Cantos e Palmas num Terreiro

Cantos e Palmas num Terreiro

Ensinar, corrigir, pesquisar e estudar sempre…

Em nossa casa o Centro de Umbanda Terreiro Pena Verde, houve recentes depoimentos de pessoas que ainda nos dias de hoje acham que um

de Umbanda é um local de “macumbarias” que só faz o mal a outrem. Sinto uma tristeza muito grande de ouvir isto. O fato é que, não conhecendo a doutrina, a pessoa não entrou para conhecer o local, mas se assusta quando os tambores começam a tocar, uns se benzem, outros fecham portas e janelas trancando-se para que o suposto “mal” para que não chegue até á sua residência e os pegue. É triste saber, mas ao mesmo tempo me conforta o fato de que os nossos tambores, o toque do atabaque, a firmeza da curimba arrepia todo o Ser, anunciando o início do trabalho de Umbanda.
A importância dos cantos, das palmas, do toque e da dança na Umbanda.
Cantos (pontos)
Devemos cantar de forma harmoniosa, dançando e batendo palmas de uma forma bonita e com sincronia, assim a vibração capta uma maior energia no plexo coronário facilitando com isso a irradiação e até a própria incorporação.
Palmas
Criam uma sonoridade, das quais as vibrações alcançam o centro de percepção, localizada no mental do médium, com isso facilitando o reajustamento de seus padrões energéticos.
Toques e instrumentos
O som do atabaque e dos outros instrumentos é de extrema importância, porque com as vibrações podem se adormecer o emocional, estimulando a percepção e alterando as irradiações energéticas. Nesse momento o guia espiritual se molda no campo eletromagnético do médium ajustando ao seu próprio padrão.
Dança
Para os iniciantes é difícil distinguir as sensações, podendo haver enjôos e tonturas que cessam quando a entrega for total e não havendo a tentativa de comandar os movimentos, já que quem deve comandar é o guia espiritual. Mesmo o médium não gostando a queda pode ocorrer por resistir à total entrega da incorporação. Mesmo a mais simples da interferência consciente pode anular a vibração dos seus guias ou enfraquecê-los, desequilibrando a dança e ao próprio médium. Nas giras as vibrações do médium e de seu guia espiritual se entrelaçam numa dança cadenciada facilitando a incorporação de seu guia.
Saravá a Umbanda.

A BÍBLIA DO UMBANDISTA

( Mensagem passada pelo Sr. Exu Tatá Caveira através do médium Danilo Lopes Guedes.) Meus irmãos eu vou relatar um pensamento, que me foi apresentado, de um Guia, em uma gira de Exu e sinceramente, eu fiquei impressionado com a sabedoria deste Exu, no final do relato eu conto quem foi o Sr. Da Luz.

Certo dia estava conversando com um conhecido de outra religião (totalmente oposta aos nossos conceitos) e acabamos entrando em uma discussão sobre livros e claro que o questionamento inevitável foi feito: – Porque a sua religião não tem uma Bíblia?

O Silêncio tomou conta de nosso diálogo por um pequeno instante. Expliquei que temos vários livros que contam a história de nossa religião, procedimentos, condutas, fatos que são relatados, etc. Mas confesso que de início concordei com a observação do questionador.

Bom, continuamos com a nossa conversa, mas aquilo ficou martelando em minha cabeça, por alguns dias, até a chegada da Luz do irmão e amigo Exu.

É chegado o dia da Gira de Exu, os sábios Tatás que recebemos em nossa Sagrada Umbanda, e posso dizer a vocês de coração, realmente que sabedoria eles possuem.

Todos os preparativos prontos, então nós iniciamos, defumação sendo passada, pontos cantados, energia circulando, trabalho aberto, assistência pronta para atendimento e o meu amigo e irmão, que tenho um respeito enorme, chega ao terreiro para os trabalhos e atendimentos.

Os atendimentos são iniciados, os passes de limpeza, de cura, de incentivo etc. e a dúvida martelando em minha mente, até que uma voz meio idosa que saía do fundo da alma no meio do vazio dizia-me: – Sossega “burro novo”, acalme-se que depois nós conversamos, temos muito trabalho pela frente.

Acatei os conselhos do Senhor e concentrei-me no trabalho.

Após os atendimentos é chegada a hora dos esclarecimentos. Então o Sr. Exu com toda a sua Divina sabedoria dá a sua palavra para este “burro novo” (é assim que sou chamado por ele): – O “burro novo”, quando lhe perguntarem – Qual é a sua Bíblia? Você calmamente sorri e responde: “A minha Bíblia é imensa e chama-se Natureza, uma única e verdadeira obra Divina, feita única e exclusivamente pelas mãos do grande Criador do Universo, onde seus capítulos e versículos são:

· A Cachoeira

· A Pedreira

· O Caminho

· O Lago

· O Mar

· A Mata

· O Céu

· O Fogo

· A Terra

· A Chuva

· O Vento

· O Dia

· A Noite

· A Vida

· A Morte

Onde tudo que precisamos saber está escrito nela, e já faz um bom tempo que foi escrito, antes mesmo de aparecer a nossa escrita. E que tudo isso é obra do Divino Criador do Universo, onde devemos o devido respeito.

