Batendo Cabeça

Batendo Cabeça.
Diante do Altar

Ponto de bater Cabeça:

Vai, vai aos pés de Nosso Senhor.

Vai bater cabeça irmãozinho

Firme no congá.

Se guia é são jorge, veio da beira do mar.

Vai bater cabeça irmãozinho.

Firme no congá.

Bis.

Axé a todos! Hoje, próximo daquele momento mágico e divino que é “bater cabeça” aos Orixás diante de nosso Altar Sagrado, quero que pensemos sobre a importância de nossas funções dentro de um Terreiro, quero que façamos uma rápida avaliação se estamos realmente fazendo “o melhor”. O melhor pelos outros e por nós.
Sei que as dificuldades são grandes, que os percalços da vida tumultuam as decisões quando nos referimos a uma caminhada espiritual, mas a Paz de Espírito que sentimos quando respondemos positivamente a questão acima, é superior a qualquer dificuldade, dor ou angústia.
O fato é que quando nos referimos à evolução espiritual, mais do que boa vontade, precisamos de atitudes firmes, dignas e similares às Forças Superiores das quais somos envolvidos.
Com minha experiência, percebo claramente que muitos são recebidos na Casa do Pai mas poucos são os escolhidos, poucos são os ficam.
Observo que muitos médiuns quando saem do terreiro sentem-se ofendidos, julgam demasiadamente e maldizem tudo, esquecendo que já se beneficiaram muito daquela Casa, portanto, não olham e não avaliam seu interior, não percebem a Grandeza da Espiritualidade e a verdadeira necessidade de manifestar atitudes dignas e amorosas como Simplicidade, Humildade, Colaboração, Fraternidade, Confiabilidade, Fidelidade, Boa Vontade, Renúncia, Solidariedade, Trabalho, Disciplina, Fé, Amor, Obediência, Respeito, consequentemente, não ficam naquela Casa, não conseguem ter afinidade.
O que mais lamento em nossa doutrina umbandista é que poucos médiuns entendem a afirmativa “muitos serão chamados, mas poucos serão os escolhidos”, isso quer dizer que poucos médiuns se preocupam e se esforçam para estarem na mesma vibração, na mesma energia e na mesma sintonia das Forças Superiores. Não significa ser “Santo”, tão pouco “Capacho”, mas sim reconhecer os próprios erros, se esforçar diante do Sagrado e do ser humano, melhorar a cada dia, afinal, reconhecer, se esforçar e melhorar são sinais de HUMILDADE, que é a “Regra Áurea da Umbanda”.
Constatem comigo, não entramos ou saímos de uma Casa à toa. Assim como não existem coincidências para a espiritualidade, o que existe são momentos, necessidades, tempo, permissões e principalmente Lei e Justiça Divina.
Portanto, precisamos sempre nos perguntar se estamos fazendo “o melhor”. Precisamos sempre avaliar nosso íntimo, frear nossos instintos e dominar nosso emocional para que possamos ter uma vida plena de Paz, mesmo porque, são pelas nossas atitudes e pelo nosso íntimo que somos vistos pelos Orixás e Guias Espirituais 24 horas por dia, e não somente em dias de trabalho diante do Altar ao “bater cabeça”.
Saibam, diante do Altar não tem júri e nem juiz, algemas e nem cadeia.
Diante do Altar, onde está Oxalá, somos advertidos e nos é permitido deixar a nossa carga negativa aos pés dos Sagrados Orixás.
Diante do Altar somos grandiosamente incentivados e vitalizados para percorrer o caminho da dignidade, fidelidade, amor, fé e caridade.
Postado por Terreiro da Vó Benedita do Congo

 

Cambone

“Ser cambono é aprender e ter uma base solída para ser um bom médium, não são todos os cambonos que são médiuns de incorporação. Não podem comentar, nem contar a outras pessoas o diálogo do Guia com os Assistidos, sãos preparados ao trabalho de auxiliar e servir os mentores e guias durante os trabalhos e também preparados para a doutrinação de espíritos menos esclarecidos, são treinados para terem uma concentração excepcional para o auxilio na firmeza do ritual.
O cambono é a viga mestre do trabalho, sua energia é fundamental na sustentação vibracional da casa.”

“O atabaque é um instrumento Sagrado, Consagrado e Firmado por Ori­­xás e Guias e tem uma força pode­rosa, que em uma gira faz toda a di­ferença.”

“A batida do atabaque induz o cérebro a emitir ondas cerebrais diferentes do padrão comum, facilitando o transe mediúnico.

Entrando na parte espiritual, os cantos, quando vibrados de coração, atuam diretamente nos chacras superiores, notavelmente o cardíaco, laríngeo e frontal, ativando-os naturalmente e melhorando a sintonia com a espiritualidade superior, assim como, os toques dos atabaques atuam nos chacras inferiores, criando condições ideais para a prática da mediunidade de incorporação. “

Agradeço a Ogum por todas as graças alcançadas em minha vida.

Agradeço a Ogum por todas as graças alcançadas em minha vida.

Mamãe Oxum, quem é? Oxum é o Orixá que rege a energia das águas da cachoeira, a determinação de suas águas sempre a chegar em seus objetivos, rainha das águas doces, e por mais rústica que seja, ainda assim transborda beleza em sua essência… Os filhos de Oxum tendem a ser risonhos e comunicativos. São vaidosos, elegantes e sensuais. As mulheres adoram andar pintadas e gostam de estar bem vestidas. Mostram-se inofensivos e bondosos. Por trás de sua doçura esconde-se uma determinação forte e marcante. Discretos, não gostam de escândalos. Embora sejam emotivos e chorões, são tranquilos e calmos. Ambiciosos gostam de luxo e conforto. Sabem manipular as palavras, conseguindo obter as informações que desejam através de conversas

tolas e informais. Possuem uma intuição aguçada o que lhes permitem saber o momento certo para contornar as dificuldades a fim de não encará-las de frente. São persistentes e teimosos sem desistir de seus objetivos. Em certo site li tal descrição que, embora simples achei perfeita para caracterizar os filhos de Oxum, então a copiei aqui. Eis: ” Oxum é assim: bateu levou. Não tolera o que considera injusto e adora uma pirraça. Da beleza à destreza, da fragilidade à força, com toque feminino de bondade.” (parabéns a quem criou esta descrição).

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