetos plasticos na praia ou jogados no mar. Despeje o conteudo das garrafas ou frascos de perfumes, nas aguas do mar e jogue os recipientes no lixo. No caso de comidas, Procure fazer bandejas naturais, com folhas de bananeira. A Própria casa de melancia também serve como recipiente. Os espinhos das rosas devem ser sempre tirados.

Use a imaginação, e faça uma oferenda consciente.

Com o menor impacto ambienttal possível. Mãe Iemanjá agradece.

Abraços e muito Axé!

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Caboclo Águia Branca

Caboclo Águia Branca

Caboclo Águia Branca
De acordo com suas palavras ele é o chefe da falange dos índios Peles-vermelhas. Costuma dizer que é do tamanho de uma montanha e é grande para que os seres possam aproveitar suas sombras, e ali descansarem de suas busc…as e refletirem para a continuidade.

Gosta de fazer trabalhos na linha de cura, receita muitas ervas, frutas e trabalha com um ponteiro feito de osso o qual passa nas pessoas como se fosse uma espécie de bisturi.

Trabalha também nos sete corpos dos consulentes e afirma que ás vezes alguns destes corpos apresentam buracos por onde energias densas canalizam e penetram, deixando-os energeticamente fracos.Pertence ou pertenceu à fraternidade branca, e suas atitudes sempre são solenes, digna, pura e serena. Só fala com o propósito definido de favorecer, aconselhar e remediar. Tem fina presença e perfeita obediência às leis da saúde e jamais

se aborrece por algo. Habita um certo vale ou desfiladeiro, mais propriamente como se fosse uma desembocadura no astral, onde existem pequenas ocas para se fazer oferendas de flores e frutos, queimar cânfora e cantar mântras.

Ocupa o mental dos médiuns (cavalos) para ajudar pessoas ou emitir uma onda especial de bênçãos. Atua no mundo todo por meio de enorme corrente de energia com o qual influem nos corpos causais de milhões de seres. Esta sempre a serviço dos planos de Deus (Manitú) .

Explica que para chegar a Manitú existem três entradas;

1 – Saber

2 – Trabalhar

3 – Orar

E que aqueles que esperam no lado externo podem entrar por qualquer delas.

Diz que há montanhas muito altas para se alcançar. Pensamentos e sentimentos indesejáveis devem ser eliminados. Afirma que quando chamados, os seres humanos devem se movimentar rapidamente.

Fala pausadamente, ás vezes de forma errada. É um caboclo de Oxossi e, com pausa, diz que palavras ociosas formam uma atmosfera que repele boas influências. Fala que o humano com as palavras constrói o seu ambiente, e neste ambiente é que vive. Vontade e pensamento acompanham as palavras. Também diz que todos devemos carregar um colar, pois o mesmo fortemente magnetizado e com um determinado propósito (lei) será de inestimável ajuda, e a tarefa do caminho é árdua e qualquer ajuda agradaria. O objetivo dos espíritos é favorecer a evolução, gosta da cura do corpo e pede às pessoas para que não esqueçam da vigilância da conduta.

Gosta de mântras, e diz que equivale à nossa palavra magia, e que são resultados do ocultismo prático. Diz que som é ondulação no ar, e isto põe tudo em movimento.

Seu ponto riscado contem uma estrela de cinco pontas, que de acordo com suas explicações sintetiza em si muitos mistérios sagrados, e irradia também o inconsciente coletivo, e foi absorvida pela umbanda a serviço dos Orixás tronando-se um símbolo universal.

As flechas indicando direcionamento e sentido, o circulo que diz simbolizar terra , água, fogo e ar em um só, significando o alto, o embaixo, a direita e a esquerda.

Diz que qualquer magia tem que possuir sintonia em três níveis;

1 – Orixá.

2 – Guia.

3 – Médium.

Só assim, com elos da corrente, a segurança é total, e chama isto de pára-raios cósmico. Fala que é um executor dos pensamentos do senhor Manitú. Se utiliza da palavra, e pela palavra plasma o pensamento na matéria, e diz que é a força da palavra dentro da lei.

Cito algumas ervas e frutas indicadas bem como para que servem, mas com um pitoresco caso a contar:

Quando o senhor Águia Branca se utilizou deste cavalo a primeira erva que o mesmo indicou a um consulente, foi chá de arruda. Ao final das consultas, bastante preocupado, pois se o cheiro de arruda é terrível imaginem o gosto. Fui conversar com meu pai de santo, e simplesmente ouvi o seguinte:

Se fosse você Fulano que indicasse o chá, eu mandaria não tomar, mas como foi um espírito nada temos ha temer.

Dito e feito, a posterior soube que o medicamento evita sangramentos tendo o consulente confirmado que tudo estava bem.

Ervas e Frutas

1. Arvore Casta : desordens menstruais, cisto, dores no seio, tensão menstrual.

2. Chapéu de Couro: ácido úrico, gota.

3. Cava Cava: insônia.

4. Garra do Diabo: reumatismo.

5. Castanha da Índia: pernas cansadas, varizes.

6. Unha de Gato : sinusite, amídalas.

7. Copaíba: bronquite

8. Alho: colesterol.

9. Morango: tifo, acido úrico, infecções no fígado.

10. Banana: prisão de ventre.

11. Maça: para o cérebro.

12. Mamão: asma, diabete.

13. Semente de melancia torrada: aplicada em feridas acalma a dor.

14. Pêra: tiróide.

15. Alcachofra: anemia.

16. Lentilha; dores de cabeça.

17. Losna: catarros, cólicas, bafo na boca.

18. Cebola : fígado, intestino, vias respiratórias.

19. Espinafre: fadiga, pressão alta.

20. Tomate: ossos, dentes, intestino.

Afora algumas simpatias para diabetes, parar de beber, gripe, inveja, bronquite, ervas dentro do travesseiro para tirar dor, em fim citar mais seria muito longo.

Como curiosidade, o significado do nome Águia Branca:

Águia – pessoa dotada de grande talento.

Branca – clã, grilheta.

Clã – chefe supremo.

Grilheta- anel de ferro na extremidade de uma corrente.

Diz também que trabalha na umbanda por que é um ritual de liberdade, protesto e reação à opressão.

Eis Senhor Águia Branca, pai e amigo. Muita luz.

OKÊ CABOCLO

      Caboclo - Bumba na calunga - Caboclo

Dicas para Proteção, Sorte & Amor

Se você está querendo ajuda na sorte, amor, trabalho e outras situações, confira as dicas dos Orixás:

Exu é o Senhor dos caminhos e mensageiro dos Orixás. Rege a libido e a sensualidade. Para ter sua proteção, use às segundas-feiras roupas ou peças pretas, vermelhas ou estampadas e ofereça-lhe uma farofa de dendê com bife acebolado. Seus números para sorte: 1, 7 e 11.

Ogum é o Orixá do ferro e da guerra. Rege as estradas e o trabalho. Para ter sua proteção, use às terças-feiras roupas ou peças azul-marinho ou verde e ofereça-lhe um inhame kará assado regado com mel de abelha. Seus números para sorte: 2, 3, 7 e 21.

 

Oxóssi é o caçador protetor das matas. Rege a fartura de alimentos. Para ter sua proteção, use às quintas-feiras roupas ou peças verdes ou azul-turquesa e ofereça-lhe milho cozido com lascas de coco. Seus números para sorte: 4, 6 e 42.

Ossaim é o Senhor das folhas e plantas. Rege a medicina e os estudos. Para ter sua proteção, use às quintas-feiras roupas ou peças verdes e brancas e ofereça-lhe fumo de rolo com pedaços de rapadura. Seus números para sorte: 7 e 14.

Obaluaiyê ou Omolu, em sua forma velha, é o Orixá protetor contra as doenças epidêmicas e de pele. Para ter sua proteção, use às segundas-feiras roupas ou peças pretas, vermelhas e brancas e ofereça-lhe pipocas estouradas na areia de praia. Seus números para sorte: 5, 7 e 13.

Oxumarê é o Orixá do movimento, dono do arco íris. Rege a sorte e riqueza. Por ser irmão de Omolu e filho de Nanã, seu dia é a segunda-feira, por isso para ter sua proteção, use neste dia roupas ou peças nas cores verdes e amarelas e ofereça-lhe batata doce amassada em forma de “cobra”. Seus números para sorte: 7 e 14.

Oxum é a Senhora dos rios e cachoeiras. Rege a beleza e o amor. Para ter sua proteção, use aos sábados roupas ou peças amarelas, azuis ou rosas e ofereça-lhe feijão fradinho cozido com ovos cozidos. Seus números para sorte: 5, 7, 10 e 16.

Logun-edé é o jovem caçador filho de Oxóssi e Oxum. Rege o encanto e o sucesso. Para ter sua proteção, use às quintas-feiras roupas ou peças amarelas ou azuis e ofereça-lhe feijão fradinho com milho cozido. Seus números para sorte: 5 e 6.

Xangô é o Orixá do fogo, Senhor do trovão que rege a economia e a justiça. Para ter sua proteção, use às quartas-feiras roupas ou peças vermelhas e brancas e ofereça-lhe quiabo cortado em miúdos com mel de abelha. Seus números para sorte: 6 e 12.

Yansã é a guerreira dona dos ventos e raios. Rege a sedução, paixão e também os espíritos dos mortos. Para ter sua proteção, use às quartas-feiras roupas ou peças vermelhas e brancas e ofereça-lhe acarajé ou bobó de camarão. Seus números para sorte: 4, 9 e 11.

Obá é a Senhora das águas revoltas e enchentes. Rege a luta e o equilíbrio. Para ter sua proteção, use às quartas-feiras roupas ou peças vermelhas e amarelas e ofereça-lhe xinxin de galinha. Seus números para sorte: 5 e 15.

Ewá é a Dona das nuvens e chuvas. Rege os astros com todos os seus mistérios e magia. Para ter sua proteção, use às quartas-feiras roupas ou peças vermelhas, amarelas e brancas e ofereça-lhe canjica com banana-ouro. Seus números para sorte: 6 e 15.

Yemanjá é a Rainha do mar e mãe de vários Orixás. Rege a harmonia da família. Para ter sua proteção, use aos sábados roupas ou peças brancas, azuis e verde-claras e ofereça-lhe arroz com peixe. Seus números para sorte: 3, 4 e 9.

Nanã é o Orixá feminino mais velho. Rege o lodo e a lama. Para ter sua proteção, use às segundas-feiras roupas ou peças lilás e brancas e ofereça-lhe feijão roxinho cozido com taioba. Seus números para sorte: 2 e 13.

Ibeji são os gêmeos protetores das crianças e da família. Regem a alegria e a descontração. Para ter sua proteção, use aos domingos roupas ou peças azuis, verdes ou coloridas e ofereça-lhes doces ou caruru. Seus números para sorte: 2 e 14.

Oxaguiã é o jovem Oxalá guerreiro. Rege os impulsos e a determinação. Para ter sua proteção, use aos domingos roupas ou peças azuis e brancas e ofereça-lhe inhame amassado em forma de bolas, regado com mel de abelha. Seus números para sorte: 2 e 8.

Oxalufã é o senhor da criação. Rege a paz e a fraternidade. Para ter sua proteção, use às sextas-feiras roupas ou peças brancas e ofereça-lhe canjica cozida com mel de abelha coberta com algodão. Seus números para sorte: 10 e 16.

Axé!

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Caboclo 7 Estrelas

Caboclo 7 Estrelas

*Prece ao Caboclo Sete Estrelas*

Salve esse formoso Caboclo de Umbanda
Que pelas graças de Oxossi vem de suas matas
Que pela força de Oxalá desce até este terreiro
Que pelo amor que tem aos seus irmãos trabalha na Umbanda
Salve o Caboclo que é um dos sete filhos de Tupinambá
Salve a falange deste bravo guerreiro
Pai de sete tribos, de sete nações
Unidas pelo bem para semear o amor entre os homens

Trazei de suas matas, ó grande guerreiro
A cura de suas ervas para que nenhum mal possa nos atingir
E unidos pela sua força de bravo caçador
Seguiremos sempre seus ensinamentos
Na missão de prestar a caridade ao próximo
Em nome de Oxossi e de Nosso Pai Oxalá
Salve o Caboclo Sete Estrelas
Que assim seja!

Ditado pelo Caboclo sete estrelas.

Certa vez estava andando por uma região belíssima que eu, mesmo sendo pouco viajado, tinha a plena convicção de que não pertencia a nenhuma localidade terrestre.
Não sabia como havia parado ali, só tinha dentro de meu peito um enorme sentimento de gratidão pelo Divino Criador haver me proporcionado a oportunidade de poder estar conhecendo um lugar tão maravilhoso: eu caminhava por uma calçada principal circundada por um verde tão lindo que eu parecia estar respirando, junto com o oxigênio, a própria essência vegetal; e no meio de todo este verde existiam flores coloridas e das mais variadas espécies que me faziam ter a sensação de que caminhava em paralelo a um arco-íris maravilhoso .
Olhei bem à minha frente e percebi que aquela calçada conduzia para uma enorme edificação toda colorida de um verde “grama” e que possuía em seu ápice uma estrela de sete pontas ladeada por algumas colunas que possuíam em sua parte superior uma espécie de pirâmide formada de um cristal parecido com mármore totalmente branco.
Não sei por que, mas como alguma coisa dizia dentro de mim que eu deveria adentrar aquela estrutura não pensei duas vezes e assim o fiz.
Quando iria iniciar minhas observações no interior daquele prédio apareceu um senhor de estatura média, cabelos brancos que denunciavam uma calvície acentuada e fisionomia muito simpática apresentando-se como Hermógenes e dizendo que eu não teria permissão para fazer a descrição interna daquela instituição.
Disse, então, a Hermógenes que obedeceria a ele prontamente e lhe perguntei que tipo de instituição era aquela, ao que ele respondeu:
– Penso que não seria interessante você catalogar esta instituição em uma só categoria, mas se mesmo assim você desejar posso lhe dizer que essa instituição funciona como um educandário.- Como?
– Isto mesmo que você ouviu meu irmão, um educandário.
– Mas um educandário é uma instituição de ensino; qual tipo de ensinamento vocês ministram por aqui?
– Aulas de reforço.
– Como?
– Aulas de reforço.
– Como assim?
– Como funcionam as aulas de reforço nos educandários terrestres?
– Bem, elas têm a função de proporcionar ao aluno que não apreendeu de forma satisfatória um determinado conteúdo uma nova oportunidade de assim faze-lo.
– E o nosso educandário aqui neste plano de existência também trabalha da mesma forma, a diferença é que os conteúdos ministrados aqui não são os mesmos das cátedras terrestres.
Percebendo que eu já não agüentava mais de tanta curiosidade foi que Hermógenes complementou sua fala:
– Nosso educandário fornece aulas de reforço para aqueles irmãos que, por um motivo ou outro, esmoreceram na fé.
– Então você está me dizendo que ao saírem deste educandário as pessoas levam consigo um renovado sentimento de fé em Deus, é isso?
– Não só em Deus, mas também uma renovação expansora do sentimento de fé em si mesmas.
– Então este educandário tem como missão fortalecer o sentimento de fé de seus freqüentadores?
– Exatamente.
– E os freqüentadores deste educandário são espíritos encarnados ou desencarnados?
– Nas duas situações.
– Sério?!?
– Sério. Por que o espanto?
– É que mesmo não sabendo como vim parar aqui sinto, de alguma forma, como se esta localidade ficasse muito distante da crosta terrestre.
– E suas impressões não estão erradas, mas se um espírito encarnado precisar de um “reforço” não poderá ficar sem um auxilio efetivo apenas pelo fator distância, certo?
– Nossa, mas este educandário me parece tão distante da terra! Existem mesmo encarnados que vem aqui para receber estas aulas de reforço?
– Claro que sim, ou você acha que está aqui no dia de hoje tão somente como “repórter espiritual”?
– Eu me encontro com minha fé esmorecida?
– “Conheça a verdade e a verdade vos libertará”, disse uma vez um grande sábio.
– Como?
– Um outro sábio disse: ” conhece a ti mesmo”.
– Mas a minha fé em Deus continua inabalada!
– Até concordo, mas e atua fé em si mesmo?
– …………………..
– O teu silêncio me diz que concordas comigo, entretanto, você não está aqui para ser acusado de nada, mas para receber o auxilio que o teu merecimento lhe faculte.
– E para onde devo me dirigir para receber esta benção divina?
– Para o mesmo local onde estão se dirigindo todas as pessoas que você está vendo subir aquelas escadas, ou seja, para o Salão Expansor da Fé Cristalina.
– Como?
– Um auditório meu irmão.
– O senhor poderia me acompanhar, irmão Hermógenes?
– É justamente para isto que estou aqui companheiro. Vamos?
– Claro.
Chegando ao referido auditório procurei assentar-me e pude observar, com certo espanto, que o palestrante da noite tinha o corpo todo banhado por uma tênue luz dourada como se fosse irradiada de dentro para fora, pensei até em fazer um comentário a este respeito com o irmão Hermógenes, mas ao observar que não só ele, mas todos os espectadores encaravam o fato com naturalidade eu, procurando não fazer feio, resolvi silenciar.
O auditório estava completamente lotado, com cerca de mil e duzentas “pessoas”, e a palestra já estava para ser iniciada.
– Boa noite meus irmãos em Deus-Pai Todo-poderoso, o meu nome é Zacarias e estamos todos aqui esta noite com o objetivo de estudar e nos entronizarmos com o Divino sentido da fé cristalina, entretanto, antes de iniciarmos nossos estudos, gostaria que todos firmassem o pensamento comigo na realização de uma prece:
” Salve divino pai Olorum, causa primária de todas as coisas!
Salve divino pai Oxossi, por ter permitido a presença de todos nós, os vossos humanos filhos, neste santuário sagrado em busca do conhecimento divino!
Salve divino Pai Oxalá, por ter permitido a congregação de todos nós com o objetivo de, através da aquisição de novos conhecimentos sobre o divino, fortalecemos a nossa fé em Ti e na amada religião de umbanda!
Permita Pai supremo e sagrado, que possamos sair daqui renovados e prontos para defendê-lo na prática da nossa amada religião não só com o escudo da fé, mas também com a espada do conhecimento.
Faça com que esta espada divina, em nossas mãos, jamais sirva como um instrumento de ataque e sim como de defesa nas nossas lutas do dia-a-dia contra o preconceito e a intolerância religiosa, contra a timidez que temos em professar a nossa amada religião sem temores e sem pudores.
Permitas, enfim, que possamos servi-lo dignamente com os instrumentos da fé e do conhecimento onde quer que venhamos a ser solicitados na prática da caridade em busca da evolução de nosso espírito.
Que assim seja!
“Devo confessar que acompanhei a prece com todo o fervor do meu coração só que de olhos abertos e sinceramente posso dizer que não me arrependo por que a cena que presenciei foi tão linda que não me faz sentir arrependido:
a partir do instante que Zacarias começara a sua prece eu pude observar centenas, milhares de bolinhas douradas descerem do alto do auditório e cairem sobre todos os presentes, inclusive sobre mim. O mais interessante é que estas bolinhas ao alcançarem nosso corpo despertavam uma sensação de fé tão forte em Deus e na vida que as lágrimas de gratidão banhavam facilmente os nossos olhos. Na verdade foi uma cena tão linda que jamais poderei apagá-la de dentro de mim!Depois da oração Zacarias iniciou a sua prédica:
– Prezados irmãos de fé, estamos reunidos nesta linda noite apenas para que possamos responder uma singela pergunta:
a umbanda é uma religião cristã?
Um grande murmúrio começou no salão após esta pergunta, mas o irmão Zacarias retomou a fala:
– Aqueles que acham que a umbanda é uma religião cristã, por favor, levantem a mão direita!Pode parecer incrível, mas em menos de trinta segundos toda a “platéia” estava com a mão erguida, Zacarias, então, retomou a sua fala:
– Lindo, companheiros!! Muito linda esta cena que acabo de presenciar:
todos com a mão direita em riste dizendo de forma unânime que vós, por serem umbandistas, também seguis os preceitos do Cristo planetário. Muitos de vocês levantaram as mãos conscientes do porque a umbanda é uma religião cristã, outros inconscientemente, mas isto não é importante, o importante é todos vocês terem a idéia de que a umbanda é cristã.
Estamos aqui esta noite para discutirmos esta questão da cristandade da umbanda, para expandirmos nossa visão do Cristo, para expandirmos nossa visão da umbanda, pois da mesma forma que Jesus não é só a umbanda, a umbanda também é Jesus e muito mais.
Devo confessar que é ótimo palestrante o irmão Zacarias!
Sabe a hora certa de colocar cada vírgula com precisão em sua prédica. Continuamos eu e toda a platéia a escutá-lo:
– Muitos dos irmãos aqui presentes sabem que Jesus não é o orixá Oxalá, ou seja, aquele responsável pela irradiação do sentido da fé em toda a criação divina, mas Jesus é um ser fatorado na irradiação de Oxalá, é o Cristo planetário, aquele responsável pela irradiação divina da fé em todo o planeta Terra, mas não em toda criação divina. Sendo assim, Jesus é um irradiador do divino sentido da fé em todas as religiões existentes na terra, até mesmo daquelas que não se dizem cristãs e foi justamente por isso que eu disse que Jesus não é só umbanda, ou seja, Jesus não é um irradiador do sentido da fé apenas na religião de umbanda, mas em todas as religiões do planeta.A umbanda, meus amados irmãos de fé, é cristã por que segue a risca os divinos mandamentos de Jesus:
“Amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”, Jesus é amor e a umbanda também é amor justamente por praticar este abnegado amor através da caridade.
Muitos irmãos de fé ficam receosos de dizerem que são cristãos quando são perguntados em relação a isto pelo fato do umbandista muitas vezes considerar como cristãos somente aqueles que seguem a bíblia, entretanto, como já disse anteriormente, cristão não é aquele que segue a bíblia, mas aquele que segue os preceitos de amor fraterno e incondicional do Cristo.
O umbandista só por levantar a bandeira da caridade pode e deve se considerar cristão.
Entendam meus amados que a umbanda é uma religião bem recente e que, justamente por este fato, ainda não possui um livro religioso que possa ser considerado como único para todos os irmãos de fé, tais como a própria bíblia ou o alcorão; mas não se enganem por que, a despeito deste fato, a umbanda tem princípios teológicos que são intrínsecos a ela tais como as Sete linhas de umbanda que, por sua vez, justificam o que disse anteriormente no que concerne a relação entre umbanda e Jesus, qual seja, “a umbanda é Jesus e muito mais”, pois vejam meus amados, Jesus é um representante do divino sentido da fé, mas sete são as linhas de umbanda e sete são os sentidos da criação Divina, isso significa dizer que além do sentido da fé, irradiado por Oxalá, a umbanda tem, através da irradiação dos Orixás, mais seis sentidos que são: justiça, lei, conhecimento, evolução, vida e amor.A umbanda é Jesus e muito mais. É Jesus, mas também são os Orixás, os Caboclos, os Preto-velhos, as Crianças, os Exus e Pomba-giras, etc. Este fato não faz da umbanda uma religião melhor e nem pior que as demais, faz dela uma religião que é única, natural, com sua própria teologia e que, justamente pelos fatos expostos, não deve servir de empecilho para que os umbandistas andem entre seus irmãos por paternidade Divina e de outras denominações religiosas, com a cabeça erguida, com orgulho de se dizerem umbandistas e com a sabedoria de se afirmarem também enquanto cristãos. Caminhem com esperança pelo mundo por que Deus é convosco, caminhem em direção a Deus todos os que se sentem injustiçados e o amor de Xangô irá consolá-los, caminhem em direção a Deus todos que se sentem desesperançados que Yemanjá há de gerar vida em abundância em vossas existências. Sejam felizes meus amados e que Deus os abençoe.
Quando o irmão Zacarias terminou sua explanação fiquei estupefato ao perceber que todos nós, os expectadores, estávamos irradiando uma luz muito forte na região acima de nossa cabeça, olhei ao lado para Hermógenes e, graças a Deus, ele pôde me responder:
– Lembra quando eu lhe disse que este prédio é um educandário com o propósito de fortalecer a fé?
– Perfeitamente.
– Pois bem, esta luz irradiada pelo chacra coronário de vocês significa que o objetivo de fortalecimento da fé foi alcançado.
– Meu Deus, mas que coisa mais linda!
– É companheiro, a fé é luz que ilumina a vida de todo espírito que procura desenvolvê-la.
– É verdade.
– Que Deus abençoe não só a você, mas a todos que aqui estiveram, fazendo com que, de alguma forma, vocês possam sempre orar e vigiar a fim de manter o brilho de vossas coroas do jeito que está e, porque não dizer, aumentá-lo de intensidade ainda mais.
Quando Hermógenes acabou de me dizer esta frase nós já estávamos do lado de fora do educandário e foi então que eu perguntei a ele:
– Quer dizer que a minha tarefa de hoje está acabada, que eu já vou retornar para o corpo físico?
– A tarefa de lustrar cada dia mais o brilho de sua coroa através do exercício da fé raciocinada e da prática da caridade não termina nunca, você me entende meu amigo?
– Sim senhor!
– Já está na hora, de fato, de você retornar ao corpo físico, mas não vá sem antes dar um abraço neste Caboclo.
Procurei aproximar-me dele achando inusitado não só o fato dele me pedir um abraço, mas também por ele ter dito que é um Caboclo e ter me chamado de “amigo” e o questionei em relação a este fato, ao que ele respondeu-me:
– Só um amigo oferta um abraço a outro, você não está me reconhecendo?
– Desculpe, mas, não senhor.
– Não importa. O importante é que nos conhecemos, me dê cá um abraço!
Abracei-o com lágrimas nos olhos e agradeci:
– Obrigado por tudo irmão Hermógenes!!!
– Este Caboclo é que agradece. Vá na força e na luz de Tupã nosso pai e nunca se esqueça de que meu nome pouco importa.
– Sim senhor.
– Importante é o laço fraterno da amizade.
– É verdade!
– Meu nome não é importante até mesmo por que aos olhos do Criador eu nada sou.
– Que é isso irmão Hermógenes!
– Não estou com autocomiseração, estou apenas constatando o fato de que nenhum espírito jamais deve se acomodar na prática da caridade, pois a evolução não cessa nunca. Eu digo que nada sou não como um gesto de atitude humana e pessimista, mas como uma mola propulsora que sempre possa me impulsionar em direção à humildade, a fraternidade e caridade.- Sim senhor.
– Como estava dizendo eu, aos olhos do Criador, nada sou, mas quando tenho que ser alguma coisa, então sou como a cor de uma única pena de papagaio.
– Como?
– Vá na força e na luz de Tupã nosso pai!!!
Acordei e não entendi a metáfora, os dias se passaram e nada. Só agora, meus irmãos de fé, no momento em que lhes passo esta mensagem é que tudo ficou claro:
O irmão Hermógenes, trabalhador do educandário onde existe o Salão Expansor da Fé Cristalina, é, como ele mesmo disse, da cor de uma única pena de papagaio, ou seja, o irmão Hermógenes é um Senhor Caboclo Pena Verde.
Salve o conhecimento!!!
Salve a fé!!!
Salve os Senhores Caboclos!!!
Salve o Sr. Caboclo Pena verde!!!

