Características dos filhos de Logun Edé

Características dos filhos de Logun Edé

Seus filhos aprendem a ter prazer pela vida e por estar perto das pessoas. Por se amar demais, ele auxilia as pessoas que estejam sofrendo e com a auto-estima muito baixa, como também gosta de luxo, eles ajudam pessoas que estejam passando por dificuldades financeiras, porém se não aprenderem a valorizar o que conquistaram, podem perder tudo.

Possui uma beleza natural e muito talento nas formas artísticas, como canto e dança. Têm muito contato com crianças e muitas vezes assumem comportamentos infantis. São muito responsáveis, porém não muito decididos, pois não sabem ao certo o que são e nem o que querem.

Sempre de aparência jovem, causando a impressão de que tem idade inferior à que realmente tem, e quando seus defeitos aparecem, demonstram-se orgulhosos e prepotentes.

Os filhos deste Orixá querem conquistar o mundo com os pés em quinas de parede. Seus filhos devem tomar cuidado com problemas na cabeça e problemas respiratórios. São pessoas que se destacam pela beleza física e provocam afeição das mulheres (ou dos homens). São vistos como tipo de atraentes e sedutores. Também podem apresentar características de vaidade, preguiça e ciúmes. São contraditórios como Logum Edé e possuem natureza imprevisível.

Tendem a puxar para o lado da mãe (sociabilidade) ou do pai (individualismo). Os filhos deste Orixá são volúveis, sonhadores, inteligentes e observadores. São impessoais e ao mesmo tempo gostam de penetrar em mundos completamente opostos ao seu. Assumem desafios, mesmo não estando muito seguro de que vão dar conta e sua personalidade é inconstante.

Os filhos de Logum Edé são pessoas muito inteligentes, muito inquietas, querem fazer mil coisas ao mesmo tempo, são pessoas com um tino comercial muito bom para questão de grana, de comércio e o único problema é que às vezes elas se perdem pelas suas paixões, pelos seus devaneios, pelos seus sonhos e com isso não conseguem realizar materialmente coisas importantes em sua vida, mas se tiverem uns sensos práticos bem determinados, com certeza terão tudo para conseguirem tudo de bom na vida.

Os filhos de Logum Edé possuem características de Oxum, ou seja, o narcisismo, a vaidade, o gosto pelo luxo, sensualidade, beleza, charme, elegância e tem características incomuns com Oxóssi, ou seja, beleza, vaidade, cautela, objetividade e segurança. No entanto, as características de Logum Edé que não pertencem nem a Oxum, nem a Oxóssi, na verdade ele reúne o arquétipo de ambos, mas de forma superficial. A superficialidade é a marca dos filhos de Logum Edé porque lhe dá o contrário dos filhos de Oxóssi, dos filhos de Oxum, não tem certeza do que são e nem do que querem.

As qualidades de Oxum e de Oxóssi se amenizam em Logum Edé, mas em compensação, os defeitos se destacam desta forma: são extremamente soberbos às vezes arrogantes e prepotentes, mas algo não se pode negar, os filhos de Logum são bonitos, possuem olhos de gato, algo que atrai e repele ao mesmo tempo. São do tipo bonitinho mais ordinário. São mandões, os donos da verdade, os mais belos cujo ego não cabe em si. Melhor não lhes fazer elogios em sua presença a não ser que queira ver sua imensa cauda de pavão abrir-se em leque.

Quando tem consciência e consegue controlar os seus defeitos, os filhos de Logum Edé tornam-se pessoas muito agradáveis e muito bem quistos pela sociedade, são muito queridos nos ambientes de trabalho, nas rodas de amigos, são muitas vezes perseguidos por membros da família como irmãos mais novos ou mais velhos, primos, enfim, porque indiretamente acabam se tornando o quequê da família, acabam se tornando os protegidos ou até mesmo super protegidos dos pais, mas não que isso aconteça forçadamente, não que isso aconteça por necessidade, porque eles são capazes de transitarem livremente diante da problemática social, genética e seguirem seu caminho, escreverem cada um a sua história, mas sempre com muito encantamento, sempre com muita magia, sempre com muita força de caçador e com muito amor de Oxum, muita vaidade de Oxum, porque o encantamento de Logum Edé sem a magia, sem a beleza interior, sem o mistério que envolve cada ser humano, sem o potencial elementar da natureza que é o amor em primeiro lugar, a criação divina em segundo lugar por si próprio e em terceiro lugar por quem nos acompanha, seria impossível viver nessa terra de sentimentos conflitantes, de pessoas conflitantes, de cabeças mutantes, de pessoas que vivem e convivem sem muitas vezes se revelarem quem são realmente.