Ela é a nossa Bíblia, ela é Bíblia do Umbandista”. Por estas poucas e sábias palavras eu agradeço ao Sr. Exu-Velho, pelo conhecimento passado a este “burro novo”. Laroyê Sr. Tatá Caveira, eu me curvo diante de vossa sabedoria e lhe agradeço por me escolher como vosso “burro” para trabalhar.

Saravá Umbanda.

Saravá os Exus.

Fonte: Espiritualizando com a Umbanda


POVO D’ÁGUA

As entidades conhecidas como Povo d’água são espíritos de grande força e mistérios e são encarregados da limpeza e descarga fluídicas do astral dos filhos de fé, dos terreiros e lares.

As SEREIAS são entidades encantadas aquáticas, são seres naturais, isto é, espíritos que nunca encarnaram e são regidos por Iemanjá.

A incorporação é bastante rápida e serena, e sempre movimentam os braços lentamente como se estivessem abrindo caminho entre as ondas do mar, representando seus domínios.

Não falam e apresentam cânticos misteriosos, sendo estes, poderosos mantras. Auxiliam muito em problemas relativos a casamento e representam o ciclo da renovação.

Essas entidades, como as águas, levam as energias negativas, e devolvem as energias renovadas e purificadas. As sereias mais velhas são regidas por Nanã. As sereias são metade mulher e metade peixe pois apresentam uma cauda da cintura aos pés, elas vivem no fundo do mar e podem vir às suas margens.

As Ondinas e as Ninfas são seres elementais aquáticos, são entidades que desenvolvem um sentimento de amor muito intenso.

Vivem no mar, nos lagos e lagoas, nos rios e cachoeiras e, na Umbanda são associadas à Orixá Oxum.

As Ondinas estão ligadas aos riachos, às fontes e nascentes, bem como ao orvalho, que se manifesta próximo a esses locais.

Trabalham também com a chuva pois tem relação intensa com a água doce. A diferença entre as Ondinas e as Ninfas é a suavidade e a doçura das ninfas, que voam sobre as águas, deslizando harmoniosamente.

As Ondinas e as Ninfas não são passíveis de incorporação. Essas entidades de natureza aquática só existem espiritualmente, no plano material são lendas, porém, possuem magníficos poderes espirituais.

Ao fazer oferendas no mar, é importante lembrar que o mar leva mas também traz, portanto, se quiser receber flores, antes de mandá-las ao mar é preciso tirar os espinhos.

Os MARINHEIROS

pertencem a linha do Povo d’água ou de Iemanjá.

São espíritos de homens e mulheres que navegavam e exerciam as atividades de marinheiros, pescadores de alto mar, corsários, piratas, escravos negros remadores e todas as outras formas de trabalho ligadas ao mar.

Enfrentavam mares calmos ou agitados, em tempos de grande paz ou de penosas guerras.

Aos poucos eles desembarcam de seus navios vindos da calunga grande e chegam a terra, com suas gargalhadas, abraços e apertos de mão, trazendo mensagens de esperança e muita força, afirmando que se pode lutar e desbravar o desconhecido se houver fé, confiança e trabalho em grupo.

Podem se manifestar de pé ou sentados, podem vir eretos ou balançando como os movimentos das suas embarcações em alto mar.

Trabalham nos descarregos, consultas, passes, no desenvolvimento dos médiuns, em trabalhos que possam envolver demandas ou mesmo em trabalhos de cura.

São sinceros e ligeiramente românticos, sentimentais e muito amigos.

A gira de marinheiro costuma ser bem alegre e descontraída, parecendo uma grande festa.

São sorridentes e animados, mas alguns podem se manifestar mais sérios e outros um pouco entristecidos, pois como nós, cada um teve suas próprias experiências e vivências pessoais e isto os diferencia entre si.

Com palavras macias e diretas, vão bem fundo na alma dos consulentes e em seus problemas.

Estas entidades produzem um campo de energia de grande força de destruição das energias mágicas de maus espíritos, ajudando na limpeza energética da casa espiritual, pois são grande condensadores das energias puras. Enquanto trabalham, cantam, fumam charuto, cigarro, cigarrilha e outros fumos diversos e bebem uísque, vodka, vinho, cachaça, rum ou qualquer bebida de sua preferência.

Mas apenas usam bebidas em casos de necessidade para o trabalho a ser realizado.

Não devem ser confundidos com a quimbanda que utiliza a bebida com mais frequência.

Aceitam como oferendas: cerveja, peixe cozido ou frito, água (alguns solicitam rum, conhaque, vinho ou até whisky), suas velas são azuis ou brancas (mas podem variar dependendo da irradiação de seu campo de trabalho), e seu ponto de forças é o mar.

As oferendas devem ser entregues onde há água, onde terminam as ondas ou mesmo em alto mar.

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