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Bezerra de Menezes

Bezerra de Menezes

Oração à Bezerra de Menezes

Nós Te rogamos, Pai de Infinita Bondade e Justiça, as graças de Jesus Cristo, através de Bezerra de Menezes e suas legiões de companheiros. Que eles nos assistam, Senhor, consolando os aflitos, curando aqueles que se tornem merecedores, confortando aqueles que tiverem suas provas e expiações a passar, esclarecendo aos que desejarem conhecer a Verdade e assistindo a todos quanto apelam ao Teu Infinito Amor.

Jesus, Divino Portador da Graça e da Verdade, estende Tuas mãos dadivosas em socorro daqueles que Te reconhecem o Despenseiro Fiel e Prudente; faze-o Divino Modelo, através de Tuas legiões consoladoras, de Teus santos espíritos, a fim de que a Fé se eleve, a Esperança aumente, a Bondade se expanda e o Amor triunfe sobre todas as coisas.

Bezerra de Menezes, Apóstolo do Bem e da Paz, amigo dos humildes e dos enfermos, movimentai as tuas falanges amigas em benefício daqueles que sofrem, sejam males físicos ou espirituais. Santos espíritos, dignos obreiros do Senhor, derramai as graças e as curas sobre a humanidade sofredora, a fim de que as criaturas se tornem amigas da Paz e do Conhecimento, da Harmonia e do Perdão, semeando pelo mundo os Divinos Exemplos de Jesus Cristo.

Assim que fizer seu pedido ao Dr. Bezerra de Menezes, pegue uma garrafinha de água de 500 ml e faça o ritual da água energizada dele da seguinte maneira:

Todas as segundas, quartas e sextas-feiras, coloque esta garrafinha com água sobre a cabeceira da cama ou lugar próximo. Antes de dormir, faça o seguinte pedido, com muita fé:
“Que a corrente médica do Dr. Bezerra de Menezes coloque nessa água o remédio necessário para o equilíbrio do meu corpo e da minha alma”.

Na manhã seguinte, tome três goles dessa água antes de colocar os pés no chão. O restante, passe no local onde você estiver com problema (perna, braço, cabeça).

Oremos com Bezerra

Senhor!

Ensina-nos a santificar o trabalho.

Confiaste-nos as tarefas de redenção e agora nós Te rogamos a oportunidade de exercê-las com enobrecimento e valor.

(…) Amigo dileto,

Lá fora há tempestade! Faze que aqui haja paz.

A violência corre nas avenidas do mundo. Ajuda-nos a manter a harmonia interior, a fim de abrandarmos as conseqüências da rebeldia.

O desespero cavalga os instintos agressivos e as cidades se transformam em megalópoles de agonia! Concede-nos a honra imerecida de plasmar o amor aqui dentro, para que ele vá, logo depois, reunindo os destroços ainda fumegantes e edificando o santuário da harmonia geral, no qual habitas, assim amparando o coração agoniado dos sobreviventes.

Nós Te pedimos, Senhor, a terapia preventiva que temos buscado através dos séculos, por impossibilidade de consegui-la.

Silenciamos as nossas ansiedades para suplicar-Te oportunidade de redenção e ensejo de trabalho que nos cumpre santificar em Tua casa de amor.

Sê, por isso, o hóspede invisível do nosso lar, o conviva especial do nosso templo, aqui recebendo os refugiados da agonia e os necessitados de esperança, apontando-lhes o rumo, caso não estejamos em condição de fazê-lo em Teu nome.

Senhor!

Esta é a casa que Te oferece em nome do amor para que Teu amor aqui estabeleça as bases da era nova que nos cumpre viver.

Que assim seja !!

Graças a Deus

DR. BEZERRA FALA SOBRE AS HORAS DIFÍCEIS DA TRANSIÇÃO DO PLANETA

Mensagem do Espírito Bezerra de Menezes, contida no Livro “Herdeiros do Novo Mundo” ditado pelo Espírito Lucius através da psicografia do médium André Luiz Ruiz, recebida em 30 de julho de 2009.

“- Que a paz esteja em todos os corações, queridos filhos.

Observando o empenho de cada um na obra de todos nós, aqui estamos para congratular-nos com vossos esforços uma vez que, graças a eles, a eficiência dos atendimentos espirituais está ganhando em qualidade, o que se fazia necessário há muito tempo.

As horas difíceis se multiplicam a cada dia, no horizonte das criaturas que dormem.

Quando aconselhou ao homem convocado ao anúncio do Reino de Deus que deixasse aos mortos que lhe sepultassem o corpo do seu pai falecido, Jesus concitava-nos ao pensamento claro sobre a condição de mortos-vivos apresentada pela imensa maioria dos irmãos que estão ocupando corpos carnais neste momento, na terra.

Não dispostos a despertar ao som dos clarins generosos que convocam o idealismo ao serviço do Bem, os mortos-vivos estarão sendo chamados à vida, à consciência, à lucidez por meios diversos, mas igualmente dolorosos.

A falta de base firme, de alicerce na rocha, no entanto, fará com que esses imaturos seres, freqüentadores de religiões e cerimônias, não saibam como agir diante das agonias que terão de enfrentar.

Por esse motivo, queridos filhos, é que estamos aqui. É necessário estarmos alertas e vigilantes para que as angústias alheias não sejam assumidas como angústias próprias. São convocados a servir como enfermeiros junto à chusma dos doentes, lembrando-se de que precisam manter o cuidado para não se contaminarem com a epidemia.

E entre os homens haverá de se alastrar a do medo, a da revolta, a da agressividade à medida que a dor assumir a tarefa de produzir despertamento por atacado.

Não serão, apenas, as crises financeiras que irão toldar com seu manto de preocupações e angústias a alma dos indiferentes. Multiplicar-se-ão as enfermidades físicas, os acidentes geológicos e atmosféricos, as conflagrações sociais, de forma que a todos estará sendo avaliada a reação diante dos desafios diversos.

Serão bem-aventurados se guardarem a serenidade nas horas difíceis e, sem desespero nem entorpecimento, empenharem-se na obra da Esperança, sinalizando o caminho aos perdidos da rota.

Suas exemplificações serão tesouros no meio da tempestade e, graças a elas, os que possuam algum entendimento poderão encontrar forças para não desabarem na angústia coletiva nem tresloucarem-se em condutas desesperadas.

Dos dois lados da vida se realiza a grande transformação, já em andamento desde muitos anos, mas que se acelera nestes tempos, porquanto é necessário que todas as coisas sejam concretizadas.

Este aviso se destina a suas vidas pessoais, igualmente, porque em seus lares também repercutirão as mazelas que recairão sobre todos. Nada de privilégios especiais ou proteções injustificáveis, notadamente para aqueles que já sabem como se proteger.

Não seria lógico que se cuidasse mais do enfermeiro – que já se qualificou pelo aprendizado da enfermagem – do que do doente que nada conhece.

É como enfermeiros que estão habilitados na Escola da Vida todos aqueles que, como vocês, participam dos banquetes da Verdade do Espírito. Por isso, saberão velar pela dor alheia sem se olvidarem da higiene espiritual que os protegerá, da assepsia de pensamentos e sentimentos, da esterilização das palavras e atitudes para matar todos os germes que os contaminem com o mal.

Quando Noé aceitou construir a arca para salvar do afogamento os que nela quisessem entrar, assumiu para si próprio um imenso e extenuante trabalho. No entanto, graças ao devotado ancião, conseguiu ele próprio e sua família encontrarem a proteção e a segurança que os demais não quiseram, quando chegou o momento áspero da tormenta fatal.

Assim são os convidados do Senhor. Os próprios trabalhadores da última hora não estão livres do suor, do cansaço, do desgaste e dos testemunhos da fé.

No entanto, chegará o momento da serenidade se tiverem honrado com empenho a Obra de Deus.

Encarnados e desencarnados já estão sendo separados segundo suas vibrações específicas a fim de que a atmosfera humana não fique à mercê dos ataques da vasta horda da ignorância que se opõe aos nobres princípios representados pelo Cordeiro de Deus.

Esforcem-se por entrar pela porta estreita e não descansem até que o consigam. Do lado de fora, posso lhes afirmar, já há prantos e ranger de dentes.

Que a paz de Jesus vos abasteça em todos os momentos da vida, sobretudo na hora difícil dos testemunhos que são o prenúncio da Alvorada da Esperança.

Boa noite, queridos filhos.”

Bezerra de Menezes

Eva Patrícia Baptista
(graduanda do curso médico).

Estudo sobre o grande médico e espírita, denominado o “Kardec brasileiro”, apresentado em palestra no NEU-UERJ/Faculdade de Ciências Médicas em outubro de 1999.

Escolhemos para falar hoje não só por ele ter sido médico e espírita, mas principalmente pela sua vida na Terra ter sido um modelo. Adolfo Bezerra de Menezes foi conhecido em seu tempo com o Médico dos Pobres. Isto porque ele fazia mais do que ouvir o paciente e prescrever um receituário com remédios homeopáticos (ele foi um médico homeopata). Ele sofria também com o sofrimento de seus pacientes. Era todo amor e bondade, alimentava sempre o desejo de ser útil e procurava a todo instante arrancar de seu interior os maus instintos naturais e substituí-los pelas virtudes cristãs.

Uma vez escreveu sobre a maneira de proceder do verdadeiro médico, dizendo: O médico verdadeiro não tem o direito de acabar a refeição, de escolher a hora, de inquirir se é longe ou perto. O que não atende por estar com visitas, por ter trabalhado muito e achar-se fatigado, ou pôr ser alta noite, mau o caminho ou o tempo, ficar longe, ou no morro; o que sobretudo pede um carro a quem não tem com que pagar a receita, ou diz a quem chora à porta que procure outro – esse não é médico, é negociante de medicina, que trabalha para recolher capital e juros dos gastos da formatura (…).1,2

E realmente, Bezerra foi capaz de demonstrar na sua vida que realmente praticava seus ideais de amor cristão para com seus semelhantes. Conta-se que numa tarde, depois de haver vivido um dia cheio na sua tarefa crista, em que consolou e esclareceu, medicou e apaziguou infinidades de irmãos, chegou ao Lar sentindo-se cansado e preocupado, tanto mais que sua filha Evangelina, apelidada de Nhanhan, achava-se febril, abatida, desassossegada.

Descansa, depois de haver tomado seu banho e jantado, quando, à sua porta chega uma senhora aflita e lhe pede, entre soluços, em nome de Jesus, para ir ver sua filhinha que se achava febril, abatida, desassossegada. Bezerra se comove com as lágrimas maternais. Pensa na sua filha também doente, a quem dera assistência e de cuja enfermidade não encontrava a causa. Sente-se também cansado e com as pernas inchadas.

Mas a irmã a sua frente era um estátua viva de dor e aflição e o chamava em nome de Jesus! Não podia desatendê-la. E diz para sua querida esposa, que o observava atenta e também aflita, procurando adivinhar sua solução e pedindo-lhe, pelo olhar, que não fosse:

– Minha filha ficará sob os cuidados de Jesus. E, em Seu nome, vou cuidar de outra filha. Até já.

E segue com a mãe aflitiva. Sobe e desce morros. Depois de caminhada exaustiva, chega. Realiza sua tarefa, medicando a doentinha, dando-lhe passes, receitando-lhe alguns medicamentos e colocando-lhe à mesa algum dinheiro. E sai, deixando a doente melhor e a mãe consolada e agradecida, a dizer-lhe: Vá com Deus, Dr. Bezerra! Que Deus lhe pague o bem que me fez! Que possa encontrar sua filha melhor!

Chega ao lar tarde da noite. Encontra tudo aquietado. E, receoso, pensando haver a filha piorado e até desencarnado, entra às pressas. E encontra a esposa dormindo numa cama, e, noutra, sua Filha também dormindo e sem febre…

Ali mesmo, em silêncio, ajoelha a alma e agradece ao Divino Mestre por lhe haver sentido o testemunho e medicado a filha, aquela que, mais tarde, em plena primavera de seus 18 anos, seria chamada à espiritualidade para ser, de mais alto, seu anjo e seu estímulo.1

Podemos ver que Bezerra de Menezes era mais do que um simples médico chegando-se mesmo a pensar se as curas que operava se deviam aos remédios homeopáticos que ministrava ou eram resultado dos fluidos energéticos de amor que emanavam a todo instante de sua alma. Ele receitava pelos lábios e pela pena. Pelos lábios: conselhos, vestidos de emoção e ternura, acordando nos consulente o Cristão que dormia; pela pena, homeopatia, água fluídica e passes. E finalizava pedindo que cada um tivesse às mãos, no lar, o Grande Livro, o Evangelho Segundo o Espiritismo, que o lesse com alma, com sinceridade e confiança no seu Autor, Jesus Cristo! E como os resultados eram promissores, cada doente deixava seu consultório satisfeito, melhorado pois que havia deixado lá dentro o seu peso, a sua tristeza, algo que o oprimia.1

Escreveu-nos uma vez Joaquim Murtinho também médico homeopata e operador de muitas curas maravilhosas: os ensinamentos da fé constituem receituário permanente para a cura positiva as antigas enfermidades que acompanham a alma, século trás século (…) Se o homem compreendesse que a saúde do corpo é reflexo da harmonia espiritual, e se pudesse abranger a complexidade dos fenômenos íntimos que o aguardam além da morte, certo que se consagraria à vida simples, com trabalho ativo e a fraternidade legítima por normas de verdadeira felicidade2

De uma feita, um pai de família pede-lhe, chorando, um óbolo, uma ajuda em dinheiro para enterrar o corpo de sua esposa, que desencarnara, deixando-lhe os filhos menores doentes e famintos. Bezerra procura algo nos bolsos e nada encontra. Comove-se e, por intuição, desapegado das coisas materiais, tira do dedo o anel simbólico de Médico e o entrega ao irmão necessitado, dizendo-lhe, com carinho e humildade:

Venda-o e, com o dinheiro, enterre o corpo de sua mulher e compre o que precisa.1

Certa feita, acabada a sessão espírita, descera Bezerra de Menezes ainda emocionado, as escadas da Federação Espírita Brasileira, quando localizou um irmão, de seus 45 anos, cabelos em desalinho, com a roupa suja e amarrotada.

Os dois se olharam, Bezerra compreendeu logo que ali estava um caso todo particular para ele resolver. Oh! Bendito os que têm olhos no coração! E Bezerra os tinha e os tem. E levou o desconhecido para um canto e lhe ouviu, com atenção, o desabafo, o pedido:

– Dr. Bezerra, estou sem emprego, com a mulher e dois filhos doentes e famintos… E eu mesmo, como vê, estou sem alimento e febril!

Bezerra, apiedado, verificou se ainda tinha algum dinheiro. Nada encontrou nos bolsos. Apenas a passagem do bonde… Tornou-se mais apiedado e apreensivo. Levantou os olhos já molhados de pranto para o alto e, numa prece muda, pediu inspiração a Maria Santíssima, seu anjo tutelar e solucionador de seus problemas. Depois, virando-se para o Irmão:

– Meu filhos, você tem fé em Nossa Senhora, a Mãe do Divino Mestre, a nossa Mãe Querida?

– Tenho e muita Dr. Bezerra!

– Pois, então, em Seu Santíssimo Nome, receba este abraço.

E abarcou o desesperado Irmão, envolvente e demoradamente. E, despedindo-se, disse:

– Vá, meu filho, na Paz de Jesus e sob a proteção do Anjo da Humanidade. E, em seu lar, faca o mesmo com todos os seus familiares, abraçando-os, afagando-os. E confie Nela, no amor da Rainha do Céu, que seu caso há de ser resolvido.

Bezerra partira. A caminho do lar, meditava: teria comprido seu dever, será que possibilitara ajuda ao irmão em prova, faminto e doente? E arrependia-se por não lhe haver dado senão um abraço. Não possuía nenhum dinheiro. O próprio anel de grau já não estava nos seus dedos. Tudo havia dado. Não tendo dinheiro, dera algo de si mesmo, vibrações, bom ânimo, moeda da alma, ao irmão sofredor e não tinha certeza de que isso lhe bastara… E, neste estado de espírito, preocupado pela sorte de um seu semelhante, chegou ao lar.

Uma semana passara-se. Bezerra não se recordava mais do sucedido. Muitos eram os problemas alheiros. Após a sessão de outra terça-feira, descia as escadas da FEB. Alguém no mesmo lugar da escada, trazendo na fisionomia toda a emoção do agradecimento, toca-lhe o braço e lhe diz:

– Venho agradecer-lhe, Dr. Bezerra, o abraço milagroso que me deu na semana passada, neste local e nesta mesma hora. Daqui saí logo sentindo-me melhor. Em casa, cumpri seu pedido e abracei minha mulher e meus filhos. Na linguagem do coração, oramos todos à Mãe do Céu. Na água que bebemos e demos aos familiares, parece, continha alimento. Pois dormimos todos bem. No dia seguinte, estávamos sem febre e como que alimentados… E veio-me a inspiração, guiando-me a uma porta, que se abriu e alguém por ela saiu, ouviu meu problema, condoeu-se de mim e me deu um emprego, no qual estou até hoje. E venho lhe agradecer a grande dádiva que o senhor me deu, arrancada de si mesmo, maior e melhor do que dinheiro!

O ambiente era tocante! Lágrimas caíam tanto dos olhos de Bezerra como do irmão beneficiado e desconhecido. E numa prece muda, de dois corações unidos, numa mesma forca gratulatória, subiu aos Céus, louvando Aquela que é, em verdade, a porta de nossas esperanças, a Mãe Sublime de todas as mães, a advogada querida de todas as nossas causas!

Louvado seja Maria Santíssima!

Bezerra de Menezes foi um grande devoto de Maria Santíssima, a qual atendia sempre a seus divinos pedidos. Era ela o seu fanal de consolação. Na verdade, Bezerra não foi espírita desde que nasceu. Nascera em família afortunada e católica, a 29 de agosto de 1831, em Riacho do Sangue, na Província do Ceará. Cresceu em clima de severa dignidade, respeito e religiosidade. Devido à sua prestimosa inteligência, inerente a todos os espíritos superiores, distinguiu-se nos estudos desde cedo, sendo sempre o 1o aluno de sua classe. Em 5 de fevereiro de 1851, quando contava com 19 anos de idade, transferiu-se para a Corte (atual Rio de Janeiro) para fazer seu curso médico. Nesta época seu pai, homem de bom coração havia perdido a sua fortuna e não pode ajudar seu filho financeiramente em seus estudos. Foi através de lutas, privações e renúncias aos prazeres ilusórios do mundo, que Bezerra conseguiu, em 1856, doutorar-se em Medicina.

Para custear seus estudos e a subsistência própria, Bezerra de Menezes lecionava. Numa ocasião em que se achavam totalmente esgotados os recursos, de par com a urgência de pagar o aluguel da casa e acudir a outras necessidades inadiáveis, reclinado em sua rede, sem grandes sobressaltos, mas seriamente preocupado com a solução do caso, dava tratos à imaginação, em procura dos meios com que sair da dificuldade, quando ouve bater à porta. Era um desconhecido, que vinha nominalmente procurá-lo, e que, depois, ajustando um certo número de lições de determinadas matérias, tira do bolso um maço de células e paga antecipadamente o preço convencionado, ficando igualmente combinado para o dia seguinte o início das aulas.

Bezerra reluta em receber a importância adiantada. Por fim, lembrando-se de sua situação, resolve aceitá-la. Radiante com a inesperada e providencial visita, Bezerra de Menezes solveu os seus compromissos e ficou a esperar, no prazo estipulado, o novo aluno.

Mas nem no dia seguinte nem nunca mais lhe tornou este a aparecer. Foi, pois, uma visita mais misteriosa.

Intervenções da mesma natureza, posto que não revestidas de cunho misterioso idêntico, se haviam de reproduzir no curso de sua vida, quando, em mais de uma ocasião, faltando-lhe o necessário para as despesas indispensáveis, longe de se perturbar, sentava-se à mesa de trabalho e punha-se tranqüilamente a escrever. Aparecia-lhe sempre um consulente que, atendido, lhe deixava os recursos de que necessitava e que, com serena confiança na Providência Divina, tinha certeza de que lhe não faltariam.2

Casou-se em 6 de novembro de 1858, aos 27 anos, com D. Maria Cândida de Lacerda, pertencente a ilustre família. No fim de 4 anos, sua mulher desencarna, deixando-lhe dois filhos, um de 3 anos e outro de 1 ano. Este fato produziu em Bezerra um abalo físico e moral.

Todas as glórias mundanas que havia conquistado tornaram-se aborrecidas. Não tinha mais prazer de ler e escrever, suas duas maiores distrações e nada encontrava que lhe fosse lenitivo a tamanha dor.

É porque Bezerra, quando na Faculdade, na convivência de seus colegas, na maioria ateus, esquecera-se da sua crença católica que não fora firmada em uma fé raciocinada. Apesar disso, continuava a crer em dois pontos da religião católica: a crença em Deus e a existência da alma.

Um dia, um amigo seu lhe trouxe um exemplar da Bíblia, traduzido pelo padre Pereira de Figueiredo. Bezerra tomou o livro sem o intuito de lê-lo, mas folheando-o começou a ler e esqueceu-se nesta tarefa. Leu toda a Bíblia e percebeu que algo de estranho se passava em seu interior. Quando acabou, tinha a necessidade de crer novamente, mas não nesta crença imposta à fé, mas numa outra firmada na razão e na consciência. Atirou-se então à leitura dos livros sagrados, com ardor e sede. Mas havia sempre uma falha a que seu espírito reclamava.

Começaram a aparecer as primeiras notas espíritas no Rio de Janeiro. E, apesar de ouvir sobre esta nova Doutrina, Bezerra repelia-a sem conhecê-la, pois temia que ela perturbasse a paz que lhe trouxera ao espírito a sua volta à religião.

Um dia, porém, seu colega Dr. Joaquim Carlos Travassos, tendo traduzido o Livro dos Espíritos de Allan Kardec, presenteou-o com este livro. E tal como acontecera com a Bíblia, prendeu-se neste livro, lendo-o todo. Operou-se nele um fenômeno estranho. Ele sabia que nunca havia lido qualquer obra espírita, no entanto, tudo o que lia não era novo para seu espírito. Ele sentia como se já tivesse lido e ouvido tudo aquilo. São as lembranças da alma.

Foi assim que Bezerra de Menezes tornou-se espírita.

No entanto, assim com Allan Kardec com seu espírito crítico e observador não se deu logo a acreditar em todos os fenômenos ditos espíritas e iniciou, intimamente uma pesquisa experimental para comprovar os preceitos desta nova doutrina. Foi assim que surgiram em sua vida 3 casos que o surpreenderam muito. Vou relatar aquele que mais o impressionou e que, como ele mesmo relatou, se ainda fosse incrédulo, não poderia resistir à impressão que deixou em si semelhante fato. Eu estava em tratamento com o médium receitista Gonçalves do Nascimento, e este costumava mandar-me os vidros, logo que eu acabava uma prescrição, por um primo meu, estudante de preparatórios, que morava em minha casa, na Tijuca, a uma hora de viagem da cidade.

Meu primo costumava, sempre que me trazia os remédios (homeopáticos) da casa do Nascimento, entregar-me os vidros em mão, e nunca, durante 3 meses que já durava meu tratamento, me trouxe do médium recado por escrito, senão simplesmente os vidros de remédios, tendo no rótulo a indicação do modo pelo qual devia ser tomado.

Um dia, deixei de ir à Câmara dos Deputados, de que fazia parte, e, pelas duas horas de tarde, passeava, na varanda, lendo uma obra que me tinha chegado à mãos, quando me apareceu um vizinho, o Sr. Andrade Pinheiro, filho do Presidente da Relação de Lisboa, e moço de inteligência bem cultivada.

O Sr. Pinheiro não conhecia o Espiritismo, senão de conversa, e como eu fazia experiência em mim, ele aproveitava a minha experiência, para fazer juízo sobre a verdade ou falsidade da nova Doutrina.

Depois dos primeiros cumprimentos, perguntou-me como ia eu com o tratamento espírita.

Respondi-lhe com estas palavras: Estou bom; sinto apenas uma dorzinha nos quadris e uma fraqueza nas coxas, como quem está cansado de andar muito.

Conversamos sobre o fato de minha cura em três meses, quando nada alcancei com a medicina oficial, em cinco anos, e passamos a outros assuntos, até que, uma hora pouco mais ou menos depois, entrou meu primo com os vidros de remédios e com um bilhete, escrito a lápis, que me mandava Nascimento, e que dizia:

Não, meu amigo, não estás bom como pensas. Esta dor nos quadris, que acusas. Esta fraqueza das coxas, são a prova de que a moléstia não está de todo debelada. És médico e sabes que muitas vezes elas parecem combatidas, mas fazem erupções, porventura perigosas. Tua vida é necessária; continua teu tratamento.

É fácil compreender a surpresa, a admiração, o abalo profundo que se produziu na minha alma um fato tão fora de tudo o que tinha visto em minha vida. Repetiram-se, da cidade, textualmente, as minhas palavras, como só poderia fazer quem estivesse ao alcance de ouvi-las!

Efetivamente, calculado o tempo que leva o bonde da casa do Nascimento à minha, reconhecemos, eu e Pinheiro, que aquela resposta me fora dada na cidade, precisamente à hora em que eu respondia, na Tijuca, à interpelação de meu visitante.2

A data de 16 de agosto de 1886 tornou-se memorável na História do Espiritismo no Brasil, por um acontecimento que, nos meios políticos, religiosos e médicos, ecoou de maneira estrondosa, causando mesmo surpresa e desapontamento para muitos, principalmente para os da classe médica. É que, numa das costumeiras tertúlias que então se realizavam no grande salão da Guarda Velha, em que compareceram cerca de 2 mil pessoas da melhor sociedade, Bezerra de Menezes, então presente, pedindo a palavra, proclamou solenemente a sua adesão ao Espiritismo. Essa sua filiação à nova corrente religiosa foi como uma transfusão de sangue novo para a Doutrina no Brasil, a qual daí por diante entrou em ritmo mais acelerado.1

Em 1895, em meio a divergências havidas na FEB, e como obteve a maioria absoluta dos votos, Bezerra de Menezes tornou posse da presidência da FEB. Durante toda a sua presidência (1895-1900) trabalhou ativamente e com muito ardor no propósito de congraçar os espiritistas, e jamais esmoreceu na luta a bem da unificação geral, mantendo campanha sistemática em favor do estudo da nossa Doutrina e, sobretudo, seja pela palavra falada, seja pela palavra escrita, mostrava a completa, integral interdependência do Espiritismo e do Evangelho. Dizia mesmo que a pedra fundamental do Espiritismo, em sua pura concepção, era o Evangelho. Sem ele a Terceira Revelação não subsistiria e jamais se agigantaria nas consciências humanas.