Quantas vezes vivemos na companhia de uma pessoa e quando menos esperamos somos surpreendidos por atitudes e comportamentos totalmente oposto ao que nós esperaríamos dela?

Essa é a magia, esse é o encantamento, é a força em que faz cada ser humano crescer desconfiando, crescer sabendo que ninguém é 100% confiável, crescer sabendo que na guerra do amor vale tudo, crescer sabendo que quando se ama corre-se risco, a não ser que ame em primeiro lugar a si próprio e para amar a si próprio só tendo Logum Edé na genética espiritual, só tendo o conhecimento da existência dessa força mágica que é o misto de Oxóssi e de Oxum.

Nascimento de Logun-ede

No início dos tempos, cada orixá dominava um elemento da natureza, não permitindo que nada, nem ninguém, o invadisse. Guardavam sua sabedoria como a um tesouro.

É nesse contexto que vivia a mãe das água doces, Oxun, e o grande caçador Odé. Esses dois orixás constantemente discutiam sobre os limites de seus respectivos reinados, que eram muito próximos.

Odé ficava extremamente irritado quando o volume das águas aumentavam e transbordavam de seus recipientes naturais, fazendo alagar toda a floresta. Oxun argumentava, junto a ele, que sua água era necessária à irrigação e fertilização da terra, missão que recebera de Olorun. Odé não lhe dava ouvidos, dizendo que sua caça iria desaparecer com a inundação.

Olorun resolveu intervir nessa guerra, separando bruscamente esses reinados, para tentar apaziguá-los.

A floresta de Odé logo começou a sentir os efeitos da ausência das águas. A vegetação, que era exuberante, começou a secar, pois a terra não era mais fértil. Os animais não conseguiam encontrar comida e faltava água para beber. A mata estava morrendo e as caças tornavam-se cada vez mais raras.

Odé não se desesperou, achando que poderia encontrar alimento em outro lugar. Oxun, por sua vez, sentia-se muito só, sem a companhia das plantas e dos animais da floresta, mas também não se abalava, pois ainda podia contar com a companhia de seus filhos peixes para confortá-la. Odé andou pelas matas e florestas da Terra, mas não conseguia encontrar caça em lugar algum.

Em todos os lugares encontrava o mesmo cenário desolador. A floresta estava morrendo e ele não podia fazer nada.Desesperado, foi até Olorun pedir ajuda para salvar seu reinado, que estava definhando. O maior sábio de todos explicou-lhe que a falta dágua estava matando a floresta, mas não poderia ajudá-lo, pois o que fez foi necessário para acabar com a guerra. A única salvação era a reconciliação.

Odé, então, colocou seu orgulho de lado e foi procurar Oxun, propondo a ela uma trégua. Como era de costume, ela não aceitou a proposta na primeira tentativa. Oxun queria que Odé se desculpasse, reconhecendo suas qualidades. Ele, então, compreendeu que seus reinos não poderiam sobreviver separados, unindo-se novamente, com a benção de Olorun. Dessa união nasceu um novo orixá, um orixá príncipe, Logun-Edé, que iria consolidar esse “casamento”, bem como abrandar os ímpetos de seus pais.

Logun sempre ficou entre os dois, fixando-se nas margens das águas, onde havia uma vegetação abundante. Sua intervenção era importante para evitar as cheias, bem como a estiagem prolongada. Ele procurava manter o equilíbrio da natureza, agindo sempre da melhor maneira para estabelecer a paz e a fertilidade.

Conta uma outra lenda que as terras e as águas estavam no mesmo nível, não havendo limites definidos. Logun, que transitava livremente por esses dois domínios, sempre tropeçava quando passava de um reinado para o outro. Esses acidentes deixavam Logun muito irritado.

Um dia, após ter ficado seis meses vivendo na água, tentou fazer a transição para o reinado de seu pai, mas não conseguiu, pois a terra estava muito escorregadia. Voltou, então, para o fundo do rio, onde começou a cavar freneticamente, com a intenção de suavizar a passagem da água para a terra.

Com essa escavação, machucou suas mãos, pés e cabeça, mas conseguiu fazer uma passagem, que tornou mais fácil sua transição. Logun criou, assim, as margens dos rios e córregos, onde passou a dominar. Por esse motivo, suas oferendas são bem aceitas nesse local.

História de Logun Edé

LOGUN-EDÉ É o resultado do encanto, ou do encantamento, de Oxossi Ibualama e Oxum Ieopondá. Divindade dos rios, Senhor da Pesca, que vive seis meses com o pai, Oxossi, na caça e seis meses, com a mãe Oxum, na água doce.Erradamente considerado como um Orixá “meta-meta”, ou seja, de dois sexos, Logun-Edé é um Orixá masculino, embora divida o tempo com os pais.