Não obstante sua mansuetude, seu espírito fraternista, por excelência, pronta e decididamente saía à liça, como um leão, quando o Espiritismo era atacado, disposto a derrubar o inimigo, com as armas de sua inteligência, de sua dialética, de seus conhecimentos e de sua indômita coragem. Bezerra era um profundo conhecedor das ciências da vida e um filósofo por excelência. Nessas lutas, pouco se lhe dava que seus contendores ocupassem altos postos na política ou na administração pública, que gozassem do maior prestígio dos poderosos. Colocava, acima de seus interesses pessoais, a defesa do Espiritismo, desde que ela se fizesse necessária.2

Foi por este motivo que Bezerra de Menezes foi também intitulado de Kardec Brasileiro, porque foi ele, quem realmente no Brasil, estava preparado para difundir o Espiritismo pela inteligência, pela persuasão, pelos atos e, sobretudo, pelos exemplos edificantes.

Bezerra de Menezes também teve vida política. Foi vereador, deputado geral e até Presidente da Câmara Municipal. Durante 20 anos que esteve envolvido com a política, Bezerra foi muito querido e odiado. Prestou relevantes serviços ao município que o elegera e conquistou os foros de inteligente, ilustrado, ativo e honesto.

Em 21 de janeiro de 1865 casa-se novamente com a Sra. D. Cândida Augusta de Lacerda Machado, irmã materna de sua 1a mulher, e com quem teve 7 filhos.

Bezerra de Menezes não fora , como alguns de seus admiradores supõem, um despreocupado com o dia de amanhã, com a assistência à família, com o futuro dos seus queridos entes familiares.

Sabia, como poucos, ater-se à disciplina do necessário, a desprezar o supérfluo, a não se apegar às coisas materiais. Aceitava o pagamento dos clientes que lhe podiam pagar e dava aos pobres e estropiados o que podia dar, inclusive algo de si mesmo. Sua família jamais passou necessidade. Todos seus familiares lhe tiveram a assistência permanente e o alimento espiritual de sus bons exemplos. Preocupava-se com o futuro de seu Espírito e dos Espíritos daqueles que o Pai lhe confiou.

E tudo corria bem, as dívidas eram pagas pontualmente, nenhum compromisso deixava de ser cumprido, os filhos eram educados cristãmente. Jesus morava em seu lar e dentro de seu coração e dos corações de seus queridos entes familiares, norteando-lhes a existência e fazendo-a vitoriosa.

Numa manhã, no entanto, houve no lar uma apreensão. A dispensa estava vazia, sem víveres para o jantar. Na véspera, Bezerra havia restituído a importância das consultas aos seus clientes pobres, porque, por intuição, compreendera que apenas possuíam o necessário para a compra dos medicamentos. Junto à esposa, ciente e consciente da situação, ficara a pensar. Vestira e saíra, consolando a querida companheira e dizendo-lhe:

– Não se preocupe, nada nos faltará, confiemos em Deus!

Ao regressar, à tardinha, encontra a esposa surpresa e um pouco agastada, que lhe diz:

– Por que tamanho gasto! Não precisava preocupar-se tanto, comprando alimentos de mais e que podem estragar-se..

– Mas, que aconteceu?

– Logo assim que você saiu, explica-lhe a esposa, recebemos uma carroça de alimentos…

E, levando-o à despensa, mostrou-lhe o sacos, os embrulhos, os amarrados de víveres, que recebera. Bezerra olhou para tudo aquilo e emocionou-se! Nada comprara e quem então lhe teria enviados tão grande dádiva se não Deus, através de seus bondosos filhos!

E, abraçado à querida consorte, refugiou-se a um canto da casa para a prece de agradecimento ao Pai de Amor, que lhe vitoriava a Missão, confirmando-lhe o ideal cristão e como a lhe dizer:

– Por preocupar-se tanto como o próximo, com todos meus filhos, eu preocupo-me com você e todos os seus, também meus filhos!1

Em plena doença, com o corpo inchado, vítima de anasarca, ainda hemiplégico, atendia aos seus inúmeros doentes que o visitavam, enviando-lhe no aceno das mãos, no sorriso dos lábios ou pelo olhar manso e bom, consolações e testemunhos de confiança na Virgem Santíssima!

Foram cerca de quatro longos meses de sofrimentos atrozes, de sublimes testemunhos, em modestíssimo e desguarnecido quarto de sua residência humilde, pois o impacto produzido por esse mal violentíssimo o privara de qualquer movimento e da própria fala. Apenas seus lindos olhos verdes se moviam e falavam naquela linguagem misteriosa da expressão nascida da pureza de seu coração e da grandeza extraordinária de sua fé de apóstolo.

Bezerra fez questão de que os remédios fossem prescritos pelas entidades espirituais, e de receber passes mediúnicos, indo os médiuns à sua residência, para esse fim caridoso.

A miséria passara a residir em seu lar, e faltar-lhe-iam a própria alimentação e os remédios para amenizarem o seu grande martirológio físico, não fossem os corações bondosos e agradecidos que, em verdadeira romaria, afluíam dia e noite de seu calvário, para levar-lhe a sua solidariedade e o testemunho de seu reconhecimento, postando-se, um de cada vez, diante de seu leito, enquanto ele, com os olhos lacrimosos, agradecia, assim, através dessas lágrimas, que eram realmente a palavra de sua alma, a voz de seu sentimento.

E essas almas generosas, amigas e agradecidas, que dele tantos e tantos benefícios haviam recebido, sigilosamente iam deixando, sem que disso ele se apercebesse, desde a moedinha da espórtula da viúva, como nos fala o Evangelho, até as cédulas de vários valores, debaixo do travesseiro em que ele descansava a cabeça de apóstolo do Evangelho em espírito e em verdade.2

No dia 11 de abril de 1900, sentindo que se aproximava a hora de seu decesso, pediu que o ajudassem a levantar-se um pouco e, com a cabeça erguida, olhos voltados para o Alto, assim orou, baixinho e entra lágrimas, deixando-os suas últimas palavras como a Lição permanente da sua grandeza Espiritual, de seu Espírito totalmente libertado dos vícios e ligado à causa cristã:

Virgem Santíssima, Rainha do Céu, Advogada de nossas súplicas junto ao Divino Mestre e a Deus todo poderoso, eu te peço não que deixe de sofrer mas que meu pobre espírito aproveite bem todo o sofrimento e te peço pelos meus irmãos que ficam, por esses pobres amigos, doentes do corpo e da alma, que aqui vieram buscar no teu humilde servo uma migalha de conforto e de amor. Assiste-os, por caridade, dá-lhes, Senhora, a tua Paz, a Paz do Cordeiro de Deus que tira os pecados do Mundo, Nosso Senhor Jesus Cristo! Louvado seja Teu nome! Louvado seja o Nome de Jesus! Louvado seja Deus!1

E desencarnou!

Gente de toda a cidade do Rio, especialmente dos morros, das favelas, gente humilde, descalça, maltrapilha, os pobres de espírito, os humildes de coração, beneficiados pela Medicina do seu amor, ali se achavam em mistura com outra gente rica e poderosa, pertencente ao mundo oficial do Governo.1

Na noite de 12 de abril de 1900, às sete horas, houve a habitual sessão comemorativa da Ceia do Senhor, na FEB. Todos que ali estavam ouviram, pela maravilhosa mediunidade de Frederico Pereira da Silva Júnior, a palavra querida do Espírito do nosso Bezerra de Menezes.

Sua mensagem foi longa, e nela mais de uma vez, humildemente, agradeceu a Deus, a Jesus e a Virgem Santíssima as bênçãos divinas que misericordiosamente recebia na pátria espiritual, dizendo:

Baixai vossos olhos sobre os meus amigos! São também vossos filhinhos, como eu, que aflito gemi e padeci na Terra, sempre com os olhos cravados em vós. Dai que eles possam compreender, ó Virgem Imaculada(…), esse amai-vos uns aos outros, certos, convencidos de que o amor que desdobrarem das suas almas, para os seus irmãos, evolua-se, libera-se aos paramos onde está o vosso amado Filho, é o amor elevadíssimo que nos vem com Jesus.(…) Obrigado a todos vocês. Bezerra estará sempre unido aos vossos corações. O Bezerra pede a Deus, e Deus há de permitir que ele continue a trabalhar, a produzir a seara bendita.2

No dia 11 de abril de 1950, ocorre no plano espiritual uma reunião para homenagear os 50 anos de desenlace do Dr. Bezerra de Menezes. Chico Xavier foi um dos convidados. Bezerra achava-se naquele ambiente de luz e emoção, sinceridade e gratidão e vivendo com grande emoção aqueles momentos em que recordava dos 69 anos vividos na Terra como o Médico dos Pobres, o Irmão dos sofredores, o Discípulo humilde e sincero de Jesus e o Kardec Brasileiro.

De repente, sob a surpresa dos que compunham a grande assembleia, de mais Alto, uma Estrela luminescente dá presença. Era Celina, a enviada da Virgem Santíssima, que chega e lê a sua mensagem, promovendo Bezerra a uma Tarefa Maior e numa Esfera mais Alta. O Evangelizador Espírita chora emocionadíssimo e ajoelha-se agradecendo entre lágrimas, à Mãe das Mães a graça recebida, suplicando-lhe, por intermédio de sua enviada sublime, para ficar no seu humilde Posto, junto à Terra, a fim de continuar atendendo aos pedidos de seus irmãos terrestres que tantas provas lhe dão de estima e gratidão.

O espírito luminoso de Celina sobe às esferas elevadas donde veio e se dirige aos pés da Mãe Celestial, submetendo à sua apreciação o pedido de seu servo agradecido.

Daí a instantes, volta e traz a resposta de Nossa Senhora:

– Que sim, que Bezerra ficasse no seu Posto o tempo que quisesse e sempre sob suas bênçãos!

E da Terra e do Além partem vozes em Prece!

Bezerra de Menezes que, na Terra, foi o extraordinário arauto do Evangelho, simbolizado na sua fé, na sua ação, no seu trabalho, no seu amor, nos seus pensamentos e na sublime caridade que praticava sempre em todas as horas de seu viver, continua ainda nas etéreas regiões, por intermédio dos mais diversos médiuns existentes em todo o Brasil, distribuindo as flores mais belas e mais viçosas, nascidas de seu coração aos que sofrem, gemem, choram e desesperam, em virtude de seus padecimentos físicos e morais.2

É o caso de Deolindo Amorim que em carta dirigida a Ramiro Gama dá seu depoimento sobre o acontecimento extraordinário que acontecera em seu lar.

Costumava freqüentar uma sessão mediúnica, dirigida pelo coronel Antônio Barbosa da Paixão (um dos primeiros espíritas, que conheci no Rio de Janeiro), muito próxima da pensão onde eu morava. Certa noite, ao deixar a sessão em casa do coronel, ainda sob os efeitos do bom ambiente que eu levara do Centro, bem calmo e confortado, cheguei em casa tarde da noite e encontrei minha filha mais velha que tinha apenas 1 ano com dores fortes, sem dormir, chorando muito, apresentando contorções um tanto esquisitas. Minha mulher, com a menina nos braços, não conseguia melhorar a situação.

Quando vi o quadro, lembrei-me logo de fazer uma prece e pedir auxílio do Espírito de Bezerra de Menezes, que já me beneficiou mais de uma vez, em circunstâncias especiais. Como eu estava sob influência de ambiente sadio da sessão mediúnica, havia uma predisposição psicológica para o ato da prece.

Então, deitei-me naturalmente, como se fosse dormir, e fiz sinal a minha mulher que ficasse onde estava, com a menina nos braços, enquanto eu fazia a prece, comecei a sentir uma espécie de frio na mão direita e, deitado mesmo, ainda com os olhos fechados, apliquei o passe. Fi-lo com toda a confiança, porque já estava sentindo as irradiações desse bondoso Espírito. Resultado: à medida que aplicava o passe, de lá, da cama onde estava, pois a menina continuava distante, no quarto, ela ia ficando calma, ia deixando de chorar e, por fim, quando terminei o passe, com a prece, a menina já estava dormindo.

Minha mulher pô-la no berço, tudo voltou ao estado de calma e, no dia seguinte, a criança amanheceu rindo, como sempre, como se nada houvesse acontecido antes. Senti, aí, mais uma vez, pois tenho várias experiências pessoais, o poderoso recurso da prece, como também senti a vibração caridosa desse espírito iluminado, que se chamou, entre nós, Adolfo Bezerra de Menezes.2

As mensagens de Bezerra transmitidas por diferentes médiuns, fazem-nos sentir que o Espiritismo é a força propulsora das verdades eternas, reerguendo-nos do lodaçal de nossos vícios e misérias. Bezerra de Menezes é para todos os que mourejam em terra do Coração do Mundo, a âncora de salvação, quando o infortúnio os atinge. Milhões de vozes pedem diariamente o seu socorro… Milhões de corações agradecem a esse grande benfeitor as dádivas do seu amor!

Bezerra de Menezes vive nos corações de todos os espiritistas do Cruzeiro do Sul!2
Referências Bibliográficas:

1. Lindos Casos de Bezerra de Menezes. Ramiro Gama.

2. Vida e Obra de Bezerra de Menezes. Sylvio Brito Soares.

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Benzimentos

Benzimentos.

É uma prática muito antiga a muitas culturas, mas aqui no Brasil ganhou força no período da colonização junto aos imigrantes que chegaram.

Vale lembrar que os próprios Índios aqui já estabelecidos praticavam seus rituais de cura dentro de um conjunto de orações no seu próprio dialeto.

O Benzimento se da no conjunto de rezas, na formulação de garrafadas, seja de proteção ou de dosagem, existem Benzimentos para proteção de casas, crianças, animais de estimação, plantas, proteção do corpo e de espírito.

Para um bom Benzimento não existe hora e nem lugar, não importa o dia e nem a Lua.

Não é preciso ser médium nem ter nenhum tipo de pré-requisito além da vontade de ajudar ao próximo.

O Benzimento se aprende dentro de uma tradição na qual quem sabe e foi preparado ensina quem precisa, independente de crença ou religião.

Sendo assim o Benzimento é livre a qualquer pessoa que queira aprender.

Essa foto foi Extraída da Internet, sendo meramente ilustrativa.

 

Benzimento com a vela para diversos casos

material:

• 1 vela branca de 7 dias
• 1 prato de louça branco
• papel e caneta
Procedimento:

• Escrever no papel o nome da pessoa a ser benzida, em seguida colocar no prato e em cima colocar a vela de 7 dias acessa. Cruzando a vela, com o estalar de dedos, fazer a seguinte oração>
” Deus nosso Pai Amado, Amados anjos do Senhor eu vos peço que todos os caminhos da vida de (nome da pessoa) sejam cruzados pela sua luz purificadora e que vossa luz e força, possam abrir os caminhos de ( nome da pessoa, podendo fazer outros pedidos como cura, trabalho, paz, harmonia libertação de vicios, etc…)
amém
Rezar 7 Pai Nossos e 7 Ave Maria
Deixar no local até a vela se apagar

BENZIMENTO PARA DEIXAR DE BEBER

ESTE BENZIMENTO DEVE SER FEITO EM CÉU ABERTO EM SOLO TERROSO

MATERIAL UTILIZADO
01 GARRAFA DE ÁGUA ARDENTE
01 MAÇO DE CAPIM SANTO OU ARRUDA
O ASSISTIDO DEVERÁ FICAR DESCALÇO
O bento(a) deverá manter a cabeça coberta com pano branco devidamente benzido

PROCEDIMENTO PARA SE BENZER
• ABRIR A GARRAFA DE ÁGUA ARDENTE
• FAZER UMA CRUZ ENTRE OS PÉS DA PESSOA QUE SERÁ BENZIDA E LOGO EM SEGUIDA UM CIRCULO QUE MANTENHA O BENZEDOR(A) E A PESSOA QUE ESTA SENDO BENZIDA DENTRO DO MESMO.
• AO FINAL DESTE CIRCULO JOGAR A GARRAFA PARA TRÁS DE SI
• PEGAR O RAMO E CRUZANDO A PESSOA FAZER A SEGUINTE ORAÇÃO:
Em nome de Deus e da divina trindade Pai, filho e espírito santo, eu cruzo (nome da pessoa) e clamo a força de São Miguel Arcanjo, São Crispim, São Bento, São Lázaro, Santa Mónica para que seja cortado o vicio ( falar o nome do vicio da pessoa que se esta benzendo) e se o mesmo for oriundo de praga, conjuro ou maldição que sejam pela espada de Miguel o Arcanjo recolhidos na casinha de SANTO ANTÓNIO
Em nome do Pai
Em nome do filho
Em nome do espírito santo

Eu entrego o espírito de ( nome da pessoa) para Jesus para que o mesmo seja levado para a luz

Amém

7 Pai Nosso
7 Ave Maria
7 Salmos 91

O atendido não deverá sair de casa neste dia e deve firmar uma vela para o anjo de guarda

ESTE BENZIMENTO DEVERÁ SER FEITO POR 7 SEMANAS UMA VEZ POR SEMANA

Benzimento para bronquite

Material
Toalha branca ( pequena )
Tesoura

Colocar a toalha branca aberta no tóraz da pessoa que vai ser
atendida e cortando em cruz com a tesoura fazer a seguinte oração:

“Jesus por onde andava, os doentes fazia levantar
Pois é na força do Mestre da Cura que esta bronquite eu vou cortar”

7 Pai Nosso 7 Ave Maria
repetir o benzimento 3 vezes seguidas

Logo após fazer com a toalha em cima dos pulmões e deixa-la aberta no
sereno um noite seguida

BENZIMENTO PARA AUTO CONFIANÇA:para perder medo etc
Material necessário:
01 barbante para amarrar no pulso

Procedimento para se benzer
Dar três nós o barbante e em cada nó rezar um credo sendo ele ou católico ou Umbandista a São Benedito rogando amparo e proteção para a pessoa que estamos preparando o cordão
Ao terminar amarrar no pulso esquerdo da pessoa este barbante e deixar lá por 60 dias

Após os 60 dias cortar o barbante e queima-lo rezando mais 7 credos a São Benedito

BENZIMENTO PARA DIABETES

Material necessário:
Raiz de gengibre`
Água benta
Vela branca

Procedimento para benzer
Com a raiz de gengibre, o bento vai cruzar 7 vezes a frente e 7 vezes o atrás da pessoa a ser benzida, fazendo a seguinte oração:

Glorioso São Roque, intercedei por ( falar o nome da pessoa ) junto a Nosso Senhor Jesus Cristo, que curou tantas pessoas quando na terra andava, para que a ( falar o nome da doença ) de ( falar o nome da pessoa ) possa pelas mãos de Jesus e por tua intercessão ser equilibrada, contida e harmonizada, Amém

Esta oração deve ser feita 03 vezes na frente e 03 vezes nas costas do assistido, em seguida a cada oração rezar 7 Pai Nosso e 13 Ave Maria

* Este benzimento deve ser repetido diariamente por pelo menos 7 dias

Em seguida dar a água benta logo após o benzimento para a pessoa beber ( 01 copo cheio )
Dar a vela para pessoa acender em casa para seu anjo de guarda

Sinusite, benzimento:

MATERIAL USADO
Faca
Água benta

PRODECIMENTO
Cruzar a face da pessoa atendida com água benta e em seguida cruzar-se
Logo, pegar a faca e cruzando a face da pessoa fazer esta oração

Na força de São Bento eu cruzo ( nome da pessoa) e descruzo toda ( falar nome da doença ou doenças), rogando a Deus que restitua-lha sua saúde, Amém
7 Pai Nossos
7 Ave Maria
+++ Este benzimento dever ser repetido por pelo menos 3 vezes

BENZIMENTO PARA TRATAMENTO DE PEDRA NA VESÍCULA

Material necessário:
• Tesoura benta
• Chá de erva cidreira

Mode de se benzer:
• Cruzando a parte afetada com a tesoura rezar 7 credos
• Com as mãos espalmadas sobre o chá sem adoçar, logo em seguida rezar 3 Pai Nossos e dar para o assistido consumir
Este benzimento deverá ser repetido por 7 dias

* Lembramos que todo tratamento médico deve ser mantido

Benzimento para auxilio da visão
( direcionado para diversos problemas da vista)

Material utilizado:
Água benta

Procedimento para se benzer:

Molhar o polegar em água benta
Fazer uma cruz sobre uma das vistas que deverá estar fechada
Logo após repetir o movimente em cruz, porém com o dedo polegar um pouco afastado da vista
Rezar com este benzimento (cruzando) 7 Ave Maria e logo após terminar as orações dizer: Em Nome da Santa Cruz e da divina trindade Pai, Filho e Espírito Santo todo o mal de ( nome da pessoa) foi retirado, cruzado e ( nome da pessoa) esta curado.

*Logo após repetir o procedimento na outra vista

Benzimento para recolhimento de forças negativas de casas ( recomendado para casas que se encontram muito tempo vazias )

MATERIAL UTILIZADO:
• Coco marrom
• pemba ou giz brancos
• Copo com água benta
• Vela branca
PROCEDIMENTO PARA SE BENZER:
• Risque no primeiro cómodo na entrada da casa uma cruz média
• Coloque nas pontas 04 copos com água benta
• No meio desta cruz coloque o coco marrom
• Pegue a vela branca acenda e cruzando toda esta cruz fazer a seguinte oração:
Em nome de Deus e da divina trindade, Pai, Filho e espírito santo
Em nome de Padre Cícero e da corrente dos baianos
Eu cruzo esta passagem para que o mal não entre mais nesta casa
Todo o mal, carrego os sofrimento que aqui entrou
Meu Padrinho Cícero com os seus baianos de luz já retirou
Com sua Bênção envolveu a todos desta casa
E a bênção de Jesus aqui deixou
Em seguida rezar 7 Pai Nosso
Deixar a vela queimando do lado direito da cruz

Após 24 horas retirar tudo e jogar a água na pia
e deixar o coco em baixo de um coqueiro.

Espero ter colaborado.
O ideal é que se procure uma benzedeira ou benzedor.
Os benzimentos funcionam basta que se tenha fé.

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Batizando na Umbanda

Batizando na Umbanda

Abaixo você verá Algumas Cenas de Batismo na Umbanda.

Aguarde um momento até os Vídeos carregarem.


 


 

“Fios, nunca isqueci, hoji suncêis tem um monti di máquina pra fazê as cumida rápida, mais u gosto qui nunca sai das memória tava nas mãos dus antigo, qui num pricisava di receita pra fazê coisa gostosa, mais gostosa di otro jeitu, era cumida qui tinha gostu di felicidade, quem nunca cumeu cumida di vó qui tinha gostu di discanso, aqueli gosto qui fazia inté u ispritu suspiradi gosto.
Pois é fios, as técnologia é pratica sim, isso é evolução, mais as mão humana tem u toqui qui maquina ninhuma podi imita.
Intão nega termina essi prozeado com uma mensagi só, antis di pensa nas mensagi bunita do amô i essas coisa tuda, pensi antis im dá um abraçu bem apertadu, qui num usa palavra ninhuma pra dize tudo u necessário”

Ditado pelo espírito de Mãe Ermelinda das Almas

O que é a Reforma íntima?

Ney Prieto Peres

A Reforma Íntima é um processo contínuo de auto conhecimento da nossa intimidade espiritual, modelando-nos progressivamente na vivência evangélica, em todos os sentidos da nossa existência.

É a transformação do homem velho, carregado de tendências e erros seculares, no homem novo, atuante na implantação dos ensinamentos o Divino Mestre, dentro e fora de si. Por que a Reforma Íntima?

Porque é o meio de nos libertarmos das imperfeições e de fazermos objetivamente o trabalho de burilamento dentro de nós, conduzindo-nos compativelmente com as aspirações que nos levam ao aprimoramento do nosso espírito.

Para que a Reforma Íntima? Para transformar o homem e a partir dele, toda a humanidade, ainda tão distante das vivências evangélicas. Urge enfileirarmo-nos ao lado dos batalhadores das ultimas horas, pelos nossos testemunhos, respondendo aos apelos do Plano Espiritual e integrando-nos na preparação cíclica do Terceiro Milênio.

Onde fazer a Reforma Íntima? Primeiramente dentro de nós mesmos, cujas transformações se refletirão depois em todos os campos de nossa existência, no nosso relacionamentos com familiares, colegas de trabalho, amigos e inimigos e, ainda, nos meios em que colaborarmos desinteressadamente com serviços ao próximo.

Quando fazer a Reforma Íntima? O momento é agora e já; não há mais o que esperar.

O tempo passa e todos os minutos são preciosos para as conquistas que precisamos fazer no nosso íntimo. Como fazer a Reforma Íntima?

Ao decidirmos iniciar o trabalho de melhorar a nós mesmos, um dos meios mais efetivos é uma Escola de Aprendizes do Evangelho, cujo objetivo central é exatamente esse.

Com a orientação dos dirigentes, num regime disciplinar, apoiados pelo próprio grupo e pela cobertura do Plano Espiritual, conseguimos vencer as naturais dificuldades de tão nobre empreendimento, e transpomos as nossas barreiras. Daí em diante o trabalho continua de modo progressivo, porem com mais entusiasmo e maior disposição. Mas, também, até sozinhos podemos fazer a nossa Reforma Íntima, desde que nos empenhemos com afinco e denodo, vivendo coerentemente com os ensinamentos de Jesus.

Extraído do manual Prático do Espírita

 

OPINIÕES CONTRÁRIAS

Em muitos episódios da experiência humana, é provável que a provação te bata à porta.

Não te aflijas.

Recebe-a com serenidade e bom ânimo.

* Por mais grave a situação, não te precipites com decisões na base da insegurança.

* Estuda o desafio que as circunstâncias te lançam em rosto.

* Sobretudo, não emprestes qualquer traço sinistro às dificuldades que se te apresentem.

* É possível te vejas sob o peso das chamadas “opiniões gerais”. Entretanto, nem todas as manifestações das “opiniões gerais” se harmonizam com a realidade. Asserena-te e ora, preparando-te para os esclarecimentos necessários, que surgirão em momento oportuno.

* Não admitas a ansiedade por mentora de tuas resoluções. Ainda mesmo que todos os itens da luta em que te encontras, sejam formulados pelos outros, contra o teu modo de agir e de ser, guarda a consciência tranquila e não temas.

* É possível que todas as opiniões em derredor de ti se façam contrárias, entretanto, conserva a paciência e espera por Deus, porque a opinião dos Mensageiros de Deus pode ser diferente.

Livro Convivência, Chico Xavier pelo espírito de Emmanuel

 

O que é necessário para ser feliz?

Resposta das entidades:

“Não depender de coisas para sê-lo.”

Sabedoria de Preto Velho pergunta aos espíritos

Então podemos concluir que a independência de tudo gera a felicidade plena.

Resposta das entidades:

“Não há independência absoluta, nenhum ser é independente, entretanto, fazemos uma observação cabível ao vosso entendimento.
Não ser dependente não significa independência, pois o que tomais como independência nada mais é do que individualidade, como já o possuís, entretanto, colocar a felicidade própria nas dependências de qualquer outra coisa, pessoa ou outros, que obedece as leis divinas da transformação, certamente causará frustrações inevitáveis, frustrações essas criadas por vós mesmos ao considerar que algo possa ser inalterável e perpétuo.”

OXOSSI

Divindade da caça que vive nas florestas. Seus principais símbolos são o arco e flecha, chamado Ofá, e um rabo de boi chamado Eruexim. Em algumas lendas aparece como irmão de Ogum e de Exú.
Oxossi é o rei de Keto, filho de Oxalá e Yemanjá, ou, nos mitos, filho de Apaoka (jaqueira). É o Orixá da caça; foi um caçador de elefantes, animal associado à realeza e aos antepassados. Diz um mito que Oxossi encontrou Iansã na floresta, sob a forma de um grande elefante, que se transformou em mulher. Casa com ela, tem muitos filhos que são abandonados e criados por Oxum.
Oxossi vive na floresta, onde moram os espíritos e está relacionado com as árvores e os antepassados. As abelhas pertencem-lhe e representam os espíritos dos antepassados femininos. Relaciona-se com os animais, cujos gritos imita a perfeição, e caçador valente e ágil, generoso, propicia a caça e protege contra o ataque das feras. Um solitário solteirão, depois que foi abandonado por Iansã e também porque na qualidade de caçador, tem que se afastar das mulheres, pois são nefastas à caça.
Está estreitamente ligado a Ogum, de quem recebeu suas armas de caçador. Ossãe apaixonou-se pela beleza de Oxossi e prendeu-o na floresta. Ogum consegue penetrar na floresta, com suas armas de ferreiro e libertá-lo. Ele esta associado, ao frio, à noite, à lua; suas plantas são refrescantes.
Em algumas caracterizações, veste-se de azul-turquesa ou de azul e vermelho. Leva um elegante chapéu de abas largas enfeitados de penas de avestruz nas cores azul e branco. Leva dois chifres de touro na cintura, um arco, uma flecha de metal dourado. Sua dança sumula o gesto de atirar flechas para a direita e para a esquerda, o ritmo é “corrido” na qual ele imita o cavaleiro que persegue a caça, deslizando devagar, às vezes pula e gira sobre si mesmo. É uma das danças mais bonitas do Candomblé.

Orixá das matas, seu habitat é a mata fechada, rei da floresta e da caça, sendo caçador domina a fauna e a flora, gera progresso e riqueza ao homem, e a manutenção do sustento, garante a alimentação em abundância, o Orixá Oxossi está associado ao Orixá Ossaê, que é a divindade das folhas medicinais e ervas usadas nos rituais de Umbanda.
Irmão de Ogum, habitualmente associa-se à figura de um caçador, passando a seus filhos algumas das principais características necessárias a essa atividade ao ar livre: concentração, atenção, determinação para atingir os objetivos e uma boa dose de paciência.
Segundo as lendas, participou também de algumas lutas, mas não da mesma maneira marcante que Ogum.
No dia-a-dia, encontramos o deus da caça no almoço, no jantar, enfim em todas as refeições, pois é ele que provê o alimento. Rege a lavoura, a agricultura, permitindo bom plantio e boa colheita para todos.
Segundo Pierre Verger, o culto a Oxossi é bastante difundido no Brasil mas praticamente esquecido na África. A hipótese do pesquisador francês é que Oxossi foi cultuado basicamente no Keto, onde chegou a receber o título de rei. Essa nação, porém foi praticamente destruída no século XIX pelas tropas do então rei do Daomé. Os filhos consagrados a Oxossi foram vendidos como escravos no Brasil, Antilhas e Cuba. Já no Brasil, o Orixá tem grande prestígio e força popular, além de um grande número de filhos.
O mito do caçador explica sua rápida aceitação no Brasil, pois identifica-se com diversos conceitos dos índios brasileiros sobre a mata ser região tipicamente povoada por espíritos de mortos, conceitos igualmente arraigados na Umbanda popular e nos Candomblés de Caboclo, um sincretismo entre os ritos africanos e os dos índios brasileiros, comuns no Norte do País.
Talvez seja por isso que, mesmo em cultos um pouco mais próximos dos ritos tradicionalistas africanos, alguns filhos de Oxossi o identifiquem não com um negro, como manda a tradição, mas com um Índio.
Oxossi é o que basta a si mesmo. A ele estiveram ligados alguns Orixás femininos, mas o maior destaque é para Oxum, com quem teria mantido um relacionamento instável, bem identificado no plano sexual, coisa importante tanto para a mãe da água doce como para o caçador, mas difícil no cotidiano, já que enquanto ela representa o luxo e a ostentação, ele é a austeridade e o despojamento.MEU GLORIOSO PAI BENEDITO DE ARUANDASaravá o bondoso Preto-Velho de Umbanda Pai Benedito de Aruanda, alma bendita e abençoada, que um dia nasceu nas terras da velha mãe África.

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Batendo Cabeça

Batendo Cabeça.
Diante do Altar

Ponto de bater Cabeça:

Vai, vai aos pés de Nosso Senhor.

Vai bater cabeça irmãozinho

Firme no congá.

Se guia é são jorge, veio da beira do mar.

Vai bater cabeça irmãozinho.

Firme no congá.

Bis.

Axé a todos! Hoje, próximo daquele momento mágico e divino que é “bater cabeça” aos Orixás diante de nosso Altar Sagrado, quero que pensemos sobre a importância de nossas funções dentro de um Terreiro, quero que façamos uma rápida avaliação se estamos realmente fazendo “o melhor”. O melhor pelos outros e por nós.
Sei que as dificuldades são grandes, que os percalços da vida tumultuam as decisões quando nos referimos a uma caminhada espiritual, mas a Paz de Espírito que sentimos quando respondemos positivamente a questão acima, é superior a qualquer dificuldade, dor ou angústia.
O fato é que quando nos referimos à evolução espiritual, mais do que boa vontade, precisamos de atitudes firmes, dignas e similares às Forças Superiores das quais somos envolvidos.
Com minha experiência, percebo claramente que muitos são recebidos na Casa do Pai mas poucos são os escolhidos, poucos são os ficam.
Observo que muitos médiuns quando saem do terreiro sentem-se ofendidos, julgam demasiadamente e maldizem tudo, esquecendo que já se beneficiaram muito daquela Casa, portanto, não olham e não avaliam seu interior, não percebem a Grandeza da Espiritualidade e a verdadeira necessidade de manifestar atitudes dignas e amorosas como Simplicidade, Humildade, Colaboração, Fraternidade, Confiabilidade, Fidelidade, Boa Vontade, Renúncia, Solidariedade, Trabalho, Disciplina, Fé, Amor, Obediência, Respeito, consequentemente, não ficam naquela Casa, não conseguem ter afinidade.
O que mais lamento em nossa doutrina umbandista é que poucos médiuns entendem a afirmativa “muitos serão chamados, mas poucos serão os escolhidos”, isso quer dizer que poucos médiuns se preocupam e se esforçam para estarem na mesma vibração, na mesma energia e na mesma sintonia das Forças Superiores. Não significa ser “Santo”, tão pouco “Capacho”, mas sim reconhecer os próprios erros, se esforçar diante do Sagrado e do ser humano, melhorar a cada dia, afinal, reconhecer, se esforçar e melhorar são sinais de HUMILDADE, que é a “Regra Áurea da Umbanda”.
Constatem comigo, não entramos ou saímos de uma Casa à toa. Assim como não existem coincidências para a espiritualidade, o que existe são momentos, necessidades, tempo, permissões e principalmente Lei e Justiça Divina.
Portanto, precisamos sempre nos perguntar se estamos fazendo “o melhor”. Precisamos sempre avaliar nosso íntimo, frear nossos instintos e dominar nosso emocional para que possamos ter uma vida plena de Paz, mesmo porque, são pelas nossas atitudes e pelo nosso íntimo que somos vistos pelos Orixás e Guias Espirituais 24 horas por dia, e não somente em dias de trabalho diante do Altar ao “bater cabeça”.
Saibam, diante do Altar não tem júri e nem juiz, algemas e nem cadeia.
Diante do Altar, onde está Oxalá, somos advertidos e nos é permitido deixar a nossa carga negativa aos pés dos Sagrados Orixás.
Diante do Altar somos grandiosamente incentivados e vitalizados para percorrer o caminho da dignidade, fidelidade, amor, fé e caridade.
Postado por Terreiro da Vó Benedita do Congo

 

Cambone

“Ser cambono é aprender e ter uma base solída para ser um bom médium, não são todos os cambonos que são médiuns de incorporação. Não podem comentar, nem contar a outras pessoas o diálogo do Guia com os Assistidos, sãos preparados ao trabalho de auxiliar e servir os mentores e guias durante os trabalhos e também preparados para a doutrinação de espíritos menos esclarecidos, são treinados para terem uma concentração excepcional para o auxilio na firmeza do ritual.
O cambono é a viga mestre do trabalho, sua energia é fundamental na sustentação vibracional da casa.”

“O atabaque é um instrumento Sagrado, Consagrado e Firmado por Ori­­xás e Guias e tem uma força pode­rosa, que em uma gira faz toda a di­ferença.”

“A batida do atabaque induz o cérebro a emitir ondas cerebrais diferentes do padrão comum, facilitando o transe mediúnico.

Entrando na parte espiritual, os cantos, quando vibrados de coração, atuam diretamente nos chacras superiores, notavelmente o cardíaco, laríngeo e frontal, ativando-os naturalmente e melhorando a sintonia com a espiritualidade superior, assim como, os toques dos atabaques atuam nos chacras inferiores, criando condições ideais para a prática da mediunidade de incorporação. “

Agradeço a Ogum por todas as graças alcançadas em minha vida.

Agradeço a Ogum por todas as graças alcançadas em minha vida.

Mamãe Oxum, quem é? Oxum é o Orixá que rege a energia das águas da cachoeira, a determinação de suas águas sempre a chegar em seus objetivos, rainha das águas doces, e por mais rústica que seja, ainda assim transborda beleza em sua essência… Os filhos de Oxum tendem a ser risonhos e comunicativos. São vaidosos, elegantes e sensuais. As mulheres adoram andar pintadas e gostam de estar bem vestidas. Mostram-se inofensivos e bondosos. Por trás de sua doçura esconde-se uma determinação forte e marcante. Discretos, não gostam de escândalos. Embora sejam emotivos e chorões, são tranquilos e calmos. Ambiciosos gostam de luxo e conforto. Sabem manipular as palavras, conseguindo obter as informações que desejam através de conversas

tolas e informais. Possuem uma intuição aguçada o que lhes permitem saber o momento certo para contornar as dificuldades a fim de não encará-las de frente. São persistentes e teimosos sem desistir de seus objetivos. Em certo site li tal descrição que, embora simples achei perfeita para caracterizar os filhos de Oxum, então a copiei aqui. Eis: ” Oxum é assim: bateu levou. Não tolera o que considera injusto e adora uma pirraça. Da beleza à destreza, da fragilidade à força, com toque feminino de bondade.” (parabéns a quem criou esta descrição).

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Baralho Cigano

Baralho Cigano

A Cartomancia, é um dos costumes ciganos mais conhecidos, muitas pessoas recorrem a ela para saber o futuro pelas cartas. De acordo com a tradição, o Baralho Cigano só deve ser lido por mulheres, pois trazem em seu interior a energia da lua, o oculto, tendo a luz da vidência, o dom do sentir, pressentir e interpretar.

Para a leitura das cartas, as ciganas utilizam um baralho comum, desses usados para jogos de azar, retirando o curinga e as cartas que vão do dois ao cinco, restando 36 cartas que são utilizadas para a leitura.
O Povo Cigano associou à essas cartas algumas figuras do seu simbolismo esotérico, cujo significado veremos mais adiante.

As correspondências entre as cartas comuns e as figuras acontece de forma natural para os Ciganos, porém para os não-ciganos torna-se um tanto difícil fazer essa associação, felizmente existe no mercado versões do baralho com as figuras impressas o que facilita muito o aprendizado e sua interpretação.Como Consagrar o seu Baralho

Antes de usar as cartas, é preciso que tome algumas providências, para consagrar o seu baralho, sem o que ele não passará de cartas para um jogo profano.

Empilhe suas cartas, à noite, sobre um copo com água e sal , para que a água com o sal retire os fluídos negativos das suas cartas, faça uma oração ao seu Anjo Guardião ou outra oração de sua preferência.

(Repita sempre após terminar uma leitura )
Como Guardar e Proteger o seu Baralho

Após a consagração ou após a limpeza depois de uma consulta, embrulhe seu baralho em um pano vermelho e guarde-o em um local fora do alcance de outras pessoas, nunca use suas cartas para jogos de azar e não permita que manuseiem o seu baralho.
Como preparar-se para a Leitura das Cartas

Para jogar procure se isolar. Busque também conforto, pois o local escolhido será o seu templo para leituras. Ali, exercitará seu poder de prever o futuro.

Antes de começar a leitura, faça a Oração à Santa Sarah ou outra oração à sua escolha, concentre-se com o objetivo de limpar o espírito e a mente das energias ruins.

Lave as mãos e beba um pequeno gole de água, simbolizando a purificação, estenda um pano branco sobre a mesa onde vai deitar as cartas, sob esse pano coloque um punhal, com a ponta voltada para o consulente, à sua direita uma taça com água com uma ametista dentro, à esquerda uma vela branca. Acenda um incenso de sua preferência. Você pode também decorar sua mesa com flores, frutas, cristais, pedra de rio e outros objetos que julgar necessário.

Lembre-se sempre de estar invocando as forças dos quatro elementos :

TERRA, FOGO, ÁGUA e AR.

Os ciganos preservam e utilizam muito os elementos da natureza em seus rituais. Acreditam que o Fogo queima a negatividade e ilumina a positividade. A vela, para eles concentra as energias dos quatro elementos. A Água e a Terra são representados pela cera e o pavio. O Fogo é a chama e o Ar (oxigênio) a mantém viva (acesa).

Como Interpretar as Cartas

As mensagens do Baralho Cigano representam e se encaixam na sua realidade. Mas nem sempre são mensagens diretas. Por isso, é muito importante a sua interpretação.

Para iniciantes é recomendável o método das três cartas, que podem representar :

• Passado, Presente, Futuro.

• O Problema, A causa, A solução.

• Outras interpretações que mandar a sua intuição.

O Método de 3 Cartas

Tire três cartas do monte e vá fazendo a interpretação de acordo com a pergunta que formulou. É claro que algumas cartas não se referem exclusivamente àquilo que perguntou. Mas, com intuição, você vai conseguir interpretar com toda certeza. Se, por acaso, o assunto, ou a pergunta que você fez ficou sem uma conclusão, vire mais duas cartas para poder finalizar o assunto.

Além desse método existem outros de maior dificuldade, que são:

• Relacionamentos – 7 Cartas
• Encantamento Cigano – 7 Cartas
• A Roda Mística – 9 Cartas
• A Pedra Dourada – 15 Cartas
• A Mesa Real – 36 Cartas

      Feitiço de Cigana - Tião Casemiro

IMPORTANTE: as cartas A Cigana e O Cigano representam você ou a pessoa para quem está lendo. Durante a leitura, verá que algumas falam sobre isso. Se uma delas aparecer, quer dizer que a resposta está vindo diretamente para você, sem rodeios. Se não aparecer, faça a interpretação do conjunto das três cartas. Se a questão for bem objetiva, tipo sim ou não, a regra é: se a primeira carta for positiva, a resposta é sim. Se for negativa, não. Faça quantas perguntas quiser, virando três cartas.

SIGNIFICADO DAS CARTAS
1 – O Cavaleiro = Indica boas notícias e boa sorte, mensagem, proposta, vitória, autoconfiança, auto-estima, alguém de longe, capacidade de mudar, surpresa, ímpeto.. Diz respeito a parte afetiva do consulente, caminhos abertos, materializa e concretiza o que o consulente quer, êxito, alegrias intensas. Encha-se de coragem e lute por seus próprios ideais. Significa o movimento, o dinheiro e as conquistas de bens materiais. O novo vem chegando, algo de bom está a caminho, pode vir até do estrangeiro. Por onde o cavaleiro passa, ele modifica a vida daquela pessoa na maioria das vezes de forma positiva. Suas glórias são poderosas e se a pessoa não tiver equilíbrio, vive nas ilusões dessas conquistas e acaba estagnando sua vida, não indo em busca de novos objetivos. Quando esta carta aparecer perto de uma ou mais cartas negativas, avisa que as noticias não são boas. Esta carta traz boa sorte consigo enquanto não esteja rodeada de cartas nefastas

2 – O Trevo = no caso do consulente estar numa situação difícil, seus erros serão perdoados e esquecidos com o Trevo próximo a ele. Eventos fortuitos que acontecem na hora do aperto, e que podem ser interpretados, positivamente, como um obstáculo (se ele existe) que será superado. Caminho está livre, se o consulente se empenhar! Obstáculos que são necessários para nossa própria evolução. Não seja pessimista. Com cartas negativas, a sorte lhe vira as costas – atrasos e desapontamentos estão em pauta. Destruição, a quebra da harmonia, desventura, tropeço, a pedra no caminho. Demonstra sempre negatividade. Representa uma energia que foi enviada e que já se materializou na vida da pessoa. Tenha cuidado com a inveja, com tropeços. É um período para parar e aguardar, é o atraso e não se deve comentar com ninguém seus planos. Esta carta nos revela que estas coisas são passageiras. Acredite na sua força interior e só peça ajuda a alguém de sua confiança. E na saúde a pessoa apresenta declives de saúde.

3 – Navio = Mudanças positivas que estão em vias de acontecer, seja no setor financeiro, emocional, espiritual ou profissional, bons negócios. Indica, viagem, mudança de um lugar para o outro, mesmo que temporariamente. Senso de hierarquia e responsabilidade. Anuncia riquezas, que se alcançará no comercio ou com herança. Possibilidade de aumento de salário ou promoção. Vitórias. Saúde ou grande capacidade de recuperação. Na forma negativa afasta ou atrasa as viagens ou mudanças. Há perigo de doenças ou debilidade nas defesas.

4 – A Casa = Progresso, equilíbrio, harmonia, proteção, prosperidade, herança, boa saúde, família, sucesso, estabilidade. Todas as ações serão abençoadas com sucesso. Esta carta representa a casa do Consulente, também representa o lugar onde o consulente fica mais tempo (seu lar, seu trabalho, Igreja, qualquer imóvel). Ela representa o espaço físico. Refere-se tanto a imóveis quanto às pessoas que nele vivam ou trabalhem. Se estiver em um campo relacionado ao passado, significa que os pais do Consulente ainda exercem uma grande influência sobre ele. Se estiver em um campo relacionado ao futuro, é possível que haja mudança de moradia. A pessoa está protegida das influências negativas externas. Ainda que a situação da pessoa for infeliz pode-se esperar melhor sorte para o futuro. Com cartas de vitória, pode ser o indicativo de novos empreendimentos. Com cartas negativas mostra que está havendo desarmonia e desentendimento em casa. A pessoa só se sente bem em outros lugares. Fracasso e perdas materiais, insegurança emocional.

5 – Árvore = Saúde, abundância, segurança, progresso, resultado de longos esforços, longevidade. Amizade sincera (com raiz). Colher os frutos que se plantou. Expansão, crescimento, vitalidade. Uma realização completa, coroação de nossos esforços, energia positiva, prosperidade, fertilidade, generosidade para com o consulente. Novas oportunidades surgirão trazendo fartura à mesa e garantia de sucesso nos empreendimentos. Em termos de saúde, fala de homeopatia ou medicina natural. Cura de doenças e boa saúde. Em jogadas muito negativas significa que está havendo uma quebra no ciclo natural das coisas, que não se está conseguindo completar o que se começou. O que se plantou pode estar sendo colhido por outra pessoa. Pode vir a faltar comida à mesa.

6 – Nuvens = São os ventos, o dinamismo, o movimento incessante, a grande capacidade de fluir e não se aprisionar em nada. Confusão de sentimentos; instabilidade; aborrecimentos; tumultos. sensação de incapacidade em resolver os problemas, intrigas e instabilidade familiar, tristeza. Perdas materiais de vulto, emprego ameaçado e o perigo de se tomar atitudes erradas. Deve-se parar, meditar, analisar tudo muito bem antes de tomar qualquer decisão. Depressão, desilusão, desespero. Só com jogo de cintura e inteligência você vai afastar o mau tempo que vem com as nuvens. Pessoa sob influência negativa, com prejuízo para a saúde e perda de interesse pela vida. Tudo é motivo para brigas e discórdias, principalmente com quem mais gosta.
Na forma positiva significa um grande poder para lutar e vencer. Pessoa altiva, independente, que persegue seus objetivos com garra. Exerce grande atratividade no sexo oposto. As mudanças de sua vida deverão ser vagarosas, de acordo com as necessidades. Os momentos de tristeza serão passageiros

7 – Cobra = Significa discórdia, desarmonia, intriga e maledicência. A ilusão das falsas aparências. Traição, inveja, falsidade. Esta carta pede atenção com pessoas próximas. É a traição premeditada, pensada e estudada. Forças externas ocultas estão agindo em seu campo astral. Se a jogada for totalmente positiva, representa o arco-íris com sua beleza ilusória e de promessas de brilho e riquezas. Sabedoria e conhecimento espiritual.

8 – Caixão = Não deve ser encarada como um fim, mas como um renascimento ou recomeço. O consulente pode ter perdido tudo, mas tem a chance de começar de novo, com novas idéias e muita experiência. Necessidade de evolução espiritual. Fim de uma fase para começo de uma melhor. Em jogadas positivas, transformações radicais para melhor. Em jogadas negativas significa a destruição; a perda definitiva; perdas materiais; doenças graves; a morte física (principalmente se vier junto da Foice). Fim de um romance, são grandes e profundas perdas podendo ser tanto no plano material como emocional.

9 – Flores = Significa alegria, satisfação íntima, felicidade. Entendimento entre as pessoas. Generosidade. Fraternidade. Sorte, contentamento. Representa sentimentos verdadeiros, o amor universal, o entendimento entre as pessoas, o altruísmo, alegria. Coisas boas que vêm. Também indica a realização de todas as possibilidades e sonhos. Para o casal, felicidade conjugal, para o doente, cura e para o comerciante, lucros. Se junto de cartas negativas significa lágrimas.

10 – Foice = Significa o corte em seu desenvolvimento, sonhos e planos, podendo chegar ao extremo do corte da própria vida., a interrupção do crescimento. Rompimento das decisões a serem tomadas, das opções a serem feitas. Traz a doença e todos os processos que debilitam e enfraquecem o ser humano. Positiva e rodeadas de boas cartas, simboliza a transformação. Você precisa desistir de algo no seu caminho para seguir novos rumos. Transformações precedidas de uma situação delicada. Terá que abrir mão de alguma coisa importante. Porém este corte, embora brusco, é para o seu crescimento, faz parte de sua evolução pessoal. Talvez você tenha que renunciar alguma coisa muito apegada. Indica a possibilidade, uma nova chance que surge. É a perda dolorosa no momento certo.

11 – Chicote = A influência maléfica atuando na vida da pessoa. Um feitiço enviado na intenção de derrubar as defesas, de quebrar a harmonia individual. Algo que só pode ser combatido com a própria magia. Punição, discórdia. Avisa sobre conflito e desarmonia, principalmente na família. Seja cuidadoso. Desavenças entre conjugues, febres e moléstias prolongadas. Com cartas positivas representa nosso lado místico, nossas forças ocultas. Você possui uma força superior intuitiva que deve ser canalizada para o bem. Faça você mesmo seu ritual de magia, usando sua intuição, dirigindo seu poder mental para a sua evolução.Também pode indicar o poder judiciário e a chance de um acordo em família. Indica o emprego necessário da sabedoria e da intuição.

12 – Pássaros = Associada à alegria e à felicidade, é o lado cor de rosa da vida. São os sonhos de amor, a paquera e o namoro. Encontro casual pode ser muito bom. Casamento, harmonização, sorte nos negócios, lucros e associações lucrativas relacionada ao tempo. Os planos mais difíceis podem ser realizados no tempo certo. Neutraliza os maus fluídos. Algum acontecimento próximo mudará sua vida. Quando aparece junto “A Serpente” neutraliza a negatividade desta carta negativa. Negativa demonstra que está faltando motivação no relacionamento, que se tornou agora monótono e enfadonho. A vida que se está levando não tem prazeres ou satisfações. Falta estímulo e motivação para viver. Significa fadigas que se terá que vencer, porém de curta duração.

13 – Criança = Significa força da infância, a ingenuidade, bondade e esperança, a pureza e a alegria de viver. Também os filhos que se tem ou se terá. Significa que a pessoa tem proteção e nada de mal vai lhe acontecer. Vá em frente. Otimismo. É o começo de tudo que existe. Seja como criança: siga seu passeio contente e feliz, porém não perca de vista seus objetivos, nem perca a noção dos acontecimentos ao seu redor. Não fale demais dos seus planos. Negativa demonstra tristeza, desesperança, descrédito quanto às possibilidades de vencer os obstáculos. Falta de esperança no futuro. Você deve ficar bastante atenta com atitudes impensadas, repentinas e infantis. Estas ações podem magoá-lo profundamente. Tenha cuidado, pois pode estar rodeada de pessoas não confiáveis.

14 – Raposa = aviso de fraude, armadilha, malícia, falsidades, mentiras. É também a carta de estratagema e engano. Emboscada. Alguém está tentando enganá-lo. Você poderá ser vítima de alguém que está pronto para envolve-lo em uma situação complicada. Cuidado com galanteios e falsas propostas. Poderá sofrer um grande prejuízo. Cuidado e cautela. Uma grande dúvida deve ser sanada, senão terá perdas materiais. Com cartas positivas pode estar mostrando uma pessoa inteligente que aproveita as oportunidades que a vida oferece. Você, é muito invejado. Tenha paciência e observe tudo em volta que sairá vitorioso. Obstáculos superáveis

15 – Urso = A falsidade daqueles que se fazem de amigos, porém não o são. Privam da nossa intimidade para melhor poderem descobrir nossas fraquezas e saber onde melhor nos ferir. Traição, o mau caratismo, os maus conselhos. Olho grande; inveja. Ciúmes. Mas também pode nos mostrar os instintos, nossos impulsos sexuais, a busca do prazer, um(a) amante. Sentimentos ruins como inveja, a cobiça podem interferir nas energias do seu campo astral.