Logun-Edé é a beleza em pessoa. O encanto dos jovens, o namorado, o flerte.

Logun rege a ingenuidade do jovem, a adolescência, a beleza adolescente.

Seu encanto está no primeiro beijo, no primeiro abraço, na primeira oportunidade das “mãos-dadas”, no primeiro carinho.

Está presente no brilho do olhar, no perfume das flores, numa paisagem singela.

É também o deus da arte, o principio daquilo que é belo e terno.

É o príncipe das águas doces, da caça, da alegria e do jovialidade.

Encontramos Logun-Edé num grupo de jovens, na musica que os aproxima, no conhecimento e no encontro, na alegria de viver livremente.

Porém, encontramos Logun-Edé também nas intrigas, nos segredos maldosos, pois ele é capcioso, matreiro, inventivo, meio moleque.

Mas, Logun-Edé rege fundamentalmente o carinho, o gesto meigo, o afago, pois trata-se de um Orixá extremamente dengoso, dependente, ciumento, singelo e manhoso.

É o deus da juventude, dos estudos. Sua presença é marcante nos colégios, escolas, faculdades, enfim, em todas as instituições de ensino, onde se concentram os jovens

. Logun-Edé é o encanto, o sorriso, o piscar de olhos, a vida jovem e ativa.

Também está encantado no mato baixo, nas matas pouco densas e, principalmente, nos rios, sua morada predileta. Está ligado – como o pai, Oxossi – às artes de pintar, esculpir, escrever, dançar, cantar e a todas as atividades.

Está ligado ao banho, pois também é filho de Oxum, deusa das águas doces.

Resumindo, Logun-Edé rege o romance, o namoro, as amizades, sendo ele o responsável pelos gestos amigos e sinceros entre as pessoas.

Está encantado, também, nos pequenos animais, como o coelho, o porquinho da índia e os pequeninos pássaros. Mitologia Como já disse, Logun-Edé é o filho de Ibualama e Ieponda.

Tem ele três irmãos: Ode Ifá, ligado ao ar, afilhado de Oxalá; Ode Issambô, ligado às plantas, afiilhado de Ossãe; e Ode Ilê, afilhado de Exu. Logun-Edé sempre foi considerado como príncipe, filho de reis. Menino arisco, teimoso, levado, brincava sempre além dos limites da regência de sua mãe Oxum, que era a cachoeira.

Porém, era admirado por todos, e muito querido também.

Certo dia, o príncipe Logun-Edé, contrariando as ordens do pai e da mãe para que não brincasse perto do rio por ser perigoso, resolveu arriscar, atravessando de uma margem à outra, montando num tronco de árvore. Subitamente, o tronco virou e Logun-Edé foi para no fundo do rio.

Mesmo sendo bom nadador, Logun não conseguia chegar à tona.

Aflitos, e pressentindo algo de errado, Oxossi e Oxum, seus pais, resolveram ir atrás dele e chegaram até o rio. O coração de mãe não se enganou.

Oxum sabia que filho estava no fundo do rio e apelou para a força de Olorun, a fim de recuperar seu primogênito. – Pai,- disse ela – não deixe que meu filho se afogue. Eu sou a Rainha das águas doces, e não poderia perder meu filho justamente no fundo de um rio. Salve-o Pai, salve-o! E Oxossi também apelou ao pai Olorun: – Não deixe que meu filho morra, Olorun, não permita! E Olorun, atendendo aos pedidos do deus da caça e da deusa das cachoeiras, ergueu Logun-Edé do fundo do rio e advertiu: -Ai está seu filho que, por sua teimosia, quase perde a vida. De agora em diante fica Logun-Edé, filho de Ibualama e filho de Ieponda, com a obrigação de zelar pelos rios e prover a pesca. E, assim, Logun-Edé passou a reinar nos rios, a cuidar deles e ajudar aos pescadores. O elemento de Logun-Edé está ligado aos pais: terra e água, dando a ele os poderes do pai e os da mãe. Dados Dia: quinta feira; Data: 19 de abril; Metal: Ouro; Cor: azul celeste e amarelo; Partes do corpo: as mesmas correspondentes a Oxossi e Oxum; Comida: axoxo (feita com milho amarelo e coco) e omoolucun (feita com feijão fradinho e ovos); Arquétipo: altruístas, abnegado, sinceros, simpáticos, tensos, austeros, possuem senso de coletividade, calmos, desprendidos, inconstantes, vaidoso e sonhadores; Símbolos: abebê e ofá.

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