16 – Estrela = Proteção; predestinação. Destino. Realização. Êxito. Inspiração. Novas oportunidades. Carta de sorte. Simboliza luz espiritual. O sucesso está em seu caminho. Seus dons artísticos e de clarividência estão em crescimento. Confie na sua boa estrela. Vitória em todos os sentidos. É o símbolo da sua intuição, energias que devem vir à tona nos momentos difíceis de sua jornada. Estando porém rodeada de nuvens, denota uma longa série de acidentes infelizes.

17 – Cegonha = Representa o nascimento ou a mudança. Imprevistos. Novidades. Surpresas. Pode significar a vinda de um filho, de um novo emprego, uma mudança de casa, uma mudança no relacionamento, um novo casamento. Algo novo está para acontecer, bom ou ruim, dependendo das outras cartas ao redor. Simboliza nossa necessidade de não cair na rotina. O início de um novo ciclo em sua vida. Seus caminhos estão abertos a novas experiências e a prósperos empreendimentos principalmente no campo pessoal. Negativa representa a falta de mudança, a ausência de crescimento ou de desenvolvimento nos projetos ou nos objetivos propostos.

18 – Cão = Fidelidade, amizade leal, companheirismo, vida social. Sentimentos verdadeiros. Apoio e o carinho das pessoas amigas. Negativa demonstra que está havendo um mal entendido ou uma má interpretação por parte de um grande amigo. É sinal para ficar alerta se a carta Nuvens estiver por perto. Ela indica desequilíbrio na vida amorosa.

19 – Torre = O lado espiritual. Isolamento voluntário; reclusão; posição defendida; afastamento; iniciação. A solidão que precisamos de vez em quando. As respostas e a proteção que queremos não estão no mundo a nossa volta e sim dentro de nós mesmos. Esta carta está ligada ao nosso mundo interior, à nossa elevação espiritual. É preciso dar mais atenção às coisas do espírito do que da matéria. É o ermitão. Você deve exteriorizar seus sentimentos para a sua felicidade plena. Também mostra que você passa por uma fase de busca de seu autoconhecimento. Torre alta permite esperar uma velhice longa e feliz. Negativa representa o equilíbrio rompido. Uma falta de comunicação com o mundo exterior, uma fuga da realidade, um não enquadramento. Em alguns casos pode ser internação hospitalar ou até reclusão forçada (prisão). Tristezas ocultas, depressão. Rodeada de nuvens pressagia uma doença e mesmo a morte, conforme as circunstâncias.

20 – Jardim = Família; amigos; lazer; sem interesses materiais; cura; magia das plantas. Poder latente de cura que pode ser desenvolvido. Colher o que se plantou. Lugar encantado em que encontramos paz. O jardim faz você refletir sobre suas ações, ou seja, pensar se está plantando f1ores ou deixando crescer ervas daninhas no jardim de sua vida. Diz que o consulente sozinho não será capaz de suportar seus problemas. Mas unido à família e amigos o fardo se torna menos pesado. É hora de colher tudo o que plantou, pois o momento é de paz.

21 – Montanha = Representa a justiça e retidão, a imparcialidade de julgamento e os negócios. A rigidez e a segurança. Sua positividade representa sucesso nas pendências judiciais, nos litígios, nos casos de partilha de bens, em qualquer questão judicial. Significa a segurança da casa própria. Possibilidade de exercer um cargo de grande poder. Tenha consciência de seus limites e tome as atitudes na hora certa. Negativa significa que a pessoa tem problemas de papéis ou de justiça. Pode ficar sem emprego ou mesmo sem ter onde morar. Existe uma certa dureza e autoritarismo exagerados, que devem ser temperados para haver o equilíbrio. Pode enfrentar adversidade se confronto com inimigos ou rivais.

22 – Caminhos = Significam a estrada da vida, os caminhos a serem trilhados. Uma escolha a ser feita. Caminhos abertos e sem empecilhos. Certeza de que há uma saída para tudo na vida. A decisão de prosseguir por um atalho ou voltar para traz quando aparece um obstáculo é só sua. É um momento de escolha. Significa que a pessoa vai sair vitoriosa de qualquer disputa. Negativa diz que os caminhos estão bloqueados que as lutas empreendidas podem ser perdidas. Pode significar separação (dois caminhos). Rodeados de nuvens são sinais de desventura.

23 – Rato = Perda, a inveja, o ciúme, o roubo. Sempre traz desarmonia, confusão, angústia e desentendimento. Deve-se ter o máximo de cuidado com os objetos pessoais e bens materiais, pois traz avisos de perdas. Não comentar as alegrias e as vitórias, pois isso aumenta a inveja. Está havendo ciúme por parte da pessoa amada. Cuide de sua saúde. Prevê roubos e doenças (stress). Afaste-se de pessoas que possam sugar sua energia. Furtos morais, dependência extrema de terceiros no sentido negativo. Pode ser perda espiritual (vampirismo espiritual). Se a carta As Estrelas aparecer próxima a esta, é sinal de que poderá recuperar o que foi roubado.

24 – Coração = o sentimento. Carta do amor, emoção, entrega, paixão, seja por uma pessoa ou uma atividade. O coração transmite o sentimento mais verdadeiro e lembra que podemos modificar o mundo a nossa volta, os relacionamentos, por meio de troca de afeto e calor humano. Emoções profundas, expansão de sentimentos, ondas de emoções. Você viverá uma grande paixão em breve. Também indica que deverá ajudar as pessoas que pedirem o seu auxílio.
Negativa avisa que a paixão que se está sentindo é algo efêmero e passageiro, que não se deve tomar nenhuma atitude baseada nesse sentimento, pois ele é enganador. Tratando-se de saúde e rodeada de cartas negativas, pode indicar problemas circulatórios.

25 – Alianças = Simboliza a união perfeita, o casamento, a sociedade comercial, a parceria, compromisso, acordo. Realização de desejos. Pessoas ligadas ao consulente por meio de um relacionamento afetivo, profissional ou familiar. Seu significado depende das outras cartas do jogo, se forem positivas conte com o apoio dessas pessoas próximas. Se forem negativas, não confie em ninguém. Negativa significa que a união está um pouco enfraquecida. Significa instabilidade emocional; o rompimento de um enlace ou separação de dois amantes.

26 – Livros = Significa êxito nos estudos e no trabalho e que vai ter promoção por mérito no trabalho. Indica necessidade de crescimento pessoal, de aprimoramento intelectual e profissional. Pode também anunciar que você vai desvendar segredos importantes, relacionados a questões do jogo, ou que algum segredo seu será descoberto e poderá provocar uma tempestade. Esta carta simboliza a necessidade de aquisição de conhecimento e cultura. Não tenha medo de colocar a sua capacidade e a sua felicidade à prova. Negativa significa dificuldades em se alcançar objetivos.

27 – Carta = Significa que vai se ter notícia de algo que se está esperando com ansiedade e expectativa, avisos, diálogos, mensagens, visitas. noticias de vitórias. É também a palavra amiga que podemos levar a alguém. Notícia de pessoa distante, papéis importantes, documentos e convites para festas. Dependendo das cartas vizinhas podem ser boas ou más notícias. Uma boa sorte que há de vir por meio de boas notícias de longe. Negativa quer dizer que a solução do problema ainda demora. Poderão ser notícias que causarão aflição e descontentamento.

28 – O Homem = Alguém com quem se tem certo grau de ligação, podendo significar pai, irmão, amigo, patrão, alguém por quem se tem interesse e que se interessa por nós, ou o próprio consulente, se for homem. E no caso de consulente mulher, pode ser também, seu namorado, marido, amante. Simboliza o homem ideal e honesto para as mulheres. As outras cartas indicarão seu significado.

29 – A mulher = Alguém com quem se tem certo grau de ligação, podendo significar mãe, irmã, amiga, patroa, alguém por quem se tem interesse e que se interessa por nós, ou a próprio consulente, se for mulher. E no caso de consulente homem, pode ser também, sua namorada, esposa, amante. Simboliza a mulher ideal e honesta para os homens. As outras cartas indicarão seu significado.

30 – Lírio = Simboliza a paz e tranqüilidade, a beleza, o amor, o ouro, virtude. Período excelente. Capacidade de se adaptar até para poder transformar a realidade. Mostra que a pessoa tem a visão para o jogo e sensibilidade para o mundo espiritual. Transmite seus poderes benéficos às outras cartas do jogo, neutralizando os efeitos negativos de outras cartas. Lírios denotam uma vida feliz. Negativa mostra falsidade, mentiras, capacidade de trair os amigos em proveito próprio. É a ambição desmedida e sem propósito. Se a carta Nuvens vier perto, é sinal de grande sofrimento e algum desgosto em família

31 – Sol = Representa a vida, o desenvolvimento e a luz. Um novo caminho se abrindo. Transmite energia positiva e espalha todo o seu brilho para as cartas que estão ao seu redor no jogo. Representa a força divina e prevê um futuro brilhante, uma fase de crescimento e muita prosperidade. Criatividade, sucesso em todos os setores. Planos materiais bem sucedidos. Lucros e ganhos certos, novos amores, gravidez, criação de novos projetos. Crescimento material, mental, intelectual. Negativa demonstra que o Sol não está brilhando, que a pessoa não está encontrando soluções e que os planos não estão se desenvolvendo devidamente.

32 – Lua = Simboliza as honrarias, o valor reconhecido, o trabalho recompensado. Sensibilidade. Ligada ao lado místico e as coisas ocultas. Recomenda-se que o consulente preste atenção à sua sensibilidade e a sua intuição. Indica glória e reconhecimento, intuição e poderes mentais. Dons místicos mediúnicos e intuitivos. Indica também que a glória pode ser precedida de provações e dores. Representa a inteligência que recebemos no plano astral. Negativa significa uma falsa segurança, adversidade, medo, trevas e perigos ocultos. Deve-se tomar cuidado com as emboscadas, com os aduladores e traições de amor.

33 – Chave = Simboliza a solução de todos os problemas, a resposta, o objetivo a ser alcançado. Segredo. O sucesso. Com ela você pode abrir a porta que o impedia de seguir em frente. O êxito virá só se você prosseguir o caminho sem medo, confiante e com muita vontade de cumprir os objetivos traçados. A chave abre muitas portas, principalmente dos sentimentos mais profundos do consulente. Dias melhores estão chegando. Êxito nos negócios.

34 – Peixes = Simboliza o dinheiro, a fartura. Multiplicação. Lucros. É a energia do trabalho transformada em dinheiro e bens materiais. Esta carta está ligada à fortuna e à fartura, enfim às coisas concretas. É sinal de que os lucros estão para chegar. Sucesso em empreendimentos. Bens espirituais. É sinal de lucros que vão aparecer na sua vida. Em jogada extremamente negativa significa falta de dinheiro, trabalho não recompensado, perdas materiais. Perdas e projetos que não se concretizam.

35 – Âncora = Segurança, firmeza de objetivos. Êxito. Representa o patrimônio, os tesouros; tudo o que se consegue acumular em termos de bens materiais. Estabilidade financeira. Vida feliz. É hora de arquitetar novos planos. Anuncia que o consulente vai encontrar um porto seguro onde poderá jogar sua âncora e desfrutar de bons momentos em terra firme. Entrada de dinheiro inesperado. No amor, é sinal de relacionamento sólido e fiel. No sentido negativo, significa estagnação, projetos que não frutificam, coisas emperradas e difíceis de se desenvolverem. No amor poderá passar por períodos de inconstância.

36 – Cruz = Representa a vitória dos planos, o encontro, o sucesso nas empreitadas, o triunfo total sobre os inimigos. O domínio de seu próprio desenvolvimento. Espiritualidade. Sabedoria superior. Autoconfiança. Representam o carma do consulente, as provações que tem que passar para chegar à felicidade. Esta carta indica sempre que o consulente vai vencer, por mais complicada que seja a situação. Se ela aparecer, tenha certeza que terá forças para superar com sucesso os momentos de cabeça erguida. A cruz é poder. Em jogada negativa Sofrimento, dor e fracasso pessoal, doença. O consulente deverá abrir mão de algo valioso. Anuncia prejuízos sérios que você vencerá. Energias negativas estão atrapalhando sua vida.

Essa página foi feita a pedido dos internautas.
Não jogamos Búzios, cartas ou tarô.
Somos umbandistas e seguimos a orientação de nossos Mentores Espirituais.
Fizemos essa Página a titulo de dar uma noção aos que tem vontade de saber como é um jogo de cartas com baralho cigano.

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Bará

Bará

Mensageiro divino, guardião dos templos, casas e cidades. É o dono de todas as portas, de todas as chaves e de todos os caminhos. É reverenciado em primeiro lugar em todos os terreiros de nação africana.

Recebe suas oferendas nas encruzilhadas.

Se estiver atrapalhado, sem emprego, sem rumo, ou deseja realizar qualquer tipo de negócio se apegue com este Orixá, o Bará pode te dar a solução.

Não existe nenhum terreiro de tradição africana que não tenha o assentamento do Bará.

Ele é o princípio e o fim de tudo, até após a morte de um iniciado na religião, o primeiro a receber ritual é o Bará.

Bará em Yorubá quer dizer força; se for bem tratado reage favoravelmente em prol de quem lhe oferendou. Olorum concedeu ao Bará o privilégio de receber as oferendas em primeiro lugar. Sem ele nossas orações não seriam ouvidas por nenhum outro Orixá, nem mesmo no orum.

Como dono das chaves, dos portais, encruzilhadas, caminhos e comércio, deve sempre ter suas saudações, obrigações e cortes quando necessário, feitos em primeiro lugar caso contrário caminhos trancados, mas não devemos tachar o Orixá Exu de egoísta, para a segurança de nosso ritual é só serví-lo primeiro e assim nosso ritual estará

bem encaminhado. É o Orixá responsável pela boa abertura dos trabalhos, esta para nossos negócios e vidas, destrancando caminhos e abrindo portas ou trancando e fechando, dependendo de nossos merecimentos e cumprimento de tarefas.

O dia da semana consagrado ao Bará é a segunda-feira, sua cor principal é o vermelho.

Os Barás cultuados no Batuque do Rio Grande do Sul são:

BARÁ LODÊ: Exu Lodê tem seu assentamento feito do lado de fora do templo. Divide sua morada com Ogum Avagãn. É o Orixá que mantém a estrutura do templo; a sustentação dos terreiros depende do Bará Lodê.

BARÁ ADAGUE: Recebe suas oferendas nas encruzilhadas; seu assentamento é feito dentro do templo; é um dos mais requisitados, pois faz a frente de Ogum, Oyá, Xangô, Odé, Otim, Obá, Ossãe e Xapanã.

BARÁ LANÃ: Trabalha nos cruzeiros (encruzilhadas). Tem as mesmas atribuições do Bará Adague. Responde também nos cruzeiros de mato.

BARÁ AJELÚ: Este é o exu que faz a frente dos Orixás de água, Oxum, Yemanjá e Oxalá.

Além do epô (azeite de dendê) usa-se mel nas suas oferendas.

Sincretismo Religioso:
Bará Lodê – São Pedro, quando faz adjuntó com Iansã, São Benedito com faz adjuntó com Obá.

Bará Lanã – Santo Antônio do Pão dos Pobres

Bará Adague – Santo Antônio

Bará Agelú – Menino no colo do Santo Antônio

Uma boa gira?!

O que é necessário para uma boa sessão?

Não é preciso muita coisa, apenas boa vontade, por parte de todos os presentes sejam eles, médiuns ou não.

Apesar disto muitas pessoas, ainda tem muitas dúvidas quanto ao trajeto normal que deveria seguir uma gira de umbanda.

Para estes aqui vai umas dicas de como proceder, em meio de uma sessão.

Antes da gira propriamente dita: _Banho de descarrego. Todo médiun , bem como todo aquele que frequenta uma gira de umbanda, deveria tomar um antes de ir ao terreiro.

Considere que mesmo que você não tenha o costume , é de bom tom te-lo.

Ao andar na rua, ao entrar em contato com outras pessoas nós adquirimos destas pessõas suas cargas, e quantas vezes nós entramos em lugares carregados de fluidos nocivos, quantas vezes entramos em banheiros públicos e nos enchemos de cargas e larvas astrais?

Considere isto tudo e pese os fatos, veras que um banho é mais que necessário. Se vais girar, muito bem, se não vai melhor ainda, pois o trabalho dos guias será mais fácil, e para você terá mais proveito.

Note que qualquer banho serve, mas se você quiser podemos te dar umas dicas:

1-Não utilize sal grosso, ele ao contrário do que se pensa, não descarrega, apenas atrai bons fluidos, e bons fluidos em corpo sujo astralmente, não resultam em nada.

2-Ao invés de ferver as ervas , macere, isto é esfregue entre ambas as mãos, isto tornará seu banho de descarrego mais potente do que se fosse fervido.

3-Ao macerar as ervas não pense em outra coisa a não ser o seu beneficio , assim você estará fluidificando seu banho e tornando ele mais eficaz.

Ao fazer seu banho fuja das conversas e das distrações que só vão atrapalhar.

4-Ao terminar de fazer o banho recolha os restos de folhas que ficaram, devolva-os a natureza agradecendo ao orixa Ossanhe o beneficio que ira obter, lembre-se que a natureza é uma dádiva que Deus pos ao nosso alcance.

5-Não faça o banho logo que terminar a maceração deixe que a água descance pelo menos uns dez minutos, enquanto isto relaxe, pois um bom banho deve ser relaxante e principalmente calmo.

6-Ao tomar seu banho não tenha pressa, faça-o com calma aproveitando cada minuto.

7-Ao fazer o banho mentalize a entidade ,a qual destina-se o mesmo, faça seus pedidos e sinta-se bem.

8-Não se seque , deixe que seu corpo seque por si.

9-Coloque , ao se vestir uma roupa clara.

Algumas dicas de banhos:

Para abrir caminhos:

Macere Arruda, guiné, alecrim, alevante, quebra os males, adicione depois meio copo de vinho e uma colher de açucar, faça seu banho e ofereça ao destranca rua pedindo ajuda.

Para achar um amor:

Faça um saquinho de lã, com um pano branco e dentro coloque Arruda, guiné e alecrim.

Enrole o sabonete no saquinho e reze enquanto toma banho: Arruda, guiné , alecrim, que seu cheiro traga um amor para mim.

Boa Sorte!!!

Vejo muitas pessoas culparem Olorum ou Exu dos seus erros de sua ignorância.

Vejo alguns Ex Umbandistas culpar Exu que a vida deles está uma bosta, primeiro não existe ex umbandista, se foi e saiu não tem convicção, não tem amor e mais tinha interesse em algo.

Somos donos dos nossos atos, o bem e o mal está em seu coração você faz a escolha é caráter, é índole.

Exu não te leva pro inferno e sim você mesmo com seus pensamentos, com suas atitudes, vejo pessoas procurarem certos médiuns para ficar rico, ter a mulher tal ou o homem tal, o melhor emprego ou amansar o seu chefe,

ai te pergunto:

Isso é de Exu?

Isso é da Religião de Umbanda? NÃO!

É o ser humano que sempre que ir pelo lado mais fácil, conquistar as coisas pelo lado mais fácil e acha que pode usar o nome Exu pra saciar os seus desejos loucos e delirantes.

Exu não vai fazer isso, ele vai te esgotar, te neutralizar e absorver todo esses sentimentos ai a pessoa não tem o que quer fala mal, não consegue resolver a sua vida, fala mal, não quer trabalhar fala mal.

A esses como diz meu veio Amigo e Guardião Aos de pensamentos pequenos sem vontade e acha que pode usar Exu do jeito que falam hahaha é com esse que eu gosto de descer o chicote hahahaha.

Exu é vida, é alegria, é benevolência, é a vontade. Exu te da a vontade e o animo quem trabalha é você rsrsrs.

Muito Axé dos Exus em suas vidas. Por Paulo Cesar do Exu Pimenta. 24/03/2016

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Atuação dos preto-velhos

Atuação dos preto-velhos.

E assim são os Pretos-Velhos da Umbanda. Eles representam a força, a resignação, a sabedoria, o amor e a caridade. São um ponto de referência para

todos aqueles que necessitam: curam, ensinam, educam pessoas e espíritos sem luz.
Eles representam a humildade, não têm raiva ou ódio pelas humilhações, atrocidades e torturas a que foram submetidos no passado.–
Com seus cachimbos, fala pousada, tranqüilidade nos gestos, eles escutam e ajudam àqueles que necessitam, independentes de sua cor,

idade, sexo e de religião.
Não se pode dizer que em sua totalidade que esses espíritos são diretamente os mesmos pretos-velhos da escravidão.

Pois, no processo cíclico da reencarnação passaram por muitas vidas anteriores foram: negros escravos, filósofos, médicos, ricos, pobres, iluminados, e outros.

Mas, para ajudar aqueles que necessitam escolheram ou foram escolhidos para voltar a terra em forma incorporada de preto-velho.

Outros, nem pretos-velhos foram, mas escolheram como missão voltar nessa pseudo forma.
Este comentário pode deixar algumas pessoas, do culto e fora dele, meio confusas: “então o preto-velho não é preto-velho,

ou é, ou o que acontece???”.
O espírito que evoluiu tem a capacidade de se por como qualquer forma passada, pois ele é energia viva e conduzente de luz, a forma é apenas uma conseqüência

do que eles tenham que fazer na terra. Esses espíritos podem se apresentar, por exemplo,

em lugares como um médico e em outros como um preto-velho ou até mesmo um caboclo ou exu.

Tudo isso vai de acordo com o seu trabalho, sua missão. Não é uma forma de enganar ou má fé com relação àqueles que acreditam, muito pelo contrário,

quando se conversa sinceramente, eles mesmos nos dizem quem são, caso tenham autorização.
Por isso, se você for falar com um preto-velho, tenha humildade e saiba escutar, não queira milagres ou que ele resolva seus problemas,

como em um passe de mágica, entenda que qualquer solução tem o princípio dentro de você mesmo, tenha fé, acredite em você,

tenha amor a Deus e a você mesmo.
Para muitos os pretos-velhos são conselheiros mostrando a vida e seus caminhos; para outros, são pisicólogos, amigos, confidentes,

mentores espirituais; para outros, são os exorcistas que lutam com suas mirongas, banhos de ervas, pontos de fogo, pontos riscados e outros,

apoiados pelos exus de lei (exus de luz) desfazendo trabalhos e contra as forças negativas (o mal), espíritos obscessores e contra os exus pagãos

(sem luz que trabalham na corrente negativa que levam os homens ao lado negativo e a destruição).

      Preto Velho

MENSAGEM
Os pretos-velhos levam a força de Deus (Zambi) a todos que queiram apender e encontrar uma fé. Sem ver a quem, sem julgar, ou colocando pecados.

Mostrando que o amor a Deus, o respeito ao próximo e a si mesmo, o amor próprio, a força de vontade e o encarar o ciclo da reencarnação podem

aliviar os sofrimentos do karma e elevar o espírito para a luz divina. Fazendo com que as pessoas entendam e encarem seus problemas e

procurem suas soluções da melhor maneira possível dentro da lei do dharma e da causa e efeito.
Eles aliviam o fardo espiritual de cada pessoa fazendo com que ela se fortaleça espiritualmente. Se a pessoa se fortalece e cresce consegue carregar

mais comodamente o peso de seus sofrimentos. Ao passo que se ela se entrega ao sofrimento e ao desespero enfraquece e sucumbe por

terra pelo peso que carrega. Então cada um pode fazer com que seu sofrimento diminua ou aumente de acordo com encare seu distino e

os acontecimentos de sua vida: “Cada um colherá aquilo que plantou. Se tu plantaste vento colherás tempestade.

Mas, se tu entenderes que com luta o sofrimento podeis tornar-se alegria vereis que deveis tomar consciencia do que foste teu passado

aprendendo com teus erros e visando o cescimento e a felicidade do futuro.

Não sejais egoista, aquilo que te fores ensinado passai aos outros e aquilo que recebeste de graça, de graça tu darás. Porque só no amor,

na caridade e na fé é que tu podeis encontrar o teu caminho interior, a luz e DEUS” (Pai Cipriano).
Salve todos os PRETOS-VELHOS, que DEUS os iluminem e os abençoem.

A todos os PRETOS-VELHOS que trabalham nesse mundo e no outro com muito amor.

Preto Velho

São muitas as lembranças da minha encarnação como escravo em uma fazenda de café no interior paulista. O som da chibata, os gritos dos feitores que saíam à caça dos escravos fugidos, as amas de leite obrigadas a amamentar os filhos da sinhá. Lembranças pungentes de muito sofrimento. Quando a princesa Izabel assinou a Lei Áurea, eu estava velho e muito doente.

A senzala era o único lugar onde o negro conseguia ser livre. Minha história de vida foi muito triste, mas aprendi muito. O sinhô era um homem muito refinado e não me tratava mal, mas a sinhá era uma mulher muito infeliz. Seu coração cheio de fel não sabia amar. Era temida e detestada. Por muito pouco mandava chicotear os escravos da senzala e o sinhô fazia todas suas vontades. Negrinhos eram afastados das suas mães, velhos escravos iam para o tronco e as escravas caseiras tremiam com as ordens da caprichosa sinhá. Eu não me queixava e jamais cultivei o ódio e a vingança. Alguns escravos odiavam os senhores com todas as forças até à morte. No plano espiritual, continuavam a perseguição perturbando os senhores com a força da magia negra e da vingança. Como é bom ser bom! Como é triste ser mau! Quantas lágrimas e sofrimentos os senhores plantaram através de suas atitudes. No entanto, todos caminharemos para a Eterna Felicidade! O caminho mais sublime é o Amor, mas alguns só evoluem através da Dor!

Eu era forte e jovem, mas quando meu grande amor foi vendido, capricho da sinhá, minha saúde nunca mais foi a mesma. Minha vida mudou bastante e o meu consolo eram as rezas. Jamais cultivei a revolta ou a vingança. Os Orixás me davam a paz e o consolo para suportar as provas daquela encarnação.

Pior que a escravidão os grilhões da maldade e do preconceito. Muito pior que nosso sofrimento era o peso dos pecados daqueles que oprimiam seus irmãos de cor.

No dia 13 de maio, a alforria! No entanto, as lembranças marcaram minha vida para sempre. Foi minha encarnação mais proveitosa. Nessa vida de martírios, cultivei a renúncia e a humildade.

Quando desencarnei, meu grande amor estava à minha espera. A linda escrava que eu amei e foi vendida já estava no Plano Espiritual ansiosa pelo meu retorno. Somos todos irmãos! Somos todos iguais!

Muito tempo se passou e agora estou novamente na Terra. Não como espírito encarnado, mas como pai velho trabalhando nos terreiros de Umbanda. Minha vestimenta astral é a de preto velho. Escolhi essa missão para estar mais perto dos meus filhos de fé. Muitos precisam de libertação, da alforria da paz e da fé. Essa é a missão dos pretos velhos! Conselho, resignação, amor e paz! Limpar com a fumaça do cachimbo os miasmas do mal e da doença.

Aceitei essa tarefa sublime por muito amar a Humanidade. Conheci o sofrimento, a humilhação e a pobreza.

Minha mensagem é de libertação! Filho de fé liberte-se dos grilhões do orgulho e do egoísmo. Se você está sofrendo, não desanime! Confie no Pai Oxalá que tudo vê e tudo sabe! Faça sua parte no aprimoramento espiritual e na reformulação das suas atitudes. Liberte-se das vibrações negativas do desânimo, da tristeza e do pessimismo. Ame a Terra! Colabore para que esse Planeta melhore cada vez mais e seja um grande Lar de Amor! Liberte-se do peso da angústia através do Amor! Perdoe seus inimigos, porque Oxalá é o exemplo de Perdão e Misericórdia!

Desejo que Oxalá o ilumine hoje e sempre! Nascemos para vencer e evoluir! Nascemos para conviver com Amor e tolerância! Somos todos irmãos! Nascemos para cumprir apenas uma passagem! A verdadeira vida é a vida espiritual!

Pai João das Almas (Mensagem psicografada por Sandra)

O PASSE NA UMBANDA

O PASSE NA UMBANDA

O passe nada mais é que um auxilio produzido pela doação de fluidos . O passe é uma troca de energia, é um remédio que recebemos quando não estamos nos sentindo muito bem e que nos ajuda a melhorar e sentir paz.

Mesmo dentro da umbanda onde encontra-se um médium incorporado com entidade espiritual(outro espírito), existe neste processo a doação e a recepção de fluidos.

O passe representa um bom recurso de auxílio às pessoas que estejam enfermas,
ou desgastadas emocionalmente ou, ainda, sob assédio de maus espíritos.

O envio de fluidos sobre o perispirito , uma capa fluídica muito ligado ao corpo físico, célula a célula, explica a sensação de bem estar físico após o passe.

O além da concentração do médium requer também a aceitação dos fluidos do usuário.Quanto mais receptivo este estiver ,mais proveito vai ter do passe.

Na Umbanda as entidades normalmente orientam, esclarecem e deixam mensagens.

Além disso as entidades de Umbanda utilizan-se de matéria para facilitar na transformação de certas energias ou ainda corte de demandas.

Por exemplo as Mães que normalmente utilizam perfumes junto ao passe ou mesmo após ele, para energizarem os filhos. O perfume também serve para baixar as vibrações densas que se encontram no usuário.Ao inalarem o perfume baixam a guarda facilitando o passe de dispersão. As mães d’agua normalmente utilizam-se de perfumes a base de flores. As Iansãs de perfumes amadeirados, e as juremas a base de ervas (lavanda, alfazema), que em algumas vezes é produzido por elas mesmas.

Os caboclos que utilizan-se de ervas,espadas de Ogum, guiné, como troca de energia.Ao passar a erva no usuário, existe uma troca de energia, quebrando demandas e energias estagnadas que se encontravam no usuário.

E ainda a própria fumaça de cachimbos, charutos e cigarros utilizados. Não pense você que a utilização deste matérias tem vinculo a um vicio terreno. Existem sim boas lembranças deste guias a utilização destes a momentos felizes de suas vidas mesmo em tempos tão difíceis como o de suas encarnações.Porém o real motivo da utilização destes meios é de uma defumação que em baforadas atingem diretamente um determinado local. Ainda o fumo, dentre outras ervas, junto a chama libera energias que servem para limpeza da aura de quem necessita. A própria agua serve como um imã ou esponja que pode sugar toda energia negativa do usuário, ou mesmo este elemento pode ser fluidificado servindo como remédio a quem precisar.

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Atabaques

Atabaques.

A história do atabaque Em nossas giras de Umbanda, é muito comum se ter presente o ataba­que, um instrumento lendário e de origem afro. Esse instrumento dá ritmo e axé aos cultos, possibilitando uma melhor incorporação e dando maior energia aos trabalhos.
O atabaque é um instrumento Sagrado, Consagrado e Firmado por Ori­­xás e Guias e tem uma força pode­rosa, que em uma gira faz toda a di­ferença. Para aprendermos um pouco mais sobre o atabaque e seus funda­mentos trago algumas informações interessantes sobre o mesmo, relacio­nado aos cultos afro religiosos, dentre eles, Umbanda e Candomblé.
Segundo a Wikipédia, “O Atabaque de Origem Africana, hoje muito utili­zado nos cultos aos orixás, de reli­giõ­es também de origem afro, “E na verdade o caminho e a ligação en­tre o homem e seus orixás, os to­ques são o código de acesso e a chave para o mundo espiritual “( Romário Itararé há 35 anos toca atabaques e instru­mentos de percussão)
Há três tipos de atabaque: Rum, Rum­pi e o Lê. O Rum é o atabaque maior, o Rumpi seria o segundo ataba­que maior, tendo como importância responder ao atabaque Rum, e o Lê seria o terceiro atabaque onde fica o Ogã que está iniciando ou aprendiz que acompanha o Rumpi. O Rum também é usado para dobrar ou repicar o toque para que não fique um toque repetitivo. Importante saber que cada atabaque tem suas obrigações a serem feitas, pois o atabaque praticamente representa um Orixá.
Existem vários tipos de toques, Angola que se toca com mão e Ketu que se toca com a varinha. Na Angola existem vários tipos de toques, onde cada toque é destinado a um Orixá, por exemplo, Congo de Ouro, Angolão que seria desti­nado a Oxossi, Ygexá que seria destinado a Oxum, etc. O mesmo acontece com Ketu, que se toca com varinha de goiabeira ou bambu, chamada aguidani.
O couro também mere­ce cuidados, como passar dendê e deixar no sol

para que ele, o couro, fique mais esticado e possa produzir um som melhor.
Um Ogã seria como um Tatá da Casa e na maioria das vezes seu conhecimento é quase superior a um Zelador de Santo. Para ser um Ogã não basta saber tocar, e sim, saber o fundamento da Casa, sali­entando que saber o canto na hora certa, é de gran­de importância para um Terrei­ro.
Existem também outros tipos de componentes que se usam junto com os ataba­ques, como por exemplo, o agogô, chocalho, triângulo, pandeiro, etc. Existe também o Abatá, que seria um tambor, com os dois lados com couro, que se usa muito no Rio Grande do Sul e na nação Tambor de Mina.
Os tambores coa apa­recer nas escavações arqueológicas do período neolítico.

O tambor mais antigo foi en­contrado em uma escavação de 6.000 anos A.C. Os primeiros tambores provavelmente consistiam em um pedaço de tronco de árvore oco. Es­tes troncos eram cobertos nas bor­das com peles de alguns répteis, e eram percutidos com as mãos, depois foram usadas peles mais resistentes e apareceram as primeiras baquetas. O tambor com duas peles veio mais tarde, assim como a variedade de tamanho.
De origem africana, o atabaque é usado em quase todos os rituais afro-brasileiros, típico do Candomblé e da Umbanda e de outros estilos relacio­nados e influenciados pela tradição africana. De uso tradicional na música ritual e religiosa são empregados para evocar os Orixás.
Por Marcos Vinicius Caraccio

      atabaque

Berimbau-de-barriga ou urucungo. Instrumento musical dos escravos africanos por eles popularizado no Brasil. Debret (Viagem pitoresca e histórica ao Brasil. São Paulo, 1940, I), descreve o berimbau: “Este instrumento se compõe da metade de uma cabaça aderente a um arco formado por uma varinha

curva, com um fio de latão, sobre o qual se bate ligeiramente. O instrumento é conhecido em toda a África setentrional. As caixas sonoras feitas de cabaça são, desde incalculável tempo, utilizadas na Índia, nos instrumentos sagrados bramânicos e búdicos. O povo intermediário para o negro foi o árabe, também grande conservador no gênero. (CASCUDO, Luís da Câmara. Dicionário do folclore brasileiro) O som do Berimbau é obtido percutindo-se uma haste no arame; pode-se variar o som abafando-se o som da cabaça e (ou)encostando uma moeda de cobre no arame;

complementa o instrumento o caxixi, uma cestinha de vime com sementes secas no seu interior.
O Berimbau, (…), tornou-se instrumento símbolo da Capoeira, conduzindo o jogo com o seu timbre peculiar. Os ritmos são em compasso binário e os andamentos – lento, moderado e rápido são indicados pelos toques do Berimbau. Entre os mais conhecidos estão o São Bento Grande, o São Bento Pequeno (mais rápido), Angola, Santa Maria, o toque de Cavalaria (que servia para avisar a chegada da polícia), o Amazonas e o Iuna. Numa roda de angoleiros o conjunto rítmico completo é composto por: três berimbaus (um grave – Gunga; um médio e um agudo – Viola); dois pandeiros; um reco-reco; um agogô e um atabaque. A parte musical tem ainda ladainhas que são cantadas e repetidas em coro por todos na roda. Um bom capoeirista tem obrigação de saber tocar e cantar os temas da Capoeira. PONTOS CANTADOS Os Pontos cantados são evocações, em forma de orações ou pequenas histórias, louvando um Orixá ou contando quem é o Guia, sua forma de atuação, sua força diante das dificuldades, sua relação com os Orixás, um chamamento de um filho que procura ajuda ou proteção, entre outras colocações de festividade e manifestação de fé. Os pontos têm sua associação, digamos assim, com os mantras indianos, com os Cantos Gregorianos da Igreja Católica, ou com os Cantos de Louvor à Deus dos Protestantes.Outra função dos pontos, ao serem cantados, é fazer descarregar e fluir as emoções dos médiuns e dos que procuram ajuda na casa, em vibrações relacionadas com os Guias e Orixás, permitindo assim, um perfeito entrosamento e equilíbrio do médiuns em seu trabalho e o alcance da graça solicitada..

A Pemba também pode ser usada para riscar objetos, portas, janelas, no objetivo de cruzar o ambiente, evitando a entrada de maus espíritos e de energias negativas. Além disso, a Pemba auxilia na entrada das boas energias e na abertura de caminhos. Também, utiliza-se a Pemba para riscar as mãos, os pés e a cabeça dos médiuns. E assim é feito, geralmente, para dar a eles proteção.

. Também é utilizada antes da realização do amaci.

A Pemba, juntamente com as águas puras e ervas sagradas fortalecem a coroa do médium, trazendo maior sintonia entre ele (o médium) e suas entidades espirituais.

Em alguns casos específicos a Pemba pode ser raspada, obtendo-se um pó, que é utilizado para determinados trabalhos e até mesmo, colocado dentro do próprio amaci. Todavia, não existe na Umbanda qualquer ritual de “sopro de pó de pemba”, como existe no Candomblé. As cores das Pembas representam à linha de qual entidade está utilizando ou a linha que se está invocando.

Assim, por exemplo, um Caboclo de Ogum certamente irá riscar seu ponto de vermelho, o de Oxossi de verde, o de Xangô de marrom e assim por diante.

É bom lembrar que a Pemba não é sagrada por si mesma. Uma Pemba comprada em uma loja qualquer, se não for cruzada pelo guia da casa, não terá serventia nenhuma. Será apenas um giz como outro qualquer, sem nenhuma utilidade espiritual. Todavia, a Pemba que é cruzada e abençoada pelo guia, torna-se uma verdadeira arma para aqueles que sabem manipulá-la. É um instrumento de luz usado pelo guia, essencial em qualquer trabalho de Umbanda. Também é comum se falar em “Lei da Pemba” para referir-se à Umbanda. A expressão “Filhos de Pemba” é utilizada para identificar os filhos de Umbanda, aqueles que estão cumprindo as diretrizes de Aruanda. Por fim, para homenagear esse instrumento sagrado, segue o ponto cantado na abertura de todos os trabalhos de Umbanda

: “Ô salve a Pemba! Também salve a toalha!

Ô salve a Pemba! Também salve a toalha! Salve a coroa,

É de nosso Zambi é o maior! Salve a coroa!

É de nosso Zambi é o maior!”

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Assistência

ASSISTÊNCIA

A Umbanda e a Assistência

A Umbanda é uma religião de cunho assistencialista.
Esse fato se fundamenta primeiramente nos ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo, que em sua infindável sabedoria nos ensinou que devemos “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo:
como a nós mesmos” e que devemos fazer aos nossos irmãos aquilo que esperamos que seja feito por nós.
A Umbanda é, assim,
em primeiro lugar uma religião baseada nos ensinamentos cristãos.
A Umbanda também acredita, como outras religiões, que nós, filhos de Deus, estamos em um contínuo movimento de evolução.
Estamos a todo instante agindo e sofrendo a ações que tendem a nos projetar para frente no plano moral e no plano espiritual.
Assim, como uma forma de nos depurarmos de erros passados e de encontrarmos engrandecimento espiritual, devemos seguir o caminho da humildade, da caridade e do perdão, tentando ajudar irmãos a amenizar seus sofrimentos materiais e espirituais, quando possível.
Não somente nós encarnados, mas também espíritos de desencarnados estão envolvidos nesta responsabilidade de ajudar aos menos afortunados em um ciclo constante onde os mais evoluídos ajudam os menos evoluídos a galgarem os degraus da evolução.
Nesse aspecto, a Umbanda se baseia não só nos ensinamentos cristãos como também as premissas do Espiritismo de Allan Kardec.
É fato inclusive, que no Brasil, o Espiritismo assumiu, com nomes como Bezerra de Menezes e Chico Xavier, uma forma mais assistencialista de trabalho do que a primitiva matiz científica oriunda da França.
A Umbanda, finalmente acredita em tronos vibracionais, ou ainda Orixás, ou ainda Reinos de Energia da Natureza, cuja divina função é trazer para cada um de nós o equilíbrio vibracional, moldando vícios em virtudes, anulando más tendências e intensificando as boas qualidades.
A Assistência em um culto de Umbanda
Considerando que o assistencialismo é uma das facetas da religião Umbanda, chegamos a uma pergunta que embora pareça, não é tão fácil de responder.
Como a assistência se inclui no culto da Umbanda?
A caridade em uma casa de Umbanda é realizada de muitas formas, dependendo do funcionamento da casa.
Em primeiro lugar, podemos considerar a caridade que se presta a espíritos desencarnados que visitam esse local a fim de encontrar conforto, orientação e paz.
Por esse mesmo motivo, algumas casas de Umbanda em suas sessões (que é como são chamados os rituais ou cultos de Umbanda) compreendem uma preparação especial para que sistematicamente ou eventualmente (dependendo da sessão e da casa) se possa receber a visita destes espíritos e se possa prestar a devida caridade a eles.
Outro ponto a se considerar, falando de caridade, é o que se presta aos próprios filhos de santo da casa (conhecidos também, entre outros nomes, como filhos de fé).
Essas pessoas, em geral médiuns (das mais variadas aptidões mediúnicas) podem
encontrar na casa, em seus irmãos, e nas figuras de chefia, a orientação necessária e a força indispensável para lidar com sua espiritualidade, e direcioná-la para o bem.
Finalmente, as casas de Umbanda também se destinam a fazer caridade a uma comunidade de pessoas que não pertence ao corpo de trabalho da casa. Nesta categoria de assistencialismo, o qual é o principal motivo deste texto, costumam se basear a maioria das sessões de trabalho das casas de Umbanda.
Colocando à parte rituais fechados (como Batismos, Festas, Rituais de Limpeza, etc), a grande maioria das sessões de Umbanda são abertas à comunidade.
Em um lugar característico das casas de Umbanda, conhecido como assistência, as pessoas
da comunidade (ou mesmo pessoas que venham de localidades distantes), que não pertencem ao corpo de trabalho da casa, observam os cultos ritualísticos de uma sessão e se beneficiam dele.
Assim, as pessoas da assistência são defumadas, e após as incorporações dos médiuns, são convidadas a adentrar o terreiro para receberem passes e se consultarem com as entidades (exus, caboclos, pretos-velhos, crianças, mestres do oriente, etc).
Uma pessoa da assistência pode receber caridade de várias formas, como: descarga, desobsessão, conselhos sobre questões materiais ou espirituais, emanações curativas, etc.
Outros tipos de serviços à comunidade não relacionados estritamente com os cultos da casa podem também ser realizadas.
Algumas casas de Umbanda oferecem, por exemplo, parte ou todo o seu espaço físico para realização de palestras ou cursos de interesse da comunidade. Também podem ser feitas campanhas de arrecadação de recursos (como alimentos ou agasalhos).
Podem ser ainda oferecidos materiais de estudos sobre a religião Umbanda e os seus rituais.
Uma questão importante discutida em algumas casas de Umbanda sobre as sessões fechadas à assistência.
A Umbanda como já foi dito, tem a missão de propagar uma mensagem de amor e caridade. Por isso; porque essa mensagem tem que ser propagada, ela não pode ficar limitada apenas aos adeptos do culto, ou seja, ao corpo mediúnico.
A caridade deve ser oferecida a todos aqueles que precisam dela.
Por outro lado, sabemos que uma máquina não pode funcionar sem manutenção. Por isso, acredito que às vezes é melhor que se façam sessões fechadas (para desenvolvimento dos médiuns, limpeza espiritual da casa e dos médiuns, etc) para que se possa oferecer uma casa e um corpo de trabalho bem preparados, para prestar a caridade à assistência em sessões abertas.
A influência da Umbanda na Assistência e a influência da Assistência na Umbanda
Duas questões polêmicas nas quais as casas de Umbanda estão envolvidas sobre a assistência é qual o papel de fato da Umbanda na vida das pessoas que freqüentam seus rituais e ao mesmo tempo, qual deve ser a postura de uma pessoa enquanto participante da assistência em um ritual de Umbanda. Estas duas questões, acredito, guardam íntima relação entre si.
A primeira questão tenta descobrir como as pessoas que participam de assistências de cultos de Umbanda, vêem esses cultos e a própria Umbanda. O que destes cultos e das vivências neles apreendidas, elas levam para suas vidas quotidianas? Como essas pessoas se definem em termos de religião?
É certo que não podemos generalizar. Assim como em qualquer coletividade, também em uma assistência estarão presentes pessoas com pensamentos, anseios e posturas diferentes.
Mas a questão que se impõe é se é necessário que essas
pessoas tenham um mínimo de conhecimento do que é a Umbanda e seus cultos. E se realmente precisam enxergar a Umbanda
como religião e até mesmo como a religião delas.
Uma premissa muito importante enunciada pela Umbanda é que não se deve negar ajuda a ninguém.
Assim, partindo deste princípio não podemos cobrar de uma pessoa que se ela freqüenta os cultos de uma casa de Umbanda, ele se declare como Umbandista.
Sabemos que a Umbanda ainda sofre de muitos preconceitos, e que decorrente disso muitas pessoas que freqüentam cultos de Umbanda têm medo de serem rotulados pejorativamente. Também pela origem multifacetada da Umbanda e também
pela premissa de ajudar a todos, não podemos e nem devemos proibir a participação de irmãos oriundos de outros religiões.
Por outro lado, podemos considerar que a falta de identificação pode causar uma falta de compromisso.
Por isso talvez, sejam tão comuns as queixas sobre pessoas da assistência que vão às sessões de Umbanda apenas para “pedir coisas” mas não
honrem as sessões com comportamentos condizentes com os de uma casa religiosa, ou seja, vestem-se de maneira imprópria,
conversam em momentos inoportunos, entre outras coisas.
Algumas pessoas apenas visitam uma casa de Umbanda quando estão com problemas. Isso significa que não fazem da Umbanda uma opção religiosa constante.
Utilizam as sessões de Umbanda como “fast-food de consulta”, isto é, quando precisam, vão
até lá, pedem o que precisam e vão embora abandonando o local até que a próxima necessidade os faça regressar.
Outras há que vão apenas aos dias de festas. Elas podem estar encarando a Umbanda como uma bonita manifestação da “cultura popular brasileira”, ou seja, uma atração turística ou ainda “coisa para inglês ver”. Visitam, acham bonito, mas não apreendem o real significado da religião praticada ali.
A outra questão, também de extrema importância, é o que a participação da assistência contribui para a sessão. Uma
assistência participativa tem o mesmo resultado para uma sessão do que uma assistência apática? O que é mais interessante
para a Umbanda, uma assistência ignorante sobre os conhecimentos (pelo menos as bases da religião) ou uma assistência consciente do que são os rituais (como momentos de uma sessão, pontos cantados em cada momento, etc) e dos porquês destes rituais.
Eu penso que essas duas questões estão inter-relacionadas porque acho que quanto mais as pessoas que compõem uma assistência estão integradas no culto, tão mais elas respeitarão este ritual, participando ativamente dele, entendendo como e porque devem se comportar a cada momento.
Elas entenderão melhor que a religião não se pratica somente dentro dos templos, mas em todo o lugar. Elas aprenderão que também elas têm a responsabilidade de fazer a caridade e semear a paz e amor ao próximo.

(M.S.C. – Um Trabalhador Humilde)

(Esse texto foi extraido da internet.)
E postei para reflexão sobre a influência da umbanda na vida das pessoas.
Todo o nosso trabalho tem sido para divulgar a Umbanda o máximo possivel, de esclarecer.
De contribuir pra derrubar os”mitos e preconceitos”.
A umbanda é um mundo cheio de luz que a grandeza nos conduz.
Que Oxalá abênçõe a todos.
Um abraço fraterno.

Orixá e o Homem

Uma conversa entre Orixá e o Homem.

Homem: Orixá posso te fazer uma pergunta?
Orixá: Claro!
Homem: Promete que não vai ficar bravo comigo?
Orixá: Prometo!
Homem: Por que você fez tanta coisa me acontecer hoje?
Orixá: Como assim?
Homem: Bem, hoje eu acordei atrasado.
Orixá: Sim.
Homem: Meu carro demorou uma eternidade pra ligar.
Orixá: Ok.
Homem: Na hora do almoço eu pedi um lanche, veio errado e eu tive que esperar por outro tempão.
Orixá: Ahan.
Homem: No caminho de volta pra casa que ia atender uma ligação importante e meu celular MORREU!
Orixá: Certo.
Homem: Não bastava tudo isso me acontecer, quando cheguei em casa, eu só queria por meus pés de molho na minha bacia de massagem e relaxar! Mas isto não aconteceu! Aliás NADA deu certo pra mim hoje!!! Por que você fez isso?
Orixá: Ok vou te falar… Sabe filho, hoje de manhã o anjo da morte estava rodeando a sua cama, mas eu enviei um dos meus anjos para lutar com ele a favor da sua vida! Eu apenas deixei você dormir enquanto tudo isso acontecia.
Homem: OH!!!!!
Orixá: Eu não deixei o seu carro ligar rapidamente esta manhã porque havia um motorista bêbado na rota que você trafega diariamente para o trabalho e ele iria bater no seu carro.
Homem: “Sem reação”.
Orixá: Na hora do almoço, a primeira pessoa que fez o seu sanduíche estava doente e eu não queria que você se contaminasse com nenhuma virose. Ainda mais sabendo que você não está podendo se dar ao luxo de faltar ao trabalho.
Homem: “Envergonhado”.
Orixá: Seu celular morreu porque a pessoa que te ligou ia dizer coisas falsas sobre você a respeito do que você ia contar a ela naquela ligação. Então eu não deixei que você atendesse.
Homem: Ooh. Eu posso entender Orixá
Orixá: Ah e a sua bacia de massagem está com um problema, que se ligasse iria causar um curto circuito na energia da sua casa hoje a noite. Eu pensei que você não gostaria de ficar no escuro.
Homem: Oh Deus me desculpe.
Orixá: Não precisa se desculpar filho, apenas aprenda a confiar em mim em todas as situações boas e ruins. E não duvide que meus planos são sempre os melhores do que os seus.

Ogum Beira Mar e Ogun Matinata…

Dois Cavaleiros e uma só história! Esses dois emissários de São Jorge, viveram, lutaram e morreram juntos. Foram criados desde crianças para a luta.Confiaram sua vida a Deus e a serviço da humanidade. Defenderam a Terra Santa e a Santa Madre Igreja. Morreram lado a lado, lutando por justiça e por honra.

A história que vou narrar, transcrevo-a exatamente como ouvi do Senhor Ogun Beira Mar: “Eu nasci no ano de 1268 de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Meu amigo e companheiro de jornada, Senhor Matinata, nasceu um pouco antes, em 1257, na região que hoje se chama San Vicenzo, na Itália.

Seu nome era Guido Franciesco. Meu nascimento ocorreu em território gaulês, hoje ocupado pela França e meu nome era Olave de Gusttave.

Apesar da diferença de idade, nos dávamos muito bem. Éramos inseparáveis e sempre lutávamos lado a lado, nos campos de batalha.

Dedicamos nossa vida a defender a Igreja e cada um foi designado para servir em uma Ordem. Ele foi destacado para servir a Ordem Soberana e Militar Hospitalária de São João de Jerusalém, de Rodes e de Malta e se tornou um Hospitalário.

Eu fui destacado para a Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão e tornei-me um Templário. Dedicamos nossa vida a defender a Santa Madre Igreja, as Terras Santas de Jerusalém e os peregrinos cristãos.

Fomos treinados desde os 7 anos, fizemos votos de pobreza e castidade; éramos monges guerreiros. Porém, fomos traídos pela própria Igreja, acusados de heresia e de esconder tesouros no Convento da Ordem.

Sabíamos que era um golpe militar para extinguir a ordem. Eu estava no Convento de Jerusalém, quando fomos atacados pelos soldados do rei. Guido estava a serviço dos Hospitalários e passava um tempo no convento. Estávamos em número reduzido, mesmo assim lutamos.

Alguns conseguiram fugir para contar sua história, outros morreram ali mesmo. Eu fui decapitado, juntamente com meu amigo Guido. Nossa morte ocorreu no ano de 1303.

Poucos anos depois a Ordem dos Templários estava extinta e a dos Hospitalários permaneceu por possuir diferentes interesses.

Eu tornei-me um Cavaleiro de São Jorge, servindo a Virgem Maria e a São Miguel Arcanjo e Guido passou a servir São Jorge, São Thiago e São João Batista. Recebi a insígnia de Cavaleiro de Ogun e meu nome tornou-se Beira Mar.

Guido recebeu a mesma insígnia, mas seu nome tornou-se Matinata. Atuamos em campos diferentes do Plano Espiritual, porém, permanecemos no mesmo ideal de servir a Cristo Jesus e a nossa Amada Mãe Maria. Podemos nos deslocar no tempo e no espaço e, assim, atuar em locais distantes e desconhecidos.”

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AS ÁGUAS DE OXALÁ

AS ÁGUAS DE OXALÁ …

Tiveram origem em uma lenda em que se envolveram OXALÁ e XANGÔ, sendo que aquele na roupagem de OXALUFÃ que é a seguinte: OXALUFÃ, tendo que viajar ao reino de OYÓ, domínios de seu amigo XANGÔ, e injustamente confundido com um ladrão de cavalos foi preso e trancafiado em uma masmorra onde permaneceu icógnito cerca de sete anos.

Quando XANGÔ, tomou conhecimento do terrível engano, determinou que o soltassem imediatamente e que seus servos fossem a fonte buscar água limpa para banhá-lo.

XANGÔ queria punir violentamente os culpado pelo engano, mas OXALUFÃ pediu que não o fizesse.

Mas mesmo assim, os que o maltrataram receberam o retorno.

OXALUFÃ os socorria, pois tinha muita pena deles.

Para proteger OXALUFÃ, doravante, XANGÔ indicou para assistí-lo outro Orixá: XANGÔ AIRÁ, que está sempre junto de OXALUFÃ (e se apresenta trajado de branco).

O respeito de OXALÁ é de tal magnitude, que quando nas festas de Nação, o dia de outro Orixá cai em uma sexta-feira, o traje branco prevalece nas vestimenta dos filhos e usam no máximo um “pano da costa”, na cor do Orixá que se está homenageando.

OXALÁ semeia a paz, irradia calma e tranquilidade entre as pessoas.

E o respeito ao Orixá é de tal ordem que durante o ciclo de 17 dias das “Águas de Oxalá”, nos terreiros não se usa azeite de dendê em qualquer outra celebração ritual.

SINCRETISMO – Com o Mestre Jesus de Nazaré, no Rio de Janeiro.

Na Bahia, com o Senhor do Bonfim DIA DA SEMANA – Sexta-Feira FESTA ANUAL – Data do nascimento do Mestre Jesus de Nazaré, em 25 de Dezembro SIMBOLISMO – A CRUZ – símbolo de seu sacrifício.

A cruz é um símbolo anterior a era cristã e comparada aos quatro pontos cardeais, era conhecida na China, Egito, Fenícia e na própria África.

Foi adotada pelos cristãos como seu símbolo.

Conta a história que certa vez um jesuíta perguntou aos Incas (os Maias também o conheciam), por que adoravam uma valiosa cruz que possuiam e o que significava para eles – a resposta assombrou o sacerdote: “Oramos junto a essa cruz, porque nela morreu um homem que era mais glorioso que o próprio sol”.

COR – Branca FLORES – Rosa Branca, Palma de Oxalá, Malva Branca, Jasmim do Cabo, etc COMIDAS – Fatia de pão; Canjica Branca; Acaçá-de-leite; Arroz Doce; Inhame socado ou em rodelas com mel; Farofa de mel; etc BEBIDAS – Água Potável; Mel; Leite; Vinho Branco; etc CONTAS – Brancas Leitosas NÚMERO CABALÍSTICO – 7 FRUTAS – Fruta-Pão; Uvas Brancas; Melão; Pêra; etc

SAUDAÇÕES – OXALUFÃ : EPA BABÁ ! ; OXAGUIÃ: EXÊÊ INFLUÊNCIAS DO ORIXÁ SOBRE SEUS FILHOS (ARQUETIPO) POSITIVAS – Quando prevalece a vibração do Orixá: São bondosos, possuem autoridade sem imposição, muito livres e são perfeccionistas.

NEGATIVAS – Quando prevalece o livre arbítrio negativo: Temperamentais, vaidosos, autoritários, etc Na umbanda, é um Orixá muito respeitado.

Quando é saudado todos se colocam de joelhos. Os atabaques silenciam e guardam silêncio quando o Grande Orixá é louvado.

É a divindade que envolve a todos em sua vibratória de amor e paz, como demosntrou em sua passagem pelo mundo.

É o exemplo onde todos os médiuns se espelham, Ele foi, sem dúvida, O MÉDIUM SUPREMO

Oferenda a Oxalá para ter paz, abertura de caminhos e para realizar desejos

250 gramas de canjica branca água mel

1 vela branca comum

1 lápis 1 pedaço de papel

1 prato fundo ou vasilha branca

Como fazer: Deixe a canjica de molho à noite, de modo que fique a madrugada toda.

No outro dia, cozinhe em bastante água até deixá-la macia.

Coe.

Quer uma dica boa? Não jogue fora a água do cozimento.

Tome seu banho de higiene e depois jogue a água sobre o seu corpo.

Oxalá vai te dar muita paz e harmonia.

Num papel branco, escreva a lápis o seu nome, data de nascimento, escreva seus pedidos a Oxalá.

Coloque no fundo do prato/vasilha.

Coloque os grãos de canjica coados pro cima do papel.

Regue com mel, deixe num lugar alto (eu deixo em cima da geladeira), com uma vela branca acesa de um lado e um copo de água do outro.

Ore a Oxalá, refaça seus pedidos.

Peça o que você está precisando.

Deixe a oferenda sem mexer, no dia em que você fez.

No outro dia, coloque os grãos em um saquinho do tipo supermercado/loja e deposite aos pés de uma árvore que esteja em um lugar limpo.

Essa oferenda é simples e dá muito bons resultados.

Já fiz e aprovei

Oração pela paz mundial

Oração pela paz mundial

Deus Hoje, renuncio a todas as armas do ódio e agressão em meus pensamentos, palavras e atos.

Hoje, renuncio aos ressentimentos e mágoas que me levaram a atacar os outros e prejudicar-me.

Hoje, renuncio a todas as idéias de cinismo e julgamento, a todas as palavras destrutivas e a todos os atos de vingança e violência contra mim e contra os outros. Hoje, limpe-me de todos os pensamentos e palavras de ataque, a fim de que eu possa dar os passos necessários para instalar a paz em meu coração e oferece-la ao mundo.

Hoje, não me deixe esquecer que cada ato meu é importante para construir a paz no mundo.

Hoje, abro meu coração para enviar energia do amor a todos os líderes mundiais

Hoje, abro meu espírito para contruir na criação de um mundo em que a agressão e a violência se transforme em solildariedade e compaixão.

Hoje, abro meus olhos para conscientizar-me de tudo o que posso fazer ou dizer para promover a presença da paz. Hoje, reconheço que a paz começa comigo. Hoje, eu me entrego confiantemente em suas mãos Dedico cada idéia que penso, cada palavra que digo e cada um dos meus atos à criação, manutenção e propagação da paz.

Faça com que a luz da paz reine em mim.

Que a presença da paz reine em mim.

Faça com que o poder da paz irradie de mim e através de mim!

Que a paz envolva todo mundo! Assim é! E assim seja! Amém

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Aprenda dizer ” Não”

Aprenda dizer ” Não”

A Tua Liberdade dá-te o direito de dizer NÃO!


Algumas pessoas com quem você se relaciona em casa ou no trabalho andam folgadas demais e você se chateia com o comportamento delas? Entretanto, por ser da paz você não quer arrumar encrenca e prefere engolir sapo e ficar no seu canto?

Saia dessa, amigo. Está na hora de deixar de ser o bonzinho e botar essa turma na linha. Você não vai, gratuitamente, azucrinar a vida de ninguém. Por outro lado, também não vai baixar a cabeça e permitir que os outros tripudiem sobre você.

Se você tiver de escolher entre ficar aborrecido porque se manteve quieto diante do comportamento inconveniente de alguma pessoa ou agir para se defender, mas com chances de que ela se chateie, meta o xis na segunda hipótese.

Dizer ‘não’ e recusar é uma arte que leva uma vida inteira para ser aprendida e aperfeiçoada. Uma arte que precisa ser cultivada o tempo todo, pois nunca desaparece o risco de que possamos cair em tentação, fraquejar diante do canto da sereia e dizer sim, quando na verdade desejaríamos dizer não.

Se alguém que trabalha ao seu lado costuma fazer brincadeiras de mau-gosto diante de outras pessoas e isso o incomoda. Se a sua namorada ou namorado tem o péssimo hábito de não cumprir horários e esse descompromisso o chateia.

E você se desgasta porque não consegue dizer que gostaria muito que adotassem outro jeito de se comportar, está mais do que na hora de você mudar e aprender a ser mais assertivo.

Saiba, entretanto, que ter uma atitude assertiva não significa declarar guerra e passar a digladiar com outras pessoas, mas sim dizer tudo o que for necessário, na hora certa e da maneira apropriada.

Quando as pessoas adotam a política do ‘deixa pra lá’ e se mantêm passivas diante das situações que as incomodam, o resultado pode ser desastroso. Além do desconforto que as infelicita, correm o risco de se sentirem tão pressionadas que às vezes não conseguem medir suas reações. Algumas perdem o controle, viram a mesa e se tornam agressivas.

Se aquele colega de trabalho não souber que as brincadeiras que faz diante das outras pessoas o incomodam, poderá interpretar erroneamente que o motivo da sua cara emburrada seja outro.

Com atitudes assertivas você terá condições de construir relacionamentos mais sólidos, projetará uma personalidade mais consistente e terá mais atenção e admiração das pessoas.

O primeiro passo na busca da assertividade é aprender a não ser agressivo. Saiba como se relacionar com as pessoas de maneira clara, direta, objetiva, mas sempre levando em conta os sentimentos que elas possuem e a circunstância em que se encontram.

Insisto, não confunda ser assertivo com ser agressivo. Não saia por aí armando barraco, repreendendo as pessoas porque não agem de acordo com sua vontade. Isso é grosseria, não assertividade.

A comunicação assertiva tem por objetivo esclarecer situações obscuras, enevoadas, que por não serem discutidas de forma correta e permanecerem desconhecidas por pelo menos uma das partes podem produzir desconfortos e mal-entendidos.
Como e onde falar

Naquele exemplo hipotético que vimos acima, como você deveria falar com o colega de trabalho que o incomoda com aquelas brincadeiras?

Você poderia falar, sem tom de crítica, como o comportamento dele se repete quando estão diante de outras pessoas, como essa atitude o deixa contrariado e pediria para que ele mudasse a maneira de se comportar. Em seguida explicaria como você se sentiria mais confortável e mais à vontade com essa mudança.

Embora você devesse evitar o tom de crítica, provavelmente ele sentiria que o comportamento dele está sendo criticado e tentaria se defender com gracejos, risadas ou comentários que pudessem minimizar a importância do fato.

Por isso, durante a conversa você deveria falar de maneira firme, sem hesitações, para deixar claro que o assunto é importante. Entretanto, repito, sem agressividade.

Nessas circunstâncias é muito importante, embora seja difícil, não demonstrar nervosismo ou descontrole emocional.

Se um dia você passar por situação semelhante, fale sem desviar os olhos do interlocutor. Evite esfregar nervosamente as mãos. Não grite nem segure a voz na garganta.

Para agir assim você precisará de prática e de determinação. Exercite inicialmente em situações mais simples, com pessoas mais próximas, onde as conseqüências não sejam tão graves. à medida que for se sentindo mais experiente e seguro atire-se em empreitadas mais complexas.

Escolha o lugar certo. Esse tipo de conversa não pode ocorrer diante de outras pessoas, nem em lugares inadequados como corredores ou elevadores. Muito menos por telefone.

Quanto mais reservado for o lugar da conversa maiores serão as chances de sucesso. Procure falar também em um horário com pouca ou nenhuma chance de interrupção.

O coração vai disparar. Eu sei que nem sempre é tão simples agir assim, mas esse é o melhor caminho a ser seguido. Mesmo que o coração esteja saindo pela boca, faça o possível para manter o equilíbrio.

Não dê uma de coitadinho. Nada de chororô. Se quiser ser respeitado e ouvido seja firme, olhe na direção do interlocutor sem fugir com os olhos, fale ‘para fora’, não fique esfregando as mãos ou cruzando e descruzando as pernas nervosamente. Mostre que você tem razão.
Prepare-se para o embate

Principalmente se você não estiver acostumado com conversas assertivas, saiba que terá de aprender a lidar com os sentimentos. Com os seus e com os do seu interlocutor.

Não existe atalho mágico. Por mais gentil e claro que você seja, ao dizer a uma pessoa que o procedimento dela o desagrada, poderá provocar uma atitude defensiva e, em alguns casos, até agressiva.

Por isso, prepare-se para enfrentar essas reações como sendo normais e fazendo parte do processo. Tenha em mente também que nem todas as pessoas aceitarão uma conversa mais franca.

O importante é saber que a situação deve ser resolvida, ou por ser errada, ou por ser injusta, ou porque o desagrada.

Você agirá da forma mais eficiente que puder para não desagradar ou não tornar a outra pessoa infeliz, mas se isso vier a ocorrer, ela deverá se conscientizar de que não estava agindo de maneira adequada e encontrar dentro de si mesma o equilíbrio de que precisa.

Tome cuidado também para não imaginar desnecessariamente e de forma exagerada que a outra pessoa irá se sentir muito mal ao ouvir suas ponderações.

Embora isso possa ocorrer, nem sempre acontece e, quando surge a reação negativa, na maioria das vezes a intensidade é menor do que se esperava.

Saiba que se acomodar em conversas superficiais, evitando esclarecer situações que o incomodam é só uma forma de adiar um confronto que no futuro terá muitas chances de ocorrer.

Sem contar que embora possa existir um desconforto momentâneo, os resultados da comunicação assertiva projetarão sua imagem e sua personalidade de maneira muito mais positiva.
O preço de ser assertivo

      O que é que não pode ser - Titãs

Para dizer a alguém o que precisa ser dito com o fim de esclarecer mal-entendidos, marcar sua posição, reorientar rumos, tomar partido e até afastar da vida algum desconforto ou incômodo, será preciso conviver com algumas pessoas magoadas e até enfurecidas.

Lógico que com jeito, traquejo e experiência essas inconveniências vão diminuindo, mas nunca desaparecerão totalmente. Cabe a você decidir se vale ou não a pena ser mais respeitado e viver uma vida plena e enfrentar alguns pequenos dissabores, ou continuar incomodado e até infeliz só para que as outras pessoas que o estão desconsiderando não sejam perturbadas.

Vá com calma. Não precisa tratar todas as situações a ferro e fogo. Se você se comportar com sensibilidade, inteligência, bom senso e capacidade de discernimento, saberá julgar quando é o momento de agir e quando deverá se resguardar.

Se essa conversa servir para que você faça uma boa reflexão sobre as vantagens e as inconveniências de ser assertivo, ficarei satisfeito. Espero que tome sempre a melhor decisão para melhorar o relacionamento com as pessoas e, acima de tudo, que seja muito feliz.

SUPERDICAS

* Não permita mal-entendidos no seu relacionamento com as pessoas;
* Se a atitude de uma pessoa o desagrada, converse com ela a respeito;
* Seja firme ao falar com as pessoas, mas nunca use um tom agressivo;
* Saiba que algumas pessoas se sentirão magoadas com sua conversa franca;
* Fale com as pessoas sempre separadamente, em local apropriado;
* Escolha o melhor horário para ter conversas assertivas.

Não Construtivo:

Não. É impressionante como essa pequena palavra pode trazer grande significado. Não. Eu não vou desistir. Não vou “seguir em frente” e esquecer os meus sonhos. E não vou reclamar que o fardo está pesado demais. Hoje não. Eu não vou chorar porque minha vida ainda está em pause. Não vou procurar desculpas que me impedem de estudar. E não vou sofrer com os erros quando são justamente eles que me edificam como sou. Hoje não. Não vou ouvir a ladainha de quem acha que os Concursos Públicos são comprados. E não vou ligar quando questionarem a seriedade dos meus intentos. Não vou esbravejar quando alegarem que me faltam conquistas. E não vou ignorar minhas pequenas vitórias diárias. Hoje não. Não vou esquecer. Não vou parar de lutar. Não vou “deixar pra lá”. Não. Me importo o suficiente com meu próprio futuro para esquecer todo o caminho que percorri. E tenho consciência de quem sou e de quem quero ser para continuar lutando. O importante não é, no fim do dia, saber para onde se caminha, mas sim os motivos que te levam a caminhar.

Autor: desconhecido

Auto Ajuda

Não Deixe para Depois O pai de família chegou em casa e se sentou à mesa com as contas do mês a pagar, e algumas já vencidas, quando seu filhinho, cheio de alegria, entrou correndo na sala e disse com entusiasmo: Feliz aniversário, papai! Mamãe disse que você está completando cinquenta e cinco anos hoje, por isso eu vou lhe dar cinquenta e cinco beijos, um para cada ano. O garoto começou a fazer o que prometera, quando o pai exclamou:

Oh! Filho, agora não! Estou tão ocupado!

O menino fez silêncio imediato. Mas o seu gesto chamou a atenção do aniversariante. Olhando-o, o pai percebeu que havia lágrimas em seus grandes olhos azuis. Desculpando-se, disse ao filho: Você pode terminar amanhã. O menino não respondeu e não foi capaz de disfarçar o seu desapontamento, enquanto se afastava. Naquela mesma noite o pai lhe falou: Venha cá e termine de me dar seus beijos agora, filho. Ou ele não ouviu ou não estava mais com vontade, pois não atendeu ao pedido. Dois meses depois, um acidente levou o garoto. Seu corpo foi sepultado num pequeno cemitério, perto do lugar onde ele gostava de brincar. Aquele pai constantemente se sentava ao lado do túmulo do seu pequeno e, observando a natureza, pensava consigo mesmo: O canto do sabiá não é mais doce que a voz do meu filho, e a rolinha que canta para os seus filhotes não é tão gentil como o menininho que deixou de completar a sua declaração de amor. Ah! Se eu pudesse ao menos lhe dizer como me arrependo daquelas palavras impensadas, e como o meu coração está doendo agora por causa de minha falta de delicadeza. Hoje eu fico aqui sentado, pensando em como pude não retribuir seu afeto, e entristeci seu pequeno coração, cheio de ternura. * * * às vezes, por motivos banais, deixamos passar oportunidades únicas, que jamais se repetirão em nossas vidas. São momentos em que uma distração qualquer nos afasta do abraço afetuoso de um ser querido… Um compromisso, que poderíamos adiar, nos impede de ficar um pouco mais com alguém que nos deixará em breve… Depois, como aconteceu ao pai que recusou os beijos do filho, só resta a dor do arrependimento. E essa dor é como um fogo que queima sem consumir. E não é necessário que a pessoa a quem negamos nossa atenção seja arrebatada pela morte, para que sintamos o desconforto do arrependimento. Quantos filhos deixam de procurar os pais, por falta de atenção, e se vão, em busca de alguém que ouça seus desabafos ou responda suas perguntas. Quantas esposas se fecham no mutismo, depois de várias tentativas de diálogo com o companheiro indiferente ou frio. Quantos esposos se isolam, após tentativas frustradas de entendimento. Por todas essas razões, vale a pena prestar atenção nos braços que se distendem para um abraço, os lábios que se dispõem para um beijo, as mãos que se oferecem para um carinho. * * *

Um gesto de ternura deve ser sempre bem recebido, mesmo que estejamos sobrecarregados, cansados, sem vontade de atender.

Uma demonstração de amor é sempre bem-vinda, para dar novo colorido às nossas horas, ao nosso dia a dia, às nossas lutas.

O amor, quando chega, dissipa as trevas, clareia o caminho, perfuma o ambiente e refaz o ânimo de quem lhe recebe a suave visita. Pense nisso!

Redação do Momento Espírita

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Aos Médiuns da Corrente

Aos Médiuns da Corrente…

Sete Pensamentos sobre o Trabalho do Médium Umbandista:

1 – Humildade – Ao vestir o branco, entender o porque dessa cor, ela simboliza a pureza das atitudes, a clareza espiritual.
Você, ao pôr os pés no terreiro, entra com quais pensamentos? Você se sente um médium preparado para servir de intercambio entre os mundos?

2 – Boa vontade – Se você iniciou por amor ou pela dor, não interessa, você está dentro agora. Qual sua boa vontade? Esta com o coração aberto? Esta livre de pensamentos contrários ao momento? Ao pisar em frente ao congá, traz sua mente para a quietude? Ao se curvar nos momentos de oração, você abre sua mente e seu corpo para o trabalho caritativo?

3 – Seriedade – Já sabendo que o momento necessita de humildade e de boa vontade, você esta ali para ajudar a si e as outras pessoas ou está ali para elevar alguma parte escondida do seu EGO? Se fazendo passar por calmo, sereno e paciente, mas na escuridão do seu ser, um vampiro que está se deliciando com toda a atenção que você recebe. Você é daqueles que acha que “seu” guia é superior a todos, ou melhor? Cuidado, você pode estar recebendo um caboclo de “meia- pena” e nem se deu conta…

4 – Fé – Até onde a sua fé é capaz de chegar? Você realmente acredita em seus guias? Tem alguma dúvida no plano espiritual, se não possui, então você é daqueles médiuns que nunca pararam para pensar: será que não sou eu?…no momento em que “seu” guia diz algum conselho a alguém, ou simplesmente tem uma postura que você acha no mínimo “estranha”.

5 – Tranquilidade – Você é capaz de manter a calma nos momentos mais complicados,quando a vida lhe exige um pouco mais de tenacidade com relação aos acontecimentos ou você já põe a culpa dizer ser filho desse ou daquele santo, e sai distribuindo farpas energéticas negras em direção as pessoas que não tem nada com os seus dissabores diários?

6 – Cumplicidade – Até onde você deixa o sossego do seu lar para ajudar quem está toda semana, ou a cada 15 dias, a espera de uma mensagem amiga, de um conforto espiritual? Até aonde se sente responsável pelo que acontece a sua volta?

7 – Respeito – Você tem respeito pela hierarquia da casa que lhe acolheu no momento em que você precisava? Você tem respeito para com seus irmãos, mesmo sabendo que algum possa estar agindo “injustamente”, para com você? Você tem respeito pelos que estão sentados, enfrente ao congá, esperançosos, curiosos, ou mesmo aqueles que nem sabem o que estão fazendo naquele lugar, mas no fundo são filhos do mesmo Deus, do mesmo Criador, então,tão dignos de respeito como o que você quer receber.

Pense Nisso!

      Saudação Aos Orixás - Pierre Simoes

UMBANDA, O QUE FAZ.

O que a Umbanda não faz? Esta é uma questão simples de ser respondida. A Umbanda não leva a vida de ninguém para trás. A Umbanda não aprisiona seus médiuns.
A Umbanda não faz a maldade. A Umbanda não cultua o demônio.
A Umbanda não propaga a discórdia e intrigas entres seus praticantes, entre terreiros e entre aqueles que procuram as Linhas de Trabalho umbandistas para curar os males de sua alma.

Caso algum terreiro de Umbanda pratique algum dos atos descritos acima, não estamos nos referindo a um terreiro de Umbanda.
Pode ser qualquer coisa, menos um terreiro de Umbanda.
A Umbanda edifica o ser humano.
A Umbanda responde suas questões espirituais.
A Umbanda prepara seus praticantes para serem homens de bem, seres humanos de respeito, honradez e honestidade.
A Umbanda ensina a todos que a procuram a humildade, a caridade e o amor ao próximo.

A prática dos rituais umbandistas são preparativos para a vida.
Não há um só médium de Umbanda que não tenha em sua vida uma fonte de orgulho e alegria para sua existência atual e para a vida após a morte.
A Umbanda cria uma estrutura organizada para a manifestação dos espíritos em nosso plano material para agir em benefício da caridade.
Cura as mais diversas doenças do espírito e dá sentido à vida e existência humana.
Na religião Umbanda, encaramos frente-a-frente nossos divinos Orixás, que estão vivos dentro de nós e que se manifestam dentro do terreiro.
No terreiro de Umbanda, a dona de casa se transforma no rei de Oió, Xangô.
O morador de rua traz em terra o guerreiro de Olorum, nosso Pai Ogum.
O mais importante homem transforma-se no mais humilde ser através do preto velho.
A Umbanda nos ensina a sermos reis, a sermos guerreiros, a sermos executores da lei, a quebrarmos demandas, a curar doenças espirituais, a prestar consulta espiritual e a sermos pessoas melhores, pois incorporamos a valentia do caboclo, a sabedoria do preto velho, a alegria da criança, o equilíbrio do marinheiro, a vida campestre e simples do boiadeiro, a animação e o conceito de clã dos ciganos, o amor incondicional de Oxum, a fé de Oxalá. São incontáveis os benefícios da prática umbandista e não há como negá-los.
O umbandista, o verdadeiro umbandista, que pratica os princípios do amor, da fé e da caridade e que incorpora não só as entidades, mas também seus conceitos e suas forças transforma-se de tal forma que seus familiares e seus amigos chegam a duvidar do poder da Umbanda.
Aqueles que acompanham a transformação do médium umbandista podem achar que aquilo é só uma fachada e que a primeira pedra atirada revelará sua verdadeira identidade.
Porém, o umbandista não possui duas faces.
O umbandista é o que é e sua transformação espiritual revela algo duradouro e próspero incentivando seus semelhantes à mesma prática.
A Umbanda transforma o umbandista em um exemplo a ser seguido e suas ações, um modelo de conduta para toda a sociedade.
A Umbanda não é proselitista.
Não obriga os necessitados a se converterem às correntes de Umbanda.
Deixa esta decisão ao livre arbítrio daquele que conhece a religião.
A Umbanda atende a ateus, católicos, judeus, protestantes.
Com sua simplicidade de ritos e mensagens de alcance universal, a Umbanda abarca todos os tipos de pensamentos e se insere no seio das relações sociais sem atrapalhar os hábitos da população.
Pelo contrário, a Umbanda realiza verdadeiro polimento dos hábitos de seus praticantes.
Deseja ser um bom líder em sua empresa? Seja um excelente médium dentro de seu terreiro.
Aprenda com o preto velho que cada um possui o seu lugar e cada um possui uma necessidade específica. Quer ser um atleta confiante e vencedor? Aprenda com o caboclo a resiliência e com Exu a vitalidade do ser. Deseja manifestar a alegria de forma pura e espiritualizada? Incorpore os conceitos da Linha de Trabalho das Crianças e seja feliz.
Em uma gira de Umbanda, quando as pessoas necessitadas de auxílio espiritual são atendidas, o praticante da Lei de Umbanda mantém contato com suas próprias necessidades.
Quantas vezes uma consulta espiritual não revela ao próprio médium suas dificuldades pessoais e ali, naquele momento, os guias lhe entregam um caminho viável para a solução de seus problemas? Inúmeras vezes.
Quase sempre, diria eu.
Não é à toa que a consulência traz aos médiuns umbandistas verdadeira escola da vida.
A Umbanda ensina, a Umbanda cura, a Umbanda transforma pessoas para o bem.
Em um terreiro de Umbanda só há lugar para a prática do bem.
Em um terreiro de Umbanda só existe espaço para a luz de Deus, só há espaço para o poder dos Orixás e só há espaço para os ensinamentos das entidades.
Todo e qualquer terreiro de Umbanda possui estes princípios como o norte das manifestações espirituais de seus praticantes.
Se existe uma hierarquia é porque a espiritualidade a conduziu desta forma.
O pai de santo é o médium iniciante que nunca desistiu
. O iniciante é o futuro líder religioso que conduzirá as pessoas para o caminho da luz, para o caminho da vida espiritual.
Nada levaremos daqui. Sequer uma moeda passará pelos portões do mundo pós vida. Só levaremos aquilo que edificamos em nosso espírito, que é imortal assim como é nosso Deus Olorum.
Olorum, no alto de sua bondade, ofereceu aos seres humanos um caminho baseado na simplicidade da vida e que teve início em nosso herói anunciador,
o Caboclo das Sete Encruzilhadas.

Médium que não quer se desenvolver.

Muitas pessoas sabem que tem mediunidade de incorporação, mas não querem assumir a responsabilidade, tendo várias alegações para isto.

Claro que esta pendência, vai continuar para uma próxima vida aqui na terra. Todos os seguimentos que lidam com a incorporação, acreditam na vida pós morte ou seja : na Reencarnação.

Sendo assim, acreditamos que temos um Karma a ser cumprido, uma Missão, ou um Odu que é o nosso destino. Resumindo não viemos a passeio, temos um propósito que é único para todos nós, independente de nossa crença religiosa que é……Evoluir.

Quando o médium não quer trabalhar ele pensa…….Eu tenho meu livre arbítrio, eu sou livre para fazer minhas escolhas. Não deixa de ter razão, só que nossas

escolhas não são feitas aqui e sim no plano espiritual, onde temos plena consciência do nosso grau de entendimento. Assumimos compromissos para que tenhamos a oportunidade de crescimento. No caso de médium de incorporação ele tem um compromisso em trabalhar em conjunto com outra entidade,

para que os dois possam crescer.

Tudo isso é aceito, é uma escolha feita no plano Astral.

O esquecimento nos é dado assim que reencarnamos, justamente para que possamos por em pratica tudo aquilo que escolhemos, mas aqui nos deixamos influenciar por quase tudo ao nosso redor, compramos idéias que nem sempre fazem parte de nosso programa e assim vamos nos desviando de nossa missão.

Claro que o crescimento desta pessoa será prejudicado, assim como o da entidade com a qual foi acordado o

compromisso. Começa então a cobrança, ou melhor a lembrança de um acordo, que o inconsciente grita, dando vários sinais dos mais sutis como : sonhos, pessoas que falam sobre o assunto, livros, reportagens na tv etc.. e os mais incisivos como: desequilibrio emocional, mal estar, barulho em casa e as vezes até doença que não é física. Tudo é tentado para que a pessoa olhe para dentro de si e sinta que tem algo errado e vai procurar ajuda.

Alguns fatores sociais interferem muito em nossa vida aqui neste plano,

é preciso haver muita determinação para que sigamos nossa missão. Mas o principal, é dar o primeiro passo, que é Aceitar. Qualquer tipo de mediunidade a ser desenvolvida é sempre para o nosso bem, nosso crescimento espiritual,

leva ao caminho da Luz.

A responsabilidade é sempre nossa, nós nos deixamos influenciar, nós desistimos de nossos compromissos e sempre arrumamos uma desculpa…….ou melhor uma desculpa para outra desculpa e deixamos de fazer o que viemos para fazer.

A ajuda sempre vem, só é preciso prestar atenção e Aceitar.

Motumba ase

Principais Orixás da Umbanda

Para os principiantes ou simplesmente visitantes, duas dúvidas são bastante recorrentes: “Quantos orixás existem?” e “Quais são os orixás da umbanda?”. Entretanto, para essa pergunta há diversas respostas. Basicamente, existem cinco orixás presentes em todas as correntes de Umbanda, que são: Oxalá, Xangô, Iemanjá, Ogum e Oxossi. Além desses, apresentaremos o perfil e história de mais quatro: Oxum, Iansã, Omulú e Nanã.

OXALÁ

Oxalá é o maior Orixá da Umbanda, estando abaixo apenas de Olorum, Deus Supremo. Foi criado a partir do ar, que havia no início dos tempos, e das primeiras águas, pelo mesmo Deus Supremo, Olorum. Representado por uma estrela de cinco pontas, é sincretizado como Jesus Cristo e representa a paz e a fé. Na umbanda, sua tarefa foi a de criação do ser humano. Ele envia vibrações que estimulam a fé individual, assim como irradiações que geram sentimentos de religiosidade. É aquele que determina o fim da vida de cada ser humano, é o momento de partir em paz. Representa o amor, bondade, pureza espiritual, e tudo aquilo que indica positividade.

Filhos de Oxalá
Os filhos deste orixá são pessoas responsáveis, calmas, tranquilas, até mesmo nos momentos mais difíceis. São pessoas amáveis e pensativas. Marcam sua presença por onde passam, pois possuem a aura de autoridade e poder de Oxalá.

Cores: branco e cristalino

Habitat: praia deserta ou colina

Data comemorativa: 25 de dezembro

Dia da semana: sexta-feira

Ervas: Camomila, Cravo, Coentro, Arruda, Erva Cidreira, dentre outras

Signo: Aquário

Cores da Guia: contas brancas, leitosas ou de cristal

Saudação: Êpa Êpa Babá!

OXUM

Pedras CachoeiraPedras Cachoeira Oxum é a Orixá que domina as mulheres, orixá da fertilidade, do amor e do ouro. Protetora das gestantes e da juventude, é a senhora das águas doces. Representa a beleza e a pureza, a moral e o modelo de mãe. Muitas vezes é evocada em prol da limpeza fluídica dos seguidores e do ambiente dos templos. Segundo a Umbanda, ela é o exemplo de mãe que nunca desampara seus filhos e ajuda a qualquer pessoa.

Filhos de Oxum
Os filhos de Oxum amam espelhos (a figura de Oxum carrega um espelho na mão), jóias, ouro e se mostram sempre de forma impecável. Tratam as pessoas com um carinho maternal e são muito sentimentais e românticos. O próprio lar é o lugar preferido dos filhos de Oxum.

Cores: azul ou amarelo ouro

Habitat: cachoeira, rios e lagos

Data comemorativa: 08 de dezembro

Dia da semana: sábado

Ervas: Camomila, Gengibre, Erva Cidreira, dentre outras

Signo: Câncer

Cores da Guia: contas de cristal azul claro

Saudação: Ora iêiê ô!

OGUM

Ogum ClipartOrixá guerreiro, Ogum é aquele que representa todas as batalhas da vida. Representado por São Jorge, é o orixá protetor contra as guerras e contra diversas demandas espirituais; Ogum é a força do movimento. É ele quem protege os seguidores da Umbanda e as pessoas que sofrem perseguições espirituais ou materiais. Ogum também é o senhor das estradas, é a jornada do dia a dia e sua responsabilidade é a manutenção da lei e da ordem.

Filhos de Ogum
Os filhos de Ogum geralmente não se mantem fixos em apenas um lugar, portando gostam de viagens, do novo, de mudanças. Apreciam a tecnologia, são curiosos e resistentes. Cheios de vontade, podem ser violentos. Sabem dar respostas de prontidão e tem grande capacidade de concentração. Coragem e franqueza são características absolutas.

Cores: vermelho e branco

Habitat: mata fechada

Data comemorativa: 23 de abril

Dia da semana: terça-feira

Ervas: Aroeira, Como Ninguém Pode, Espada de São Jorge, dentre outras

Signo: Áries

Cores da Guia: contas vermelhas

Saudação: Ogunhê!

IEMANJÁ

Orixá mais popular do Brasil, a rainha do mar é a mãe de todos os Orixás, é o trono feminino da geração, a protetora dos marinheiros, pescadores, das viagens pelo mar, e também sobre toda a flora e fauna marinhas. E além disso, atua no amparo à maternidade, rege de forma absoluta o lar e a família. Dona dos mares e oceanos, águas essas que, através de sua força, tem o papel de devolver vibrações e trabalhos, pois creem que o mar devolve tudo que nele for jogado e vibrado.

Filhos de Iemanjá
Maternais e impotentes, os filhos de Iemanjá são pessoas dignas, majestosas e fecundas. Não perdoam facilmente uma ofensa, e quando perdoam, nunca esquecem. Com o rigor de uma mãe, às vezes podem parecer arrogantes. Apreciam ambientes confortáveis e mesmo quando pobres, mantem um certo nível de sofisticação em seus lares. Amizade e companheirismo são características fundamentais.

Cores: azul claro, branco e prata

Habitat: calunga grande (mar)

Data comemorativa: 15 de agosto

Dia da semana: sexta-feira

Ervas: Trevo, Pata de Vaca, Erva Quaresma, dentre outras

Signo: Peixes

Cores da Guia: contas brancas e azul claras ou transparentes

Saudação: Odoiá!

XANGÔ

Xangô é o Orixá da justiça e da sabedoria, simboliza a lei de causa e efeito, responsável a dar a quem merece o devido castigo e a vitória aos que foram injustiçados. É quem dá solução às pendências. A maioria dos seguidores que recorrem ao Xangô são os que sofrem de injustiças, perseguições espirituais e materiais. Desse Orixá, emanam também o saber e a autoridade, é o protetor de todos que tem contato com as práticas da lei.

Filhos de Xangô
Teimosos, impulsivos e conquistadores, os filhos de Xangô dificilmente aceitam opiniões contrárias às suas e estão sempre fazendo seus julgamentos e executando suas leis. São voluntariosos, enérgicos e possuem uma elevada autoestima. São conscientes de sua importância e suas opiniões serão decisivas em qualquer discussão.

Cores: marrom

Habitat: pedreiras, grutas de pedras

Data comemorativa: 30 de setembro

Dia da semana: quarta-feira

Ervas: Folhas de Mangueira, Erva Lírio, Folhas de Limoeira, Folhas de Café, dentre outras

Signo: Leão

Cores da Guia: contas marrons

Saudação: Caô Cabecilê!

IANSÃ

Iansã é a Orixá dos ventos e das tempestades. Rainha dos raios, é responsável pelas transformações e pelo combate à feitiçarias feitas aos seus seguidores. Guerreira, é conhecida também como guardiã dos mortos, pois exerce domínio sobre os eguns. A força de sua magia afasta todas as influências do mal e negativas, pois tem o poder de anular os males e cargas de enfeitiçamento.

Filhos de Iansã
Cores: amarelo-ouro

Habitat: bambuzal

Data comemorativa: 04 de dezembro

Dia da semana: quarta-feira

Ervas: Erva de Santa Bárbara, Cordão de Frade, Açúcena, Folhas de Rosa Branca, dentre outras

Signo: Sagitário

Cores da Guia: contas amarelas

Saudação: Eparrei Oyá!

OXOSSI

Oxossi é o Orixá conhecido como senhor dos caboclos e das matas. É o caçador de almas de homens e dele emana altivez. Encoraja e dá segurança a todos seus seguidores; protetor dos animais, é conhecido por aliar sua grande força com o bom senso. Assim como Ogum, é um lutador, grande guerreiro, está sempre pronto para defender aqueles que se colocam sob sua guarda.

Filhos de Oxossi
Os filhos de Oxossi são pessoas mais fechadas e reservadas. Gostam de apreciar a natureza e geralmente são muito desconfiados, mas quando confiam, são amigos para todos os momentos. São trabalhadores e conseguem manter a mesma expressão, estando felizes ou tristes, pois dificilmente exteriorizam seus sentimentos. São sempre notados, mesmo que não se esforcem para que isso aconteça.

Cores: verde

Habitat: mata fechada

Data comemorativa: 20 de janeiro

Dia da semana: quinta-feira

Ervas: Folhas de Aroeira, Folhas de Samambaia, Folhas de Palmeira, Erva Cidreira, Folhas de Laranjeira, Folhas de Maracujá, Folhas de Abacateiro, dentre outras

Signo: Touro

Cores da Guia: contas verdes

Saudação: Okê Arô!

OMULÚ

Cemitério TúmulosOrixá da saúde, atua sobre os doentes, hospitais e cemitérios. Senhor da morte e das doenças, costuma ser muito temido, porém da mesma forma que traz a doença, ele leva embora também. Muito respeitado, é um orixá exigente e grande feiticeiro. Omulú é a manifestação idosa de Obaluaiê. Os médiuns ao manifestarem a presença de Omulú, se curvam aproximando-se o máximo da terra, do chão. Representa a transformação do ser, morrer para o pequeno e renascer para o grande.

Filhos de Omulú
Os filhos de Omulú são pessimistas, autodestrutivos, fechados e até desajeitados. Costumam exibir seus sofrimentos e dores. Hipocondríacos, possuem forte resistência e prolongam os esforços. Melancólicos, depressivos e amargos, são pessoa solitárias capazes de desanimar até os mais otimistas, porém às vezes podem ser doces. Acreditam que são os únicos que sofrem e que ninguém os compreende. São lentos, porém firmes como rocha e não apresentam grandes ambições.

Cores: preto e branco

Habitat: calunga pequena (cemitério)

Data comemorativa: 16 de agosto

Dia da semana: segunda-feira

Ervas: Alfazema, Babosa, Coentro, Jenipapo, Musgo, dentre outras

Signo: Capricórnio

Cores da Guia: contas pretas e brancas

Saudação: Atotô!

NANÃ

Orixá mais velho do panteão africano, que nenhuma pesquisa conseguiu identificar suas origens. Dona da alma do fundo dos rios, lama esta que serviu para modelar os homens, é misteriosa e também possui forte relação com a morte; pois é o nascimento, a vida e a morte. Nanã é uma expressão que significa “Mãe” em diversos dialetos na África, portanto, Nanã é a mãe do destino.

Filhos de Nanã
Os filhos de Nanã são calmos, gentis, benevolentes e agem como se tivessem a eternidade toda para tal. Tendem a viver do passado, gostam de crianças e gostam de educar com extrema doçura, assim como as avós. São pessoas que, tanto no aspecto físico como no aspecto psicológico aparentam ter mais idade. São teimosas e às vezes podem ser ranzinzas, porém agem com segurança e equilíbrio.

Cores: roxo

Habitat: calunga pequena (cemitério)

Data comemorativa: 26 de julho

Dia da semana: terça-feira

Ervas: Hortência, Folhas de Samambaia, dentre outras

Signo: Escorpião

Cores da Guia: contas roxas

Saudação: Saluba Nanã!

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Amor e Ódio

Amor e Ódio.

Quando o amor se transforma em ódio,

Dizem que amor e ódio andam de mãos dadas. Mas, será que é realmente possível transformar o amor em ódio? Se você respondeu sim é hora de rever seus conceitos.

Por expressar uma variedade de formas de afeto que diferem em nível e intensidade, este sentimento costuma receber milhares de rótulos: amizade, carinho, ternura, companheirismo, entre outros.

Porém, na realidade, o que costumamos constatar é que nem sempre a expressão do amor dá-se por vias saudáveis. Um exemplo disto pode ser visto em certos tipos de relações conjugais, onde encontramos o exercício da “posse” mascarada sob a roupagem do “amor”. Aqui, diante das dificuldades de convivência, os cônjuges comportam-se como verdadeiros inimigos transformando suas juras de amor em desavenças dentro do próprio lar ou, em casos extremos, em incansáveis disputas judiciais.

Mas, será que isto realmente pode ocorrer? Podemos transformar o amor em vingança?

Diz-se que, enquanto no amor temos a expressão do afeto em sua forma positiva, no ódio encontramos o total desapreço por aquele que se tornou alvo da nossa ira.

Desta forma, quando alguém nos diz que hoje odeia aquele que um dia jurou amar, podemos afirmar com certeza, que o que ele sentia por esta pessoa era tudo, menos amor. Isto porque o amor é um sentimento que predispõe alguém a desejar o bem de outrem. Aqui o meu foco está voltado para o exterior, para o lado altruísta da relação e baseado na vontade que tenho de cuidar dos desejos e interesse alheio.

Como o amor não cobra, não exige, simplesmente flui incondicionalmente, a pessoa que ama verdadeiramente espera que o outro seja feliz, que tenha experiências que lhe propiciem o crescimento, mesmo que isto signifique abrir mão do desejo de estar em companhia do amado. Para estes indivíduos, a própria felicidade encontra-se atrelada ao bem-estar daqueles que eles escolheram ser o objeto de seu apreço, pois eles bem sabem que é impossível separarmos aquilo que nunca esteve unido de fato e que o amor pode se expressar de outras formas aquém da união física.

Certamente, aqui não quero dizer que não podemos ficar com raiva ou nos sentirmos magoados quando alguém, que julgamos amar, opta por outro caminho. Porém, se me decepcionei com esta pessoa é por que talvez eu tenha acreditado nela e não em sua essência.

Lembre-se que o tempo é um grande sábio e, como dizem, o melhor remédio para curar nossas feridas e enxergarmos com clareza a realidade que existia e não aquilo que havíamos criado frente as nossas carências internas.

Quando o amor se faz presente em nossos corações, conseguimos nos perdoar e aos outros também, entendendo que as pessoas passam por nossas vidas, para que possamos vivenciar lições úteis ao desenvolvimento de ambos.

Aprendamos, pois, a transformar a posse em amor, a olhar o que de positivo restou, pois sabemos que o que fica de uma relação é o que de verdadeiro existia nela: carinho, amizade, respeito ou, simplesmente compaixão pelo outro.

Mas, se o amor é isto como o ódio surge?

Para responder a esta pergunta, vamos primeiramente tentar entender o que significa odiar. Podemos descrever o ódio como uma paixão que nos impele a causar ou desejar mal a alguém. Ora, se ódio é paixão e esta um sentimento intenso que sobrepõe nossa lucidez e razão, o que encontraremos aqui é o apego, ou seja, o lado egoísta da relação. Neste caso, preocupamo-nos muito mais com a satisfação de nossos desejos pessoais, com nossas carências, com o controle do relacionamento afetivo, do que com a nossa capacidade de expressar o amor de forma incondicional.

Várias pessoas costumam acreditar que amam realmente alguém até surgir um obstáculo na relação. Quando o outro, por ação ou omissão, deixa de satisfazer seus desejos, muda seu padrão de comportamento, faz uma nova escolha, ou seja, começa a se afastar daquele modelo por elas idealizado, o sentimento de intensa frustração instala-se, levando-as a se fixarem no desejo de destruição daquele que julgam ser o grande culpado pela intensa dor emocional que atravessam.

Isto acontece porque costumamos entrar nas relações imaginando que o outro nos completará, satisfazendo nossos desejos e idealizações. Esquecemos, porém, que não podemos completar aquilo que só a nós compete: o preenchimento de nosso vazio interno. Que a relação envolve sentimentos de compreensão, companheirismo, troca, o saber ceder ou esperar. E, o mais importante, de que as pessoas não são nossos ativos, mas sim nós é que pertencemos ao mundo, tendo liberdade de vivências e escolhas, sejam estas agradáveis ou não para nós ou para o outro.

Sempre digo que, relação é conhecimento, é crescimento e que este pode se dar de inúmeras formas. Muitas vezes, quando nos relacionamos com alguém, costumamos ativar dinâmicas psíquicas não bem resolvidas em ambos, as quais resultam numa interação patológica. Isto pode ser facilmente observado nas situações onde a perfeição do outro se torna condição sinequanon. Nestes casos, quando nossas expectativas não são correspondidas, acabamos por gerar sentimentos de hostilidade que se transformam num jogo de culpas, cobranças e no aniquilamento das pessoas envolvidas.

Esquecemo-nos, porém, que enquanto nos “pré-ocupamos” em nos punir ou levar o outro à tortura, deixamos de viver novas experiências, de fazer novas escolhas, de aprender com o suposto erro, de nos respeitarmos enquanto seres merecedores de amor e compreensão e de encontrar o nosso verdadeiro caminho.

Cumpre-nos lembrar aqui também, que a dinâmica amor e ódio pode ser encontrada naqueles indivíduos que cultivam sentimentos de ciúmes. Isto porque o ciumento não consegue desenvolver o amor autêntico por confundir todas as relações com uma necessidade narcísica. Em outras palavras, estas pessoas não conseguem amar, mas sim precisam de um sentimento que são amadas, o que justifica que suas perdas sejam revestidas de uma posterior substituição. É diante da ameaça da perda que elas transformam sua paixão em ódio, sentimento este que reflete a baixa auto-estima e insegurança que as assolam.

Finalizando, lembre-se de que um verdadeiro encontro de almas só ocorre quando existe o real desapego e isto só é possível quando aprendemos primeiramente a nos amar, a nos respeitar e a nos valorizar, através do nosso autoconhecimento, ou seja, do contato com a nossa essência.

Em matéria de amor é importante ressaltar que as pessoas ficam juntas, não por necessitarem umas das outras, mas sim pela satisfação que sentem em compartilhar um mesmo sentimento, um mesmo ideal.

O amor não precisa de condições, ele basta por si só. Sendo assim, se apenas podemos refletir no mundo aquilo que temos dentro de nossa alma, que este algo seja o exercício do AMOR INCONDICIONAL, pois através dele o ódio nunca encontrará espaço para se manifestar.

Esse Texto foi gentilmente nos concedido pela Autora Dra.Mônica Griesi.

Que prontamente atendeu nossa solicitação de republica-lo em nosso site.
Nossos sinceros agradecimentos.

Preto Velho

São muitas as lembranças da minha encarnação como escravo em uma fazenda de café no interior paulista. O som da chibata, os gritos dos feitores que saíam à caça dos escravos fugidos, as amas de leite obrigadas a amamentar os filhos da sinhá. Lembranças pungentes de muito sofrimento. Quando a princesa Izabel assinou a Lei Áurea, eu estava velho e muito doente.

A senzala era o único lugar onde o negro conseguia ser livre. Minha história de vida foi muito triste, mas aprendi muito. O sinhô era um homem muito refinado e não me tratava mal, mas a sinhá era uma mulher muito infeliz. Seu coração cheio de fel não sabia amar. Era temida e detestada. Por muito pouco mandava chicotear os escravos da senzala e o sinhô fazia todas suas vontades. Negrinhos eram afastados das suas mães, velhos escravos iam para o tronco e as escravas caseiras tremiam com as ordens da caprichosa sinhá. Eu não me queixava e jamais cultivei o ódio e a vingança. Alguns escravos odiavam os senhores com todas as forças até à morte. No plano espiritual, continuavam a perseguição perturbando os senhores com a força da magia negra e da vingança. Como é bom ser bom! Como é triste ser mau! Quantas lágrimas e sofrimentos os senhores plantaram através de suas atitudes. No entanto, todos caminharemos para a Eterna Felicidade! O caminho mais sublime é o Amor, mas alguns só evoluem através da Dor!

Eu era forte e jovem, mas quando meu grande amor foi vendido, capricho da sinhá, minha saúde nunca mais foi a mesma. Minha vida mudou bastante e o meu consolo eram as rezas. Jamais cultivei a revolta ou a vingança. Os Orixás me davam a paz e o consolo para suportar as provas daquela encarnação.

Pior que a escravidão os grilhões da maldade e do preconceito. Muito pior que nosso sofrimento era o peso dos pecados daqueles que oprimiam seus irmãos de cor.

No dia 13 de maio, a alforria! No entanto, as lembranças marcaram minha vida para sempre. Foi minha encarnação mais proveitosa. Nessa vida de martírios, cultivei a renúncia e a humildade.

Quando desencarnei, meu grande amor estava à minha espera. A linda escrava que eu amei e foi vendida já estava no Plano Espiritual ansiosa pelo meu retorno. Somos todos irmãos! Somos todos iguais!

Muito tempo se passou e agora estou novamente na Terra. Não como espírito encarnado, mas como pai velho trabalhando nos terreiros de Umbanda. Minha vestimenta astral é a de preto velho. Escolhi essa missão para estar mais perto dos meus filhos de fé. Muitos precisam de libertação, da alforria da paz e da fé. Essa é a missão dos pretos velhos! Conselho, resignação, amor e paz! Limpar com a fumaça do cachimbo os miasmas do mal e da doença.

Aceitei essa tarefa sublime por muito amar a Humanidade. Conheci o sofrimento, a humilhação e a pobreza.

Minha mensagem é de libertação! Filho de fé liberte-se dos grilhões do orgulho e do egoísmo. Se você está sofrendo, não desanime! Confie no Pai Oxalá que tudo vê e tudo sabe! Faça sua parte no aprimoramento espiritual e na reformulação das suas atitudes. Liberte-se das vibrações negativas do desânimo, da tristeza e do pessimismo. Ame a Terra! Colabore para que esse Planeta melhore cada vez mais e seja um grande Lar de Amor! Liberte-se do peso da angústia através do Amor! Perdoe seus inimigos, porque Oxalá é o exemplo de Perdão e Misericórdia!

Desejo que Oxalá o ilumine hoje e sempre! Nascemos para vencer e evoluir! Nascemos para conviver com Amor e tolerância! Somos todos irmãos! Nascemos para cumprir apenas uma passagem! A verdadeira vida é a vida espiritual!

Pai João das Almas (Mensagem psicografada por Sandra)

PENA DE QUEM NÃO VAI LER POR PREGUIÇA !

Um médico entrou no hospital com pressa depois de ser chamado a uma cirurgia de emergência.

Ele respondeu ao chamado, o mais rápido possível, mudou de roupas e foi diretamente para o bloco cirúrgico.

Ele encontrou o pai do menino indo e vin do na sala de espera do médico.

Depois de vê-lo, o pai gritou: “Por que você tomou todo esse tempo para vir, não sabia que a vida de meu filho está em perigo… você não tem senso de responsabilidade??”

O médico sorriu e disse: “Desculpe, eu não estava no hospital e eu vim o mais rápido que pude depois de receber a chamada… E agora, eu gostaria que você se acalma-se para que eu possa fazer o meu trabalho”

“Me acalmar? E se fosse seu filho quem estivesse nesta sala agora, você estaria calmo? Se o seu filho fosse agora o que estivesse morrendo?”

Disse o pai irritado O médico sorriu novamente e respondeu:. “Eu vou dizer o que disse Jó na Bíblia “Do pó viemos e ao pó voltaremos, bendito seja o nome de Deus”

Os médicos não podem prolongar a vida.

Vou interceder por seu filho, vamos fazer todo o possível pela graça de Deus ”

“Dar conselhos quando não estamos em situação é tão fácil”, murmurou o pai.

A cirurgia levou algumas horas, depois que o médico saiu feliz, “Graças a Deus! Seu filho está salvo!” E sem esperar por uma resposta do pai, com muita pressa olha para o relógio e foge.

Ao mesmo tempo que vai, ele disse: “Se você tiver alguma dúvida, pergunte a enfermeira!” “Por que é tão arrogante?

Não podia esperar mais alguns minutos para eu pedir mais informações sobre o estado do meu filho” E a enfermeira, cheia de lágrimas pelo seu rosto: “O filho do Dr. morreu ontem em um acidente de estrada,

o médico estava no cemitério quando você chamou para realizar a cirurgia do SEU FILHO.

E agora que ele salvou a vida de seu filho, ele correu para terminar o sepultamento de seu filho.” Não julgue as pessoas, você não sabe qual é a realidade delas…

Nunca julgue ninguém, porque você nunca sabe nada sobre a vida dessa pessoa e o que está acontecendo na vida dela.